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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ascensão

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptySeg 24 Set 2018, 15:32

Relembrando a primeira mensagem :

Ascensão

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) piratas Grim, Asterin e Mégara. A qual não possui narrador definido.


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Grim
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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptySeg 07 Jan 2019, 14:01


Mad God

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A recepção dos criminosos que ali atuavam não lhe fora tão agradável como imaginava, pois esperava que, ao menos, um ou outro fossem simpáticos consigo e seu jeito mau educado. A reação do rapaz de kimono, por outro lado, demonstrou completamente o oposto do esperado, assumindo uma postura hostil para com o corvo de um modo que até mesmo o surpreendeu o suficiente para arquear uma sobrancelha, pressionando os lábios em desgosto. Minha lábia tá tão podre assim, rapaz? Que pessoal frescurento da porra, vou te dizer. Balançaria negativamente a cabeça em descrença perante a descortesia, até mesmo encontrando um pequeno divertimento naquilo tudo, afinal, irritante ou não, conseguiria se destacar dos demais bandidos que pouco falavam ou se colocavam adiante nas discussões, silenciosos como verdadeiros peões. Aquele chefe deles... talvez não seja um rapaizinho' mimado como eu pensei, pra ter todos esses guerreiros em suas mãos. Homens e mulheres de respeito só seguem os mais fortes, afinal. Pensativo, cerraria o único olho ao tornar-se cabisbaixo por alguns instantes, ponderando. Talvez ele tenha algo a me ensinar, huh?

Depois da curta camaradagem com seu bando, perderia-se numa pequena risada rouca e sincera ao ouvir os "insultos" inocentes de Varric, desenhando um sorriso zombeteiro nos lábios cicatrizados enquanto seguiam até a sala de reuniões onde, esperava, os crimes seriam enfim organizados. Ouvindo atentamente as palavras de Takahiro — o líder —, fabricaria em sua mente estratégica os possíveis resultados daquele grande ataque que seria feito na cidade, inquieto em sua cadeira. Colocaria a perna esquerda sobre a direita, e então alternaria, pousando os cotovelos sobre a mesa e retirando-os em seguida, coçando o queixo com o indicador da canhota e, então, coçando a nuca, estalando os ossos do pescoço ao fechar o único olho. Tramava, arquitetava, discutia consigo mesmo, mentalmente, vez ou outra permitindo que seus murmúrios escapassem os lábios. Grupos de três... deveríamos operar em ruas vizinhas, para que possamos auxiliar cada unidade no caso de retaliação por parte da guarda local. As ruas me pareciam largas o suficiente para que um grupo de três fosse facilmente cercado, não seria simples fugir de uma emboscada, mesmo com a presença de um atirador de elite sobre os telhados. No entanto, não seria impossível, visto que atacariam primeiro e assim possuiriam a verdadeira iniciativa...

No fim, resolveu manter suas dúvidas e ideias para si, lutando contra o desejo de tagarelar naquela reunião como de praxe. Não conseguiria afirmar sua superioridade por meio de palavras, mas sim de atos. Tinha de fazer bem nas ruas, causar o verdadeiro caos sobre os inocentes da cidade Real. Só então se sentiria vivo, excitado e em seu habitat natural, com o sangue inocente escorrendo por entre os punhos. Eles pagarão por terem matado Raven, isso eu juro sobre esse maldito tapa olho. O simples pensamento de vingança fizera com que o sorriso diabólico e sinistro surgisse nos lábios, exibindo os dentes amarelados de modo monstruoso e satânico. O corvo parecia compartilhar de seu profundo desejo por sangue, sobrevoando a sala enquanto corvejava "Morte", "Sangue" e "Caos". "Ele fala minha maldita língua."

De acordo — diria simplesmente, batendo o punho contra a mesa assim que o loiro terminasse seu discurso. Na verdade, já estava entediado, senão sonolento. Queria ação, a hora do recreio à muito já havia acabado. Se dependesse dele, sairiam agora mesmo com as armas preparadas, ateando fogo em tudo que lhes aparecesse. Paciência, precisa escolher seus colegas de matança primeiro. Eles não serão seus irmãos de guerra, muito menos seus companheiros de convés, mas servirão.

Não tardou muito para selecionar aqueles que lhe pareciam mais aptos para o serviço, pois distinguiu, em seu rápido julgamento, que possuíam a chama necessária para o crime nos olhos. Eram Kenshin, o loiro de aparência despojada e muscular, um corpo de guerreiro e Fuyuki, com seu olhar sereno e aparentemente frio, senão sádico, atributos que admirava em qualquer um. Estudava-os de longe, atento à forma como agiam durante a reunião, avaliando o uso que eles teriam na missão — Bem, vou me socializar um pouco, se me permitem. Não se sintam enciumados, só vamos nos separar um tico' — risonho, levantaria assim que a reunião terminasse, ansioso, e então caminharia para próximo de seu futuro time, seus mais novos comparsas. Não cometeria o mesmo erro de antes, com o sujeito de kimono, assumindo uma expressão simpática e até mesmo convidativa no rosto maculado por cicatrizes e ainda um tanto sujo de sangue nas bochechas. Forjaria ali seu primeiro elo para com aquele bando de criminosos, e teria de ter o cuidado adequado.

Kenshin e Fuyuki, certo? — começaria, levando ambas as mãos até a cintura. Não lhes cumprimentaria, evitando mostrar-se muito interesseiro, apenas lhes entregando o costumeiro e cortês sorriso de canto, cheio da malícia encontrada em bandidos. Queria o sucesso da missão tanto quanto eles, portanto não tinham motivos para ter atritos — Sou Grim, mas podem me chamar de Olho de Corvo, se quiserem — dito aquilo, levaria o indicador e o médio até a pala que escondia o buraco no olho esquerdo, seu costumeiro gesto de apresentação — Vai ser foda' encher as ruas de sangue amanhã, com vocês. O que acham de levarmos alguns explosivos? 'Cês tem essas budegas' por aqui? — gesticulava as palavras com a destra, claramente excitado com a possibilidade de explodir algumas casas — O que é a porra de uma festinha sem fogos de artifício, né? — contendo-se, respiraria fundo para recobrar dos sentidos, afinal, estava se excitando demais com o futuro. Eles possuindo os explosivos ou não, diria por fim, antes de lhes dar as costas e retornar ao seu bando: — Bem, nos vemos d'madrugada.

Não perderia tempo matraqueando com desconhecidos, afinal, não queriam que eles tivessem uma expressão errada sobre si, que os lideraria. Apenas uma simples introdução bastaria, conheceriam-no melhor quando o vissem em combate, seria ali que conquistaria o respeito de ambos. De qualquer forma, retornaria até o bando à passos largos, tomando o primeiro que estivesse de costas para si de surpresa, envolvendo-lhe o braço direito por trás da nuca, trazendo-o para perto — Bem, tudo feito. Que 'cês acham de irmos caçar uns explosivos? Até umas granadinhas de nada, se pá', ajudaria p' caralho — se a resposta fosse negativa por parte deles, ouviria o que tinham para de dizer, congelando o sorriso cortês nos lábios e o frio na barriga. Estava animado demais, mas não podia deixar sua ansiedade transparecer para sua tripulação. Deveria mostrar-se passivo perante as adversidades, demonstrando tampouco alegria quanto desgosto. Como capitão, deveria apegar-se ao dever e nada mais, o deve de enriquecê-los, de dar-lhes a glória prometida e sangue, muito sangue — Bem, vou caçar as bagaças'. Podem vir comigo, ou fiquem socializano' c'o grupo d'vocês. Nos encontramos ao amanhecer.

Dito aquilo, sairia até o encontro do homem ruivo de cabeça um tanto raspada que os levou até aquele esconderijo, pois assumia que ele tinha uma postura de oficial de respeito ali embaixo. Buscaria ele ou Takahiro, o líder, lhes indagando com uma postura respeitosa e amistosa caso os encontrasse: "— Acho que o uso de explosivos pode ajudar essa operação p' caralho, cês' não acham? Porque não usamos para explodir algumas casas, só pra fazer um barulho, uma desordenzinha' maior? —" honesto, faria uso da face mais limpa e amistosa de seu arsenal, esperando que eles concordassem com seu pensamento. Não seria impossível possuírem explosivos ou granadas, quase todos os grupos de criminosos faziam uso de objetos como aqueles para espalhar o caos e a destruição mais facilmente, afinal, somente armas e punhos não podiam fazer de tudo. Caso um deles lhe dissesse que não havia aquele tipo de equipamento ali, simplesmente caminharia até o primeiro cômodo da base onde, bem se lembrava, haviam sofás. Se sentaria em um deles, tombando o torso para trás e buscando adormecer novamente para passar o dia, recompondo as energias. No entanto, no evento em que encontrasse os explosivos com a ajuda de seu grupo ou seguindo as indicações de Takahiro ou do ruivo, faria um mapa mental de onde estavam alojados para se equipar pela manhã.

Seus preparativos prontos, procuraria o dito sofá para que adormecesse, relaxando a mente ao sentar-se com a perna direita dobrada sobre a esquerda, apoiando o cotovelo direito sobre o braço do sofá. O punho, fechado, segurava a bochecha que pendia para o lado, buscando o sono e a paz. Tudo estava caminhando para que se tornassem mais famosos ali, seu principal objetivo na ilha. Notoriedade e reputação, disso é feito um pirata. Em meio à suas ambições, adormeceria, entregando-se ao mesmo pesadelo que o assolava sempre que o fazia.

Esperava acordar na hora certa por conta própria ou por autoria de terceiros; afinal, não o deixariam adormecido ali, agradecendo o sujeito que lhe acordasse com uma expressão sombria, a voz recheada de uma rouquidão sonolenta: —'brigado. Já tá n'hora? — jogando os cabelos para trás, saltaria do sofá, enchendo o peito de agitação e ansiedade. Estava na hora da vingança, e nada mais lhe importava. Procurando seu novo grupo com o olho, faria um sinal com o queixo para que se aproximassem, também caminhando na direção deles com o sorriso sádico desenhado nos lábios. Não diria nada, contendo-se, apenas se a questão dos explosivos tivesse dado frutos mais cedo, ao passo que comentaria: — Estão com as granadas e explosivos? Todos vocês? — dirigia-se à todos os presentes, até mesmo os de outros grupos, afinal, esperava que todos estivessem armados até os dentes — Vamos, não temos tempo à perder.

Equiparia os explosivos que lhe fossem dados nos bolsos do sobretudo negro, bem como também nas calças, apanhando também os comunicadores que seriam proporcionados pelos bandidos. Antes de retornarem às ruas, se certificaria de que Mégara e Asterin estavam próximas, simplesmente lhes dando seu costumeiro sorriso zombeteiro. Era a forma na qual depositava confiança em seus subordinados, seus companheiros, mostrando-lhes que tudo estava bem. Seriam vitoriosos.

Zarpar! — ordenava, brincalhão, abrindo os braços para os lados antes de traçar seu trajeto até a saída do esconderijo, passando pelas escadas que usaram para descer até ali. Seguiria a liderança dos dois membros que provavelmente estariam com ele, afinal, eles conheciam as redondezas melhor do que o Olho de Corvo — Conhecem algum lugar em especial? 'Cês sabem, onde seria mais foda de destruir?


Hist;:
 

Objetivos:
 


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Mégara-
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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptyQua 09 Jan 2019, 16:35


Ateus;

sirva à mãe — com temor
M
égara simplesmente não dormiu na mesa da sala de reuniões pela mais pura educação possível — e em parte, pelo temor de ser mal vista ali dentro também. Mas não podia negar que tudo que aquele homem lhe disse, aos seus ouvidos lhe soou como o mais puro tédio, odiava lutar, com todas as suas forças, e derramamento de sangue sem fins religiosos para ela não tinha agregação de valor nenhum, era só mais uma dor de cabeça. Ao fim da fala dele, jogaria a cabeça para trás “finalmente”, e esperaria que Grim escolhesse seus homens primeiro.

Desinteressada, cruzaria os braços, apoiando a lança em uma parede próxima a si, passaria rapidamente os olhos pelas pessoas “oferecidas”, sem alteração em seu tom de voz, indicaria os escolhidos.

O careca e a de cabelos verdes, podem vir comigo amanhã.

Não respondeu Grim e diferentemente dele, ela não se importou em ir até eles e fazer sua apresentação, apenas os cumprimentou de longe, com um aceno de cabeça, ao fim da reunião, agarraria então sua lança e partiria em direção à sala, desgostosa com a tarefa que lhe foi dada.

Se sentaria no primeiro lugar mais confortável que achasse, se possível, até em uma mesa vaga próxima, apenas para pegar seu caderno e suas canetas do bolso de seu sobretudo e coloca-las perto de si. Abriria o caderno e começaria seu hábito que antes era diário, mas que por conta da reviravolta de seus dias anteriores, não teve tempo para executá-lo ou mantê-lo — escrevia e meditava na promessa de sua religião, no fundo, tinha uma atração particular por sacrifícios religiosos, escondia veemente esta parte dentro de si, era claro, mas não se negava o prazer de escrever por vezes sobre, simultaneamente quando descrevia outras passagens religiosas das quais se relembrava de tempos atrás. Todavia, os gritos dos escolhidos que ecoavam durante noites e noites pelo santuário, eram melodias vergonhosamente prazerosas que sempre gostara de escutar.

Coçaria o pulso, desgastando mais um pouco da pele onde o rabo da serpente de duas cabeças se encontrava tatuado, por vezes, tinha a impressão de conseguir ver os dentes daquela maldita serpente que a mordera naquele dia fatídico, ainda grudados em seu braço, como um parasita sanguessuga, mas tudo que lhe restara fora apenas duas cicatrizes circulares, que cada dia mais aparecia por causa de sua pequena compulsão. Sua alcunha, diferentemente de muitas outras, lhe trazia vergonha, um pequeno ferimento em seu orgulho.

Continuaria com suas diversificadas e divagantes anotações estudiosas por um tempo, até que já fosse chegada próximo a hora de dormir, onde optaria por rezar, até que se desse o momento onde precisavam sair.

Procuraria então pelos companheiros que por hora escolhera, pegando o comunicador e sua arma, dirigindo-se por fim, à eles.

Estão bem? — Era quase uma retórica, já que não aguardaria por muito tempo a resposta — Ok, essa pergunta pode parecer estranha para vocês — Mégara jogaria a lança por cima de seu ombro, adotando uma postura já habitual para que pudesse andar sem muitos problemas com a arma — Essa ilha, por acaso, tem alguma espécie de santuário religioso? — Fez uma pausa, a ponta de sua língua coçou quando tentou pronunciar as últimas duas palavras da frase sem adicionar antes o adjetivo que já atribuía à todos e qualquer coisa assim que não pertencesse à sua religião: “falso” — Vocês sabem, igrejas, casas de adoração, templos, qualquer coisa assim que possa estar funcionando agora?

Morderia discretamente o lábio inferior, em seu interior, aguardava ansiosa por uma resposta, em particular, por uma resposta positiva, era como um predador que salivava na esperança de que uma gorda e saltitante lebre passasse próximo à si.

Se obtivesse uma resposta positiva, abriria um sorriso, de orelha à orelha, os olhos pouco arregalados, o estômago retorcido em puro êxtase e genuína felicidade, murmuraria então para os mais próximos à si.

Pois bem, espero que não tenham nenhum preconceito“Pois eu tenho”Faremos algo divertido hoje — Viraria às costas, numa direção que já fosse rumo à cidade — Vocês já viram como as pessoas rezam à seus falsos deuses quando as coisas dão errado ou simplesmente param de acreditar neles? — Deixou escapar uma de suas divagações — É patético — Prosseguiria mais alguns passos então — Vamos, me indiquem o caminho.

E os seguiria na direção que fosse levada.

Caso obtivesse uma resposta negativa, suspiraria, visivelmente decepcionada.

Não consigo distinguir qual desses são pior, os ateus por falsos deuses, ou os ateus por nenhum deus — A frase tinha um tom claramente sarcástico de falsa tristeza, mas a mulher continuaria a falar então — Bom, parece que vou ter de esperar mais um pouco para diversão, uma verdadeira pena. Quer saber? Me leva ao hospital mais próximo então, quero fazer o favor de acabar com o sofrimento dessa gente e quero ver essa cidade de merda cheia de infiéis horrorizada também — Estava amarga, visivelmente irritada por não ter tido sucesso em sua primeira opção.

Mas os seguiria, de qualquer forma.  








.Informações gerais;:
 

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Hawke
Pirata
Pirata
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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptyQui 10 Jan 2019, 21:08




Asterin Xiao Long
Golden Dragon





Para o meu próprio espanto, a Reunião haveria de ser pacífica, esses, se eram bandidos, eram estranhamente bandidos muito bem civilizados. Espanto que não impediu aquele plano de arrancar uma careta do meu rosto, afinal havia lutado com os presentes companheiros há um tempo considerável, especialmente o anão e, separação, mesmo que por algumas breves horas, não tinha como não ter um gosto amargo na minha boca.

“Que sentimental”

Balançaria a cabeça para focar a mente nublada de pessimismo, havia notado o quanto a fama que minha mãe tinha me dado de "despreocupada" estava começando à não fazer mais tanto sentido. Uma parte de mim se retorcia em desgosto com o montante de ordens, mas ele estava estupidamente certo, era um bom plano, tanta gente na rua assim significava reforços e comunicadores preveniriam de que todos se metessem na merda de novo, e se o próprio capitão havia aceitado colaborar com os estranhos então não seria eu à estragar a festa.

"Se anime, caralho"

- Me parece bom- diria, agora com um pouco mais de animação na voz.  A pergunta “Por que não agora?” não deixou de voar pela minha cabeça logo em seguida. Porém o coração acelerado teria de se contentar com uma noite de espera, visto que precisavam se preparar e eu mesma mal lembrava qual era a última vez que sequer havia dormido.

A voz da garota venenosa soaria nos meus ouvidos, me tirando de dentro da minha própria cabeça e me levando á prestar atenção no quê já acontecia na minha frente. Subitamente logo depois percebendo que havia sido à ultima à pegar o par.

- A minha mãe sempre dizia que só se conhece uma pessoa de verdade no meio de uma briga- Diria em com um sorriso animado e um suspiro cansado ao mesmo tempo logo depois de me aproximar silenciosamente da dupla que me haveria sobrado. Por um breve momento realmente olharia para eles, buscando fixar os rostos na memória. E, sorrindo, daria as costas, seguindo para achar algum lugar que pudesse recostar a cabeça- Ela era uma patife de marca maior, mas sempre estava certa.

- E eu estou ansiosa 'pra caralho 'pra conhecê-los- anunciaria por fim, com uma risadinha porém quase em um sussurro para mim mesma que denunciaria o cansaço que sentia.

Meu capitão, logo depois surgiria com a ideia de buscar por quaisquer explosivos que aqueles homens e mulheres pudessem ter, ideia que me animaria por alguns momentos, mas que não me faria esquecer da exaustão que tomava cada vez mais conta do corpo. Faria uma nota mental de procurar aquilo pela manhã. De fato, explosivos, mesmo que só granadas de mão causariam estragos invejáveis.

Porém tinha de engavetar os pensamentos por enquanto enquanto procuraria o lugar mais arejado e mais afastado que pudesse encontrar, se esse contivesse uma cadeira ou um sofá, "Pelo Estranho eu desabaria no primeiro que encontrasse" precisava ter um pouco de descanso antes do caos do próximo dia. Podia não ter sofrido nenhum dano da luta mais cedo, mas cansada e aos tropeços de exaustão eu seria belamente inútil.

E, se obtivesse sucesso, o teria, pela primeira vez em muito tempo, uma noite sem aquela dor fantasma que sentia nos desenhos pelo corpo.

Acordaria na manhã seguinte, ou assim esperava, com mais animação do quê no dia anterior, dirigindo-me de primeira para a caixa de equipamentos indicada pelo homem na reunião, procurando me equipar com uma nova manopla ou mesmo com os explosivos que Grim mencionara na noite anterior.

Independentemente se tivesse sucesso na busca, procuraria a nova dupla de companheiros com um sorriso animado porém perigoso no rosto.

- Por onde começamos?
Info:
 




Hotter than the sun
ψ

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NIGHTINGALE


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Raiden Fuji
Narrador
Narrador
Raiden Fuji

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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptyDom 13 Jan 2019, 19:08










- Ascensão -
Clima: 18ºC
Localização: Lvneel
Horário:13:00





Durante a reunião, nenhum dos piratas estava focado no que era dito, sabiam a parte básica do plano, mas não prestavam atenção detalhadamente no que era dito, quada um tinha seus motivos para não fazê-lo. Ao contrário de seus companheiros, Grim não concordava com uma parte do plano dito pelo loiro que liderava os bandidos, e que tinham de ajudar por hora, mas apesar dos pesares, queria seguir com o plano, causar Caos, matar, eram coisas que lhe agradavam, ainda mais tendo a chance de se vingar pala morte de Raven. Para escolherem quem os acompanharia fora o capitão primeiro, depois Mégara e por último Asterin, entretanto, a religiosa e o olho de corvo acabaram escolhendo a mesma mulher, sendo esta Fubuki, que de imediato fez uma expressão irritada, mas para apaziguar os ânimos, já que não podiam causar discórdias entre si, decidiu ficar com o moreno, deixando que a garota serpente ficasse com outra garota, que era da raça dos tritões.

Com os trios já escolhidos, era hora de fazerem uma socialização simples entre os membros de cada esquadrão, já que, ao menos, deveriam saber alguma coisa entre si, os nomes já eram conhecidos por todos, mas talvez seria bom que soubessem outras informações, como Grim procurara fazer. Asterin ao menos falara com os que foram escolhidos para seu esquadrão, que eram Takahiro e Miwa, a loira disse aos mesmos que aprendera que somente em uma batalha que poderiam se conhecer de verdade, não sabia se era para não conversar ou falar com os dois, mas aquilo fez com que um sorriso se abrisse no rosto do arroxeado. - Gostei de você, odeio tagarelas que nem seu capitão. – Em seguida a morena com óculos se pronunciou. - Não seja tão rabugento, Taka-kun. – Fazendo o espadachim ficar envergonhado e saiu dali em seguida, seguido pela garota, deixando a Dragão Dourado sozinha.

Mégara acenou para o rapaz e a garota que estavam em seu esquadrão, queria fazer outra coisa ao em vez de conversar com pessoas que não estaria junto por muito tempo, então saiu da sala de reuniões e voltou à sala de descanso, queria escrever um pouco em seu caderno sobre assuntos que envolviam sua religião, enquanto isso, Ayaka e Seiji, que também não são de falar muito, saíram da sala junto da Serepente indo no mesmo caminho até a sala que ficava no andar superior, e lá se entretiveram em seus devidos hobbies. Grim ao ir conversar com os dois que estariam no mesmo grupo, confirmou os nomes do homem e da mulher, que acenaram positivamente, sendo que o loiro tinha um sorriso na face, o que lhe era natural. O pirata receoso do que acontecera consigo quando fora falar com Takahiro, não quis se aprofundar muito em sua apresentação, apresentou-se e estava animado com o que aconteceria no dia seguinte, arrancando um sorriso de lado da esverdeada e um riso do loiro, que tinham o mesmo sentimento do moreno, mas também o Olho de Corvo quis saber se tinham explosivos, os dois não sabiam o porquê da pergunta, mas responderam ao mesmo. - Não sabemos, é melhor perguntar a katashi-sama, ele não dá essas informações a nós. – Respondeu Kenshin, a Grim, que logo se despediu de ambos e foi ao encontro de seus companheiros, para perguntar-lhes se queriam procurar por explosivos junto do mesmo.

O capitão não encontrou Mégara, que não mais estava na sala, Asterin ainda estava, mas não se sentia disposta o suficiente para fazê-lo naquele momento, então só sobrara Varric, que só de ver seus olhos, dava para ver que o anão dormia em pé. Sem opções, Grim procurou por Katashi, que estava do lado de fora da sala, e sem perder mais tempo, o moreno perguntou-lhe sobre os explosivos. - Mais claro, venha comigo. – Pediu o rapaz loiro, levando-o de volta à sala onde estava antes, mas logo depois de entrarem, o líder do lugar virou à direita e agaxou-se, abrindo um pequeno alçapão no chão, onde se podia ver uma grande quantidade de explosivos. - Fique com 3 ao menos, cada um de vocês. – Avisou o loiro entregando seis explosivos para Grim, não era uma grande quantidade, mas poderia ajudá-lo a escapar de algumas enrascadas ou a aumentar o caos que levariam à cidade real.

Com tudo já planejado, todos foram dormir, não tinha um cômodo específico para isso, normalmente eram usadas as poltronas da sala de descanso, onde todos dormiram, sem exceção. Às cinco da manhã todos foram acordados para puserem o plano em prática, todos receberam uma roupa de assassino para vestir, com a versão masculina e a versão feminina. Cada um teve seu tempo para trocarem as roupas, e após todos estarem prontos, apenas sem os capuzes para se identificarem primariamente, pois o uniforme era padrão. - Agrupem-se com seus companheiros para darmos início ao plano. Vamos na ordem numérica, e você pequenino, vai por último. – Com as ordens dadas, e os grupos prontos, todos seguiram na direção da cidade real, e param em um pequeno morro a uma boa distância do portão de entrada. - As ordens dadas por Katashi-sama as vezes não são as ideais, mesmo que ele seja nosso líder, ele não é perfeito em situações estratégicas, então se algum e vocês tiver uma ideia, ponha em jogo agora. – Disse Kenshin, sabendo das limitações de seu líder.




Ferimentos:
 

Legenda:
 

Mapa da Cidade Real:
 



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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptySex 14 Jun 2019, 19:56


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A conveniência daquela corja de canalhas nunca deixava de surpreendê-lo, do tamanho da gangue até a abudante determinação de seus membros. E, é claro, na riqueza de seus recursos tão necessários para uma missão apinhada de ousadia como aquela. De fato, viu-se cedendo ao desejo de estampar o mais ambicioso sorriso em seus lábios cicatrizados, de modo que permitiria que o riso diabólico se apossasse completamente da face, afiado como uma faca. O júbilo se dava ao fato de que seus pedidos foram enfim atendidos, visto que lhe fora mostrado um caminho até aquilo que tanto desejava: explosivos. "Com isso..." A mente proseava consigo mesma, recheada da cobiça terrorista que regia suas ações. "...sim, com isso sim..." Tomado pela ganância, se apossaria de três explosivos com a destra, flexionando os dedos para pegá-los um a um como se fossem o maior tesouro daquelas bandas, enfiando-os em possíveis bolsos de suas calças. Com estes, poderia espargir o caos. Com estes, desmantelaria as fundações daquela ilha.

Seria o flagelo novamente.

Após o ocorrido, o sono fora tão bem-vindo quanto a satisfação de estar armado e acompanhado de homens e mulheres que partilhavam de seus ideais. De fato, sentia-se em seu habitat natural, abarrotado de confiança e ansiedade para quando chegasse de fato a hora. Quando foram despertados, sentia-se como se não tivesse gozado de nem mesmo um instante de sono, tão vidrado e disposto quanto no instante em que se deitara. Assim— entrajaria as vestes que lhe fora concedida, envergando cada manga como se estivesse carregando consigo um pedaço daquela "ordem", agasalhado pela canícula cobiçosa de todos os seus membros que se preparavam para aquele fatídico dia.

"Faremos isso" Pensava consigo mesmo, jogando este plano e aquele de um lado ao outro na mente, meneando suas possibilidades, calculando as falhas conforme se dirigiam novamente até a cidade. Os passos ansiosos se mostrariam apressados, de modo que vez ou outra provavelmente se colocaria de frente ao grupo como um instinto natural. De costas para aqueles que sentia uma necessidade de proteger, via-se mais forte, mais alto. Mais poderoso. Os punhos pesavam com a ânsia de combate, desejando o conflito como o corpo necessitava de ar. Vivia do sangue e da carnificina, da vitória e da adrenalina que empurravam um homem ao seu limite, à aquilo que era de fato: um monstro. Dentro de si, a fera rugia antecipando cada situação de perigo mortal, desejando o momento em que lâminas seriam postas contra o seu pescoço, e pistolas apontadas contra o seu único e restante olho, no instante em que os Deuses jogavam uma moeda para decidir sua sobrevivência. Contudo, de pouco acreditava em Deuses e tampouco lhes deixava em mãos o seu destino.

Desnorteado devido aos devaneios, fora puxado dos mesmos pela voz de Kenshin, assim que haviam alcançado um pequeno morro cujo qual jazia à uma distância segura dos portões da cidade. As muralhas esbranquiçadas nasciam no horizonte, um bastião da civilização, um dos símbolos de tudo aquilo que jurara destruir e desmantelar. Entregaria à vista um olhar vingativo e impetuoso, rangendo os dentes num sinal discreto e furioso. Caso existisse quaisquer rochas por perto, ou algum tipo de apoio— pousaria o pé direito por sobre tal objeto, flexionando o joelho e apoiando sobre este o antebraço direito, de modo que pudesse deitar o esquerdo por sobre ele, cruzando assim ambos num gesto resguardado. Com a destra, resvalaria o polegar por cada dedo, digito à digito, calculando, ponderando. As palavras de Kenshin ecoavam em sua mente, lhe instigando, empurrando-o para aquilo que fazia de melhor: liderar.

Escutem — rogaria então, rouco e diabólico como de praxe:  — Estamos em nove, um bom número p'um esquadrãozinho de choque, vô' menti' não. Chegamo', atacamos eles antes que consigam se organizar e conseguiríamos derrubar o dobro do nosso número em instantes, e então mais um pouquinho' d'brinde  — Divergiria então a atenção de seu único e atencioso olho da cidade até o restante do grupo, passeando a atenção de cenho em cenho, de face em face. Não conhecia o valor de cada um, de modo que seria difícil delegar uma missão de confiança à eles. Contudo, via-se escasso em escolhas no momento: — Mas e então? Eles se organizam e nos destroem, "puff" — Diria, fechando os dedos da canhota num punho e então colidindo este contra a palma direita, concomitante ao som de estouro que emitiria com os lábios — Uma distração, é disso que precisamos, tá ligado?' Vocês todos atacam aquele portão, fazem barulho, explodem umas casas, matam os guardas. Eu e meu grupinho' aqui vamos pelo outro portão e nos aproveitamos da confusão que ocês' vão causar. Vamo' chegar p'trás e então vamo' fude' eles de jeito.

Gesticularia com as mãos conforme as palavras seriam despejadas naturalmente, rogando e delegando o plano com a costumeira tranquilidade de sempre, acompanhada pelos sorrisos rápidos e recheados de loucura. Não esperava que nenhum deles fosse contra o seu plano, mas se fosse o caso, simplesmente deixaria que fizessem aquilo que achavam melhor, seguindo os primeiros passos como for decidido. Contudo, caso suas ideias fossem acatadas por todos ali, se certificaria de entregar uma última olhadela aos seus companheiros, poupando palavras tagarelas pela primeira vez desde que os conhecera. Naquele singelo momento, não podia fazer mais nada além de confiar nos mesmos, e agir como um babá para cima deles apenas soaria de forma negativa. Assim, silencioso, se dirigiria à passos rápidos e furtivos pelos campos onde se localizavam, deslocando-se numa velocidade concomitante à dos seus aliados, fazendo uso da visão aguçada para que não os perdesse de vista. Assim, se por acaso conseguissem se aproximar o suficiente do outro portão, tomaria uma postura mais despretensiosa de portar-se, mantendo o corpo ereto conforme caminhava em direção ao destino final.

Fazendo uso de sua noção avantajada de tempo, tentaria alinhar suas ações o melhor que pudesse com àquela dos aliados que estariam atacando o outro portão. Assim, analisaria a situação do outro portão antes que pudesse agir, tentando esgueirar-se atrás de quaisquer esconderijos por ali perto. No caso de ser um local bastante frequentado por civis, entrando e saindo da cidade, rogaria aos sussurros para seu grupo, cabisbaixo: — Nos misturamo' c'eles e 'ntão matamo' os guardas. Depois, matamo' o máximo de civis que pudermos, adentramo' a cidade e explodimo' uma coisa 'qui e ali. Se agilizem, não temos tempo.

Assim, se dirigiria até os supostos civis à fim de mesclar-se por entre a multidão. Sabia que não era perito em furtividade e tampouco em disfarce, mas aquilo estava longe de ser uma preocupação no momento. Com o passo apressado, buscaria se aproximar do guarda mais próximo rapidamente, rugindo para este de uma forma tão bestial que almejaria deixá-lo completamente intimidado com aquilo. Uma vez próximo deste, caso ele se mostrasse incapaz de efetuar o primeiro ataque, uniria os dedos da destra num punho pesado e vingativo, avançando contra o sujeito à fim de aplicar-lhe um soco feroz diretamente na face. Em seguida, não obstante, tomaria o impulso necessário para trazer o joelho direito num golpe debaixo para cima, este visando as partes íntimas do guarda. Naquele instante, caso percebesse que um guarda próximo conseguisse lhe apontar uma arma com total impunidade— isto é, caso nenhum de seus companheiros consiga neutralizá-lo antes de tornar-se um problema, tentaria tomar posse do oponente diante de si num mata leão: enroscando o antebraço direito no pescoço deste ao deixá-lo de frente para o atirador. Assim, buscaria se proteger de quaisquer disparos por parte do outro. Contudo, na ausência de tal possibilidade, buscaria finalizar o guarda citado com um último golpe: trazendo o punho direito novamente da esquerda para a direita, de modo à atingir o sujeito em sua têmpora direita e, assim, neutralizá-lo de uma vez por todas.

 Na eventualidade de seu oponente portar de uma arma de fogo, buscaria esquivar-se em zigue-zague durante a tão ansiosa aproximação, priorizando desarmá-lo antes de efetuar os movimentos acima: uma vez próximo deste, flexionaria os joelhos à fim de tornar-se um alvo ainda menor para sua mira, movendo-se subitamente de baixo para cima com a palma visando o pulso do sujeito. Empurrando este para cima, tentaria aplicar-lhe uma joelhada de direita no meio das pernas, conforme os dedos destros trabalhariam para despir o guarda de sua arma, jogando esta para longe caso obtivesse sucesso. Mesmo que fosse atingido, persistiria nas ações, confiando em sua própria resistência para tal.

No caso de ser um lutador corpo-a-corpo, não se preocuparia tanto para a própria segurança, ainda que mesmo assim não fosse a negligenciar. Assim, uma vez diante de seu oponente, buscaria esquivar-se para baixo ao flexionar os joelhos, caso o golpe por parte do homem viesse na forma de um corte, chute ou soco horizontal. No evento de ser um vertical, moveria-se para a esquerda, trazendo o punho direito assim que o ataque alheio fosse um fracasso. O destino deste soco? A face do maldito, buscando nada menos do que um nocaute completo. Caso suas tentativas se provarem um total fracasso— isto é, se ele se proteger de todos os ataques, tentaria recuar três passos para analisar melhor a situação. Contudo, obtendo sucesso em seu embate, tentaria se aproximar rapidamente pelas costas de qualquer outro guarda que estivesse lutando contra seus companheiros, apanhando-o num mata leão de direita para que o aliado pudesse finalizá-lo, soltando o corpo em seguida com completo desprezo.

 — A morte chegou pra vocês, caralho! — O brado lhe viria aos lábios com a mesma facilidade que um bêbado se embebeda de uma cerveja, encontrando a tonalidade da voz necessária para as ameaças. Estas? Eram direcionadas aos civis que provavelmente os cercavam. Civis que logo se tornariam alvo de seus golpes, distribuindo um soco de direita contra a têmpora do primeiro, um pontapé contra o saco do segundo. O terceiro seria presenteado com uma cabeçada diretamente contra o olho esquerdo, e todos seriam alvos finalizações caso desabassem contra o chão, tornando-se vítimas de pisadas com o pé direito contra seus crânios.

A chacina havia começado.



Hist;:
 

Off:
 


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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptyTer 18 Jun 2019, 23:22










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Após o questionamento feito por Kenshin, todos os presentes se entreolharam, pensando no que deveriam fazer em seguida, ou ao menos a maior parte deles, pois o primeiro e único a se pronunciar no momento foi Grim, que não mostrou hesitação alguma em expôr o que pensava da situação em que se encontravam, disse de forma simples e clara o que pensava sobre o avanço que fariam, dividir-se-iam em dois grupos, sendo um deles ligeiramente menor que o principal, seria apenas para um ataque flanqueado, em caso de uma emboscada, já que o moreno temia que fossem emboscados se fossem todos com muita sede ao pote, o que de fato era um pensamento inteligente, todos perceberam logo após o pirata terminar de falar, vendo em quão expostos estavam, todos concordaram com a estratégia proposta pelo moreno. Ainda apoiado em uma rocha enquanto esperava por seu momento de agir, Grim viu o primeiro grupo, que em vez de nove, teria seis integrantes, entre eles seus preciosos companheiros, avançar em direção ao portão que logo se mostrava à frente, entretanto, para a surpresa de muitos que estavam no grupo avançado, e até os dois que acompanhariam o pirata na difícil empreitada, viram um grande número de pessoas armas surgirem das árvores que haviam ao redor do pequeno monte que usaram para planejar a invasão à cidade. Com seus números aumentados de forma astronômica, era fácil acreditar que teriam uma vitória fácil na estratégia que tinham, mas o moreno e seu grupo não ficariam ali para testemunhar como tudo sairia.

No momento era a hora de agir, o grupo de flanqueamento logo achou uma brecha para agir, duzentos metros à esquerda do portão que logo seria bombardeado por ataques, avia uma abertura, que poderia passar desapercebida pela maioria dos olhares, mas não de Kenshin, que tinha um olhar bastante analítico. - Ali podemos avançar rapidamente, dali vamos lado a lado, causando o maior estrago possível. – Disse o loiro aos dois que lhe acompanhavam. Sem esperar um movimento de confirmação de qualquer um, o mesmo avançou para o espaço, que era uma viela apertada entre duas construções de grande porte, mas era uma informação que não era sabida por nenhum dos três, do lado esquerdo ficava uma loja de roupas extremamente famosa, e que já havia sido alvo de roubos algumas vezes, e do lado direito, um bar, que não era muito grande, mas tinha a fama de ter os melhores petiscos e bebidas sofisticadas da cidade real, então havia uma quantidade de guardas elevada, entretanto também haviam muitos civis circulando pela área, algo que era perfeito para a investida do trio.

Assim que os três saíram da viela, um empasse se deu no momento, o trio observava a reação das pessoas que estavam no local, os guardas dirigiam lentamente a mão em direção às suas armas, e os civis olhavam estranhamente para a comoção que lentamente se formava, mostrando suas expressões de horror em seus rostos. A tensão no local era tão grande que era quase palpável, e de repente, com gritos, os guardas agarrando suas armas, se precipitaram em direção aos três “invasores”, os civis prevendo que um embane nada pacífico se iniciaria, começaram uma enorme confusão, uns empurrando os outros, causando uma massa enorme de pessoas indo em uma única direção, que infelizmente não fora nenhum dos lados que poderiam ser usados para correr, e sim a parede mais afastada da viela. Como os guardas já irrompiam em suas direções, os três vestidos de assassinos não permaneceram lado a lado mais, e avançando em momentos e direções diferentes, iniciaram o embate com uma quantidade maior de inimigos. Dos três, quem mais saía em vantagem no momento, era Fuyuki de longe, pois aproveitava a grande quantidade de inimigos para utilizar o máximo de suas habilidades gatunas, e com suas sais triplas, degolava todos que passavam perto de si, como um furacão sangrento e mortal, já Kenshin, utilizava uma Falchion, e aproveitava de seu tamanho diminuto em comparação a outras espadas para ferroar de forma certeira locais desprotegidos dos guardas, já Grim, utilizava seu rápido punho em locais certeiros como a têmpora, as genitálias e a face de seus adversários como alvo.

O pirata moreno de cara teve em seu encontro três guardas, entretanto, seus movimentos desastrados, por causa do nervosismo, e o sincronismo inexistente entre si, fizeram deles alvos fáceis do mesmo, que acertou-os com velocidade e força nos locais que tinha como alvo, derrubando-os rapidamente, e mesmo que não estivessem mortos, eram incapazes de andar, quem dirá continuar a lutar. Mas sua sorte diminuiu com o quarto guarda, que parecia ser o último que enfrentaria, este era oposto a si, lutava com as pernas, enquanto Grim com os punhos. Durante muitos momentos, o impasse reinava, o pirata dava um soco com a mão destra, o guarda chutava com a canhota e ambos, punho e pés, se encontravam, causando um choque onde ninguém conseguia superar o outro. A diferença que decidiu a luta, depois de um bom tempo de embate, fora a óbvia falta de experiência do guarda, embora este fosse bastante forte, não lutava a muito, então em um movimento de esquiva do pirata, que agachou-se, enquanto o guarda acreditava que este saltaria para trás provou-se um erro que custou a vitória, poucos instantes após, o punho do moreno acertou-lhe com força, mandando-o ao chão, e o impacto da cabeça com o concreto fê-lo perder a consciência. Alguns civis haviam conseguido fugir, mas a grande parte deles ainda estava presa na grande confusão que havia se formado, tornando-os um grande e fácil alvo ao trio, que sem a presença dos guardas, avançou avidamente em direção aos mesmos. O concreto em pouco tempo fora tingido de vermelho vide à carnificina brutal que ocorrera ali mesmo, e tendo encerrado a parte do plano que tinham em mente, o trio seguiu para a direita, onde estava o portão, e ali veriam o resultado da invasão que tinham planejado, alguns instantes antes tinham escutado o som de algumas explosões, então acreditavam que o plano estava correndo da maneira planejada, mas nada poderia prepará-los para o que estava no local.

Assim que adentraram a avenida que seguia o portão, viram uma única cor que explicava tudo: vermelho. Diferente do que pensaram, a quantidade extra de pessoas não fora de nenhuma ajuda, só aumentara a quantidade de sangue que fora e seria espalhado pelas ruas da cidade real, já que três figuras se erguiam no final da rua, pingando o vermelho do sangue inimigo por seu corpo inteiro, um homem e duas mulheres. - Merda, eu jamais poderia crer que esses malditos cães estariam aqui. Esses malditos adoradores de dinheiro filhos de uma puta. – Praticamente rosnou, ensandecido Kenshin. Após dizer isso, saiu em disparada em direção ao homem, que estava entre as duas mulheres, mas antes mesmo que pudesse alcançá-lo, uma das mulheres, se pôs na frente do loiro, e com uma grande velocidade, e uma brutal força, girou sua lança, que tinha uma lâmina diferente de um pique, e em um movimento descendente, separou o corpo do espadachim em dois, chocando não só Fuyuki, mas outras pessoas próximas. No momento seguinte, Grim viu o homem avançar em direção a Asterin, e desceu seu machado na direção desta, que conseguiu esquivar-se saltando para a direita, mas não completamente, seu braço esquerdo fora decepado com um único corte, causando uma imensa dor à loira, que por conta da adrenalina pôde deixá-la de lado, e utilizando seus joelhos, cotovelos, pés e seu braço restante, conseguiu deixar alguns cortes e ferimentos em seu rosto, causando espanto nas mulheres que o acompanhavam o bárbaro, mas infelizmente não havia muito o que se fazer, a força desde trio era muito maior do que a de qualquer outra pessoa que estava no local, e com outro corte descendente, separou o corpo de Asterin em dois, resultando em uma morte honrosa, porém brutal à jovem dragão dourado.

Varric, que aparecera no local pouco antes da morte de Asterin, disse para Grim, com algumas lágrimas caindo de seus olhos. - Precisamos sair daqui Grim, fugir. Ou então vamos morrer também, não sei onde Mégara está, se ela morreu ou não, somos apenas nós dois aqui, vamos levar alguns deles conosco e fugir dessa ilha. – Disse o pequeno homem deixando transparecer o desespero que sentia no momento, já que a chance de ambos morrerem era extremamente alta. Estava na mãos do moreno, fugir ou não, quem levaria consigo se fosse fugir, já que ao menos, não tinham necessidade de ir até o fim com a missão suicida que lhes fora destinada.


NPCs:
 

NPCs Vivos:
 

Ferimentos:
 

Legenda:
 


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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptyQua 19 Jun 2019, 07:36


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O mundo era vermelho, tomado pelos piratas que faziam da carnificina seus propósitos. Naquele singelo instante em que seu último oponente desabara diante de seus punhos violentos e vorazes, o maldito corvo cantarolava uma inusitada lamúria nos céus, voejando por sobre o campo de batalha cujo qual se tornara uma verdadeira obra de arte. Nessa, contudo, seus artistas utilizavam unicamente do carmesim conforme pintavam as paredes e muralhas daquele beco com o sangue de seus habitantes, seus últimos suspiros preenchendo o ar vespertino como maldições sussurrantes. Ele, que era dono de uma insanidade profunda, não podia evitar de escutar as lamúrias constantes dos mortos. "Não, por favor, não quero morrer" Dizia um, "Meu filho está em casa me esperando" dizia outra. Contudo, de pouco aquilo fizera para tentar buscar uma compaixão no Olho de Corvo, que envergaria um riso maquiavélico diante do massacre. O sangue escorria pelos dedos da destra, segurando-se na pele empalidecida do caolho antes de pingarem ao solo ensanguentado, como se estivessem se agarrando ao assassino para não unirem-se à poça. Arrepiado, sentia-se tomado pelo êxtase deleitoso que sempre o envolvia após uma vitória— a satisfação profunda de emergir triunfante apesar da justiça sempre estar do lado de seus oponentes. Conforme a gargalhada cresceria por dentro da garganta, rouca e roufenha como de praxe, levaria a destra ensanguentada até a face com o inútil objetivo de secar o suor, jogando os fios amorenados e umedecidos de cabelo para trás.

Essa foi d'caralho. 'Cês são demais, sabiam? Porra, só falta o restante da cidade agor— rogaria, e apesar do entusiasmo que antes regia suas palavras, agora já não mais encontrava aprazimento nenhum em seu âmago. Afinal, diante da cena que se desenvolvia diante de seu olho, de que poderia fazer além de ceder ao terror? Após seguirem para a direita, isto é: até o portão onde os demais colegas provavelmente já teriam finalizado com seus oponentes, encontraram uma cena que lhe puxou o tapete no qual encontrava-se de pé. Fedia como todos os infernos e mais um, mas o odor amaldiçoado das massas de bandidos não se comparara ao horror de vê-los completamente destruídos daquela forma. Não estava preparado para aquilo, pois a eventualidade de uma completa derrota jamais se encaixara em seus planos. As ruas de mármore, antes donas de uma beleza radiante agora se mostravam tomadas pela chacina, tingidas do vermelho da derrota, maculadas pelo odor do fracasso.

E em meio à todos os corpos estropiados erguiam-se três figuras, silhuetas essas que exalavam uma força jamais antes sentida por ele, capaz até mesmo de lhe apinhar de arrepios. A pele se tornaria coberta pelo suor constante, lhe umedecendo as vestimentas conforme a respiração desenfreada deixaria exposta um desespero crescente que nascia em seu coração. Incrédulo, não podia se mover. Não conseguia, não encontrava propósito, pois seu mundo havia virado de cabeça para baixo. Contudo, nada até então se comparara à aflição de quando o único olho avistou aqueles fios dourados.

Asterin.

A visão tornaria-se turva e trêmula conforme a amargura profunda era despejada em seu peito. O coração pulara uma batida, apressado, desamparado, angustiado. A tormenta regia os lábios entreabertos, exalando a respiração tórrida e pesada. Vê-la correr tão obstinada daquela forma deixou-o tomado pela nostalgia das lutas que travaram juntos, onde esta sempre conseguira sair completamente ilesa. Mas não dessa vez, não quando o machado daquele homem lhe separou o braço do corpo, seu sangue tão rubro que deixou-o com um enjoo na barriga. A sensação de vômito lhe tomaria posse da garganta ao vê-la lutar mesmo assim, teimosa como de praxe. Paralisado, já não era mais capaz de audição, tampouco de fala. "Não" Quis gritar. "Não, sua idiota, fuja" Tentou, mas a língua adormecera, e os lábios tremiam tanto quanto as pernas. Ousaria um passo adiante, flexionando os dedos da destra adiante como se pudesse puxá-la para si mais uma vez, e dar-lhe o abraço que jamais pudera antes. Se conseguia correr, descobriu tarde demais, pois naquele instante a mulher fora completamente partida em duas diante de si, tal como seu coração ao vislumbrar a cena. "Você tem os meus punhos" Ouviu-a dizer em uma memória distante, o riso energético da loira lhe maculando a consciência como sinos incessantes.

Deveria chorar, sabia bem. Deveria estar caindo em lágrimas e soluços, correndo até o patife que lhe roubou de uma companheira à fim de abrir sua cabeça com os punhos, ou morrer tentando. Deveria, mas não se movia. O bom-senso lhe privava de uma morte precipitada, apesar da fúria latente que o deixava com os nervos ferventes por dentro do corpo. Afinal, quando Varric surgiu no canto de sua visão lhe rogando avisos para que fugissem, lembrou-se exatamente de sua posição naquela tripulação. O capitão deveria se assegurar da segurança de todos, com sua vida, e ver os olhos anão encharcados de lágrimas como estavam lhe preencheu com o controle dos movimentos novamente. Abriria e fecharia os dedos da destra,  ensanguentados como estavam, mantendo o único olho fixado no trio que jazia a alguns metros adiante. Lutar ou correr? Lutar ou correr, lutar ou correr, lutar ou correr. Lutar. Correr.

Correr.


Corram — Encontraria a voz, essa mais rouca do que de costume, ainda que firme e sólida como aço. O rosto se mostraria impassível, ainda que atormentado e claramente exausto diante daquela cena que acabara de vivenciar. Jamais retirando a atenção do trio, continuaria: — Vamos para o porto, Varric e Fuyuki, até o nosso barco. Decidimos o curso depois, apenas corram, AGORA!

Rugindo as ordens, daria meia-volta em direção ao porto, tomando o impulso necessário com as pernas para que pudesse correr em máxima velocidade até lá. Se certificaria de não ser interrompido por nenhum civil ou guarda, evitando o contato direto com quaisquer sejam seus obstáculos durante o percurso. Contudo, caso a massa desorganizada de civis se mostrasse impertinente demais para que conseguisse escapar, aplicaria socos com a destra em suas nucas, ou pontapés visando suas pernas para que caíssem ao chão. No caso de guardas tentarem obstruir suas passagens, contaria com a ajuda de Varric e suas pistolas para finalizar quaisquer oponentes que encontrassem. Contudo, no evento em que algum deles conseguisse se aproximar demais de si, rugiria de maneira bestial para este, fazendo uso de sua voz avantajada para que conseguisse encontrar a tonalidade perfeita para tal intimidação. Obtendo sucesso, buscaria finalizá-lo rapidamente com uma rápida joelhada de direita contra suas partes íntimas, continuando a corrida logo em seguida. No caso dele não se assustar diante do pirata, trataria de se esquivar para baixo se por acaso ele tentasse lhe aplicar um golpe visando a cabeça, sendo por lâminas, punhos ou chutes, fazendo uso da alta velocidade para que pudesse lhe aplicar um soco de direita contra as partes íntimas, após se abaixar.

Visto o tumulto que acabara de acontecer em um dos portões, não esperava que o porto estivesse altamente guardado naquele momento. Contudo, não descartava a possibilidade de haver um guarda ou outro nas proximidades, de modo que contaria com a ajuda de seus acompanhantes— caso esses ainda estivessem consigo—, para derrotá-los rapidamente. Vingativo e agora completamente tomado pela fúria, faria questão de aplicar uma força ainda maior em seus punhos para o caso de um guarda qualquer surgir diante de si, tentando bloquear sua passagem.

Deveria ter fugido como os outros, seu desgraçado fodido! — Berraria para o sujeito, ao que avançaria na direção deste logo em seguida. No caso dele já estar com sua arma em mãos, tentando lhe efetuar um corte seja vertical ou horizontal, faria uso de um avanço surpresa para apanhá-lo com a guarda aberta. Sabia muito bem que seu combate sempre tivera o menor de todos os alcances, mas poderia atacar mais rápido do que qualquer guarda armado e revestido por uma armadura. Lutava como um patife— rápido, mortal e trapaceiro, de modo que cuspiria no rosto do homem à fim de lhe furtar a concentração por um único instante. Assim, obtendo sucesso ou não, aplicaria uma joelhada contra as partes íntimas deste, enroscando ambos os braços no corpo alheio à fim de se aproximar o suficiente. Daquela forma, dificilmente seria alvo de um corte de espadas, aproveitando-se disto para abocanhar ferozmente o pescoço do homem, fincando os caninos com violência em sua pele desprotegida. Visava rasgar pele e carne daquela forma, cuspindo o conteúdo abocanhado para fora antes de jogá-lo para o lado, para que pudesse morrer como um verme adoentado no chão. No evento de ser cortado antes que pudesse se aproximar do homem, ainda persistiria no movimento. Contudo, caso ele tentasse uma estocada em sua direção, priorizaria esquivar-se para a esquerda à fim de evitar o contato com a lâmina, optando por simplesmente aplicar-lhe um cruzado de direita visando seu rosto.

Assim, por fim, se moveria rapidamente até o barco que provavelmente ainda estaria ali. Contudo, caso este não estivesse, rogaria as ordens:  —Qualquer porcaria de barco serve, agilizem. Aqueles três estão vindo logo atrás!

Mesmo que provavelmente não os teria visto correndo atrás dos três piratas, sabia muito bem que não deixariam que suas presas escapassem tão facilmente. Também ciente da demora necessária para zarpar um barco, sabia que tinha de ficar para trás à fim de defender sua tripulação, e assim o faria. De frente para a cidade, aguardaria a aproximação de seus inimigos, jurando para si mesmo mentalmente:

"Eles não vão passar."



Hist;:
 


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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptyQua 19 Jun 2019, 20:22










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Ali naquele momento tudo seria decidido, como procederiam dali em diante, infelizmente Grim não teria muito tempo para pensar, então em poucos segundos tinha a resposta definitiva, embora não houvesse tentado, o moreno sentia que não tinham condições de ganhar dos três caçadores que puseram-se em seu caminho, então a alternativa que tinha para contornar a situação era fugir daquele local, não poderia deixar que ali fosse seu túmulo, mesmo que tivesse uma nobre intenção, vingar a morte de sua companheira, não podia fazê-lo se perdesse sua vida também. Com a decisão já acertada, o pirata gritou-a para os dois que estavam perto de si, Varric e Fuyuki, para fugirem para o mar, a garota de cabelos verdes não precisava segui-lo para o mar, embora também fosse um alvo, não era tripulante do mesmo, entretanto, aceitou ir com o mesmo e o pequeno loiro, já que acreditava que tudo o que planejaram teria fim neste dia. Aproveitando-se da grande confusão, onde de fato eram os invasores que levavam a pior, o trio fugiu, havia uma grande quantidade de guardas e alguns curiosos civis na rua, os guardas iam em direção aos invasores, vendo a fuga dos três, duas pessoas que compunham o grupo de nove pessoas seguiram-nos, eram Miwa e Takahiro.

Embora já tivessem decidido fugir, com toda certeza era mais fácil falar do que fazer, pois não poderiam avançar, graças aos três caçadores, que matavam qualquer um que se aproximava demais deles, fossem invasores, guardas ou civis, portanto tinham de voltar pelo caminho que abriram, e essa fora a parte fácil. O caminho para o porto, era do outro lado da cidade real, portanto os 5 fugitivos, Grim, Varric, Fuyuki, Miwa e Takahiro tiveram de dar a volta por fora das muralhas, e embora corressem com velocidade por todo o caminho, com receio de que os 3 caçadores os alcançassem, na metade do caminho para chegarem do outro lado da cidade encontraram uma barricada de guardas, havia uma grande quantidade de guardas, e não querendo perder tempo com os mesmos, os fugitivos se separaram, obrigando os guardas a fazerem o mesmo, de forma que cada um enfrentaria 4 guardas.

Assim que alcançou os guardas que lhe esperavam, Grim avançou gritando bestialmente, o que assustou três dos quatro guardas, estes pouco mostraram reações, quando suas genitálias foram brutalmente com joelhadas e socos, caídos no chão sentindo a mais forte das dores não eram mais adversários para o moreno, que pôde se concentrar no último guarda, que já lhe esperava, e antes que pudesse fazer uma aproximação decente, o mesmo desferiu um corte vertical de cima para baixo, que lhe custaria a fuga se tivesse acertado-lhe, mas errou por um triz, graças à movimentação frontal de última hora feita pelo pirata, que sem esperar mais, pulou no guarda, enroscando os braços no do outro, e usou seu joelho direito buscando acertar suas genitálias, da mesma forma que fizera com os outros três, mas este guarda estava preparado, e com uma de suas pernas bloqueou a joelhada de Grim, que tentou morder o pescoço do homem, entretanto um outro guarda surgiu sorrateiro, e desferiu um corte diagonal em suas costas, o que fez com que, de forma inconsciente, soltasse o guarda que mantinha preso, que afastou o pirata de si com um chute no estômago, agora o moreno detinha de um ferimento relativamente sério em suas costas, e caído no chão deveria luar contra dois adversários, que de fato mostraram estar prontos para lutarem consigo.

A situação não estava nada boa para o boxeador, mas teve a melhor das sortes no local, pois Varric surgiu de repente entre os dois guardas, e com suas duas pistolas conseguiu abater ambos com dois disparos cada. Devido à adrenalina no momento, não houve dificuldades de locomoção para Grim, que logo se pôs de pé para retomar a fuga, entretanto assim que o fez, pôde ver que ali já havia uma nova vítima fatal, fora o fim da linha para Takahiro, que havia sido degolado, e seu cadáver jazia próximo a uma árvore mais afastada, estava cercado por outros três cadáveres, que pertenciam aos guardas contra quem lutara antes de ser morto, em sua volta havia muito sangue, que juntamente o dos guardas tanto em sua volta quanto os outros que estavam mortos, encharcavam a terra e a grama, que neste ponto já se tornara vermelha sob o sol que se movera um bocado a Oeste, indicava que não tanto em breve a noite começaria a cair. Sem tempo para lamentar-se da morte do arroxeado, os quatro sobreviventes puseram-se a correr novamente, tomando cuidado para não pisar na grama, já que seus calçados molhados poderia fazê-los escorregar e cair facilmente. Em pouco tempo puderam ver ao longe a estrada que seguiriam para chegar até o porto.

Assim que alcançaram a estrada puderam aumentar a velocidade para logo chegar ao porto, mas todos, menos Grim, acharam estranho não encontrarem com mais nenhum guarda, o pirata acreditava que por conta da confusão ocorrida do outro lado da cidade real não haveriam guardas no porto, mas não era a verdade, ou não todas ao menos. Haviam alguns guardas tanto no porto quanto em toda a extensão da rua que seguiam para o porto, entretanto estes guardas foram os que lutaram consigo anteriormente do lado de fora da cidade, e agora o fato de não haver mais guardas lhes era muito benéfico, já que pouparia muito trabalho de lutar enquanto procuravam um barco para fugir. Assim que chegaram ao porto, viram uma prancha de madeira de 50 metros onde estavam diversos barcos ornamentados ancorados, entretanto não precisavam deste tipo de barco, e sim de um que fosse simples o suficiente para ser ajeitado rapidamente para zarpar, e que pudesse carregar todos eles. Antes mesmo de sequer pisar no deque de embarque, Grim parou e virou-se para o caminho de onde tinham vindo, as duas garotas não entenderam o que o moreno estava fazendo, mas Varric sim, e este gritou para ambas. - Ele vai ficar ali para podermos nos preparar o barco para zarpar. – Dali surgiu um entendimento para ambas, entretanto somente o pequeno loiro e Fuyuki seguiram em direção ao deque, pois Miwa decidiu fazer o mesmo que o pirata, ajudar a ganhar mais tempo, sem tempo para discutirem, os outros dois seguiram até o fim do deque, onde acharam um pequeno bote, que seria o suficiente para carregar três deles, haviam quatro mas não tinham tempo de procurar outro barco, além de que um maior demandaria mais tempo de preparação antes de zarpar.

Enquanto a preparação dava-se início, os dois morenos mantinham seus olhares voltado à rua, onde aos poucos uma figura se revelava lentamente, e depois de um tempo, ambos conseguiram reconhecer quem vinha, era o homem caçador, que ainda pingava sangue da mesma forma que seu machado, agora totalmente vermelhos. O homem parou de andar quando chegou a dois metros da dupla. - Meu nome é Eiríkr, vocês tem duas opções, se entregam e eu levo vocês para a corte, ou resistem e eu mato todos vocês aqui mesmo. A escolha é de vocês. – Disse o homem casualmente enquanto apoiava seu machado de batalha no ombro esquerdo e olhava com certo tédio para Grim e Miwa.

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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptyQui 20 Jun 2019, 07:58


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A inda que a fuga acabara sendo um sucesso, tal pequena vitória não viera sem suas consequências. Takahiro— o guerreiro dono de fios violetas que os acompanhara durante a escapadela havia encontrado seu fim prematuro pelas mãos dos guardas locais, estes que por algum motivo se encontravam nos arredores da cidade. "De certo foram mandados com antecedência à fim de obstruir nossa retirada. O líder destes homens é mais esperto do que eu pensava, porra!" Viu-se ruminando aquela pequena falha. Ainda que não conhecesse o rapaz, este seria de grande ajuda no porto onde, como bem sabia, a luta mais intensa e sangrenta viria a ocorrer.

Quando enfim chegaram no local, após dispersar violentamente dos guardas que inutilmente tentavam impedir o percurso dos malfeitores, o mesmo mostrou-se completamente desguarnecido, muito para o contentamento do Olho de Corvo. Sua respiração desenfreada e desvairada mostraria-se fora de controle, de modo à expelir e sugar o ar convidativo do porto numa desesperada tentativa de revigorar-se. Contudo, sua mente estava à beira da insanidade após os eventos que ocorreram a pouco, visto que agora não estava em perigo eminente. A ausência de adrenalina aos poucos permitia que as lembranças sangrentas da chacina volvessem em sua mente— relembrando-se dos fios dourados ensanguentados, bem como também das lágrimas do anão conforme o mesmo lhe implorava para que fugissem. A cena se repetia novamente, de novo e de novo em sua cabeça, enlouquecendo-o, puxando-o para o abismo do delírio. "Mégara", viu-se pensando, no instante em que o único olho se mostraria arregalado naquele singelo instante, o coração martelando violentamente em seu peito. "Ela ainda está viva? Ou morreu como os outros? Como posso deixá-la para trás, mesmo depois..." Lembrou-se das cantadas indecentes que jogara à mulher, e da forma tímida como a mesma as recebera. A clara admiração mútua entre ambos ainda lhe flagelava no âmago, relembrando-se da forma como os fios amorenados de seus cabelos esvoaçavam concomitante ao vento marinho, durante a curta viagem até essa ilha amaldiçoada. Invocar a lembrança da morena deixou-o ainda mais violento, voraz e suscetível à bestialidade, de modo que rosnaria em meio à bufadas com os lábios, exibindo os dentes amarelados ao caçador que surgia no horizonte. Tão aprofundado estava em seus desejos vingativos que não veria a aproximação de Miwa ao seu flanco— entregando sua total atenção ao maldito guerreiro que, agora diante deles, rogava suas demandas e ordens de rendição.

"Caralhos roliços, essa putinha' vai continuar latindo até quando?" Praguejou o corvo, voejando por sobre o porto. O escárnio em sua voz histérica só não superava aquele talhado na face de Grim, que consumido pelo desgosto e amargura, levaria a canhota até o ouvido direito, moldando-a ao unir todos os dedos como se estivesse tentando ampliar sua audição. Assim, inclinando um pouco o torso adiante, rogaria com sua costumeira voz diabólica e roufenha:

Pode repetir 'ssa porra de novo? Parece que eu, pelo visto, não consigo mesmo entender a língua de putinhas' do dinheiro como você, caçador — Diria, a troça presente tanto no timbre da voz como também nas palavras. Ainda que odiasse os membros do governo e sua ralha, não poderia negar a eficácia dos mesmos em manter seu controle sobre o mundo. Marinheiros, por outro lado, eram seus cachorrinhos- palermas paus-mandados que defendem um regime opressor, adoçando este com a mentira de uma justiça vazia. Contudo, caçadores de recompensa, esses sim eram dignos de pena, e o pirata não conseguia enxergar a diferença entre eles e prostitutas de bordéis. Dito aquilo, encheria os pulmões com o ar salgado do oceano, levando a canhota por sobre a destra à fim de aplicar-lhe um estalo nos ossos das juntas, ao passo que moveria em seguida os pés, desejando aproximar-se ainda mais do sujeito. Contudo, ainda que caso se aproximasse do mesmo, não conseguia sentir-se mais próximo de sua vingança. Afinal, diante de um homem capaz de varrer a vida de seus companheiros com tamanha facilidade, que chances teria de vencê-lo?

"Tu não precisa derrotar ele, idiota!" Rogou o corvo no instante em que pousara em seu ombro direito, sua voz fantasmagórica ressoando como se estivesse dentro da cabeça do caolho, invasiva e áspera: "Apenas atrasá-lo tempo o suficiente para zarparem o barco, imbecil." Mas se aquilo era realmente tudo que precisava fazer, qual era a razão que motivava seus punhos à se fecharem constantemente? Qual seria a justificativa para a chama vingativa que regia sua vontade de aproximar-se do inimigo, despido de medo e apinhado de ódio?  De repente sentia-se incapaz de recuar. Incapaz de esquecer dos companheiros que foram mortos através da lâmina mercenária daquele homem.

Não poderia deixá-lo viver depois do que fizera, mesmo se tivesse que morrer juntamente com ele.

Miwa, certo? — Encontraria a voz então, assim que percebesse a presença da garota morena ao seu flanco. Invocaria as ordens sem nem mesmo despejar à ela seu único olho, este que via-se incapaz de recuar a atenção do mercenário — Ainda possui suas granadas? Se sim, não as use agora. Iremos atacá-lo de duas direções, me ouviu? Não sairemos ilesos, mas ele muito menos. Depois do combate se prolongar por um tempo, jogaremos as bombas até ele juntos, ao meu sinal.

Sussurraria as palavras à ela, fazendo uso de sua voz encantadora somada ao seu magnetismo natural de liderança para que pudesse transmitir as ordens de forma clara à mulher. Assim, flexionaria os joelhos à fim de buscar o impulso necessário para a investida selvagem que aplicaria em seguida. Explodindo em alta velocidade adiante, correria o mais rápido que pudesse na direção do mercenário, estando completamente ciente de que o alcance daquele machado era várias vezes mais avantajado do que seus punhos jamais poderiam sonhar em se equiparar. Tendo isto em mente, focaria seu primeiro movimento numa esquiva, mantendo a total atenção do olhar aguçado em quaisquer movimentos por parte de seu oponente, por mínimos que fossem. Visto que este portava uma arma de duas mãos, não seria capaz de efetuar um ataque rápido o suficiente para lhe passar despercebido. Assim, quando avistasse menção do mesmo de exercer um corte vertical, tomaria impulso com o próximo passo à fim de saltar para a esquerda, buscando assim esquivar-se do corte eminente e poderoso. Caso a arma do homem viesse a ficar fincada na madeira do cais, se apossaria daquele curto espaço de tempo para avançar contra ele— tomando o impulso necessário para saltar em sua direção e, assim que estivesse próximo do mesmo, lhe aplicaria um soco com a destra diretamente contra a têmpora direita.

Todavia, no caso de ser um golpe horizontal, empregaria o uso de sua perícia em acrobacia para saltar ao alto, rodopiando por cima de seu oponente à fim de lhe aplicar um pesado e violento chute de direita contra o rosto deste. No caso de ter sido alvo de um ferimento leve ou mediano, persistiria em seus movimentos seguintes. Contudo, se viesse a ser flagelado por um golpe pesado e destruidor por parte do machado alheio, recuaria o melhor que pudesse, saltando duas vezes para a esquerda do homem à fim de distanciar-se deste por enquanto. Dessa forma, poderia analisar melhor a batalha diante de seu olho, contando com Miwa para que distraísse o homem naquela tão precária situação.

"Tudo que preciso fazer é pegar o corninho de surpresa, quando estiver distraído com ela" Pensaria, caso seu primeiro golpe obtivesse sucesso. Neste caso, provavelmente ainda estaria próximo do homem, visto que nas duas tentativas de esquiva tentaria deslocar-se até a retaguarda do sujeito, ágil como era. Ali, contando com algum ataque por parte de Miwa do outro lado, tentaria fazer uso máximo daquele flanqueamento, depositando toda a sua fúria vingativa no punho direito à fim de levá-lo de encontro à cabeça do mercenário, visando presenteá-lo com um soco violento na têmpora direita— ou esquerda, caso este se virasse de frente para si. Nesse caso, provavelmente se tornaria alvo do próximo ataque do mercenário, de modo que flexionaria novamente os joelhos à fim de saltar para a direita desta vez, abaixando-se ainda mais se o machado alheio viesse para lhe separar o torso das pernas num corte horizontal.

Se o machado deste viesse a lhe beijar a pele, no entanto, não teria outra escolha. Se agarraria à lâmina daquela arma, enroscando acrobaticamente as pernas no cabo da mesma e, com o máximo de força que pudesse reunir, rodopiaria em sentido horário à fim de desarmar o mercenário bárbaro, ou no melhor dos casos reunir tempo suficiente com aquilo para que sua parceira pudesse vir à atacá-lo por trás.


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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptyQui 20 Jun 2019, 16:54










- Ascensão -
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Horário:13:00





Durante o tempo em que via Eiríkr andar em sua direção, o pensamento de Grim viajou direto para Mégara, a quem não sabia dizer se estava viva ou morta, ali mesmo o pirata teve um deslumbre de algumas situações que ocorreram entre ambos, e quando voltou a si, o bárbaro estava no meio de seu discurso, este que o moreno não prestou a mínima ação, e ainda disse algumas palavras bastante ofensivas ao homem, que estava lívido com tamanha ousadia vindo de alguém tão fraco. - Ah, mas é claro, como poderia esperar que um mendigo fracote como você pudesse entender o que eu estava falando, isso é impossível claro. – Comentou em um tom debochado olhando fixamente para o pirata, que utilizava a mão esquerda para estalar as juntas da mão oposta, dando um ar de quem se preparava para fazer um ataque poderoso. Enquanto se entendia com seus próprios sentimentos, Grim foi incapaz de ver a expressão de puro pavor de Miwa tornar-se solene. - Minha vida inteira foi uma futilidade do início ao fim, ao menos agora posso me sacrificar para ajudar alguém, eu sei que somente vou atrasar a fuga se continuar, então vou me sacrificar para que os outros possam escapar. – Disse baixinho a morena, enquanto seu olhar mostrava pura determinação antes de avançar velozmente até Eiríkr, deixando o moreno parado no mesmo lugar. Miwa saltou na direção do caçador, e no ar pegou as granadas que tinha em um bolso de sua roupa e com um sorriso triste, puxou o pino sacrificando sua vida em troca de ferir gravemente o homem que os perseguia.

No momento da explosão, por não estar longe o suficiente, Grim foi lançado a 10 metros de distância, tendo alguns estilhaços das granadas penetrado sua pele em ambos os braços, no peito e abdome, eram pequenos ferimentos, mas em grande quantidade. No momento que atingiu o chão, sua cabeça teve um forte impacto, que apagou o pirata por alguns minutos, que foram suficientes para fazer a fumaça da explosão se espalhar por todo o porto, quando o moreno tornou a abrir os olhos novamente, só lhe era possível ver a fumaça com sua visão levemente embaçada, por conta da concussão leve que tivera. Assim que terminara de pôr-se de pé, um forte movimento horizontal fora desferido e o vento proveniente do golpe em poucos segundos extinguiu a fumaça do porto, mostrando Eiríkr em pé, de frente para Grim, com algumas marcas da explosão, mas que não eram de longe um risco à sua vida, antes que qualquer movimento fosse feito, uma alta risada fora escutada no local, e esta vinha do caçador. - Essa é a garota mais corajosa que encontrei em toda minha vida, é uma pena que ela se matou para fazer isso, pois é algo completamente inútil, essa explosão jamais poderia ameaçar minha vida. – Disse o mesmo com um sorriso debochado dançando em sua face.

Sem outras opções, o pirata avançou velozmente até o caçador, que sem qualquer hesitação desferiu seu golpe predileto, um corte descendente, que o moreno já esperava, estão saltou para esquerda evitando completamente a lâmina afiada, tendo uma posição extremamente favorável, Grim saltou e com seu punho direito acertou fortemente a têmpora esquerda do caçador, entretanto, nada ocorreu, o mesmo continuou imóvel na posição em que estava, e em uma velocidade explosiva, Eiríkr largou seu machado e desferiu um soco com a mão direita no rosto do moreno. O impacto fora tão forte que um dos dentes de Grim se quebrara imediatamente e sem deixá-lo se afastar, o bárbaro segurou a perna esquerda deste e o lançou no chão, com o impacto uma costela de cada lado do pirata fora trincada, e uma pequena quantidade de sangue escapou pelos lábios deste, que ficara desorientado por um segundo, que fora claramente aproveitado pelo caçador, que alcançou seu machado e desferia outro corte vertical de cima para baixo, Grim repetiu o salto para a esquerda, mas o impacto com o solo havia afetado levemente seu tempo de reação, e com isso o pirata não fora capaz de evadir-se completamente do golpe, resultando em um grande talho de 50 cm em seu ombro esquerdo.

Impiedosamente, Eiríkr retirou seu machado do ombro do moreno, e acertou-lhe um chute no centro do abdome do boxeador, e sem equilíbrio para fazer qualquer coisa, só pôde assistir enquanto o brutamontes cortava seu tórax diagonalmente deixando um ferimento profundo no local, com tantos ferimentos recebidos de uma só vez, Grim expeliu uma grande quantidade de sangue por sua boca enquanto caía de costas no chão. Talvez ali fosse seu fim, mas parecia ser seu dia de sorte, pois antes que o bárbaro pudesse ameaçar qualquer novo ataque, Varric avançou gritando e esvaziando os cartuchos de suas duas armas para cima do caçador, que habilmente saltou para trás evitando todos os projéteis do anão que ficava mais nervoso a cada momento, aproveitando-se que o bárbaro se afastava, Fuyuki alcançou Grim, e com muito esforço o pôs de pé e começou a recuar em direção ao bote que tinham preparado, enquanto o outro continuava a disparar na direção do inimigo, evitando que este se aproximasse de qualquer um deles. Mais três cartuchos de cada arma, totalizando seis cartuchos, foram esvaziados por Varric antes que o capitão fosse posto no bote, com isso, o loiro não tinha mas nenhum tiro para disparar, mas por sorte o moreno já havia sido alocado no barco junto de Fuyuki, que olhava com pavor para o atirador, que aproveitou a brecha e correu até o bote, e ambos começaram a remar o mais rápido que conseguiam, para afastarem-se da ilha que quase fora o cemitério dos três. Depois de três quartos de hora remando a toda força, os dois que estavam sem ferimentos permitiram-se largar os remos e descansar enquanto olhavam uns para os outros demonstrando um pequeno alívio. - Mas que porra toda foi essa! – Berrou a esverdada finalmente soltando toda a frustração que estava sentindo desde que a missão deles começara a dar errado. - Malditos sejam esses caçadores, um bando de cães malditos que lambem a lama da bota do Governo por dinheiro. – Rosnou Varric seguindo o exemplo de sua companheira. Neste momento ambos pararam e olharam para Grim, afinal fora o quase sacrifício do mesmo e o de Miwa que permitiu que preparassem o bote para sua fuga, claro que estavam tristes pela garota que se sacrificou em vão, pois não fora capaz de causar grandes ferimentos no maldito bárbaro, mas agora estavam mais preocupados com o pirata que estava caído no centro do bote. O mesmo estava consciente, mas seus ferimentos eram sérios, e se não fossem corretamente cuidados, sua vida correria grandes riscos, portanto era possível ver a preocupação no olhar de ambos para o moreno, esperando que este lhes dissesse alguma coisa.


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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 4 EmptyQui 20 Jun 2019, 18:30


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Puta que pariu.



Não haviam palavras que descrevessem com melhor exatidão a sua admiração ao testemunhar a companheira entregar sua vida numa ação tão altruísta. Vê-la saltar em direção ao caçador após rogar suas últimas palavras preenchera o coração estilhaçado do caolho de alacridade, num momento tão memorável que a voz feminina ainda mostrava-se presente naquele ar vespertino mesmo após a investida da mesma. O único olho se focaria unicamente nos fios de cabelo amorenados desta, esvoaçantes devido à corrida corajosa. Talvez devesse impedi-la? Apelar para seu juízo? Afinal, mesmo após escaparem da ilha, precisaria do maior número de tripulantes sob sua bandeira para que pudessem reagrupar. Contudo, jamais iria roubar de uma mulher a sua convicção, contentando-se à segui-la com um olhar respeitoso quando esta saltou em direção ao homem, despedaçando-se em meio à explosão das granadas. O ar crepuscular se entulharia com o aroma de fumaça e fogo, tão estimulantes às narinas do Olho de Corvo. Todavia, seu deleite não duraria muito— pois da fumaça orquestrada por Miwa, a silhueta de seu algoz persistia em manter-se de pé. Estaria moribundo? Mas se estava, porquê sentia o coração lhe flagelar o peito num claro sinal de ameaça? O corpo lhe puxava como um magnetismo para trás, para fugir para longe dali.

Mas não podia.

A vingança ainda era palpável em sua boca quando o vento horizontal varreu quaisquer vestígios de fumaça daquele porto, revelando a figura imaculada do bárbaro diante de si, tão intocado quanto a vontade de Grim de lhe amassar a cabeça com os punhos. Tomado pela fúria, nutrido pelo ódio e banhado pelo frenesi profundo, havia avançado contra seu oponente. Contudo, ainda que obtivesse sucesso em atingi-lo com um soco, este mostrou-se tão ineficaz quanto as explosões anteriores, e quando seu braço fora violentamente flagelado pelo machado alheio, soube da dura e árdua verdade: estava fraco demais. Era simplesmente um oponente muito forte para seu nível atual, um homem dotado de uma força jamais antes presenciada pelo corvo que, incrédulo, simplesmente tornaria-se alvo de um corte ainda mais aniquilador em seu tórax. Banhado no carmesim de seu próprio sangue, rogaria aos ares um urro roufenho de dor, antes que pudesse mordiscar os mesmos à fim de conter quaisquer lamúrias futuras. Não poderia entregar à ele a satisfação de vê-lo perdido em dores, não. "Antes mil mortes do que isso". Pensaria, arregalando o único olho concomitante ao sorriso que envergaria nos lábios, num claro desafio ao homem acima. Suas costelas estavam trincadas, o corpo recheado de cortes profundos, mas a ousadia flamejante jamais deixaria seu corpo. O coração estava flagelado de amargura, mas sua confiança jamais seria abalada.

Quem você PENSA QUE É?! — Inebriado pela loucura, expurgaria quaisquer vestígios de sanidade do corpo ao rugir aquelas palavras, os lábios ensanguentados dariam luz à um sorriso macabro e despido de medo: — Você NÃO PODE ME MATAR. Eu sou um DEUS, seu pedaço de merda, seu DEUS! E eu lhe caçarei até o último dos dias, até depois que eu deixar o seu corpo morto no fundo do mar, eu irei caçar a TUA ALMA, seu fodido. Tu nunca vai conhecer a paz após a morte! — Continuaria rogando as pragas até mesmo depois de ouvir disparos partirem de sua retaguarda, os mesmos capazes de ocupar o mercenário por tempo suficiente para que pudesse ser carregado até o barco.

Após a batalha, o mundo tornou-se turvo e tomado por distintas alucinações. Não enxergava o barco, pois sua visão estaca travada no céu alaranjado daquela tarde, seguindo o movimento lento e preguiçoso das possíveis nuvens que faziam seu lar ali. Não possuía tato, tendo o corpo completamente adormecido devido aos ferimentos, de modo que não sentia a superfície amadeirada do barco em que era alojado após a fuga. Tampouco escutava as remadas desesperadas por parte de seus companheiros, essas que os empurravam para longe da ilha onde seria o começo de tudo. "Céus... que porcaria aconteceu? Onde estão Mégara e Asterin?" Viu-se pensando, quando os eventos em sua cabeça tornaram-se confusos e despidos de nexo. Posteriormente, recobrava dos acontecimentos um a um, cada lembrança lhe servindo como uma apunhalada no coração. Quando lembrou-se dos cabelos dourados sendo tingidos de sangue, inalaria o ar num suspiro doloroso e repentino, expelindo este dos lábios ao pensar na lanceira morena. "Estaria ela perdida na cidade? Não... todos atacaram por um só lugar, e todos morreram..." Recordou-se do agrupamento de corpos ensanguentados próximo ao portão principal, e do odor insuportável de seus cadáveres reunidos ali. "Ela estava lá, posso sentir. Aceite isso, seu idiota. Deixe no passado, como você sempre fez. Recomece, encontre novos companheiros. Se tem um louco que consegue fazê-lo, esse alguém é você." Tentava convencer a si mesmo, mas a amargura no coração era pesada demais para que pudesse simplesmente ir embora tão facilmente, sendo tomado pela súbita vontade de chorar. "Não". Fecharia a mão direita num punho violento e ensanguentado. "Não na frente deles, que já parecem tão perdidos como estão."

Negando a si mesmo o luxo de despejar as lágrimas do único olho restante, semicerraria este à fim de impedir o derrame do líquido amarguroso, e também para que pudesse focar a visão em seu navegador anão que, após rogar pragas ao mercenário, despejava sobre o caolho um olhar vazio, como se implorasse por uma direção. Como capitão, era seu trabalho dizer-lhe para onde devem ir, e também acalmar e inspirar seus corações. Contudo, não vestiria um sorriso confiante naquele momento, visto que o anão provavelmente saberia que o mesmo seria fingido. Ao invés disso, optaria por manter uma face taciturna e tomada pela seriedade, rogando à seus ouvidos as ordens talhadas rouquidão: — Nos leve até Micqueot, meu amigo. Pode fazer isso por mim? — Arquearia a sobrancelha direita ao que levaria a destra até braço esquerdo do pequenino companheiro, deixando-o sentir um aperto aplicado pelos dedos flexionados — Arrumaremos um médico para o seu capitão, e algumas bebidas também, o que me diz? Ainda não é o fim para nós.

Com aquilo, aplicaria duas palmadas inofensivas no braço do companheiro, de modo que grunhiria de dor ao deslocar a atenção do mesmo para a garota ao lado. Não conhecia nada sobre ela além de seu nome, mas agora necessitavam dela tanto quanto ela precisava dos dois. Não ousaria tocá-la por hora, mas ao menos lhe entregaria algumas palavras de incentivo: — Assim que chegarmos na ilha, pode ir para onde quiser, ainda que eu prefira que você continue conosco. Com "eles" nos perseguindo, precisamos de um ao outro para sobrevivermos, me entendeu?


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