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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O Exumo do Cilício

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyDom 02 Jun 2019, 19:02

Relembrando a primeira mensagem :

O Exumo do Cilício

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


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Hisoka
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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyQui 11 Jul 2019, 04:13



O Exumo do Cilício

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#Post 15


Suas vestes umbríferas esvoaçavam à aragem noturna de Berlinque, farfalhando em ritmo similar ao das folhas do carvalho em que se apoiava. O fulgor lunar provia claridade suficiente para que seus olhos contemplassem o litoral da ilha. Havia uma embarcação da marinha lá, assim como Haruko relatara. À sua mente afloraram flashes do plano delineado há pouco e, junto das lembranças, um sentimento de satisfação. Embora não tenha saído exatamente como esboçara, o alicerce ainda era de sua autoria. Iriam capturá-los na saída da Floresta dos Esquecidos – os que restassem, pra falar a verdade. Para isso, precisavam apenas guiá-los até lá, responsabilidade que a garota alva decidira se encarregar.

– Lá vai ela de novo... – Sussurrou no ouvido de Rin enquanto Haruko recitava suas palavras bizarras. Seus olhos, entretanto, não desgrudaram da menina nem por um instante. Depois daquele espantalho assassino, sentia que todo cuidado era pouco. Podia parecer coisa da sua cabeça, mas ele não conseguia vencer a apreensiva sensação de que algum ser místico iria simplesmente decapitá-lo antes mesmo que ouvisse alguma instrução da dona.

Contudo, para sua surpresa... Nada. Suas íris tatearam o local desnorteadas, de um canto a outro, sem mexer a cabeça. Seu sobrolho ergueu-se vagarosamente e a boca vergou num arco. Sentia aquele arrepio na espinha, os pelos eretos, o calor que emanava de alguma entidade, quase como se ela estivesse tocando-o com seu espírito, porém as retinas nada fotografavam. Um galho, então, desmoronou em craquelas e Haruko chamou por alguém.

– Hum? – Engoliu em seco. Em seguida, uma névoa sibilina irrompeu a caligem notívaga, dando origem a uma mulher. Aliás, não uma mulher qualquer; mais parecia uma meretriz que acabara de fazer compras num sexshop. Hisoka, sem acreditar no que estava vendo, piscou pausadamente repetidas vezes. Sentiu o sangue efervescer seu rosto, concentrando-se no cume das bochechas. – Sabe... Acho que sua habilidade não se resume apenas a pesadelos. – Brincou despretensiosamente, lançando um olhar sugestivo à Revolucionária.

Mas a criatura fizera jus ao fruto. O que aqueles marinheiros passaram poderia facilmente ser chamado de pesadelo. Os gritos de desespero inundavam seus ouvidos, abafados pela distância e pelas explosões, cujas labaredas rutilavam às íris carmesim. Ao longe, não era capaz de ver Pecado em ação, porém conseguia inferir prontamente que ela fazia um belíssimo trabalho.

Logo que as primeiras vítimas transpusessem charco adentro, Hisoka volveu o crânio aos flancos, fitando Rin e Haruko. Meneou com a cabeça ao meio-mink sem pestanejar, porém hesitou ao ver o estado da jovem na outra árvore. Sua pele brilhava em suor e seu alento estava pesado, como se tivesse corrido por horas. Todavia, o arqueólogo sabia que ela estava ali esse tempo todo; parada. Com sua lógica, não seria difícil deduzir que os poderes de sua Akuma pareciam influenciar em sua vitalidade, de forma que, quanto mais ela a utiliza, mais debilitada fica.

– Está tudo bem? – Perguntou de cenho estreito, com certa preocupação. Quem diria. Minutos atrás, o arqueólogo poderia facilmente pagar alguém para tirar aquela insanidade bordada no rosto da garota e, agora, tudo que quer é ela de volta. – Certo. Chegou o momento. – Anunciaria após a resposta da major, enfim meneando positivamente a ela.

Com enorme cuidado, Hisoka caminharia à saída da Floresta dos Esquecidos. Os sentidos estariam atentos não somente aos perigos de Berlinque, como também aos eventuais marinheiros que pudessem escapar do labirinto. Ele não estava esperando por muitos, levando em conta que alguns já tenham sido apresentados à libitina por Pecado e que pouquíssimos deverão serem capazes de atravessar o dédalo. Talvez dois... Ou três. Pensaria, mantendo-se de tocaia detrás de algum obstáculo próximo, como uma árvore ou rochedo. Os olhos não parariam fixos na caixa ocular, sempre mirando na porta da Floresta e zelando pelos companheiros, majoritariamente Haruko. Estaria mentindo se dissesse não estar aflito com sua exaustão. Se saíssem três agentes da justiça, Rin ou ele teriam de enfrentar dois provavelmente.

Logo que o primeiro azarado evacuasse do labirinto, Hisoka intentaria agir celeremente, sem lhe dar chances de fuga. Embora tenha o fator surpresa e o pavor da vítima ao seu favor, precisaria ser perfeito; qualquer erro e todo o plano ruiria. Portanto, já de chicote em mãos, faria um movimento de extensão do braço direito, esticando o cotovelo bruscamente para que o flagelo fosse de encontro ao alvo. Almejaria a garganta, meticulosamente calculada de modo a apertar suas cordas vocais – usufruindo de seu conhecimento em anatomia-humana – para que ele não seja capaz de gritar. Logo depois, flexionaria o membro, trazendo o marinheiro de encontro ao seu corpo de forma abrupta. De imediato, o pé esquerdo do Professor afundaria no tendão de aquiles do tornozelo inimigo mais próximo, retirando-lhe a capacidade de caminhar. Concomitantemente, o braço esquerdo deslizaria horizontalmente sobre sua fauce ao passo que a mão oposta cerraria seus olhos, retirando-lhe a visão junto ao "mata-leão". Para amplificar a resistência do golpe, os membros estariam cruzados no cotovelo de forma a dificultar a soltura da vítima, mesmo que ela seja um pouco mais forte que o Doutrinador. Ele também estaria com o tronco afastado, para que o refém não ousasse revidar com os braços ou perna sadia; ainda assim, qualquer sinal de contestação seria retrucado com o intensificar da técnica de submissão.

– Ssssshhhhh... – Sibilaria em seu ouvido como uma víbora, aconselhando-o a se manter em silêncio. Praticamente uma atitude trocista, uma vez que seu antebraço estaria tão firme em suas cordas vocais que ele sequer poderia grunhir. – Qual o objetivo de vocês na ilha? Ein!? – Soltaria seu alento quente na orelha do marinheiro. Não era um mestre da intimidação, mas as circunstâncias poderiam ajudá-lo. Pouquíssimos são capazes de serem abordados de tal forma e manterem-se indômitos. – Não se importa de morrer? É isso? E acha que farei de uma maneira indolor? Está enganado. – Pressionaria-o na hipótese dele se recusar a cooperar. Cerraria os dentes à medida que o açoitasse com as ameaças, exteriorizando certa coação. Caso ele sugerisse que iria responder, afrouxaria o mata-leão levemente, suficiente para que ele pudesse falar de voz roufenha, com intenso esforço. Se porventura o historiador sentisse que ele iria gritar, não teria dó; giraria as mãos em direções opostas, intentando proporcionar uma súbita torção de seu pescoço. – E os reféns, ein!? Onde estão!? – Caso ele colaborasse, tornaria a interpelá-lo, desta vez não cedendo-lhe tempo para titubear. Seu calcanhar direito hastearia alguns centímetros do solo e despencaria no suposto único tendão sadio do marinheiro. Quem sabe a dor não afunilasse sua decisão. No mais, garantidas suas respostas, Hisoka traria a ele o mesmo destino: a morte. Súbita e indolor, numa luxação de sua cérvix com um ágil movimento das mãos. Estava longe de sentir prazer naquilo, mas os cenários de guerra o fizeram ter a ciência que seus adversários estarão sempre dispostos a fazer o mesmo contra ele. Era somente uma questão de quem agiria primeiro.

Na eventualidade de sua investida fracassar em alguma etapa, o historiador ampliaria a sua distância do(s) adversário(s), tendo em vista o seu principal instrumento de combate. Portanto, usufruindo de sua aceleração, corrida e acrobacia, realizaria saltos em recuo, em zigue-zague, com piruetas se necessário. Aterrissaria sobre uma raiz firme emersa, evitando manter-se numa área encharcada, pois perderia sua altíssima mobilidade.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyTer 23 Jul 2019, 00:02




Hora: 20:47
Temperatura: 18°



Apesar da insegurança que nosso protagonista poderia sentir de sua superior, Haruko se mostrava calma e confiante, como uma espécie de calma e dona da situação. Ela havia gostado da ideia de Hisoka e agora botava ele para funcionar. Uma forma de pesadelo atacava o navio da Marinha, fogo e gritos, tudo o que pode ser ouvido e visto a distância. Então o pequeno bote, com poucos marinheiros é verdade, parecia ter sido tudo o que restou dos soldados.

- Claro que posso fazer mais do que pesadelos. - Disse a major devolvendo a provocação. - Será que você quer passar uma noite comigo? - Mas de alguma maneira tudo o que o revolucionário sentia era um tremendo calafrio na espinha.

Mas o feito conquistado pela Major não foi barato, Kurayami percebia que ela ficou bem desgastada após usar seu poder, o que não era um preço caro, ao imaginar que basicamente sozinha e sem ser notada ela havia afundado um navio da Marinha. Mas ela respondeu chicoteador com um sorriso e um polegar para cima.

Então finalmente o bote chegava na ilha, com a boa iluminação da lua grupo revolucionário percebeu que eram um grupo de cinco homens, entretanto um deles de destacava, não apenas pelo seu porte, mas pelo uniforme totalmente diferente.

- Um capitão. - Disse a Major. - - Não é alguém que eu possa lhe dar, principalmente no estado que me encontro, o ideal seria que eles se separassem.

Descendo então da árvore o revolucionário vai se aproximando do bote onde encontra o grupo ainda ali parado. Diferente do que o jovem revolucionário eles não entraram na floresta, estavam apenas a margem da ilha enquanto o capitão observava a situação.

- Não vamos entrar nesse pântano! - O capitão dava a ordem. - As chances de morrer aqui ou nos perdemos são grandes. Já perdemos um navio e muita mão de obra para a construção da base.

- Senhor! - Um dos soldados falava. - Temos alguns suprimentos aqui no bote, acredito que comida e água para um dia se racionarmos a bebida.

- Tem o suficiente. - Disso confiante o capitão. - Amanhã chegarão mais cinco navios e com certeza vamos ser resgatados. - Havia um sorriso no rosto do marujo. - Quem diria que aqui, bem na entrada do Paradise nós vamos construir uma imensa base.

Hisoka não havia encontrado brecha, os soldados não estavam muito afoitos. Logo três, com o capitão, montaram uma pequena tenda para dormir e dois juntaram algumas madeiras ali da região para acender uma pequena fogueira, eles estavam realmente tomando a melhor medida para a segurança deles. O revolucionário viu ainda que enquanto três foram dormir, dois ficaram de vigias, provavelmente não haveria um momento para um ataque surpresa, ainda mais com eles evitando a todo custo entrar na ilha.

Legenda:
 

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyTer 23 Jul 2019, 04:37



O Exumo do Cilício

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#Post 16


Ok. Hisoka não esperava por essa. Um arregalar de olhos e um sobressalto marcaram sua reação à provocação da major. Sentiu as bochechas queimando, porém, acima de tudo, sentiu o calafrio que percorrera a espinha num frêmito sinistro. Desviou o olhar vagarosamente, como se nada tivesse acontecido. Não sabia o que deveria ter feito exatamente, sequer se havia procedido bem com a situação; estava congelado. Atarantado com quão macabra aquela garota conseguia ser, mesmo nos momentos mais lascivos. Lembrava-lhe um pouco Fennik, a pervertida de sua antiga célula, mas Fennik quase sempre arrancava-lhe somente embaraço. Ali não; era quase como se ela tivesse convidado-o a um encontro com a libitina.

– Ér... É. – As palavras até escaparam à boca. Foco. Precisava se concentrar. Sobraram cinco ao total; um deles, como bem destacado pela Revolucionária, era o capitão. Um contra um estava fora de cogitação. Aliás, dois contra um também. Quem sabe, com muito esforço, o vencessem num três contra um. Entretanto, antes precisavam se livrar dos outros quatro, perscrutados friamente diante das íris cetrinas do arqueólogo. Pretendia saber tudo que estivesse ao alcance de sua visão. Estatura, porte físico, armas. Tudo seria vantagem na peleja iminente.

Desgraçado. A mandíbula retesou. Talvez tenha sido a calada da noite ou, quem sabe, o capitão não fosse tão burro quanto os Revolucionários haviam pensado. De qualquer forma, eles não iriam mais avançar, o que jogava o plano de usar a Floresta dos Esquecidos no lixo. A frustração estava estampada no rosto de Hisoka, porém ele não podia se deixar levar por um mero parafuso solto. Certo, talvez fosse uma engrenagem inteira, mas ainda era preciso foco, e disso seu temperamento calmo se encarregaria com imensa facilidade.

– Certo, vamos ter mais uma noite para pens- – Estava a sussurrar para os companheiros quando o tópico chave foi mencionado. Berlinque como base da marinha!? Interrompeu seu ponderamento imediatamente, engolindo em seco. Então era esse o objetivo deles desde o princípio. Os olhos apertados bordados no semblante preocupado mantiveram-se assim por alguns segundos, acompanhando o silêncio que envolveu sua mente límpida com outro lampejo. – Atacaremos nessa noite. Não teremos outra chance. – Volveria os olhos a ambos, buscando ganhar a confiança de cada um. A de Rin talvez já tivesse; precisava conquistar a dela. – São cinco contra três, mas usaremos o elemento surpresa a nosso favor. Precisamos pegá-los isolados. Um por um, até sobrar apenas o capitão. É com ele, e somente com ele, que pegaremos a informação de onde estão os Revolucionários. – Gesticularia com a mão direita, finalizando com o repousar da palma sobre o ombro da garota. – Mas eu vou precisar de você inteira. Acha que se recupera em quantas horas? Não é noite há muito tempo, podemos atacar na madrugada. Bem, é um pouco arriscado, levando em conta que ele não mencionou que horas viriam os reforços... – Abaixaria a cabeça, franzindo os lábios. Todavia, voltaria a erguê-la instantes depois, mirando os olhos na major. – Mas sem você não teremos chance contra o capitão. – Afirmaria resoluto; quem sabe agora tivesse cativado-a.

Não havia mentido. Todo empenho ainda poderia ser pouco para derrotá-lo, mas não era momento de pensar nisso. De nada adiantaria se não derrotassem os peões, e seria neles que concentraria toda sua atenção. Por ter dormido o dia inteiro em virtude do medicamento, talvez não sofresse com o sono como seus companheiros, nem como os oponentes. Estudaria seus turnos de guarda, buscando encontrar um padrão, sempre à espreita e sem realizar barulho algum. Seu temperamento calmo seria como um anjo em suas costas, suscitando movimentos plácidos sem barafusto. Enquanto isso, Rin e Haruko deveriam estar descansando, principalmente ela. Ora ou outra vislumbraria por cima do ombro, buscando zelá-los e ter ciência de suas seguranças. Não sabia ao certo quando havia adotado tamanha postura de liderança; talvez seja um sentimento que sempre esteve ali, somente esperando a chama da Revolução para incendiar. De qualquer forma, ali estaria ele, protegendo os companheiros como uma mãe defende seus filhotes.

Sempre ficam dois do lado de fora... Os demais estão dormindo? Não importa, devemos ser silenciosos. Eram inúmeras as variáveis. Hisoka sentia que um único movimento em falso poderia culminar em sua morte. Mas não podia fraquejar. Não ali, em sua posição. Seus companheiros confiavam nele e, para além disso, a tripulação de Haruko esperava que ela os resgatasse. Não havia espaço para falhas com tantas vidas em jogo. Sua mão deslizaria até o ombro do meio-mink suavemente, para que não o assustasse se estivesse dormindo, e, assim que tivesse sua atenção, confirmaria com a cabeça. Era o momento. Seria na metade de um dos turnos, pois haveria maior chance dos outros estarem descansando. Se fosse no início ou próximo do fim, talvez o sono estivesse leve.

Iria no que não detivesse uma arma de fogo, se assim fosse possível, pois sua abordagem, inicialmente de média distância, poderia deixar espaço para que ele acionasse a arma, o que acordaria os outros marinheiros. Portanto, se tivesse a opção, deixaria esse para seu amigo espadachim, que o finalizaria rapidamente – e assim esperava que fosse dado seu planejamento. Seria o primeiro a agir, intentando um ponto cego por parte de sua vítima. Caminharia na surdida, evitando folhas, galhos secos e poças por onde caminhasse. Os pés tateando o chão como se fossem abençoados com coxins, minguando os cicios ao máximo.

Seu chicote, então, irromperia o vento, bastasse que tivesse uma chance. Qualquer que fosse; um olhar despretensioso para o lado provocado por uma pequena distração, um átimo de desconcentração. Não importava o motivo. Flexionaria o braço destro para que o azorrague rasgasse a atmosfera, manejando-o de forma a evitar seus estalidos, mesmo se precisasse diminuir a velocidade de seu bote. A garganta do marinheiro seria seu alvo, diretamente na região de suas cordas vocais para que não gritasse. Seus eventuais grunhidos, porém, talvez chamassem a atenção do outro vigia. Perfeito. Era a centelha que precisava para que Rin pudesse agir. Se bem sucedido, não conseguiria esconder o corte dos lábios ao cenho num riso de satisfação, sem dentes. – Como planejado. – Ainda assim, ele seria mantido por pouco tempo. A maxila não demoraria a cerrar em resposta à força imposta no flagelo, agora seguro veementemente com ambas as mãos na expectativa de sufocar o seu marinheiro escopo. – Urgh... – Só pararia um minuto depois que ele cessasse seus esforços, pois não gostaria de ser enganado num momento como aquele.

Entretanto, se a vicissitude desse as caras e os marinheiros não fossem mortos pela dupla, teria de estar atento ao revide. Sendo um pugnador bastante ágil, e já aproveitando da longa distância, focaria no potencial de suas evasivas. Não pouparia acrobacias combinadas com sua corrida e aceleração, saltando entre os rochedos e raízes dispostos pelo ambiente. Cambalhotas e piruetas, laterais ou de costas, seriam bem-vindas, intentando dificultar ataques de alcance elevado, como disparos. Durante as esquivas, não deixaria de movimentar o braço destro, almejando entremear contra-ataques com a ponta de seu flagelo, que seria deslocado violentamente contra os olhos do inimigo, na horizontal, e contra seu queixo, ascendentemente na vertical, com potência suficiente para nocauteá-lo.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyTer 23 Jul 2019, 16:05




Hora: 20:47
Temperatura: 18°



   Algumas vezes nos frustramos com nós mesmos, outras vezes com os outros, no caso do agente, era o tipo de frustração que afeta um pouco mais, com as nossas ideias, parece que nossa inteligência é colocada a prova, mas Hisoka soube engolir o orgulho e com seu temperamento calmo ele ver na mudança de planos uma nova oportunidade.

  - Não vamos conseguir vencer. - Decretou a Major em poucos segundos após a ideia do agente ser mencionada. - Esses soldados são mais fortes que o comum. Eles resistiram a uma das minhas criações. Mesmo os soldados são mais fortes que os simples soldados. Entretanto posso sugerir uma alternativa. - Então ela respirava fundo e com seu caderno dos pesadelos na mão ela falava do seu plano. - Descansando uma hora posso chamar um dos meus filhos preferidos, ele vai manter os três que estiverem dormindo em sono profundo. Então com os três dormindo vocês dois atacam os guardas acordados.

  - Ela tem razão. - Disse a companheira do chicoteador. - Se a Marinha esta para chegar em peso temos que ser rápidos e nos machucarmos o menos possível. - Então ele pegava a sua espada se preparando. - Temos que agir bem rápidos.

  - Além disso não vamos supor que sejamos uma surpresa. - Disse Hakuro com ênfase. - Imagina o seguinte, você esta patrulhando essa ilha a um bom tempo, encontrou algumas criaturas e tal, sabe que tem rebeldes na área, pois por mais que meus amigos não tenham falado nada a suposição é válida. Além de tudo isso eles nem se atreveram a entrar floresta. Tem dois homem vigiando.

  Passado uma hora a aparência da líder revolucionária era bem melhor. Ela então pega seu livro e folheia algumas páginas e então começa seu "ritual" e logo aparece uma pequena criatura. Ela então vai ganhando tamanho e se torna em uma criatura humanoide que flutuava no ar.

  - Oi mamãe! - Disse a criatura enquanto cheirava o ar a sua volta. - Sinto o cheiro de três dorminhocos na região. Posso me alimentar? Posso?

  O jeito que a criatura se comunicava não combinava com a maneira que ela aparentava, Rin e Hisoka poderiam ver que aquele ser fantasmagórico era terrível pessoalmente, nem precisavam estar em um pesadelo, além disso a atmosfera em volta ca criatura começava a ficar gelada.

  - E que tipo de mãe seria eu se não deixasse. - Disse a akumada com um belo sorriso no rosto, quase que como uma mãe dando comida a seu filho. - Vai lá e se divirta, precisamos de uma hora pelo menos. - Disse ela já se virando para os dois revolucionários e a criatura já saia. - Peguem os dois soldados, um deles precisa estar vivo, o acampamento deles não é grande e não deve haver tanto segredo com prisioneiros.  

Hisoka e Rin então se aproximavam do acampamento da Marinha, havia dois homens de guardas e eles não perceberam a estranha criatura entrar na barraca com seus colegas, ela era a princípio insubstancial, e atravessava as "paredes" da barraca sem se quer mover elas.

O piso em si era lamacento, mas o local que os marinheiros montaram a barraca não era. A cinco metros a frente da barraca ficava a fogueira que ajudava bem na iluminação. Ao lado esquerdo e mais próximo dos revolucionários estava o soldado portanto uma espada, e do outro lado o homem com a espingarda.

Hisoka percebeu que a escolha do ponto deles era boa, um pouco mais alto que o piso a volta, plano e sem muita cobertura, provavelmente a pedra que estavam era a ultima boa cobertura. Outra característica que se destacava, os guardas estavam realmente de guarda, vigiando o local. Um bom vigia sabia que ele precisava prezar pelo dos companheiros assim permitir eles descansarem.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyQua 24 Jul 2019, 02:23



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#Post 17


Era frustrante, mas Haruko estava certa. Em seu nível atual, Hisoka não seria capaz de lidar com todos aqueles marinheiros, principalmente com o capitão. Não havia como segurar o aperto no peito, a apreensão. Era a sensação de insuficiência atormentando-lhe outra vez. Já estava virando rotina. Ela sempre dá as caras quando as situações de combate se aproximam, socando-lhe o estômago de tal maneira que desperta uma ansiedade pungente. Precisou parar, ouvir e refletir. As íris carmesins voltadas ao céu, cintilantes ao fulgor lunar.

– Tudo bem. Confio em você. – Sem tirar o olhar da abóbada celeste, disse à major. As pálpebras então cerraram, ínterim em que respirou fundo. O rosto oleoso em virtude do mormaço – mesmo à noite – agora em destaque, nu a terceiros.

Quando tratou de reabri-las, sentiu uma atmosfera diferente; talvez tivesse caído no sono. Pouco importava, havia chegado o momento. Haruko fez seu ritual novamente, evocando uma criatura nova. O historiador mal reagiu desta vez, provavelmente por conta do costume, ou, quem sabe, por conta da concentração imposta na missão. Seu semblante estava frio, estranhamente impassível, como se tivesse tudo sob controle; mas a verdade é que não tinha nada. Não queria decepcioná-los, principalmente a major e toda sua tripulação, e, por isso, apoderou-se de um intenso estado de foco.

– Não exceda seu limite. Quando sentir que não consegue mais mantê-lo, faça-o sumir. – Alertaria a Haruko, finalmente mirando-a nos olhos. Seu semblante era firme, quase como se estivesse ditando uma ordem, não um pedido. Não sabia o porquê, mas havia esse sentimento efervescente de proteção que praticamente o obrigava a adverti-la. Vê-la tão debilitada há pouco provavelmente fora o estopim. – Guarde energia para gritar. Eu voltarei. – E não cederia tempo de resposta. Suas vestes umbríferas farfalhariam ao se levantar. O chicote negro bobinado no cós da calça oscilaria a cada passo em direção ao acampamento. Haruko fizera sua parte; era hora de fazer a sua.

Seus primeiros passos no solo palustre imediatamente fizeram-no atinar a desvantagem que teria se continuasse ali, ainda que seu chicote trouxesse benefícios à longa distância. Os pés afundavam sem escrúpulos e pareciam que estavam sendo engolidos por Berlinque. Sua mobilidade, uma de suas principais armas, seria inútil naquele aguaçal. Os marinheiros, por outro lado, estavam num palanque privilegiado; claro, não eram estúpidos. Não montariam seu acampamento em meio ao charco.

– Teremos de ir lá. Não tem outro jeito. – Sussurraria ao meio-mink, volvendo o pescoço minimamente para não perder os soldados de vista. A fogueira tratava de alumbrá-los muito bem. Os olhos apertaram, evidenciando-a com seu olhar por alguns segundos. Chegou a cogitar apagá-la, para que os marinheiros lutassem no escuro, porém logo descartou a ideia num suave balançar de sua cabeça. Rin até conseguiria lutar na penumbra, mas Hisoka, não. Entretanto, isso não a desprezava por completo; ela ainda poderia ter sua utilidade. – Fique com o espadachim. – A verdade é que lutar contra o atirador não beneficiava ninguém. Contra esse tipo de gente, ou você possui um gatuno furtivo, ou outro atirador – melhor que o oponente. Todavia, se alguém tivesse que se machucar ali, que fosse o arqueólogo; Rin e suas habilidades eram preciosas demais.

Hisoka permitiria que o meio-mink fosse primeiro, o que garantiria a atenção do atirador – que se assustaria com o surgimento do espadachim. Ainda assim, o historiador, claro, não deixaria que seu companheiro fosse alvejado; a distração seria necessária apenas por um mero átimo, suficiente para que ele laçasse seu azorrague num dos corpos lenhosos que compunham a fogueira e o arremessasse contra o marinheiro que portava a espingarda – eis aqui sua utilidade. A peça flamejante, se tudo agisse nos conformes, o atingiria em cheio no rosto, pegando-o de surpresa e, para além disso, atrapalhando um possível disparo em Rin, que poderia encarar seu correspondente num embate franco.

O arqueólogo assomaria ao palco em seguida. Suas panturrilhas tonificariam num pavimento estável, preparando o corpo de tronco vergado para um salto. Rodopiaria em pleno ar, irrompendo o grande satélite natural enquanto acumulava energia com sua aceleração para intentar um chute aéreo, descendente, com ambas as solas dos pés no peito do inimigo, visando atolá-lo no chão. A madeira de outrora teria, ainda, essa outra função: entretê-lo para que ele não acertasse o Revolucionário em pleno ar, que despencaria sem dar chance nem mesmo para um mero suspiro.

Se tivesse a ventura de acertá-lo em cheio, usaria o impacto ao seu favor, imediatamente levando as mãos em direção ao corpo da espingarda. Faria um movimento brusco, recuando os braços repentinamente contra o próprio tronco para tirá-la da posse do inimigo, que estaria atordoado e desequilibrado. Com ela em seu poder, a atiraria na região lamacenta pouco antes de cambalhotar para trás, saindo de cima do adversário que estaria sem sua principal arma. Por outro lado, se não contasse com seu êxito, teria de ser rápido. O estômago arrefeceria de preocupação ao perceber que atingira somente o chão com seus pés, praticamente guiando o corpo junto a um frêmito de instinto para que promovesse uma esquiva para o disparo iminente. De cenho apertado, buscaria equilíbrio imediato para que completasse uma pirueta para a direita, almejando escapar do primeiro tiro. Não pararia, saltando aos céus contiguamente para uma evasiva de uma eventual segunda tentativa. Esta, no entanto, seria a última do adversário, pois, concomitante ao pulo, viria seu chicote numa intensa ascensão, arrastando toda e qualquer pulverulência do solo num estalido átimo antes de estremecer contra o queixo do marinheiro. Então, sucessivamente, atingindo-o ou não, moveria o pulso agilmente na expectativa de manejar o flagelo para que ele enlaçasse na espingarda e, assim, a puxasse subitamente, retirando-a da posse inimiga. Desta forma, seu ataque serviria, ao menos, para desatentar o agente da "lei".

– Onde eles estão? – Questionaria sem pestanejar. Se por acaso o marinheiro sofresse de amnésia diante da tensão, reiteraria, agora de carranca apertada e voz rasgada. – Onde. Eles. Estão!? – Alvejaria-o com seus olhos, atento a qualquer movimento que pudesse despertar alguma ameaça. Seu braço direito, então, rodopiaria acima da cabeça, levando consigo o açoite, que voaria contra o pescoço do marinheiro supostamente desarmado, apertando-o sem escrúpulos. – Não vou perguntar novamente. – Ameaçaria pela última vez, tratando de premer o flagelo cada vez mais. Não hesitaria se precisasse matá-lo; havia ainda outros três marinheiros capazes de ceder a informação.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyQua 24 Jul 2019, 22:49




Hora: 20:47
Temperatura: 18°



   Hisoka e Rin planejavam o ataque, em dupla, o mink cuidaria do espadachim enquanto o protagonista do inimigo mais difícil, o atirador, não era apenas pela arma, que para o azar do chicoteador, tinha um alcance ainda maior que a sua, mas isso era um problema até certa medida, pois depois do alcance ficar pequeno a arma de fogo perdia a sua maior vantagem.

  Então Rin sai na frente como combinado correndo o mais rápido que poderia na direção dos soldados e nó nesse momento que Hisoka percebeu que embora de pé e com os olhos abertos, ambos estavam cansados e meio sonolentos. Por isso o plano deu certo principalmente na parte do Rin ter alcançado o espadachim sem ser alvejado pelo atirador.

   Kurayami com suas acrobacias logo chamou a atenção do atirado e quando o rebelde estava no ar ouviu o disparo que passou raspando na sua cabeça na altura da sobrancelha do lado esquerdo do rosto fazendo uma ferida. Mas ao disparar o atirador não conseguiu recuar e tomando o chute no peito derrubando o atirador e a arma do mesmo da sua mão. Logo depois antes que o atirador conseguisse reagir o chicote voava agarrando a arma e trazendo a mesma até o Doutrinador.

  - HAHAHAHAHA! - Dava risada da pergunta o marinheiro. - A essa altura estão saindo da ilha, vão trabalhar de escravos a vida toda. - Com as mãos levantada o soldado levantava. - Diz uma coisa rebelde, a Hakuro esta por aqui não é? Foi ela que fez aquilo com o navio? Suspeitávamos que ela estivesse na ilha, mas vamos achar o navio de vocês ainda essa noite e ficarão presos aqui. - O marinheiro falava com muita certeza de que mesmo perdendo a batalha ele venceria a guerra.

  Hisoka tinha um pequeno tempo para pensar e Rin aparecia do seu lado. Seu adversário havia sido rapidamente nocauteado e já foi desarmado pelo mink.

   - Então você não vai nos dizer para onde levaram eles? - Perguntava o espadachim. - Acho que vamos ter que torturar um pouco esse camarada. - Desta vem o mink falava com Hisoka.

  - Não é segredo. - Disse o marinheiro com um sorriso. - Eles foram levados para Cactus Island. Se eu tivesse um Eternal Pose para vocês irem para lá eu juro que dava para vocês. - O sorriso no rosto do marinheiro era claro, como se ele tivesse todas as cartas na manga. - HAHAHAHAHAHAHAHHA!!!!


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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyQui 25 Jul 2019, 04:02



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#Post 18


Um fio de sangue verteu de sua testa, espalhando calor num caminho pelo seu rosto até enfim gotejar no solo, tingindo-o paulatinamente de cetrino. Por sorte, havia sido o único débito de seu plano, que decorreu como esperado. Droga, fui muito lento... De semblante frustrado, criticou sua velocidade medíocre, limpando o líquido rubro com as costas da mão esquerda. Provavelmente não estaria ali de pé caso tivesse encarado um oponente mais forte. Milésimos de segundo de vantagem para o inimigo e seus miolos estariam espalhados pelo chão. Saber disso trouxe um sentimento estranho, que até embrulhou seu estômago.

Apesar da derrota, o marinheiro não perdeu sua postura. Não parava de gargalhar, mesmo encurralado como um porco prestes a ser abatido. Suas palavras que escarneciam dos Revolucionários presos tiraram o historiador do sério. Os olhos apertaram, a glabela crispou e os zigomáticos se realçaram. Os capilares mais que evidentes na esclerótica, como se estivesse prestes a pegar fogo.

– Trabalhar... De escravos!? – Retrucaria irritado. Os dentes cerrados amparando o próprio esputo. Daria um passo à frente, firme como se estivesse pisando no crânio daquele desgraçado. Como ele ousava brincar com um direito tão banal. Ele que, acima de tudo, deveria ser o agente da lei responsável por garantir a liberdade dos cidadãos. Não havia palavras para descrever todo o ódio que o historiador sentia por essa corja. Agentes, marinheiros; todos eles representam esse lixo denominado governo mundial. – Vão sim. Claro que vão achar. – Outro passo à frente. Um sorriso amarelo seria bordado em seu rosto, evidenciando a ironia em suas próprias palavras. A espingarda seria deixada para trás, talvez destroçada no impetuoso impacto contra o chão. Os dedos destros do doutrinador se ocupariam com o cabo de seu chicote negro, tão veementemente pressionado que seria possível ouvir o som do atrito da pele contra o couro.

Então Rin chegou. A atmosfera pesada sucumbiu por alguns segundos. Claro, ainda havia algumas informações a serem recolhidas. Ficara tão neurastênico que se esqueceu de perguntar do paradeiro de seus companheiros de revolução. Por sorte, o meio-mink havia derrotado o seu oponente com facilidade, não demorando a assomar junto ao professor. Ele parecia disposto a torturar aquele marinheiro para obter a localização dos Revolucionários, mas não foi preciso. Aquele miserável disse tudo sem pestanejar, e sem largar sua postura cínica. Sua risada parecia ecoar dentro do corpo de Hisoka, dando-lhe nos nervos; desta vez, ele não pararia.

– Cale a boca. – Sentiria a cólera inundando em cada centímetro quadrado de seus vasos sanguíneos. Se o marinheiro não o ouvisse e continuasse a gaitar, ele faria da ameaça um delito. Volveria os calcanhares de modo a girar em seu próprio eixo, carregando o açoite na destra. O chicote enfim gritaria ao abalroar violentamente contra o olho esquerdo do soldado debochado. – Cale a boca. – Repetiria, agora de voz tão álgida quanto a de um carrasco. Desta vez, não ordenaria que parasse sua risada – esta ele certamente suspenderia ao perder um dos olhos; ordenaria que parasse com seu clamor e choro, e não esperaria que correspondesse. O corpo giraria novamente, agora fazendo o flagelo zunir contra seu olho sadio.

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– Por que está chorando? – Aproximar-se-ia, ficando de cócaras à frente do marinheiro. A esta altura, ele não mais o enxergaria, mas ouviria. A caliginosa voz do Doutrinador perfurando-lhe os órgãos apenas com sua mera presença, como uma baioneta atroz. – Não é nada. – Diria ríspido, balançando a cabeça negativamente. Então faria uma pausa. Pressionaria o lábio inferior contra os próprios dentes e engoliria em seco. A imagem de Helena, sua comandante, viria à mente. As histórias que Fennik contara acerca de seu passado. Todo seu sofrimento em Pedra Rara, onde foi mantida escrava por anos, mesmo quando grávida. Perdeu seu olho. Perdeu seu marido. Perdeu seu filho. – Isso não é nada comparado ao que eles sofrem. – O rosto repleto de sangue e sem olhos do marinheiro refletiria às íris inclementes do arqueólogo. O rútilo, então, intensificaria assim que elas começassem a marejar. Lágrimas de pesar em nome de todos os escravos enfim se libertariam; e não seria um peão do governo o responsável por sujá-las. – Amarre ele e vede sua boca. Não aguento mais ouvir esse choro. Também vai impedir que ele os acorde imediatamente após o efeito daquilo acabar. – Fitaria Rin por cima do ombro, ratificando o pedido com um meneio de sua cabeça. Precisava ganhar tempo para que pudessem ir até Cactus Island. Não teria espaço para resolver pontas soltas como essa, então já trataria de cortá-las desde já. – Diga que... – Interromperia os passos de volta a Haruko e miraria o céu, buscando as palavras certas. – Diga que O Doutrinador não vai parar até que o governo mundial esteja em ruínas. – E, sem olhar nos olhos do marinheiro – ou o que restaram deles, Hisoka continuaria a caminhada, abaixando o mento para que pudesse vislumbrar o trajeto. Doutrinador, né...? Deixaria escapar um sutil sorriso trocista antes de reaver o cenho firme. Seu espírito, por sua vez, carregava uma sensação de dever cumprido; ou quase.

. . .


– Cactus Island. – Enunciaria sem cumprimentos assim que tivesse Haruko à vista. – Se me recordo bem, é uma ilha dominada por caçadores de recompensa. A marinha não tem vez lá. – Mostraria ainda ter seus dotes como ex-professor de história, de braços cruzados e de costas numa eventual árvore. – Não podemos deixar que os Revolucionários caiam nas mãos dos caçadores. Talvez possamos barganhar, afinal, a marinha por lá também atrapalha os negócios deles. – A verdade é que estaria sem muitas ideias, porém queria mostrar serviço e, acima de tudo, dar um pouco de esperança a Haruko. Sentiria que seria cruel proferir apenas más notícias. – Precisamos ir. Alguma ideia de como chegar lá? – Entremearia o olhar nos dois. Pressentiria a aflição que viria se sua pergunta fosse sucedida por um fúnebre silêncio. – Aquele marinheiro mencionou algo... Eternal Pofe...? Pose? Eternal Pose, certo? – Estalaria os dedos enquanto tentasse resgatar o nome do que quer que aquilo fosse. – Sabe do que se trata? – Apontaria a Haruko com o queixo. Com sua lógica, deduziria que pudesse ter relação com orientação, como se pudesse indicar o caminhar a ser seguido. Na vicissitude de nada ser decidido, o arqueólogo succionaria os lábios, aflito. – Agh... Enfim, não podemos perder tempo. Decidiremos isso quando chegarmos no submarino. Temos de sair daqui o mais rápido possível. – Realmente precisavam. Cada minuto desperdiçado poderia ser fatal; tanto para os Revolucionários sequestrados, quanto para eles. Portanto, com sua alma de liderança, levaria a carruagem. – Onde ele está? – Olhos em Haruko mais uma vez. Agora, não somente à espera de uma resposta. Trataria de observar o seu estado, pois, como bem sabe, a jovem fica exausta após usar sua Akuma no Mi. Se ela estivesse com uma boa vitalidade, somente assentiria e a seguiria. No entanto, caso contrário, aproximar-se-ia lentamente e a ajudaria a se levantar, passando o braço dela sobre seu ombro. – Vamos lá. – A entonação destoaria; seria uma amálgama de labuta com timidez.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyTer 30 Jul 2019, 09:53




Hora: 20:47
Temperatura: 18°



   Hisika assim como Rin estavam nervosos com a postura do soldado, mas quem não ficaria quando sabe que seus colegas, nakamas que lutaram ao seu lado, pela mesma causa, estariam sendo convertidos em escravos, isso era algo que abalaria o coração de qualquer um.

- Você fala como se fosse inocente. - Retrucava o soldado. - Não percebeu que ao destruírem o navio mataram pais de famílias? - O Soldado mostrava que também sentia raiva. - Vocês por acaso vão visitar a esposa e os filhos e dizer que seus pais não vão voltar mais? - Lágrimas começavam a rolar dos olhos do marinheiro. - Vocês e o governo ficam com essa guerrinha de poder, mas a maioria de nós só quer manter a paz. Lutar contra piratas que por vezes abusaram de pessoas amadas por nós mesmos. Vocês acham que o mundo gira em torno de uma causa como a de vocês?

Cada vez que o marinheiro falava, mais e mais Hisoka mandava ele calar a boca e por fim enviou o chicote para calar o marinheiro. Mas o soldado colocou o braço "bloqueando" o olho, mas a chicotada havia sido forte o suficiente para deixar um enorme corte no braço do homem, Rin, mais rápido, já se posicionava atrás do homem e acertava a nuca do mesmo fazendo ele cair de cara no chão já sem consciência.

Então Rin e Hisoka amarram os dois soldados, sabiam que não tinham muito tempo, afinal a major estava cada minuto se desgastando mais e mais, a pressa era deles mais do que nunca, por isso correram e quando encontraram a Hakuro ela estava sentada no chão e muito suor escorria do seu rosto, cansada e abatida eram adjetivos que cabiam claramente para ela.

Mas Hisoka começava a falar para a líder toda a informação obtida por eles, anunciando então o próximo destino do trio, Cactus Island, ela deu um leve sorriso e se levantando vagarosamente se colocava de pé, mas ainda estava vacilante e o Doutrinador a apoiava. Ela então deu um lindo sorriso como resposta e se apoiava no colega. Hisoka sentia o macio peito esquerdo dela encostando na suas costas dando uma sensação estranha e quente ao mesmo tempo.

- Vamos naquela direção. - Disse a Major apontando para a margem oposta do lado em que estava o acampamento dos marinheiros. - Acho que mais uns três quilômetros e chegaremos no ponto em que temos um pequeno bote escondido.

E assim foi, quando chegaram em um determinado ponto ela parou e apontou para um bloco de folhas e galhos e tanto Rin quanto Hisoka perceberam o barco escondido ali e logo o limparam e colocaram na água. A Major já um pouco melhor entrava no bote e então indicou para remarem em direção ao mar. Arregassando a manga um mini Den Den Muchi aparecia.

- Gin!? - Chamava a major. - Pode subir o submarino, estamos de partida.

Então passado três minutos uma embarcação subia do meio da água, era o submarino dos revolucionários, e com a escotilha aberta e o bote preso em seu devido local, a embarcação então submergia novamente. A Major, pedindo ajuda de Hisoka ia até seu próprio quarto.

- Eternal Pose é tipo uma bússola que indica uma única ilha nunca mudando a direção. - Finalmente ela começava a responder a pergunta do protagonista. - Mas infelizmente eles não estão funcionando por algum motivo que desconheço. Não há aparelho marítimo que poderia nos levar a Cactus Island. - Ela então pegava um pequeno pedaço de papel e colocava em usa mão e His olhava que ele levemente de movimentava sozinho. - Isto é um Vivre Card, ele esta conectado com a vida de Jared, o nosso comandante em Cactus Island e provavelmente um dos homens mais fortes de toda Paradise. - Ela então fazia um pausa se sentando na própria cama. - Leve para Gin, ele sabe como funciona e vai nos levar para a ilha.

O sono tomava conta da Major que acabava deitando e dormindo.

Gin:
 


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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyTer 30 Jul 2019, 19:27



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#Post 19


Sentiu o toque meigo da pele alva de Haruko; suada e calorosa. Os arrepios voltaram, mas não como outrora. Não havia medo, não havia aflição. Os batimentos aceleraram e o rosto enrubesceu. Talvez tenha sido seu sorriso afetuoso ou, quem sabe, o aperto do seio nas costas. Independentemente do que fosse, fazia-lhe mais humana, e isso apaziguou toda inquietação que um dia o arqueólogo tivera com ela.

Durante toda a caminhada, foi agraciado com o calor do abraço da major, ínterim em que proveu de um sentimento já bem conhecido. O frio na barriga, o queimor no coração. Era assim com Fennik. Era assim com Milla. Chegou a se perguntar se tamanha facilidade em criar afeto por alguém era normal ou se era especial de sua idiossincrasia. Ter vivido como um indigente – para não levantar suspeitas de sua linhagem sanguínea – pode ter relação com isso. Passou a infância trancafiado em sua casa; sem ir à escola; sem amigos. Já a adolescência foi indignamente apreciada nos becos e vielas sórdidos de Las Camp, vivendo a esmo com a fome, e, mesmo depois de ter sido salvo por Yasuhiro, evitou contato ao máximo para que pudesse esconder as raízes de sua ascendência. Foram vinte e dois longos anos sem a criação de laços, exceto com sua mãe, cruelmente assassinada pelo governo mundial quando o historiador era somente uma criança. São cicatrizes que certamente marcam o cerne de qualquer um.

– Aqui? – Parou diante do sinal de Haruko. Virou o pescoço por cima do ombro, o suficiente para notá-la apontar para uma penca. Meneou positivamente com a cabeça, retirando o barco recôndito e pondo-o na água, onde remaram até certo ponto. Então, bastou uma ligação via den den mushi para que um submarino emergisse, espalhando ondas que sacudiram o igara. – Wow. – Esboçou surpresa, acompanhando a ascensão do navio com os olhos, boquiaberto. Era a primeira vez que via uma embarcação como aquela de tão perto. Pôde até sentir a ansiedade ao saber que navegariam sob o nível d'água, algo completamente novo para o arqueólogo.

No caminho até seu quarto, Haruko aproveitou para explicar ao professor alguns trâmites enquanto ele a ajudava a se equilibrar. Não estava mais tão constrangido, principalmente pela atenção em suas palavras. Ele adora obter saberes novos, ainda que singelos. Até sentiu a vontade de perguntá-la mais acerca do pedaço de papel que ela o entregou, o tal Vivre Card, mas se conteve ao observar seu semblante. Ela precisava de um descanso; merecia, aliás. Havia feito muito em Berlinque; e ainda havia muito a ser feito em Cactus Island.

– Tudo bem. Descanse, Madre. – Deixou escapar um sorriso provocante no canto da boca ao mencionar a alcunha da garota, que logo evoluiu para algo mais plácido, assossegado. Não cansava de se surpreender com o contraste de seu rosto, que ora atemorizava, ora encantava; e, ali, na calmaria de seu repouso, estava mais angelical que nunca.

Desligaria as luzes e fecharia a porta num baque sutil. Diante do corredor, abriria a mão destra e focaria as pupilas naquele pequeno pedaço de papel sobre a palma calejada. Então, a cerraria mais uma vez e caminharia em busca de Gin. Quando o encontrasse, evitaria cumprimentá-lo com um semblante muito ríspido, porém também não afrouxaria a expressão. Talvez ficasse indiferente demais, mas, para um primeiro contato, seria suficiente.

– Prazer, Gin. Me chamam de Professor. – Exporia a mão esquerda, a livre, para um breve aperto. Mencionaria o seu codinome no meio Revolucionário, que é aquele que faz jus a sua devoção; trazer a verdade ao mundo. – Ela está bem, apenas precisa descansar um pouco. – Responderia se ele questionasse sobre Haruko. O canto dos lábios estenderiam sutilmente num riso brando; verdadeiro, afinal, sentia-se confortável com o bem-estar da major. – Ela disse para entregar isso a você. – Abriria a palma da mão, revelando o Vivre Card, abaixando os olhos ao papel. – Falou que está ligado à vida de Jared, um comandante Revolucionário que está em Cactus Island. – Hastearia o olhar e contextualizaria-o, apenas para reiterar caso ele não soubesse de antemão. Assim que ele recolhesse o artefato, Hisoka desviaria o olhar e matutaria, coçando o queixo. Ainda estava intrigado com este pequeno pedaço de papel. Ligado à vida...? – Você... – Balbuciaria, intentando ganhar sua atenção. – Ela disse que você sabe do que se trata esse papel. Bem, como ele funciona? – Inclinaria a cabeça de leve, curioso.

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Rin/Furry:
 


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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyQua 31 Jul 2019, 00:12




Hora: 03:47
Temperatura: 23°



   Hisoka, o professor com abstinência de sexo, sentia-se estranho quando tocado pela sua superior, será que eles estava sofrendo assédio? Não, pelo andar dela e a maneira que se deitou na cama o nosso amado protagonista percebia que ela estava realmente exausta. Mas falou um pouco sobre o Vivre card e deu uma tarefa para o jovem rebelde.

Caminhando no submarino o revolucionário sentia que a viagem era um pouco mais estável que através de um navio, afinal não havia ondas batendo no casco ou a força do vento empurrando o barco de um lado para o outro, mas em compensação não tinha o vento na cara, o olhar para o céu e nem mesmo as canções das sereias... embora esse último o chicotiador ainda não tinha ouvido.

Chegando a ponte de comando do submarino Hisoka observava que Gin já havia colocado o navio em movimento e quando entregou o Vivre Card nas mãos do navegador ele pegou com certa pressa e colocando o papel na mão estendida Hisoka viu o picote se mover para uma direção.

- Espere um momento e já conversamos melhor. - Disse Gin educadamente enquanto ajustava o navio na direção indicada pelo movimento do papel. - Agora sim vemos pegar uma boa velocidade. - E empurrando uma alavanca para frente o submarino acelerava pegando o inexperiente Hisoka desprevenido e dando dois passos para trás. - Pronto, estamos na direção certa.

Agora com o submarino avançando Gin se sentava em uma cadeira ali e apontava outra para o companheiro sentar também. Nesse momento Rin entrava no ambiente e trazia consigo uma jarra de suco e três pratos de comida.

- A comida estava realmente no ponto Gin! - Parecia que Rin e Gin já haviam conversado antes e só estava agora voltando a conversa. - Muito atencioso em preparar algo para nós com antecedência.

- Tranquilo! - Respondia o navegador com um sorriso. - Mas deixa eu dar boas vindas ao seu amigo. - Então o simpático colega se virava para o Doutrinador. - Prazer, sou Gin, navegador do Nebulosa e mestre atirador. - Então ele respirava um pouco e recapitulava em sua mente as perguntas do Hisoka. - Não sei bem como faz um Vivre Card mas ele de fato esta ligado a vida de uma pessoa e ele indica duas coisas, como local e saúde. - Disse pegando o papel. - Localização você viu como é feito, basta colocar em uma superfície plana que ele aponta para o lado que a pessoa esta. - Então ele estendia a mão novamente com o Vivre Card e ele voltava a deslizar na mesma direção que antes. - Isso indica que a pessoa ligada a esse cartão esta nessa direção. - Então ele pega um isqueiro e coloca fogo no papel, mas antes que Hisoka pudesse reagir percebeu que o papel não queimava. - Ele não queima e nem molha, mas se a pessoa ligada a esse papel estiver morrendo, o papel vai sendo queimado e se a pessoa melhora o papel recupera seu tamanho original. - Parecia até ficção o que o homem falava, mas dentro de todo o razoável o professor via provas do que estava sendo dito.

- Este Vivra Card é do Jared. Não é perigoso isso cair nas mãos do inimigo? - Perguntava Rin com curiosidade. - Tem como se livrar dele?

- Sim, é perigoso. - Diz ele com convicção. - Mas ao mesmo tempo nos informa sobre o estado do nosso companheiro e sua localização. - Então dava um gole no seu suco e voltava a falar. - Jared é muito importante, veja só, ele é forte o suficiente para criar uma aliança com os caçadores de Cactus Island para manter trégua entre os dois grupos e ainda por cima manter uma base na ilha. Recentemente ele junto com outros revolucionários tiveram sucesso em uma missão em Cactus.

Então nesse momento ele pega um pedaço de jornal e coloca na mesa para que Rin e Hisoka vejam a notícia e tirem suas próprias conclusões.

Jornal:
 

- Bem, meu conselho é que vão descansar. - Disse Gin. - Acredito que podemos encontrar o navio antes de chegar em Cactus Island e vamos ter uma boa chance de atacar e salvar nossos colegas, pois se chegarem lá acredito que a dificuldade vai ser triplicada.




Então se passaram quase oito horas após o jantar quando uma sirene começou a tocar, quem estivesse dormindo acordaria e o sinal era claro mesmo para quem nunca tinha estado em um submarino, era uma emergência, um despertar e era hora de ir para a ponte de comando e lá estava Gin e Hakuro. Rin chegava um pouco depois, mas todos olhavam atentamente para cima e podiam observar um navio.

- Desculpa acordar todos assim pessoal. - Começava o navegador falando desligando o alarme. - mas estamos navegando a baixo de um navio da marinha que esta indo no mesmo sentido que nós, para Cactus Island, e apesar de não poder afirmar com certeza, tem grandes chances de ser este navio que esteja transportando nossos companheiros.

- Nós vamos atacar eles. - Afirmava a Major sem pensar duas vezes. - Temos torpedos?

- Sim, temos quatro torpedos. - Disse o navegador respondendo a sua superior. - Acha seguro atirar contra eles?

- De baixo do mar não posso usar meus poderes. - Disse Hakuro já para descartar essa alternativa. - Alguém tem alguma sugestão de como devemos fazer o resgate de nossos amigos?


Legenda:
 

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OBJETIVOS:

Nessa missão::
 

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 4 EmptyQui 01 Ago 2019, 03:30



O Exumo do Cilício

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#Post 20


Assim que Gin acelerou a embarcação, Hisoka titubeou para trás em busca de equilíbrio. Os calcanhares saltitavam enquanto os braços tentavam alcançar algo para se segurar. Por sorte, não caiu. Soltou um breve suspiro, sentando-se na cadeira indicava pelo navegador. Seus olhos tateavam os arredores ao passo que os ouvidos captavam os ruídos que a água provocava no metal. Ainda estava um pouco desconfiado. A quantos metros abaixo do nível do mar estavam? E se essa coisa simplesmente parasse. Ou se quebrasse e a água entrasse. Seria uma morte horrível, sem dúvidas. Parou de pensar nessas besteiras quando Rin entrou, ganhando sua intenção imediatamente graças às refeições nas mãos.

– Você é um anjo, cara. – Brincou, de sobrancelhas hasteadas. Sentiu a água penetrar na mucosa, inundando o interior da boca. Não fazia ideia de quando fora a última vez que se alimentou. – Obrigado. – Não deixou de agradecer o cozinheiro, meneando com a cabeça. Não esperou para comer. Talvez estivesse sendo mal-educado, mas tinha de saciar o estômago repleto de teias de aranha. Ainda assim, colocou colher adentro com certa sutileza.

Saber que Gin era um navegador e atirador travou sua garganta, o que o obrigou a beber um copo de suco. Era exatamente como Blink, de sua antiga célula. Não teve mais notícias do companheiro depois do ataque dos agentes, cujas cenas vieram à mente em memórias caliginosas. Esperava que ainda estivesse vivo. Que todos estivessem. Sua cabeça balançava em concordância à medida que as perguntas sobre o Vivre Card eram respondidas. Era um utensílio bem curioso, que desafiava suas noções. Apesar disso, acreditava que a chave para seu funcionamento estivesse em sua criação, que era desconhecida por Gin.

– Interessante. – Comentou com simpleza. Se eu tivesse um desse de alguém da célula de Helena eu poderia encontrá-los a qualquer momento... Não deixou de refletir sobre seus companheiros enquanto finalizava a refeição. Em seguida, Gin afunilou o assunto a Jared, que parecia ser um homem bem importante para o equilíbrio de Cactus Island. Hisoka pensava em ser alguém assim; mas trazendo equilíbrio para o mundo todo. – SeaGull Newspaper... – Sussurrou ao ler o nome do periódico. Suas íris, então, andarilharam rapidamente pelo jornal, saltando linha a linha habilmente com toda a sua bagagem de anos como professor. A primeira notícia mencionava uma pirata, Bijin, a Louca. Não parecia ser o foco ali, mas seu nome marcante acabou arrancando um cenho franzido por parte do historiador. Depois, o verdadeiro brilho da notícia fulgurou; Jared e outros Revolucionários – O Monge Sanguinário fora o que mais lhe chamou a atenção – se uniram para a realização de uma missão em Cactus. – Certo. – Assentiu com a cabeça, sucinto. Não havia o quê questionar. Realmente estava bem cansado.

Devolveu o pedaço de papel e tratou de se acomodar numa das dependências internas do navio, preferencialmente numa que tivesse uma cama ou aposento macio para deitar. Jogou o corpo no leito e suspirou forte, mas não dormiu. Viu a si encarando o teto por minutos sem fechar os olhos. A língua dançava sobre os lábios e os dentes os mordiscavam despretensiosamente. Estava pensando nas palavras do marinheiro em Berlinque. Hisoka realmente acreditava que era inocente. Que iria ser o grande herói responsável por trazer a verdade ao mundo e livrá-lo das garras do governo. E que todos aqueles que estivessem contra a exposição da verdadeira história seriam os vilões; os errados; os criminosos. Mas por que sentia um aperto no peito que parecia lhe dizer que o mundo não era assim? Que as coisas podiam não ser preto no branco? No fim, não encontrou uma resposta. Quando menos notou, as pálpebras cerraram e a escuridão tomou-lhe conta.

. . .


O soar do alarme fez os olhos abrirem assustados, de pupilas dilatadas. O corpo sobressaltou, de coração acelerado. Não pestanejou antes de marcar o assoalho com seus passos pesados, céleres e preocupados. Assim que se juntou aos demais, vislumbrou o problema. O navio da marinha cindia o mar logo acima de suas cabeças. Os dedos cerraram, já pensando na luta iminente que precederia o resgate dos companheiros. Não teria outro jeito; era momento de derrotar os vilões e saudar os heróis que se uniriam à causa.

– Não atire! – Intercederia, pondo a mão à frente do peito de Gin. – Nossos companheiros estão lá, não se esqueça. – Lembraria-o, enaltecendo o cuidado com o içar dos sobrolhos. – Vamos tomar o navio deles. – Diria sem hesitar. Poderia parecer uma ideia inconsequente e abrupta, mas tinha lá seus motivos; e o professor trataria de explicá-los. – Somos apenas quatro, mas temos de lembrar que há aliados lá. Basta que os libertemos e eles lutarão conosco. – Entremearia o olhar a todos, permitindo que um sorriso atrevido bordasse ao semblante. – Além disso, teremos o navio para nós. Devem ter informações valiosas que poderemos usar. E também poderemos dispor de um desembarque mais seguro em Cactus Island. O que acham? – Exporia as mãos, praticamente introduzindo suas respostas. Se fossem negativas, daria de ombros e os ouviria. Se consentissem, alargaria o riso, agora blindado com orgulho e satisfação. – Certo! Bem, não que eu queria deixá-los numa roubada, mas gostaria de contar com vocês lutando no convés. Quero que agreguem a atenção de todos, ou da maioria. Enquanto isso, eu irei entrar nas dependências do navio e libertar os prisioneiros. – Umedeceria os lábios. Contaria, principalmente, com a habilidade de Haruko, que se mostrou extremamente útil para combates em desvantagem numérica, e, agora que estava descansada, a Madre certamente seria um terror para os marinheiros. Rin, por outro lado, faria a frente com sua espada, sendo coberto por Gin, o atirador. Provavelmente uma estratégia simples, porém, levando em conta que o arqueólogo não é um estrategista, já era o suficiente para deixá-lo contente. – Vamos estudá-los primeiro. Quantos estão no convés. Que armas usam. Em que formação se encontram. – Andaria pela sala de olhar voltado para o chão, acompanhando a contagem das considerações com os dedos das mãos, que indicariam os números em ordem crescente. – Pode pegar um bom ângulo em que podemos ver tudo isso? – Ergueria o mento e miraria Gin com os olhos. Quanto tivesse sua resposta, o acompanharia para obter as informações.

OFF:
 

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

Rin/Furry:
 


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