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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ascensão

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptySeg 24 Set 2018, 15:32

Relembrando a primeira mensagem :

Ascensão

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) piratas Grim, Asterin e Mégara. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Hawke
Pirata
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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptyQua 05 Dez 2018, 21:47




Golden Dragon
It's your goddamn fault





“Que merda” Notaria nos olhos do adversário anterior, aquela merda de sensação de quando você nota que todas as cartas estão contra você, o ódio e o medo. A mesma sensação que se virou contra mim.

“Seis” Seis filhos de uma puta, prenderia a respiração e trincaria os dentes por reflexo, não por surpresa, passos pesados, passos vindos nessa direção, tinha os escutado muito bem. “Você tinha que tê-los avisado direito”. A visão tornaria para Raven, “na merda” era um eufemismo muito grande, se não estava batendo as botas, estava bem perto disso.

“Merda” “Merda” “Merda” As palavras dos homens passaram como um som abafado, o coração se tomava por ódio irrompido pela visão dos feridos, mas com um fiapo de escuridão puxando a sanidade para cima. “Fuja” Precisavam fugir e precisavam fugir agora.

- Ela, agora!- Correria em direção à seu capitão e sua companheira ferida, à pegaria pelo braço direito, jogando seu corpo por cima das costas e passando as mãos por uma das pernas para segurá-la direito. Pelo vazio esperava que as duas pernas intactas servissem por sete agora, pois todos os instintos que tinha e que preservava prediziam todas as piores situações possíveis.

A porta seria seu próximo destino, é claro, passaria por Varric gritando um... - Se tu ainda tem bala, me cobre!- E com um claro cuidado tanto para quê conseguisse passar pela porta sem derrubar a pessoa nas costas quanto para esquivar o quanto pudesse para trás de qualquer golpe que pudesse receber de antemão.

Não sabia se se separariam, parecia a escolha menos merda do leque de possibilidades que tinham, mas a cabeça não dispunha de tempo nenhum de pensar naquele momento.

Seguiria à frente do grupo ou se, separados, seguiria Mégara, a mulher lhe parecia ter acabado no pior lado do jogo e mesmo que não conseguisse lutar direito com o peso que tinha nas costas, ainda tinha uma mão livre para lhe ser útil de alguma forma.

Despistá-los era o que precisava fazer, seguindo a garota ou correndo o quanto pudesse em sua frente, usaria primeiro o bom senso para procurar longas vielas e locais em que pudesse fazer com que os guardas as perdessem facilmente, sem comprometer a própria fuga e dar de cara com um beco sem saída. Se falhasse ou se obtivesse sucesso, usaria em segundo os ouvidos e os gestos para seus companheiros para seguir em direção a uma rua movimentada, para que se perdessem na multidão.

Se os despistasse, não pararia por aí, usaria novamente os ouvidos para guia-la para um local em que escutasse menos vozes, para quê pudesse reorganizar os pensamentos e procurar algum companheiro que tivesse se desviado do caminho.

- Um médico, uma porra de um médico disposto à costurar três desconhecidos caindo aos pedaços- andaria de um lado para o outro, colocando ordem na cabeça para que focasse no próximo objetivo - O dia não para de ficar bom não é?
Info:
 




Hotter than the sun
ψ
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Raiden Fuji
Narrador
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Raiden Fuji

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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptyQua 19 Dez 2018, 03:43










- Ascensão -
Clima: 18ºC
Localização: Lvneel
Horário:13:00




A situação, que já não estava fácil para o quinteto havia acabado de piorar, pois em desvantagem numérica e com um deles ferido, não tinham como lutar, então a primeira opção seria correr, aparentemente todos tinham a mesma opnião sobre o assunto, mas Grim não conseguia fazê-lo sem que zombasse um pouco dos guardas que apareceram na intenção de prendê-los, ainda mais ao escutar que um deles dizia que para serem bons deveriam estar mortos. - Tu late q'nem um virgem, caralho. Ensaiou a porra dessa frase a semana toda, n'foi, virjão? – Proveriu o Olho de Corvo, trazendo a ira do homem que fora provocado. - Seu maldito! – Rosnara o guarda, mas logo fora contido por seus colegas. - Não caia na armadilha dele. – Disse um deles. - Teve sorte que eu sou um homem bastante civilizado. – Disse empinando o nariz, a cena fez com que Verric, o anão do grupo, abafasse uma risada com sua grande mão. - Civilizado? Claro, tão civilizado quanto o gado da minha avó. – Novamente o guarda ficou irritado e fez menção de avançar, nesse momento, Asterin olhou para seu capitão e disse que o aviso dele deveria ter sido mais enfático, como que em resposta ao que a loira disse, Grim disse em voz alta para os guardas o escutarem. - Tu tá ameaçando o Olho de Corvo, Grim. Se lembre desse nome quando eu for atrás das suas famílias essa noite. – Enquanto isso, Mégara rangia os dentes e apertava a lança em suas mãos com força, queria seguir o que seu instinto lhe dizia, que era para abandonarem Raven e seguir, pois acreditava que a mesma somente os atrapalharia, mas o capitão parecia fazer menção de mantê-la consigo, visto que anteriormente disseram para a mesma que só poderia morrer depois que ele cumprisse uma promessa feita para a ceifadora.

- Vocês já falaram demais, está na hora de vocês morrerem. – Anunciou um deles, provavelmente o líder, imediatamente o nervosismo bateu na Dragão Dourado, mas pondo seus pensamentos em ordem, sabia que deveria fugir, e teve a confirmação quando Jhäfa gritou para todos a seguirem e saiu em disparada pela porta da loja, sendo seguida de perto pelo anão, Xiao Long foi direto ao capitão, e pediu para que o mesmo lhe passasse Raven, o que fora feito rapidamente, e a loira a pôs em suas costas, preparando-se para correr, junto de Grim, que gritara a todos para irem para um beco assim que estavam fora do estabelecimento.

Mégara, que liderava a todos, virara de imediato à esquerda, em uma rua adjacente à loja que acabaram de sair, e terminando a curva, viraram a direita poucos metros à frente, em um beco estreito, que não tinha saída, apenas uma curva poucos metros antes de terminar, correndo para seguir o caminho que tinha em frente, o quinteto foi surpreendido quando uma parede deslizou e eles foram puxados para o lado, com a “parede” deslizando de volta para seu lugar original, depois de trinta segundos em silêncio, que foi “pedido” por uma das pessoas que os puxaram, para não dizer orbigados, já que uma espada estava encostada na garganta de cada um, o silêncio foi quebrado pelo som de botas de metal, os guardas que perseguiam os piratas passou correndo, e por precaução, foram obrigados a ficar mais trinta segundos em silêncio para evitarem de chamar atenção para aquele esconderijo.

- Agora podemos falar. – Disse o único homem que não segurava os piratas, e consequentemente, o único que não escondia seu rosto com uma touca ninja. - Com tantos dias existentes nesse mundo por quê foram fazer isso justamente hoje? – Perguntou o homem, mas não deu tempo para que respondessem. - Hoje é o dia que saímos de nossa toca para conseguir nosso alimento, e por causa de vocês, a cidade vai ficar ainda mais atenta, ou seja, nada de comida hoje, rapazes. – Anunciou o mesmo, fazendo os outros, que escondiam seus rostos, suspirarem. - Por quê não fazemos amanhã? – Perguntou um dos outros, tirando a toca e mostrando que era uma mulher, e foi seguida pelos outros, que eram três homens e uma mulher que pareciam criminosos. A resposta da pergunta da rosada foi dada por um dos homens, era loiro e tinha uma cicatriz em seu olho esquerdo – Nós temos que organizar o plano hoje, esqueceu? – E de imediato outro dos homens que se pronunciou, seu cabelo era loiro quase branco, os olhos vermelhos e tinha uma expressão sádica sempre em sua face. - Ah, o plano do... – O que quer que fosse ser dito foi cortado, já que o último homem pulara no sádico, derrubando-o no chão. - Como que você vai me falar tudo na frente desses desconhecidos. – Falou o mesmo, tinha o cabelo marrom, os olhos da mesma cor, um pingente de estrela na orelha esquerda e sua expressão o fazia parecer sempre sério.

Sem esperar mais, os apelos de Grim e Asterin tiveram início naquele momento. - Raven...precisa de um médico, um doutor ou sei lá, um anticristo. Caralho, precisamos sequestrar um dos três. Conseguem ver um hospital em algum lugar? – Junto de seu capitão, a loira se pronunciou. - Um médico, uma porra de um médico disposto à costurar três desconhecidos caindo aos pedaços – Com o que fora dito, o líder deles olhou para ambos, e fechou os olhos antes de começar a falar. - No nosso esconderijo temos sim, mas não posso levar vocês assim. Tenho que falar com alguém. Eu já volto. – Com o aviso do mesmo, os outros, que pareciam ser suspeitos, relaxaram onde estavam, mas Grim não o fez, levantou-se, mesmo não sendo o indicado e virando-se para seus companheiros, disse. - Vocês todos foram horríveis lá atrás. Horrivelmente maravilhosos. Quase chorei, é verdade, e é um saco chorar por um olho só. É como se cada lado da sua cara fossem marido e mulher, um chorando e o outro insensível – O sádico do outro grupo começou a rir, caindo no chão e pôs as mãos na barriga, rolando de um lado para o outro. - Você é demais, deveria se juntar a nós. – Disse o mesmo ao parar de rir, utilizando sua mão destra para limpar as lágrimas que desceram de seu rosto devido ao riso.

Em seguida, o líder voltou para o aposento, e com a expressão séria disse a todos. - Vamos para o esconderijo, nosso chefe quer ver a todos nós, inclusive vocês, forasteiros. – Com isso, o mesmo saiu pelo lugar que fora utilizado para sequestrar os piratas, que foram atrás do mesmo, com tocas ninjas na cabeça, como todos os outros que seguiam atrás. Pelo fato de estarem com as tocas, não tiveram como serem reconhecidos pelos guardas, da alfaiataria, que estavam por todos os lugares, procurando pelos agressores dos lojistas. Nas ruas, seguiram para um grande arco. Depois de o trespassarem, estavam em um grande campo, e seguiram para o lado direito, onde havia uma montanha, que tiveram de subir, o que se provou uma tarefa complicada para todos, mas principalmente para Mégara, que havia sido ferida nas pernas. No cume da montanha, pararam por alguns minutos, e viram uma bela vista do reino.  - Lugar bonito não? Pena que por dentro não seja tão bonito. – Disse um dos homens, o loiro com cicatriz.

Depois do breve descanso, foram para o lado oposto da vista que tiveram do reino, começando uma descida menor do que a subida que tiveram de fazer, e ao final desta, havia uma pequena cidade, que parecia mais uma vila, com casas simples e um QG da Marinha. - O que?! Vocês vão nos entregar? – Sibilou Varric, tendo o direcionado aos homens que os levavam quase que como reféns. - Claro que não, siga o caminho, e só fale esses tipos de baboseira no final. – Disse irritada a mulher rosada. Ao adentrar na cidade, viram que o QG ficava exatamente no meio e as casas o rodeavam, todos entraram em uma casa à direita do Quartel da Marinha, a casa era a que parecia mais abandonada e mal cuidada, das poucas que haviam ali, mas como dizem: “quem vê cara não vê coração.” A parte interna da casa era muito bonita, as paredes, o piso e o teto eram feitos de madeira, e a mesma brilhava fortemente em marrom, havia algumas poltronas uma pequena mesa no centro do cômodo e dois pequenos armários, cada um em uma extremidade, um continha bebidas e o outro, livros e outros objetos semelhantes. No canto esquerdo da sala, havia uma portinhola, que ao ser levantada, dava em uma escada para um porão, mas como a portinhola era muito bem escondida, só poderia abrir quem soubesse da existência da mesma, e rapidamente todos entraram no espaço, descendo as escadas o mais rápido que conseguiam.

Ao chegar na base da pequena escadaria, Grim e Mégara começaram a sentir uma leve tontura, que era devido à demora em serem tratados, mas logo isso lhes seria providenciado, e ao olharem para frente, havia uma sala de estar, com cadeiras, poltronas, mesas e pufes, uma sala para descansar, seguiram reto e chegaram em um corredor, havia uma porta do lado direito, que era a enfermaria e uma do lado esquerdo, que era o refeitório, em frente havia uma escada que os levava para baixo, e foi a escada o caminho de todos, não tinham escolha, então não puderam parar na enfermaria. Depois da escada, passaram por uma porta e chegaram em uma sala de reuniões imensa, havia uma grande mesa oval, e uma grande quantidade de cadeiras, no fundo da sala havia um homem, e era com quem iam falar. O mesmo era loiro e usava roupas muito elegantes. - Fulano, são esses de quem você me falou? – Perguntou o homem para o líder ruivo, que fez uma reverência, da mesma forma que os outros com as tocas. - São eles sim, senhor. – Respondeu o mesmo à pergunta lhe feita, e o homem olhou de forma avaliativa para o quinteto, e fechando os olhos e expirando, fez um movimento com a mão como se estivesse dispensando-os. - Leve-os para a enfermaria primeiro, alguns deles estão bem feridos. – Era possível ver que Raven estava com as roupas escarlates, indicando que uma grande quantidade de sangue fora perdida, e ao realmente ver isso, um a mulher de cabelos castanhos, que parecia aparentar tédio, pegou a ceifadora e correu para a enfermaria, e os outros quatro seguiram na mesma direção.

Ao chegar na enfermaria, Grim, Mégara, Asterin e Varric viram que haviam dois médicos, e um deles corria com Raven para uma parte mais afastada da enfermaria, o procedimento dela talvez fosse mais demorado. O outro médico foi na direção de Grim e Mégara, que também estavam feridos. - Você, rapaz deite nessa maca, que eu já volto. – Disse ele, e disse rapidamente para Mégara o acompanhar, deu um sedativo para a mesma e começou o processo para retirar os projéteis alojados em sua coxa. O procedimento demorou 40 minutos, e ao finalizar, foi direto para Grim e começou a retirar os projéteis que estavam em seu ombro, o procedimento demorou o mesmo tempo, e ao final, ambos estavam dormindo, trabalho de uma injeção que foi aplicada em ambos. Terminando, o médico virou-se para Asterin e Varric, e falou para ambos. - Eles só poderão sair daqui depois que o sedativo acabar o efeito, e eles acordarem, estão livres para fazer o que quiserem até então. – Avisou o médico, virando-se em seguida e indo para sua mesa e começar a escrever algumas coisas, provavelmente relatórios. - O que quer fazer, Asterin? – Perguntou o anão, estava entediado, e queria fazer alguma coisa, por isso perguntou para a loira, e agora esperava a resposta do mesmo.
Ferimentos:
 

Legenda:
 

OFF:
 


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Objetivos Futuros:
 


Última edição por Raiden Fuji em Sex 21 Dez 2018, 03:04, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptyQui 20 Dez 2018, 15:58


Mad God

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A gora "esmerdiou" tudo. amaldiçoou mentalmente a porcaria da situação que haviam se metido, mordiscando o lábio inferior com amargura. Um fodendo beco sem saída, e agora? Rezamos? Criamos asas e saímos voando? Dirigiria o olhar atencioso para cima, procurando os céus. Buscaria um Deus, um Santo ou um anjo, qualquer um que pudesse lhe salvar daquela porcaria. Em sua loucura, no entanto, se lembrou que cultuava somente a si mesmo, o Flagelo que não se curva diante de ninguém, nem mesmo da morte. Pra putinha Morte jamais. Orgulhoso, esconderia os arrepios do corpo e as incertezas da mente por trás de um falso sorriso de canto, se virando para os companheiros para lhes mostrar que estava tudo bem —"O destino é inexorável",  não? Vamo' sair dessa, de um jeito ou de ou-

"-tro."


Foi então, de súbito, que o mundo virou de cabeça para baixo quando a parede ao lado deslizara, o som da mesma raspando sobre o mármore do solo eriçando os pelos de sua nuca. Não encontrara a voz, o coração pulou uma batida, o suor lhe escorregou pela linha do rosto e por um instante se esqueceu de como respirar, sufocado. Puxando. Tentou raciocinar, confuso. Tem algum caralho me puxando pa' parede, mermão'. Que PORRA é essa? Quando deu por si, havia sido arrastado para dentro de um esconderijo improvisado atrás do muro, e observou o mesmo ser fechado assim que os companheiros foram trazidos também, juntamente com ele. Haviam sido sequestrados, e a tensão daquele local apertado cresceu quando sentiu o gélido beijo do aço em sua garganta - uma lâmina, que ameaçava lhe abrir a garganta. Diante do perigo, suspirou profundamente, revirando o único olho em descrença. Isso vai ser divertido.

'Cês não deviam 'tar preocupados com o que nóis' vamo dizê', e sim com quem vai peidar primeiro. Lugarzinho apertado, morre todo mundo junto —arregalando o olho, diria aos sussurros para os presentes assim que os guardas bateram em retirada. Haviam despistado eles, felizmente, mas os problemas não haviam chegado nem perto de acabar. Continue sangrando desse jeito e vão ter que te enterrar aqui mesmo, patife. Lhe dizia o corvo, sua alucinação, enquanto repousava sobre o ombro direito. Ele tinha razão, a situação do corpo poderia estar pior, era certo, mas não poderia lutar naquela situação. Havia perdido muito sangue, e pensar nisso lhe tonteou a cabeça, pendendo a mesma para o lado ao buscar a parede mais próxima com a canhota, se apoiando. Todos ali começaram a falar ao mesmo tempo, culpando-os todos pela confusão com os guardas de agora pouco, algo que aparentemente atrapalhou a busca por comida daqueles criminosos. Simplesmente sorriria para as acusações, dando de ombros como se estivesse completamente despreocupado, afinal, que culpa tinham naquilo? Eram piratas. Enxergaram uma loja desprotegida e agiram, mesmo que nada de produtivo tenha saído daquilo. Ganhamos reputação, ficaram sabendo de nossos nomes. Isso vale mais do qualquer quantidade de ouro ou dinheiro, não? E o sangue... é claro, o sangue derramado sempre é uma recompensaÉ o que eu sempre digo, chefia —se dirigia para o ruivo com o rosto cicatrizado, o único que não ousou lhes ameaçar com armas na garganta —"Não chore pelo sangue derramado, mas agradeça por não ser suas entranhas caindo no chão." Perderam o almoço hoje, mas encontraram a gente! E fiquei sabendo que somos uma ótima companhia.


Você não pode calar essa maldita boca por um segundo, caralho?

O corvo estava com a razão, não tinha motivos para fazer gracinhas com aquele pessoal. Não o conheciam, não gostavam dele, não tinham confiança alguma na sua pessoa. Estava desperdiçando saliva, mas aquilo era o que fazia de melhor, tagarelar. Não conseguia conter a língua, principalmente em situações perigosas como aquela, e falar lhe acalmava os nervos, lhe distraía. Dirigiria o olhar para cada um ali, ponderando na conversa que se formulava. São apenas simples bandidos? E que história é essa de esconderijo? Esses caras... eles podem acabar sendo aliados valiosos aqui na ilha, preciso entrar na graça dos vagabundos. Assim, decidiu fechar a matraca ao mordiscar os lábios, suspirando profundamente para acalmar o nervosismo. Estava feliz, é claro, encontrar foras da lei sensatos sempre lhe trazia uma imensa alegria, afinal, estavam sozinhos contra o mundo. Precisavam se unir, não? Os poucos que tinham coragem de desafiar a lei —'brigadão, amigo. Por isso, e também por não cortar nossas gargantas.

Até onde sabia, poderiam estar sendo levados para uma armadilha. Mas, se eles realmente os queriam mortos poderiam tê-los eliminado ali mesmo, mas não o fizeram, de modo que ao menos poderia confiar nos sujeitos por hora. Na base deles, por outro lado, podem decidir nos prender. No primeiro sinal de perigo... Olharia para Asterin, buscando os olhos da loira. Mégara estava muito ferida para lutar, mas a loira nem mesmo havia sofrido um único arranhão. Tem de ser ela e o anão. Se a merda estourar, eles vão nos salvar. Um dos criminosos pareceu gostar dele, ao menos, rindo sonoramente de uma das diversas porcarias que saíam de sua boca, até mesmo rolando no chão enquanto se divertia. A cena lhe fez arquear a sobrancelha, soltando o ar pelas narinas num riso inesperado. Em meio ao seu riso, o rapaz até mesmo o convidou para se juntar ao grupo, mas não sabia se a proposta tinha peso —Não vejo porque não —respondera simplesmente, dando de ombros. Uma mentira, é claro, pois não serviria ninguém além de si mesmo e sua ganância. Aquilo era temporário, e poderia até mesmo se divertir ali com eles, enquanto durasse —Assim como vocês eu tô' com uma fome fodida, tá ligado? Se precisarem de ajuda p'conseguir comida amanhã, podemos dar uma mãozinha', não? —se viraria para o restante do grupo, buscando o apoio deles. Não havia motivo para recusar, afinal, precisariam de ajuda se fossem aterrorizar aquela ilha.

De qualquer modo, logo retornaram às ruas assim que o ruivo em comando anunciou que todos ali seriam levados até o seu "chefe", seja lá onde diabos ele estava. Apenas concordara silenciosamente com a cabeça, suspirando para acalmar os nervos antes de voltarem para o ar livre, por mais que ansiasse pelo mesmo. Sempre odiou lugares fechados, pois os mesmos o forçavam a se lembrar dos dias e noites que permaneceu preso nos escombros da casa em que vivera, quando criança. Onde minha família foi destruída, junto com a minha vida. Assim, sempre sentiu um alívio quando o céu estava sob sua cabeça, saboreando a liberdade de poder ir para onde quisesse, a qualquer momento. Aquilo era a vida que sempre quis, conhecendo pessoas estranhas como aqueles que agora os acompanhavam pelas ruelas da cidade. Caminharia cautelosamente, tomando cuidado para não atrair bastante atenção para si naquele momento delicado, cada passo acelerando as batidas do coração. Os guardas jamais os encontraram novamente, de modo que conseguiram despistá-los por completo de modo sorrateiro. Se perguntava sobre onde aquela viagem terminaria quando alcançaram um arco de pedra, onde além do mesmo a cidade terminava, levando-os para um belíssimo campo aberto. Aspiraria o ar livre com gosto para os pulmões, estampando a satisfação no rosto enquanto seguia aqueles que os guiavam adiante, até uma curiosa montanha do lado direito da cidade. Pra onde diabos estão nos levando, maluco? Não é como se eu pudesse reclamar, mas... Simplesmente aceitava o destino naquele ponto, onde quer ele os levasse. Não era seu tipo deixar que outros ditassem seu caminho, mas não tinha escolha nem forças para combater os desejos daqueles criminosos, de modo que passou a ranger os dentes.

A subida da montanha seria difícil por conta dos ferimentos, mas com toda certeza Mégara sofreria mais do que todos ali por conta de suas pernas maculadas pelos disparos. Ela lutou com coragem, mas tem muito o que aprender. Olhando a mulher dos pés à cabeça, decidiu se aproximar dela de modo cauteloso, mostrando para os ninjas que não pretendia fazer nada demais ao mostrar-lhes as mãos limpas. Se estivesse próximo da morena, lhe diria com o costumeiro sorriso orgulhoso e sincero, franzindo o cenho: —Não posso te deixar cair agora, né' não? Que uso você seria pra mim caso se machuque mais? Vem cá —se aproximaria ainda mais, ousadamente levando as mãos até o braço direito da garota, passando o mesmo por trás da nuca para que a mulher se apoiasse em seu corpo, caminhando ambos juntos adiante —Uma lança quebrada não serve de uso pra ninguém —sussurraria para ela, pra caso o lado teimoso da lanceira tentasse se rebelar contra a ajuda de seu capitão. Quando atingiram o cume da montanha, divergiria seu olhar para a vastidão do reino de Lvneel, apreciando-o com uma face sincera e fascinada, respondendo o loiro em seguida: —Pois é, lindo p'caralho, mesmo q'minha primeira intenção foi jogar fogo no lugar inteiro. Pelos nossos ferimentos tu pode ver como esse caralho de ideia deu certo, huh? —risonho, fazia piada com a própria desgraça e a dos companheiros como se a dor que sentia não fosse nada demais, mesmo que o corpo estivesse ficando cada vez mais lento pela perca de sangue.

Após o breve descanso, continuaram o trajeto montanha à baixo, tomando um cuidado ainda maior para que não tropeçasse em nenhuma pedra inesperada no caminho. Não tardou até se depararem com um pequeno vilarejo no final do trajeto, de riquezas modestas comparado à cidade principal que acabaram de escapar. No entanto, preferia a paisagem natural das árvores, arbustos e riachos encontradas ali à ambientação de pedras e tijolos polidos da capital. Ali, ao menos, podia respirar com liberdade, clareando a mente estratégica com mais facilidade. Sua paz foi quebrada assim que avistou o quartel-general da marinha no centro da cidade, e a simples vista daquele edifício fora o suficiente para fazer seu sangue ferver em ódio, pressionando os lábios e fechando a destra num punho, até mesmo agarrando o braço de Mégara com uma força ainda maior, se a mesma houvesse permitido que ele a carregasse —Fodidos, desgraçados, filhos da... —suspirando, fechou o único olho momentaneamente para organizar os pensamentos, lutando para manter a calma. Que motivo eles tinham para levá-los até a marinha agora? Não, não poderia ser isso, mas até mesmo depois de a rosada confirmar de que aquele não era o plano, não conseguiu evitar de duvidar daqueles desconhecidos. Sua paranoia apenas se fortificou quando se aproximaram perigosamente do tal quartel, apenas para adentrar numa casa decaída e abandonada encontrada logo ao lado do edifício militar. Se suas ações não fossem causar a possível morte dos companheiros, isso é, se estivesse sozinho, provavelmente já teria enlouquecido num frenesi incontrolável. Matar os marinheiros de Wars não fora o suficiente, pelo visto. Nunca é.

Olha, eu num' gosto de parecer chato, mas... é esse o xilindró onde cês' vive? —não esperava mais do que aquilo, afinal, todos ali pareciam nada mais do que bandidos que não paravam em casa, é claro que a base deles seria um casebre abandonado e desgraçado. Nunca esteve tão enganado. O interior, assim que adentraram, mostrou-se tão refinado e bem arrumado que forçou o Olho de Corvo a permanecer parado e perplexo, boquiaberto enquanto analisava todo e cada canto daquele cômodo. Em sua cabeça, até onde sabia, um rei poderia viver ali. Esses desgraçados... eles são podres de ricos, tenho certeza...beleza, eu já devia ter me acostumado com território nobre a esse ponto... —murmurava para si mesmo e para Mégara, lembrando-se de como conheceu a filha do Capitão de Wars. A mansão de Lizie fora palco de uma carnificina inesquecível, mas não podia negar a forma na qual o local o surpreendera. As surpresas, no entanto, ainda não haviam acabado. Quando uma portinhola fora aberta no canto do cômodo, soube exatamente que tipo de criminosos eles eram de fato. Profissionais. Profissionais bons pra desgraça. Fascinado, não conseguia mais esconder o sorriso de admiração, seguindo-os escada à baixo sem dizer absolutamente nada. Estava muito surpreso pra tagarelar agora. A excitação subia à espinha, eriçando os pelos da nuca e lhe deixando com os braços suados. Isso vai ser interessantemente perigoso.

Lá embaixo, no entanto, a perda do sangue começou a afetar o corpo sem aviso algum. A tontura veio primeiro, distorcendo sua visão e audição, de modo que vez ou outra não escutava nem mesmo os próprios passos. Então veio a febre, lhe deixando suado na testa e no peitoral, forçando-o a ofegar constantemente. O fato de estar novamente num local fechado não ajudava, é claro, mas lutou contra os próprios instintos para não cair ao chão e derrubar consigo Mégara, que provavelmente estava num estado ainda mais precário do que ele. Diria para ela, visto que provavelmente estavam próximos: —Se cairmos... espero que eu fique por cima —sorriria discretamente para ela, mantendo o olhar fixo no caminho que seguiam. Passaram por outras salas sofisticadas, e os ninjas que os acompanhavam conversaram com um sujeito loiro em uma sala separada, provavelmente o tal "chefe" que comandava aquela trupe. Não prestou atenção em nada do que foi dito, nem mesmo sabia onde estava. Os malditos tiros ainda estavam alojados dentro do braço, e o tórax, mesmo que meramente ferido pelo tiro de raspão, sangrava constantemente. Se essa porra continuar... porra, eles disseram que tem um médico aqui, cadê o filho da puta?! Irritado, seguiu com os demais até a enfermaria onde, mesmo com a visão embaçada, conseguiu ver Raven ser levada por um dos médicos para o seu tratamento imediato. Ela tá mais fodida que todos nós juntos. Fiz tudo que pude, mas... Talvez a mulher não sobrevivesse a experiência, e temia aquilo com todas as forças. Nem mesmo haviam começado a navegar pelos mares e já perderia um companheiro valioso? Aquilo lhe preenchia com uma dor ainda mais amarga do que os ferimentos profundos, forçando-o a ficar acordado enquanto Mégara era tratada antes dele. Aguardou por longos minutos, teimosamente mantendo o olho abertos no início. Ao final do tempo de espera, no entanto, estava cambaleando com risco de desabar no solo a qualquer momento, "despertando" de seu transe somente quando o médico desconhecido lhe apanhou o braço, retirando os projéteis que estavam alojados na carne. O cansaço e a tontura se mostraram tão fortes que nem mesmo conseguiu sentir a dor do procedimento, mantendo o olho fechados e caindo no sono ao final da consulta. Nem mesmo se lembrava de como nem onde havia dormido, mas encontrou a tão desejada paz no sono profundo.


Paz essa que não durou nem mesmo alguns segundos.


O ranger de uma porta lhe puxou de seu sono, forçando-o a se sentar rapidamente no chão onde dormia, ofegante e suado. Tinha sangue nas mãos, mas não se lembrava de ter lutado. Corpos estavam caídos ao seu redor, seus irmãos. A mãe. Quem os havia matado? Enquanto se questionava, a porta tornou a ranger, convidando uma luz alaranjada a adentrar na escuridão do pequeno cômodo. Ele tá vindo de novo. Pensou, e uma silhueta em forma de sombra surgiu na porta, caminhando até ele. Estava armado, uma faca ensanguentada em mãos, e o rosto deformado pela fome e o abandono lhe assolava a face desdentada. Pai, não! Tentou implorar, mas não tinha voz, nunca tinha. Tentou fugir, mas não tinha pernas. Estava soterrado, a casa caía aos pedaços ao seu redor, e o mundo era fogo. Todos estavam mortos, menos ele, o terror já havia passado, mas não conseguia escapar do fogo. Sentiu as labaredas lhe beijarem a pele, ardendo a própria alma, lhe cozendo vivo. Morria, mas antes de morrer, rezou. Rezou para que tudo acabasse, e então o corvo veio. Viu somente suas penas preencherem o mundo, imenso, e então lhe comeu o olho esquerdo, e tudo se escureceu. Encontrando a voz, gritara, mas o pesadelo já havia passado. Estava deitado na enfermaria, o corpo tão suado quanto antes. Estava vivo, é claro, como descobria sempre que acordava.


A porra do mesmo pesadelo... Se amaldiçoou, levando a destra até o único olho enquanto lutava para se sentar na cama, cabisbaixo. O corvo estava por ali, como sempre, a alucinação da fera que havia se alimentado do olho esquerdo. Ele vive ao meu lado para me ver sofrer, o patife. Não conseguiu conter o sorriso, divertindo-se com a alegria do animal enquanto o mesmo voava para todos os lados do cômodo, enfim pousando sobre a cabeça de Mégara que ali também apreciava de um sono merecido. O coração se alegrou ainda mais ao ver a morena, lhe dando a coragem necessária para tentar se levantar de novo, e assim o faria, dobrando os joelhos para se colocar de pé. Num grunhido, levaria a canhota até os ferimentos no ombro direito, averiguando o estado dos mesmos enquanto caminhava para fora dali, tentando encontrar Asterin, Varric ou algum dos sujeitos que os trouxeram até ali. Estava apreensivo, pois se lembrou de Raven.

Raven... —começaria, elaborando sobre quem se tratava caso estivesse falando com um dos criminosos —...a moreninha gótica que estava fodida de ferida. Onde ela tá? Tá tudo bem, ela tá viva? —perguntaria, seguindo para o local indicado caso a pessoa lhe apontasse para onde ela estava. Não perturbaria o tratamento se o mesmo ainda estivesse acontecendo, mas àquela altura esperava resultados, afinal, aparentava ter dormido por um longo tempo. Caso a garota estivesse bem, simplesmente suspiraria, desenhando um calmo sorriso nos lábios ao sentir o alívio preencher o corpo. No entanto, caso a mesma tivesse vindo à óbito, caminharia de costas até a parede mais próxima, tombando contra a mesma ao fechar o único olho em descrença. As fortes emoções martelavam no peito enquanto fechava ambas as mãos em punhos para demonstrar sua ira. Estava irritado com a própria fraqueza mais do que tudo, pois não conseguira salvar a amiga num combate tão simples, tão... banal. Lhe prometera riquezas e cabeças de marinheiros, e ao invés disso... Lhe dei apenas uma morte mais rápida, trazendo-a para um inferno sem saída. Permitiria que uma lágrima escorresse, marcando a pele pálida. Não podia deixar que ninguém o visse naquela situação, se recompondo rapidamente ao suspirar o luto para dentro, trancafiando aqueles sentimentos nos confins do coração. Carregaria a mulher consigo até o final de sua jornada, mas agora precisava enriquecer os vivos que o seguiam. Temos um trabalho inacabado por aqui.

Acabando com o luto, sinalizaria para que Asterin se aproximasse, bem como também Varric. Precisaria da ajuda deles para convencer aqueles sujeitos a lhes darem uma aliança. Procuraria aquele sujeito que fora simpático consigo, o loiro com a cicatriz no olho, mas caso não pudesse encontrá-lo, diria para qualquer outro ali: —Obrigado pelos tratamentos, rapazes. Vocês foram incríveis, milagrosos! E estamos cientes do prejuízo que lhes causamos hoje cedo. Pretendemos compensar vocês, não é? —se viraria para Asterin e Varric, arqueando a sobrancelha de modo sugestivo. Precisava do apoio deles, afinal —Emprestaremos pra vocês as nossas espadas, digo, bem, não tenho nenhuma espada... nem ninguém de nós, mas 'cês entenderam —gesticulava com os dedos enquanto discursava, caminhando de um lado para o outro, animado. Adorava parcerias mais do que adorava crimes, os dois juntos, então? Mais do que perfeito —Como viram, o lado da lei aqui da ilha não é muito... —pensativo, inclinaria a cabeça para frente, curvando as costas e a nuca em busca da frase correta — ...chegadona gente, tá ligado? Se ocês' tão contra eles, nóis' tamo' com ocês'. Simples, não? Então qual é o plano? Roubo, assassinato? Estamos com vocês.

Terminaria com aquilo, e dizia a verdade. Não tinha motivos para trair nenhum deles, e pareciam do tipo que pensavam parecidos com sua cabeça lunática. Se a ajuda de sua tripulação fosse negada pelos criminosos, simplesmente concordaria com a cabeça, aguardando quaisquer que sejam as intenções que eles tinham ao trazer um grupo de piratas até ali. Haviam mostrado seu esconderijo secreto, de modo que duvidava que deixariam que saíssem dali sem fazer algum tipo de acordo. Contava com isso, e seguiria as instruções que lhes fossem dadas pelos homens ou mulheres que conversava. Não precisava de armas, tinha os ferimentos tratados e havia descansado. Um banho seria agradável, mas depois da pequena ação mais cedo, desejava um de sangue.


Hist;:
 

Objetivos:
 

Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptySeg 24 Dez 2018, 08:56


Descanso;

sirva à mãe — com temor
I
nspirou. A passagem do ar para os pulmões nunca lhe ardeu tanto. Expirou. A pressão sob seu peito pela corrida era infortuna — seus nervos ainda não haviam lhe processado a dor da perna, sentia apenas o desconforto do fluxo de sangue por suas veias no ferimento exposto. Apertaria os olhos, “me ajuda, mãe”, não queria morrer, não daquela forma, se pelo menos sua morte ocorresse, por tudo que era mais sagrado para si, que a deusa lhe permitisse morrer em batalha ou em sua velhice. Não queria ter o mesmo azar de seus irmãos que morreram como covardes. Uma gota de suor escorreria por sua têmpora até seu queixo, até que enfim, fosse solta. Como um pequena serpente arisca, a morena se moveria abruptamente alguns passos para trás, assustada, ainda com o medo da possível morte, caminharia em pequenos passinhos curtos e rápidos para trás das costas de Grim, com a lança em sua posição de ataque, até se esconder atrás de seu capitão, em sua cabeça, ele poderia, mesmo que acabado no estado em que estava, protege-los. Era por isso que o enxergava como capitão.

Relaxaria apenas quando Grim começasse a tagarelar novamente, abaixando os ombros e finalmente a arma. Olharia para os demais ainda atrás do homem, de nervoso e amedrontado o olhar haveria de ter sido mudado para o seu habitual, impassível e sério. Não que desconhecidos se tornassem confiáveis quando Grim começava a conversar, já que, ele parecia que conversaria até com os animais que passavam na rua se pudesse, mas pelo menos, a comunicação lhe fazia menos tensa. Se manteria calada, embora estivesse à parte dos diálogos.

Enquanto Grim e Asterin suplicavam por ajuda de um médico o mais urgente possível para Raven, Mégara encarava aquela mulher ferida com certo desprezo no olhar, por ela, deixariam Raven ali mesmo, havia lutado bem, mas sua serventia havia acabado, e em sua mente, Grim estava horrivelmente pior que ela, e nem por isso, estava em uma posição tão de... “Coitada”, reviraria os olhos com o sarcástico pensamento. Quando os outros começaram a seguir os que haviam sido seus sequestradores, Mégara iria atrás, insegura e desconfiada, mas iria. Antes disso, concordaria acenando com a cabeça perante ao elogio de Grim.

Sua cabeça estava cheia, um turbilhão de pensamentos passavam por ela, não sabia bem o que viria a seguir, e odiou relembrar o passado de poucos momentos atrás, caminhava com dificuldade, a dor aos poucos ficava ardida, latente, mas ela se recusaria a aceita-la, não fora lhe ensinado a redenção, tampouco a entrega a dor, a ignoraria o tanto quanto pudesse, sentindo que seus olhos lhe traíam os outros sentidos, não tinha forças para apreciar a paisagem da qual os outros pareciam conversar. Focar no caminho à sua frente, em um único ponto imaginário lhe parecia mais importante, mais saudável e mais possível, sentia como se sua audição estivesse tampada, como se houvesse sido colocada debaixo d’agua, tudo parecia abafado e distante.

Na subida da montanha, juraria desmaio, a sensação era da qual já estivesse morrido e seu corpo agora caminhava sem vida por vontade própria — a mente já não aguentava mais lhe comandar os movimentos, tudo era em prol do quase involuntário, seguindo apenas seus companheiros. E ainda assim, por puro orgulho, relutaria em aceitar a ajuda do homem ao seu lado, mas ao ouvir, com dificuldade a frase que dissera, concordaria com a ajuda, deixando-se levar. Odiou também, o pensamento de que estava sendo um estorvo e se amaldiçoou em seu âmago por ser tão frágil e fraca.

Conforme a tontura repentina passaria, ia se habituando ao cenário em que estava, mas até então, sua voz não haveria de ter sido ouvida, mas ao sentir o aperto de Grim em seu braço que lhe despertou um pouco mais o sentido, sussurraria com a voz fraca em seu ouvido:

Correrão como cordeiros fogem dos lobos, e o corvo comerá suas carcaças — a frase tinha um tom divertido, sarcástico, mas ao mesmo tempo, de quem buscava o confortar.

Encostaria então, a tez da testa suada em seu ombro por alguns segundos, esfriando nesse milésimo momento, as memórias que lhe passavam como vultos.

Ainda calada perante todos os outros, sendo a única que parecia não querer — ou pelo menos não fazer questão, de se comunicar, adentrou o esconderijo dos estranhos que agora pareciam lhes ajudar, ela continuou a seguir o caminho pelo qual seus companheiros seguiam, e mesmo em seu pior estado, não conseguia deixar de se indignar, e revirar em asco, os olhos e amargar a expressão sempre que olhava para Raven. Estaria quase mergulhando no ódio, sendo novamente, resgatada e tendo sua atenção chamada por Grim. A princípio, em sua leseira, não conseguiu processar bem o sentido da frase vinda de seu capitão, o encarou com uma expressão meio confusa por alguns segundos, a tontura havia voltado, até que, percebeu do que se tratava. A mulher que estava sempre insuscetível ao externo quando não estava em meio à suas lutas e tinha a expressão firme, inflexível, teve a fisionomia completamente alterada, os lábios tremeriam e pela primeira vez em vários e vários anos, a face parda tomaria um tom entre o rosáceo e o vermelho nas bochechas, devido à quentura que o rosto tomara. Viraria rapidamente a cabeça, buscando não o deixar ver a engraçada reação dela. “Você já é crescida demais pra isso, e velha demais para paixões”. Devido à suas pequenas desilusões anteriores, esse era um pensamento recorrente sempre que algo assim acontecia.

Finalmente, atendida, acompanharia o médico que a decidira ajudar, permitindo que ele fizesse os devidos procedimentos. Quando o sedativo entrou em seu corpo, a linha dos pensamentos sórdidos e fluídos que corriam por sua mente fora solta, e ela adentraria em um transe, os olhos se ergueriam ao teto do local, quase revirados, tudo se tornou flutuante, e ela novamente estava distante. Quebrada, estava em epifania inversa, as imagens do mármore branco e das colunas que se erguiam metros acima de sua cabeça, os vitrais coloridos pelas quais a luz do sol entrava, as estátuas que encaravam com sorrisos, carrancas, poses e olhares, o calor e a umidade que grudava na pele, os cabelos lisos, compridos e brancos que balançavam como seda alguns fios vento quando a figura alta se movimentava rápida, impassível em postura e elegância. O som dos pássaros e do sibilar das cobras em seus poços, o som dos guerreiros em seus exercícios matinais treinando com as lanças, a movimentação das sacerdotisas e a imobilidade das anciãs, o deliberar das atividades, tarefas e afazeres, o peso dos livros que carregava em seus braços, as falas de sempre “Mégara, se apresse, está andando muito devagar”, “Mégara, você está desajeitada”, “Mégara, postura”, “Mégara, você está recitando o livro de forma errada”, ela poderia até sorrir agora, de maneira amarga e ressentida pela saudades. Tudo agora lhe era intocável. Sentia-se culpada pela tragédia, a saudade de tudo e de todos era recente. Pretendia envelhecer e morrer naquele local, queria ter sido uma sacerdotisa, queria ter sido uma profeta, queria ter sido a “mãe” que recebia as crianças no templo, queria ter sido uma exímia lanceira, queria ter sido uma anciã, e tudo isso havia sido roubado de si. E agora estava ali, numa terra distante, longe de casa, ferida, necessitando da ajuda de estranhos e planejando, ambiciosamente, tomar o mundo junto à seus companheiros, era de se dar risada, se não estivesse se sentindo completamente apática. Se sentia sendo engolida por um poço de tristeza cada vez mais fundo, coisas que tinham graça para ela, lhe pareciam agora sem gosto, havia levantado pela manhã com ânimo, mas agora queria se deitar em uma daquelas macas e permanecer ali pelo resto dos seus dias, era como se o calor das chamas daquela noite grudassem na sua pele, junto com o sangue de seus irmãos que corroía como ácido sua pele e se necrosava ali como se fosse seu próprio. Mal fazia três anos. Não podia ver muito fogo, aquilo lhe era incômodo, a visão do tremular das labaredas mexia com o seu coração e o descompassava de maneiras cruéis. Não conseguia sequer chorar, estava à parte de tudo que ocorria ao seu redor, ao mesmo tempo, queria se autodestruir por dentro e por fora, sentia vontade de arrancar o que lhe sedava do corpo e retirar as balas com suas mãos, tamanha era sua raiva, queria destruir a si mesma e tudo ao seu redor, sentia o impulso petulante do nó em sua garganta pulsando para berrar, toda aquela situação lhe causava náuseas e fazia seu estomago embrulhar.

Quando percebesse que o tempo de seu tratamento já havia passado, agradeceria em voz baixa o médico.

Obrigada, que a deusa lhe gratifique — Até mesmo a palavra “deusa” parecia meio cuspida de qualquer jeito por seus lábios, algo de certa forma, preocupante.

Procuraria um lugar pra se sentar, apoiando as mãos em sua cabeça, esconderia o rosto com o cabelo negro, enquanto aguardava em silêncio o veredito do que viria a seguir.
 








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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptyQua 26 Dez 2018, 09:59




Golden Dragon
A Espera





“Cacete” Seria a primeira coisa que passaria pela minha cabeça quando viraríamos em um aparente beco sem saída. “Um caminho” A ideia criaria uma torrente de possibilidades e pensamentos esvaídos em uma lufada de ar, arrastados para trás de uma parede.

“Mas o quê caralho...” Parede? Me daria um momento para pensar, mas não para falar, afinal essa não era conhecida por ser exatamente a melhor ideia quando uma lâmina não muito amigável se encontraria perigosamente próxima à sua garganta.

Alguém, um homem, se pronunciaria cortando o silêncio no meio, servindo-lhes audivelmente a culpa de sua posterior fome. “O quê?” Uma veia saltaria em minha cabeça, irritada. E por que isso é da nossa conta? Eu tenho cara de freira? Mas a língua se conteve com a resposta suficiente de meu capitão.

Então, o Homem, o qual parecia mandão o suficiente para parecer ser o líder daquele bando, anunciaria sua breve saída, e causaria-me um ímpeto de virar-me para o desconhecido mais próximo- É só de lâminas que vocês sabem brincar? Que entediante- Diria com um sorriso amarelo, mas mantendo o tom encantador na voz enquanto me afastaria o mais longe possível enquanto escutava as “parabenizações”, se é que podia dizer assim, da quase morte de que escaparam e do sangue que derramaram.

No momento em que o desconhecido anterior voltaria, sentiria os punhos se cerrando sozinhos. Isso é uma armadilha. Era o quê meus instintos cantarolariam. “Se quisessem te fazer mal já teriam aberto sua garganta lá atrás”

- Eles podem nos interrogar e depois nos matar-
sussurraria para si mesma. Tomando conforto com a própria fala. “Teríamos uma chance”

“Eles podem te entregar para a Marinha, que vai te interrogar e depois vai te matar”.

Agora eu me sinto melhor. Daria um tapa na cabeça para cessar a coisa dentro dela. Dois contra essa porrada de gente? Olharia de relance para o capitão no momento em que este os fazia uma pergunta.

- Ou duas- levantaria ambas as mãos ao ar. Que piada ruim. Estavam em uma espécie de menor número ali, por mais que umas três sentenças de xingamentos me pareciam uma frase mais adequada, não era o quê Grim estava pensando e não seria eu à estragar a festa.

Para fora voltaríamos, atravessando as ruas reforçadas do mesmo vespeiro de guardas que pusemos a mão, enquanto cada centímetro de insanidade e de burrice que tinha estava gritando para quê eu voasse encima de um deles, uma parte de bom senso me faria buscar por Raven, a pobre coitada entre a vida e a morte que tinham ali, precisava de suporte e eu o daria, mesmo se fosse só para segurá-la pelas costas. Teria então de manter os punhos fechados, segurando o bom senso nas mãos até que visão dos mesmos seria substituída por algo bem mais extravagante.

Parece que saiu de um conto de fadas. E realmente, de primeira, parecia. Aproveitaria para respirar desde que todos parassem para ver a bela vista da cidade.  A segunda coisa que me viria na cabeça, viria logo após a fala do homem, quando a situação me atingiria. Não, aquela merda não tinha nada de história infantil.

Em seguida, percorreria o entorno checando se nenhum dos companheiros já havia passado dessa para uma melhor. “Eles disseram que tinham médicos, não tinham?” Tentaria me lembrar, mas focar em um só pensamento do rio que tinha na cabeça se mostraria terrivelmente difícil.  Uma vila foi o que vislumbraríamos em seguida, o que me causaria uma leve paz na cabeça. Lugar pequeno, pouca gente, pouca gente, pouca guard...

“Um Quartel”

Varric provavelmente teria o mesmo pensamento, mas também teria a língua mais rápida de todos nós, pergunta que seria rapidamente negada por uma das integrantes do grupo. “Problema”.

O grupo nos guiaria então, para uma casa francamente decrépita, tinha que bater palmas, é um bom, um ótimo disfarce para um bando de gente que não quer ser encontrada, o quê não queria dizer- como se confirmou quando realmente adentrarariam no lugar- que aquilo realmente precisava ser um recanto caindo aos pedaços.

“Uma puta de uma decoração” Todo o Frufru me lembraria levemente de casa, assim como o porão, maravilhosos, porões, se não servem para guardar tralha sempre servem para algum tipo de merda perigosa ou ilegal.

Teria a sorte de estar parcialmente errada, visto que a decoração luxuosa continuaria lá em baixo por todos os cômodos em que seriam guiados e especialmente em uma sala em que apostaria cem berries que era onde se reuniam. Mais outro desconhecido surgiria, aparentemente sem cara e nem roupa de bandido. Esse, depois de uma dispensa que irritaria alguma partezinha no fundo da minha cabeça, mandaria-nos finalmente para a enfermaria.

“Entregaria” Raven para qualquer um que se prontificasse à leva-la. E seguiria depois, em silêncio, o resto de seus companheiros que seriam atendidos. Odiaria o pleno fato de nada, nem uma piada ruim e nem sarcasmo vir à cabeça, o aparente perigo haveria passado, mas o corpo não haveria de modo algum deixado a tensão para trás.

Acompanharia, em algum canto de lugar que não atrapalhasse o capitão e a garota venenosa. E me perderia em pensamentos até o momento em quê o médico puxaria minha atenção para o presente.

- Certo, obrigada- passaria as mãos no rosto em uma tentativa ruim de me acalmar. Até que ouviria a pergunta do anão- Vem- O puxaria para longe do médico, até a porta por onde entraram na enfermaria para checar se haviam guardas ou pessoas por perto- Não conhecemos eles, até onde me cabe isso ainda pode ser uma merda, armadilha e tudo mais, se for, precisamos ficar aqui – olharia por cima, para qualquer outro companheiro que pudesse enxergar- Fique preparado- Daria dois tapinhas e um sorriso para o anão, retrocedendo para o lado da porta, esperando que um dos três acordasse.

Qualquer que fosse, principalmente se fosse Grim, esperaria sua mais certa fala para concordar depois- Meus punhos são seus punhos...
Info:
 




Hotter than the sun
ψ

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NIGHTINGALE


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Raiden Fuji
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Raiden Fuji

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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptyQui 27 Dez 2018, 02:40










- Ascensão -
Clima: 18ºC
Localização: Lvneel
Horário:13:00





Depois da pergunta feita por Varric à Asterin, a loira puxou o mesmo para um canto próximo à entrada da enfermaria e disse baixinho ao mesmo depois de verificar se não havia ninguém escutando-os. -Não conhecemos eles, até onde me cabe isso ainda pode ser uma merda, armadilha e tudo mais, se for, precisamos ficar aqui. – Com a frase sussurrada da mesma, o anão acabou rindo, por sorte não muito alto, o que também não seria mau, caso Asterin estivesse correta em sua dedução. - Acho que está ficando paranoica demais Asterin. Eu sei que não é fácil, mas tente confiar um pouco nessas pessoas, já que eles nos salvaram daqueles guardas, querendo ou não. – Disse o atirador, mas como naquele momento nada podiam fazer a não ser esperar pela melhora de seus companheiros, ambos mantiveram-se no lugar onde estavam, encostados em uma parede próxima à porta da enfermaria, velando o sono de Grim e Mégara, já que Raven estava em um local mais reservado, talvez fosse para tratar melhor de seus ferimentos, ou algo nada agradável tinha acontecido, mas não tinham como saber, somente quando alguém viesse lhes dar a notícia.

Dentre os dois que estavam ao alcance da visão de Asterin e Varric, Grim fora o primeiro a acordar levantara assustado pelo pesadelo que novamente tivera, sentara-se na maca, como se estivesse desorientado. Em seguida fora a vez de Mégara, que da mesma forma sentara-se em sua maca, e em seguida ambos botaram-se em pé, e puderam ver o médico que os atendera vindo em sua direção, e imediatamente, Grim se dirigiu ao mesmo. - Raven...a moreninha gótica que estava fodida de ferida. Onde ela tá? Tá tudo bem, ela tá viva? – Com a pergunta logo de cara, o médico de imediato pôs uma expressão de desgosto em sua face, e abaixou a cabeça, de onde todos puderam ver uma lágrima a cair. - Me desculpem, eu fiz tudo que me era possível, mas não tivemos êxito, a hemorragia que ela teve foi muito intensa, não tivemos como reparar a imensa perda de sangue que ela teve. Ela acabou falecendo. – Com o resultado que não deveria ser agradável, Grim foi o que mais sentiu, encostou-se em uma parede e escorregou até se ver sentado, onde fechou seu único olho, apertou os punhos e deixou uma lágrima escorrer, o que demonstrava seu luto pela garota, na qual prometera algumas coisas, que de certo jamais se cumpririam.

- Eu não consigo acreditar. – Disse Varric perplexo, para o mesmo, a morte de Raven não parecera que fora tão simples como o médico queria fazê-lo crer, e como Asterin, começava a acreditar que aquilo poderia ser uma armadilha daqueles que supostamente os salvaram, até mesmo Mégara parecia não confiar nos mesmos, visto que mal falara desde que foram “capturados”, já Grim parecia ser imparcial, já que não confiava e nem desconfiava dos mesmos, somente era ele mesmo. No instante seguinte, o homem que autorizara que fossem para a enfermaria, que aparentava ser o líder daquele local, entrara pela porta que estava bem próxima do anão e da Dragão Dourado. - Preciso ter uma conversa com vocês, podem me acompanhar? – Pediu o loiro, sendo que pelo tom de sua voz, era possível a todos saberem que não era apenas um pedido e sim uma ordem, e como não podiam desobedecê-lo, somente o seguiram, afinal não seria nada inteligente arrumar briga estando no esconderijo de seus “sequestradores”.

- Fiquei sabendo por meio dos que os trouxeram aqui que foram vocês que atrapalharam nossa ação hoje, o que têm a dizer sobre isso? – Questionou o homem com sua sobrancelha direita levantada, e de imediato Grim se dirigiu ao mesmo. - Obrigado pelos tratamentos, rapazes. Vocês foram incríveis, milagrosos! E estamos cientes do prejuízo que lhes causamos hoje cedo. Pretendemos compensar vocês, não é? Emprestaremos pra vocês as nossas espadas, digo, bem, não tenho nenhuma espada... nem ninguém de nós, mas 'cês entenderam. – Com o que foi dito, o suposto líder daquele local levantou uma de suas sobrancelhas. - Será que ele fala em plural mesmo? – Pensou o loiro, mas com um suspiro voltou a falar, dando de ombros. - Vocês podem comer alguma coisa e descansarem, pois também algumas pessoas precisam chegar aqui, mas venham ao salão de reuniões quando escutarem um sino. Um assunto importante precisa ser tratado, e nem preciso dizer que vocês fazem parte disso agora, não é mesmo? – Tornou a dizer o loiro, dando as costas para os quatro piratas, e indo para um outro cômodo daquele esconderijo, muito diferente do usual.
Ferimentos:
 

Legenda:
 


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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptySeg 31 Dez 2018, 22:07


Mad God

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O coração pesado tornava impossível a concentração, essa tão necessária pelo seu papel como capitão naquele encontro entre criminosos e patifes. Uma aliança estava sendo forjada, um coleguismo temporário para atear fogo na paz que assolava aquela ilha medíocre. Estavam entre compatriotas, mas o corvo não tinha o humor para solenizar com eles, taciturno. Uma de suas primeiras companheiras havia deixado esse mundo sem que ele pudesse fazer nada para protegê-la, sentindo-se tão inútil e incapaz quanto uma formiga. "Fui eu quem a enviou para sua morte, pedindo para que protegesse a porta contra os guardas..." Aquilo havia sido uma ordem arriscada, porque caso mais guardas adentrassem na loja provavelmente teriam saído num estado irreparável, ou até mesmo perecido em combate. Venceram, mas o custo foi grande demais. "Ainda maior para minha consciência."

Haviam sido levados novamente até o líder daquele pequeno grupo de arruaceiros, bandidos e patifes, um rapaz que possuía uma aparência de um garoto virgem que ainda não havia parado de mamar nas tetas da mãe. Lutou para não olhá-lo com desprezo, analisando cada palavra que saía de sua boca, a movimentação de suas mãos, o ritmo no qual piscava e respirava. Buscava avaliar seu nervosismo, sua habilidade como líder, se podia confiar nele ou se deveria matá-lo depois. "Não perderemos nada em nos unirmos à eles por agora..." Jogou o pensamento de um lado para o outro na boca antes de prosseguir, assim que o loiro havia cessado suas demandas —Vossa majestade é foda p'caralho —se referia à ele, fingindo uma reverência debochada ao curvar-se para frente, levando a destra ao peito. Não estava necessariamente desrespeitando o garoto, era simplesmente sua mania debochada tomando controle das ações —Agradecemos, até amanhã. Digo, até logo, ou até daqui a pouco! —insano, rodopiaria nos calcanhares para trás, buscando envolver o braço esquerdo por trás dos ombros de Asterin, fazendo o mesmo com o direito, mas com sua serpente venenosa, Mégara. Traria as duas para perto, buscando não abusar da intimidade que tinha com ambas, também tendo certeza de que Varric estava próximo, enterrando as tristezas que sentia pela morte de Raven no fundo do coração. Afinal, era hora de comer, e nada lhe animava mais no momento do que o desejo de trabalhar os dentes —Vamos comer, e então a matança continua. Mas não comam demais... —franzindo o cenho, estamparia uma careta no rosto cicatrizado, brincalhão —...não queremos vocês duas engordando esses rostos bonitos, não? Varric, por ser pequeno, deveria comer menos ainda. Deixem toda a carne para mim, fácil, não? —sorridente, buscaria seguir algum dos bandidos até o local onde a comida seria servida, se algum deles fizesse menção de guiá-los até lá.

Chegando no local, cumprimentaria de modo animado todos os criminosos que estivessem ali, se fosse o caso, soltando os ombros das garotas para que pudesse procurar uma mesa. Estava com a fome de todos os diabos, e não deixaria o humor sombrio lhe roubar a chance de socializar com seus compatriotas —Bo' tarde, negada. Tem o quê pro rango aí? —iria verificar o conteúdo da mesa, ou seja lá onde estivessem servindo o almoço. Encontrando um prato, tomaria para si uma porção moderada de comida, lembrando-se principalmente do fato no qual havia levado eles a irem às ruas hoje. "Estão quase sem comida, não é hora de exagerar." Satisfeito com sua porção, procuraria o sujeito que havia rido de suas piadas mais cedo, e caso o mesmo estivesse sentado em um banco, tomaria o lugar ao seu lado, a mais pura simpatia desenhada no rosto —Fala, camarada. Qual teu nome? —começaria a conversa com simplicidade, apaziguando a costumeira gravidade na voz para não soar como um lunático assasino —pelo menos não ali. Arqueando a sobrancelha, sorriria para ele, continuando —Então, que tipo de missões vocês fazem por aqui? Saques, assassinatos... bora, dá a ideia aí —deixaria que ele respondesse a pergunta, se quisesse, se alimentando enquanto ouvia atentamente. Buscaria saborear de seu almoço ao máximo, empurrando-o para baixo juntamente com as mágoas. Precisava se concentrar, mas o corvo que sobrevoava o local lhe lembrava os cabelos de Raven. "O nome dela... heh, nunca vou me esquecer agora." Se o homem explicasse para ele algo a mais sobre o tipo de trabalho que faziam por ali, sorriria em resposta, levando a destra até o ombro alheio e lhe dando uma leve palmada de coleguismo ali, levando a canhota até os lábios para segurar um arroto —Tu é um camarada gente fina, irmão. O resto do teu bando não parece gostar muito da gente, por algum motivo. Não faço ideia do porquê, de feios não temos nada... tirando o anão, mas não fale isso pra ele.

Depois de se alimentar, deixaria o prato onde havia o encontrado, se tudo tivesse corrido como esperado, e aguardaria o suposto "sino" tocar para a reunião começar. Aguardaria o momento se aproximando de seus colegas, se eles já não estivessem consigo o tempo inteiro, lhes dando uma curta palavra que julgava ser necessária ali mais do que nunca —Bem, Raven se foi. Começamos com o pé esquerdo, sem ofensa aos canhotos —teria a serenidade em pessoa no rosto, exibindo um sorriso seco por simples cortesia, o olho gélido acusando a melancolia que sentia por dentro —Encontraremos ainda mais companheiros pelo caminho, todos nós. Cuidaremos uns dos outros com mais garra daqui em diante, para que a morte dela não tenha sido em vão, né' não? Não tinha nada que podíamos fazer. Fiquem de luto por ela, se quiserem, mas atenção. A diversão começa agora.

Se o sino tocasse, seguiria com o bando até o local que lhes fora indicado: a sala de reuniões. Caminharia com seu costumeiro modo debochado ao enfiar as mãos nos bolsos da calça, inclinando o torso para trás e erguendo o queixo, risonho. Esperava que o local ficasse bem cheio bem rápido, portanto tomaria para si uma das cadeiras das pontas, sabendo que o líder deles tomaria a outra. Se já estivesse ocupada, simplesmente sentaria em qualquer lugar disponível, suspirando antes de se debruçar sobre a mesa —Então, qual vai ser?


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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptyQui 03 Jan 2019, 14:36


Sacerdócio;

sirva à mãe — com temor
R
elutaria para levantar da maca em que estava, chegaria a deitar na mesma por alguns momentos. Não queria sair dali, “Por quê sairia?! Aqui é tão confortável... Nada poderia me atingir se eu apenas ficasse aqui”, pensava naquilo em mais de um dos ápices da sua tristeza. Se fechasse mais uma vez os olhos, poderia se sentir distante, de volta à terra em que nasceu, em seu colchão forrado de palha ouvindo, como se estivesse dentro de uma bolha, a voz dos irmãos e de seus pais, lembrava-se muito vagamente da voz, tampouco relembrava qualquer que fosse os nomes, visto que apesar de sua idade quando foi para o templo, ele foi o suficiente para lhe ensinar novos conceitos de importância.

Poderia se afundar ali, naquele momento, nada fazia sentido, não estava com vontade, não sentia a disposição em suas veias, faziam três anos que seu rumo, que seu futuro havia sido roubado, tomado à força. Sem religião, não era nada. Quando abria seus olhos, não havia luz que a confortasse, os ocres reluzentes estavam opacos, sem brilho, por alguns momentos, se questionou se a morte era uma opção tão ruim, já que naquele instante não mais vivia por dentro — mas todos os pensamentos foram dispersados quando ouviu a voz de Grim tagarelando novamente. Suspiraria, aliviada, pela deusa, ele estava bem.

Foi feita para o sacerdócio, e servir era seu dom. Servir à quem lhe ajudara a continuar seu sacerdócio lhe dava sentido à vida, manter-se de pé apoiada pelo cabo de uma lança era o que um bom servo faria, lutar para conquistar, conquistar para salvar, salvar para redenção, redenção para glória pós vida. Esfregaria o rosto e se levantaria da maca, de prontidão ficaria ao lado de Grim, Mégara de certa forma, tinha um lado cauteloso e paciente, que a fez questionar de forma sincera quando se reouve com os outros que restaram.

Todos estão bem? Não falta mais ninguém? — Olharia para os companheiros restantes, certificando-se por si mesma da resposta de sua pergunta.

Seguiria os então para o salão, mas quando ouvisse Grim se apresentando perante ao homem que comandava o local, rapidamente se aproximaria, vendo que a personalidade de seu capitão poderia vir a soar como ofensa, precisavam ser cautelosos, estavam no covil do inimigo, jogado ao foço dos leões que até então, estavam mansos.

Por favor, perdoe-nos a falta de modos quando chegamos — A mulher não era boa em oratória, mas certamente era melhor diplomata do que Grim — Como pôde ver, não estávamos em nosso melhor estado, seus médicos fizeram milagres, abençoados sejam — Permitiria que um sorriso afável brotasse em seu rosto — Me chamo Mégara, apenas Mégara — A verdade é que já havia se esquecido de seu sobrenome há um bom tempo, e se precisasse se apresentar por ele, provavelmente demoraria muito tempo vasculhando sua memória para recordar-se — A loira é a Asterin, o dragão dourado, esse homem ao meu lado é nosso capitão, Grim, olho de corvo, e aquele ali é Varric, o anão — Colocou a mão ao lado da boca, provavelmente a única gracinha que já havia feito em toda viagem que fizeram até então — Ele pode se sentir meio triste por não ter alcunha, então a gente prefere chamar de anão à chamar de meio homem.

Ironicamente, havia esquecido de dizer seu próprio “apelido”. Sorriria abertamente então, era difícil a beleza de uma mulher não conquistar, pelo menos, um espaço onde pudesse ficar.

Estamos agradecidos pelo acolhimento, encontraremos um jeito de recompensá-los.

Não confiava completamente em seus anfitriões, mas imaginou que de uma forma ou de outra, uma apresentação fosse necessária. Seguiria até a sala que indicasse fosse onde se sentaria em uma mesa junto aos companheiros para comer. Deixaria que Grim então fizesse livremente suas amizades, ele era bom com seu carisma — por algum motivo que Mégara não conseguia compreender tão bem, as pessoas aprovavam suas piadas e deboches, mas ela também achava engraçadinho, por vezes, e perigoso, por outras.

Mal saímos de uma porrada e nosso capitão já parece disposto para outra — Comentaria com os companheiros próximos à si — Está tão disposta quanto ele Asterin? — Imaginava que estivesse, a loira parecia gostar muito daquilo, o que chegava a impressionar a mulher morena — E você, Varric?

Aguardaria o sinal então para a reunião que mais cedo haveria de ter sido citada, onde mais uma vez, pretendia ficar calada, observando o andar das coisas.
 








.Informações gerais;:
 

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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptySex 04 Jan 2019, 12:59




Asterin Xiao Long
Golden Dragon





Havia poucas coisas no mundo que podiam abrir um buraco no meu estado de espírito e quando o médico abaixou a cabeça depois da pergunta que meu capitão fizera, eu sabia que aquela seria uma.

“Merda” Sentia as mãos se cerrando, os dentes trincando e o sangue subindo à cabeça, “Eu sou não, sou?” pensava na resposta que não haveria dado à Varric, parecia cada vez mais a mãe e odiava isso, mesmo não conseguindo evitar. Repetiria a frase na cabeça várias vezes até que o mesmo homem que aparentava dar as ordens ali entraria na sala.

“Não confie neles” escutaria um sussurro no fundo da cabeça, não precisava dele para como o anão bem disse, ser paranoica sobre isso, mas respiraria fundo o quanto fosse necessário enquanto o seguiria, guardando a raiva em uma caixa bem fundo na cabeça. Não é culpa deles, não, deles não.

As palavras sumiriam da minha boca, a morte haveria as roubado, assim como o ânimo que não dispunha nem para dar um sorriso petulante que fosse “Que porcaria”. Porém Homem então, pelo amor do Vazio, nos daria mais alguma chance de descansar e reorganizar os pensamentos.

Mas seria hora de comer, como Grim bem diria, tagarelando o suficiente para afastar um pouco a nuvem escura que se instalava em minha cabeça. “Aconteceu, agora esqueça, droga”.
- De onde você acha que vem esses músculos?- Forçaria umas risadas, para animá-los ou nem que fossem para animar a mim mesma, batendo de leve nos próprios braços.

Seguiria os companheiros, agora um pouco melhor, para onde finalmente encheria a barriga com algo além de socos. Sorriria e desfilaria na direção da porcaria da comida, colocando só o necessário que mataria a fome que estava sentindo, não queria “enputecer” mais os bandidos, mesmo que o tédio já se acumulasse em um lado da cabeça e essa mesma estivesse gritando por um pouco de ação.

“Exibida” Riria sozinha, e jogaria a enorme juba de cabelo por cima do ombro, localizando e seguindo em direção ao resto dos companheiros quando os achasse, observando depois, Grim, como Grim sempre faria, tagarelando com algum estranho. Mas nem sempre é só tagarelar, não é? passaria pela cabeça algumas memórias de como o homem, por mais louco que parecesse, tinha a maestria em fazer planos que davam mais ou menos certo.

- Claro que sim- responderia à pergunta de Mégara que lhe tiraria da imersão nos pensamentos, e daria o mais confiante e perigoso sorriso que tinha para ela- Não quebrei as unhas ainda- analisaria sorrindo, de brincadeira, as manoplas.

Esperaria, observando ao redor tanto com os olhos quanto com os bons ouvidos, o tocar do sino que anunciaria a nossa deixa para a sala de reuniões de antes, e iria, com a pisada mais petulante e exibida que pudesse compor. Onde adentraria, se assim pudesse, sentando perto dos companheiros.
Info:
 




Hotter than the sun
ψ

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NIGHTINGALE


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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptySab 05 Jan 2019, 19:09










- Ascensão -
Clima: 18ºC
Localização: Lvneel
Horário:13:00





Depois da ordem dada pelo rapaz, que quase era desdenhado por Grim, por ser jovem, além de aparentar ser um riquinho metido, quem se pronunciou primeiro fora o próprio capitão moreno, que fizera uma espécie de elogio, mas o mesmo parecia bastante debochado, algo que era natural do próprio pirata, e mal conseguia evitar o comportamento, independente de quem estivesse à sua frente, mas o mesmo fora ignorado quando Mégara falou, visto que ainda não havia falado muito desde serem surpreendidos pela “emboscada” no beco, que salvara suas vidas. A garota serpente pediu desculpas pelo comportamento de todos anteriormente, contando também que não chegaram no esconderijo da melhor forma, afinal tiveram de seguir como gado D+, e ainda tiveram a notícia bombástica da morte de Raven, que independente de cada um, sentiram a perda de sua maneira, Grim parecia ter sido o que mais sofreu, Varric ficou em choque, parecia não acreditar que aquilo poderia de fato acontecer, mas as duas garotas não tiveram reações tão claras quanto os mesmos, Asterin parecia se martirizar, mas fisicamente não demonstrava nada, nem choque, nem tristeza e nem felicidade, tudo tratado sobre a morte da companheira era feita em seus pensamentos, os quais não eram possíveis aos outros saberem e a própria Mégara parecia ter ignorado o acontecido, não falou com ninguém sobre, não mostrou reações e sequer parecia pensativa, tentando absorver a notícia.

Depois da explicação da falta de um cumprimento descente, a morena apresentou a todos, e no instante seguinte, o loiro levantou-se da poltrona que era seu assentou, e ao ficar de pé, pôs a mão direita sobre o peito e curvou-se levemente. - Sinto muito pelo que aconteceu com sua companheira, mas infelizmente teremos de deixar o luto para depois, agora temos coisas mais importantes para fazer. Aproveitem da comida daqui. – Avisou o mesmo, escutando novamente um gracejo do Olho de Corvo, mas ignorou-o completamente, pois Mégara agradeceu-o com um sorriso pela hospitalidade, e disse que pagariam por isso de alguma forma, e nesse momento um sorriso suspeito abriu-se no rosto do mesmo, mas somente Varric pôde ver, mas o mesmo acabou por ignorar o comportamento do jovem. Em seguida, os quatro foram ao local onde teriam sua refeição, que na verdade era atrás de uma porta que ficava à direita da sala de reuniões, e tinha passado despercebida por todos, já que estavam na pressa da procura de um médico, mas ainda sim, só perceberam após um homem gordo sair de lá, e atrás da porta viram que parecia com o local onde deveriam ir. Antes de entrar o capitão abraçou suas duas companheiras e disse algumas graças para deixarem-no comer a maior parte da carne, dizendo que ambas e o “anão” não deveriam comer muito para não engordarem, Asterin, como que se quisesse utilizar desse modo para esquecer por hora do luto, fez uma piada e forçou uma risada, mas o anão tocou na cintura da mesma, não se sentira bem pelo que a garota fizera, mas deu um curto sorriso para a mesma, para incentivá-la, e depois virou-se para o capitão. - Vai é acabar ficando gordo desse jeito. – Riu o mesmo.

Depois de entrarem e pegar a comida, sentaram em uma mesa qualquer no canto esquerdo da sala, e na mesma só tinha um homem de cabelo roxo preso em um coque e olhos azuis, com a pele branca e vestia um Kimono azul, que ia até sua cintura, preso por um obi também azul e era completado com um hamaka preto, e preso em seu obi, havia uma katana, o punho era bem trabalhado, mas a bainha bastante simples, o que era comum entre essas espadas. O mesmo sequer desviou o olhar quando o quarteto chegou à mesa, trazendo boas quantidades de arroz, carnes peixe, batatas e outros legumes, na verdade aquela refeição era bastante farta para quem parecia buscar por mais comida. Enquanto comiam, Grim tentava puxar conversa com o estranho que partilhava da mesma mesa que eles, perguntou o nome, e até o que faziam nas missões. - Me chamo Takahiro, sobre as missões, não posso falar disso, é proibido falar desse assunto, além de que vocês são estrangeiros, não acho que seria prudente falar para alguém que não temos certeza de que podemos confiar. – Explicou o arroxeado. - De qualquer forma, vamos comer. – Disse o mesmo, voltando para seu prato, enquanto que Grim voltava a tagarelar livremente, dizendo que Takahiro era uma pessoa legal, e que os outros os tratavam com desconfiança, mas o mesmo fora interrompido por um olhar do espadachim, que era possível ver que tinha uma fúria contida, e aquilo era percebido por todos os quatro, Varric fora o que teve a reação mais óbvia, arregalara os olhos e recuara levemente, pois não esperava ver aquilo em uma conversa de seu capitão. - Cala a boca, eu quero comer em paz. – Rosnou o arroxeado, pegando seu prato e indo comer em outra mesa, deixando os piratas ali com sua comida.

Assim que terminaram de comer, o sino tocou, mas antes de sair, Grim parou a todos, e começou um discurso, dizendo que não deveriam se abalar pela morte de Raven, e que em diante, deveriam cuidar com mais afinco uns dos outros, e com os outros companheiros que encontrariam dali em diante, e que não poderiam deixar aquela fatalidade abalá-los. - Concordo com o senhor. – Dizia o anão, com um sinal de lágrimas visíveis em seus olhos, ainda não estava bem com o ocorrido, mas aceitava que tinham de seguir em frente. - Se ficarmos para trás, quem vai cuidar dessa tua bunda peluda, não é mesmo? – Riu o loiro, indo para perto das garotas, e viram o moreno seguir em frente, deixando os três para trás. Mégara de imediato perguntou a Asterin e para Varric se estavam tão dispostos quanto seu capitão para mais encrencas, a loira concordou rapidamente, e disse que ainda não tinha nem quebrado as unhas, o que claramente indicava ser o fato de não ter tido um ferimento, enquanto olhava para suas manoplas. O anão, olhou sorrindo para ambas e disse animado. - Com toda a certeza, vamos mostrar para esses afrescalhados como que faz. – E com isso os três seguiram o Olho de Corvo, que seguia sem esperar pelos mesmos.

De volta ao salão de reunião, haviam algumas pessoas, incluindo Takahiro, que estava ao lado do loiro de antes, mas no total não chegavam nem a vinte pessoas ali. - Muito bem! – Disse o líder daquele lugar, chamando todas as atenções para si. - Já que todos estão aqui, vou começar a explicar o que deverão fazer – Com isso, todos menos os “intrusos” se curvaram para o mesmo, dizendo de uma vez. - Katashi-sama – Katashi, que agora tinha seu nome conhecido pelo quarteto começou a falar novamente, fazendo todos se puserem de pé novamente. - Para vocês, meus convidados, eu quero cada um de vocês liderando um comboio de três pessoas, menos vocês loirinho, vocês tem uma missão especial. Para vocês três, o moreno, a morena e a loira, escolherão um homem e uma mulher, que vou dizer os nomes. – Explicou de forma rasa. - Venham até o meu lado, Takahiro,Seiji, Kenshin, Fuyuki, Ayaka e Miwa. – Como ordenado, foram até o lugar indicado três homens e três mulheres. - Agora para vocês três. – Indicou novamente os piratas. - Quero que cada comboio comece a causar confusões por toda a cidade Real. Matem cidadãos, vendedores, guardas, causem confusão, muitas mortes, muitos feridos, quero um verdadeiro caos. Ao amanhecer vocês vão para lá, e vão levar um comunicador cada um, para eu repassar as ordens para vocês. – Explicava o loiro até dar uma pausa e andar até uma porta atrás de si. - Aqui tem equipamentos e armas, podem pegar alguns, se acharem necessários. Agora vocês, pequeno. Quero que pegue uma arma de longo alcance aqui, e vai ficar no topo de algum edifício e vai ser quem vai cobrir a todos em caso de perigo eminente e emboscadas, atire para matar os inimigos, e também tente procurar por emboscadas e armadilhas, levará um comunicador para isso também. Quando estiverem prontos, escolherem as pessoas de cada comboio, pegar os comunicadores e os materiais, podem fazer o que quiserem até o amanhecer.  -Terminou de explicar o loiro, dando as costas a todos e saindo da sala, deixando somente os piratas e os seis que foram citados pelo líder do esconderijo.




Ferimentos:
 

Legenda:
 

NPC's à escolha:
 


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MensagemAssunto: Re: Ascensão   Ascensão - Página 3 EmptySeg 07 Jan 2019, 14:01


Mad God

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A recepção dos criminosos que ali atuavam não lhe fora tão agradável como imaginava, pois esperava que, ao menos, um ou outro fossem simpáticos consigo e seu jeito mau educado. A reação do rapaz de kimono, por outro lado, demonstrou completamente o oposto do esperado, assumindo uma postura hostil para com o corvo de um modo que até mesmo o surpreendeu o suficiente para arquear uma sobrancelha, pressionando os lábios em desgosto. Minha lábia tá tão podre assim, rapaz? Que pessoal frescurento da porra, vou te dizer. Balançaria negativamente a cabeça em descrença perante a descortesia, até mesmo encontrando um pequeno divertimento naquilo tudo, afinal, irritante ou não, conseguiria se destacar dos demais bandidos que pouco falavam ou se colocavam adiante nas discussões, silenciosos como verdadeiros peões. Aquele chefe deles... talvez não seja um rapaizinho' mimado como eu pensei, pra ter todos esses guerreiros em suas mãos. Homens e mulheres de respeito só seguem os mais fortes, afinal. Pensativo, cerraria o único olho ao tornar-se cabisbaixo por alguns instantes, ponderando. Talvez ele tenha algo a me ensinar, huh?

Depois da curta camaradagem com seu bando, perderia-se numa pequena risada rouca e sincera ao ouvir os "insultos" inocentes de Varric, desenhando um sorriso zombeteiro nos lábios cicatrizados enquanto seguiam até a sala de reuniões onde, esperava, os crimes seriam enfim organizados. Ouvindo atentamente as palavras de Takahiro — o líder —, fabricaria em sua mente estratégica os possíveis resultados daquele grande ataque que seria feito na cidade, inquieto em sua cadeira. Colocaria a perna esquerda sobre a direita, e então alternaria, pousando os cotovelos sobre a mesa e retirando-os em seguida, coçando o queixo com o indicador da canhota e, então, coçando a nuca, estalando os ossos do pescoço ao fechar o único olho. Tramava, arquitetava, discutia consigo mesmo, mentalmente, vez ou outra permitindo que seus murmúrios escapassem os lábios. Grupos de três... deveríamos operar em ruas vizinhas, para que possamos auxiliar cada unidade no caso de retaliação por parte da guarda local. As ruas me pareciam largas o suficiente para que um grupo de três fosse facilmente cercado, não seria simples fugir de uma emboscada, mesmo com a presença de um atirador de elite sobre os telhados. No entanto, não seria impossível, visto que atacariam primeiro e assim possuiriam a verdadeira iniciativa...

No fim, resolveu manter suas dúvidas e ideias para si, lutando contra o desejo de tagarelar naquela reunião como de praxe. Não conseguiria afirmar sua superioridade por meio de palavras, mas sim de atos. Tinha de fazer bem nas ruas, causar o verdadeiro caos sobre os inocentes da cidade Real. Só então se sentiria vivo, excitado e em seu habitat natural, com o sangue inocente escorrendo por entre os punhos. Eles pagarão por terem matado Raven, isso eu juro sobre esse maldito tapa olho. O simples pensamento de vingança fizera com que o sorriso diabólico e sinistro surgisse nos lábios, exibindo os dentes amarelados de modo monstruoso e satânico. O corvo parecia compartilhar de seu profundo desejo por sangue, sobrevoando a sala enquanto corvejava "Morte", "Sangue" e "Caos". "Ele fala minha maldita língua."

De acordo — diria simplesmente, batendo o punho contra a mesa assim que o loiro terminasse seu discurso. Na verdade, já estava entediado, senão sonolento. Queria ação, a hora do recreio à muito já havia acabado. Se dependesse dele, sairiam agora mesmo com as armas preparadas, ateando fogo em tudo que lhes aparecesse. Paciência, precisa escolher seus colegas de matança primeiro. Eles não serão seus irmãos de guerra, muito menos seus companheiros de convés, mas servirão.

Não tardou muito para selecionar aqueles que lhe pareciam mais aptos para o serviço, pois distinguiu, em seu rápido julgamento, que possuíam a chama necessária para o crime nos olhos. Eram Kenshin, o loiro de aparência despojada e muscular, um corpo de guerreiro e Fuyuki, com seu olhar sereno e aparentemente frio, senão sádico, atributos que admirava em qualquer um. Estudava-os de longe, atento à forma como agiam durante a reunião, avaliando o uso que eles teriam na missão — Bem, vou me socializar um pouco, se me permitem. Não se sintam enciumados, só vamos nos separar um tico' — risonho, levantaria assim que a reunião terminasse, ansioso, e então caminharia para próximo de seu futuro time, seus mais novos comparsas. Não cometeria o mesmo erro de antes, com o sujeito de kimono, assumindo uma expressão simpática e até mesmo convidativa no rosto maculado por cicatrizes e ainda um tanto sujo de sangue nas bochechas. Forjaria ali seu primeiro elo para com aquele bando de criminosos, e teria de ter o cuidado adequado.

Kenshin e Fuyuki, certo? — começaria, levando ambas as mãos até a cintura. Não lhes cumprimentaria, evitando mostrar-se muito interesseiro, apenas lhes entregando o costumeiro e cortês sorriso de canto, cheio da malícia encontrada em bandidos. Queria o sucesso da missão tanto quanto eles, portanto não tinham motivos para ter atritos — Sou Grim, mas podem me chamar de Olho de Corvo, se quiserem — dito aquilo, levaria o indicador e o médio até a pala que escondia o buraco no olho esquerdo, seu costumeiro gesto de apresentação — Vai ser foda' encher as ruas de sangue amanhã, com vocês. O que acham de levarmos alguns explosivos? 'Cês tem essas budegas' por aqui? — gesticulava as palavras com a destra, claramente excitado com a possibilidade de explodir algumas casas — O que é a porra de uma festinha sem fogos de artifício, né? — contendo-se, respiraria fundo para recobrar dos sentidos, afinal, estava se excitando demais com o futuro. Eles possuindo os explosivos ou não, diria por fim, antes de lhes dar as costas e retornar ao seu bando: — Bem, nos vemos d'madrugada.

Não perderia tempo matraqueando com desconhecidos, afinal, não queriam que eles tivessem uma expressão errada sobre si, que os lideraria. Apenas uma simples introdução bastaria, conheceriam-no melhor quando o vissem em combate, seria ali que conquistaria o respeito de ambos. De qualquer forma, retornaria até o bando à passos largos, tomando o primeiro que estivesse de costas para si de surpresa, envolvendo-lhe o braço direito por trás da nuca, trazendo-o para perto — Bem, tudo feito. Que 'cês acham de irmos caçar uns explosivos? Até umas granadinhas de nada, se pá', ajudaria p' caralho — se a resposta fosse negativa por parte deles, ouviria o que tinham para de dizer, congelando o sorriso cortês nos lábios e o frio na barriga. Estava animado demais, mas não podia deixar sua ansiedade transparecer para sua tripulação. Deveria mostrar-se passivo perante as adversidades, demonstrando tampouco alegria quanto desgosto. Como capitão, deveria apegar-se ao dever e nada mais, o deve de enriquecê-los, de dar-lhes a glória prometida e sangue, muito sangue — Bem, vou caçar as bagaças'. Podem vir comigo, ou fiquem socializano' c'o grupo d'vocês. Nos encontramos ao amanhecer.

Dito aquilo, sairia até o encontro do homem ruivo de cabeça um tanto raspada que os levou até aquele esconderijo, pois assumia que ele tinha uma postura de oficial de respeito ali embaixo. Buscaria ele ou Takahiro, o líder, lhes indagando com uma postura respeitosa e amistosa caso os encontrasse: "— Acho que o uso de explosivos pode ajudar essa operação p' caralho, cês' não acham? Porque não usamos para explodir algumas casas, só pra fazer um barulho, uma desordenzinha' maior? —" honesto, faria uso da face mais limpa e amistosa de seu arsenal, esperando que eles concordassem com seu pensamento. Não seria impossível possuírem explosivos ou granadas, quase todos os grupos de criminosos faziam uso de objetos como aqueles para espalhar o caos e a destruição mais facilmente, afinal, somente armas e punhos não podiam fazer de tudo. Caso um deles lhe dissesse que não havia aquele tipo de equipamento ali, simplesmente caminharia até o primeiro cômodo da base onde, bem se lembrava, haviam sofás. Se sentaria em um deles, tombando o torso para trás e buscando adormecer novamente para passar o dia, recompondo as energias. No entanto, no evento em que encontrasse os explosivos com a ajuda de seu grupo ou seguindo as indicações de Takahiro ou do ruivo, faria um mapa mental de onde estavam alojados para se equipar pela manhã.

Seus preparativos prontos, procuraria o dito sofá para que adormecesse, relaxando a mente ao sentar-se com a perna direita dobrada sobre a esquerda, apoiando o cotovelo direito sobre o braço do sofá. O punho, fechado, segurava a bochecha que pendia para o lado, buscando o sono e a paz. Tudo estava caminhando para que se tornassem mais famosos ali, seu principal objetivo na ilha. Notoriedade e reputação, disso é feito um pirata. Em meio à suas ambições, adormeceria, entregando-se ao mesmo pesadelo que o assolava sempre que o fazia.

Esperava acordar na hora certa por conta própria ou por autoria de terceiros; afinal, não o deixariam adormecido ali, agradecendo o sujeito que lhe acordasse com uma expressão sombria, a voz recheada de uma rouquidão sonolenta: —'brigado. Já tá n'hora? — jogando os cabelos para trás, saltaria do sofá, enchendo o peito de agitação e ansiedade. Estava na hora da vingança, e nada mais lhe importava. Procurando seu novo grupo com o olho, faria um sinal com o queixo para que se aproximassem, também caminhando na direção deles com o sorriso sádico desenhado nos lábios. Não diria nada, contendo-se, apenas se a questão dos explosivos tivesse dado frutos mais cedo, ao passo que comentaria: — Estão com as granadas e explosivos? Todos vocês? — dirigia-se à todos os presentes, até mesmo os de outros grupos, afinal, esperava que todos estivessem armados até os dentes — Vamos, não temos tempo à perder.

Equiparia os explosivos que lhe fossem dados nos bolsos do sobretudo negro, bem como também nas calças, apanhando também os comunicadores que seriam proporcionados pelos bandidos. Antes de retornarem às ruas, se certificaria de que Mégara e Asterin estavam próximas, simplesmente lhes dando seu costumeiro sorriso zombeteiro. Era a forma na qual depositava confiança em seus subordinados, seus companheiros, mostrando-lhes que tudo estava bem. Seriam vitoriosos.

Zarpar! — ordenava, brincalhão, abrindo os braços para os lados antes de traçar seu trajeto até a saída do esconderijo, passando pelas escadas que usaram para descer até ali. Seguiria a liderança dos dois membros que provavelmente estariam com ele, afinal, eles conheciam as redondezas melhor do que o Olho de Corvo — Conhecem algum lugar em especial? 'Cês sabem, onde seria mais foda de destruir?


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