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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O Flagelo de Lvneel

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MensagemAssunto: O Flagelo de Lvneel   O Flagelo de Lvneel EmptyTer 8 Maio - 16:33

O Flagelo de Lvneel

Aqui ocorrerá a aventura do(a) pirata Jurgen E. Rutherford. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: O Flagelo de Lvneel   O Flagelo de Lvneel EmptyTer 8 Maio - 17:48

A Calmaria Antes da Tempestade

Já passou-se um tempo desde que deixei o porto de Micqueot, desde aquele dia, meu tempo tem sido gasto meditando a respeito dos acontecimentos que se passaram naquela ilha, enquanto encaro o horizonte do mar no convés do navio. Eu refletia sobre aquelas memórias como se um filme se passasse na minha mente. Lá, eu fui capaz de testar a força de oficiais de alta patente da marinha pela primeira vez, e constatei que aqueles vermes não são tão assustadores quanto dizem, apesar de possuírem muita força, seu senso distorcido de justiça nubla seus pensamentos e suas ações, impedindo-os de fazerem o que for preciso para vencer um inimigo, sua obsessão pelo que é certo será a minha maior arma contra a marinha e o governo, pois como aprendi enquanto estudava estratégia, o poder bruto não é tudo em um conflito, se eu puxar os fios certos da marionete, não haverá marinheiro, por mais poderoso que seja, capaz de fazer frente à minha conquista de tudo que existe neste mundo, eu criarei um mundo com igualdade total, nem que pra isso eu precise incendiá-lo, para então reinar sobre suas cinzas.

Também em Micqueot, adquiri um recurso muito válido que poderei usar em minha missão, conheci uma jovem muito idealista que, para minha surpresa, simpatizou com meus ideais e se dispôs a me seguir. Hakuei é determinada e segue meus comandos sem questionar muito, uma pessoa assim não é fácil de se encontrar e eu estou satisfeito por ter tido a sorte de conhecê-la. Sei que um dia chegará o momento onde eu terei que descartá-la, nunca duvidei de minhas convicções, mas por algum motivo, estou ficando inseguro quanto a chegada desse dia… é melhor parar de pensar nesse assunto por enquanto.

Também andei refletindo sobre meus objetivos a curto prazo, meu destino está sem dúvidas na Grand Line, porém ainda não me sinto seguro em ir lá do jeito que estou agora, preciso maximizar minhas chances de sucesso de todas as maneiras possíveis. Primeiro, preciso arrumar um escudo para que possa lutar melhor, depois disso terei de procurar uma carona para a Grand LIne, pois não possuo um barco e nem conheço alguém que saiba pilotar.

Com meus objetivos já em mente, eu me viraria para o convés do barco, e procuraria minha discípula Hakuei pelo lugar, andaria pelo local tentando notar as vestimentas características da jovem, e, caso eu a encontre, me posicionaria a sua frente e começaria a falar assim que ela percebesse minha presença.

- Hakuei, antes de ir para a Grand Line, precisaremos parar em Lvneel para conseguir
algumas coisas necessárias para a viagem. - declararia, sem alterar minha expressão impassível - Quero que venha comigo, talvez você possa ter alguma utilidade lá.


Após falar isso, estenderia o meu braço direito para a garota, oferecendo o meu ombro direito para que ela suba, tal como fazíamos em Micuqueot para facilitar nossa locomoção.

Suba - pediria, ainda sem alterar minha expressão ou tom de voz - Não acho que vai
demorar muito mais tempo até chegarmos na ilha.


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MensagemAssunto: Re: O Flagelo de Lvneel   O Flagelo de Lvneel EmptyQua 9 Maio - 18:19

O navio de Jurgen zarpava tranquilamente pelos mares, com pequenas ondas e uma ligeira brisa empurrando-o em direção de seu destino, quando os primeiros flocos de neve começaram a cair. Primeiro apenas alguns tombavam lentamente, de maneira gentil e graciosa, com um toque gélido na pele do gigante. Do convés, ele podia perceber nuvens negras como carvão se acumulando nos céus, formando uma massa assustadora, flutuando sob a ilha de Lvneel, já visível no horizonte. E eles chegavam na ilha bem a tempo: o clima havia virado bruscamente. A brisa suave se tornou uma ventania violenta, lançando a neve com força sobre os largos ombros do pirata, e fazendo a vela do navio balançar com força para todos os lados, quase rasgando, até que o capitão decidisse dobra-la. Uma nevasca repentina havia surgido, e, se não fosse o peso imenso do gigante, ele poderia ter sido atirado para fora do barco apenas pelas rajadas de ar. As ondas cresciam cada vez mais, jogando o navio de um lado para o outro como um brinquedo para crianças.

Pelo lado bom, porém, o inicio da tempestade acelerou a viagem da embarcação até a ilha, que logo atracou em uma praia desolada, ao lado de uma floresta que não parecia ser habitada. A civilização deveria estar mais adiante. Assim que o casco do navio atingiu a areia, em sagrada terra firme, um choque brusco quase atirou até Jurgen, com toda sua estatura, para longe. Os marinheiros agarravam-se à amurada ou às cordas como macacos, tentando não cair naquele mar violento e agora gélido. O gigante, agora coberto por uma camada branca e fria, procurava por Hakuei, sua companheira: ela estava saindo do interior do barco, provavelmente para no sofrer com o castigo da nevasca. A floresta a frente estava completamente coberta de neve, e o seu nível chegaria até a coxa de um humano normal. Por sorte, o pirata não era um humano normal.

Hakuei, ao ouvir o que dizia seu aliado, apenas acenou com a cabeça, concordando. Seus olhos estavam frios, suas feições sérias, mostrando que ela não estava atuando. Pelo visto ela não via necessidade de fazê-lo com Jurgen. Sem dizer uma palavra sequer, plena de confiança pelo seu companheiro, com quem ela almejava derrubar o Governo Mundial de uma vez por todas, ela escalou as costas do gigante, varrendo a neve de sua pele e fazendo-a cair com força no mar, causando uma bela quantidade de agua espirrar. O pirata, porém, antes de começar a desembarcar, reparou uma pequena figura misteriosa vagando pelas dunas brancas de neve que agora recobriam a praia.

Uma silhueta era tudo que o gigante podia discernir por esta poderosa nevasca: a silhueta de um humano curvado, encapuzado, coberto por um manto que apresentava rasgos bem óbvios. Ele andava lentamente, de maneira penosa, com a ajuda de uma bengala que servia apenas para se afundar na camada de neve sobre o solo. Porém, um detalhe em especial chamava a atenção de Jurgen: algo parecia brilhar, logo acima da bengala, com uma resplandecência quase mágica, atravessando as cortinas do vendaval para iluminar o rosto do gigante como o sol o faria. Era algo quase hipnotico, na verdade. Um pequeno conforto neste clima duro e impiedoso.

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MensagemAssunto: Re: O Flagelo de Lvneel   O Flagelo de Lvneel EmptyQua 9 Maio - 23:55

O Desembarque

Neve não era algo com o qual eu já havia me acostumado. Apesar de eu ter passado a maior parte de minha vida no calor tropical do South Blue, o frio não era um problema, mudanças de temperatura nunca me incomodaram de forma significativa, não me importo de estar em um lugar muito frio ou muito quente, desde que minha presença no lugar possa, de alguma forma, adiantar meus objetivos a curto ou longo prazo. Minha devoção a completar meus objetivos não deixava lugar na minha mente para se incomodar com temperaturas baixas ou altas, embora, na verdade, eu nunca tivesse experimentado um clima verdadeiramente extremo. Na realidade, o que me realmente me incomodava era a neve, flocos brancos que caem graciosamente do céu, e encobrem as paisagens com suas camadas brancas, que escondem debaixo daquela ‘’beleza’’, toda a feiura que existe no inverno, a morte das árvores e das plantas, e a escassez de alimento para os animais e para as pessoas, de forma similar a como a marinha esconde sua corrupção e imoralidade também debaixo de capas brancas, ainda com a palavra ‘’justiça’’ escrita nelas descaradamente.

A paisagem de Lvneel, a ilha onde o barco provavelmente havia atracado, estava coberta por aquela mesma camada de neve branca, com uma floresta depois da praia e sem nenhum sinal de civlização por perto. Ao mesmo tempo, uma figura encapuzada caminhava patéticamente por aquele terreno esbranquiçado, deduzi que ele estivesse com dificuldade para andar por ali, ou talvez fosse apenas mais um verme incapaz de suportar aquela nevasca. Porém, o que importava é que ele era a coisa mais próxima de uma fonte de informação sobre aquela ilha que eu tinha no momento, então eu teria que fazer contato com ele.

Após me decidir, viraria a cabeça para onde minha aprendiz se localizava em meu ombro e daria minhas instruções:

- Hakuei, seria sábio tentar extrair alguma informação daquele inseto encapuzado andando pela neve. - falaria em meu tom casual, enquanto apontaria para a figura com o a ponta da minha lança para mostrá-lo para a jovem. - Consegue vê-lo?

Depois de escutar a resposta da jovem, continuaria:

- Preciso que use seus talentos para descobrir coisas como o nome desta ilha, onde é a cidade ou vila mais próxima e qualquer outra informação útil desse tipo sobre o lugar. - Recolheria a lança e tomaria uma lufada daquele ar gelado para tentar me acostumar - Invente alguma história ou coisas desse modelo, mas caso não consiga muito do seu jeito, não se preocupe, pois eu conseguirei do meu.

Terminado as instruções, andaria sem pressa para o convés do barco, e desembarcaria da forma que me parecesse mais adequada, como pulando do convés ou descendo por alguma corda. Uma vez no chão, pude notar que alguma coisa resplandecia acima da bengala que a pessoa encapuzada carregava, o brilho estranho daquela coisa me intrigou pois eu nunca havia visto algo parecido, então, ao pensar por alguns instantes sobre como coisas brilhantes como ouro geralmente valem muito dinheiro, coisa necessária para facilitar minha missão, decidi que aquela coisa, caso realmente seja algo que eu possa vender, não ficaria por muito mais tempo em posse daquela figura encapuzada. Então, daria mais uma instrução à Hakuei:

- Também tente descobrir do que se trata aquele brilho estranho, talvez nos seja útil. - Falaria em um tom casual porém decidido.

Após isso, viraria o meu corpo na direção da pessoa e começaria a andar em sua direção, andaria casualmente, tentando não demonstrar qualquer hostilidade. Caso consiga me aproximar o suficiente, deixaria Hakuei abordá-lo e iniciar a interação. Concordaria, assentindo com a cabeça e sem falar nada, com qualquer afirmação feita pela jovem, porém manteria minha expressão impassível. Enquanto isso, examinaria do que se tratava aquele brilho que parecia vir da bengala daquela pessoa.

Se por acaso a pessoa encapuzada cair na retórica de Hakuei, e nos der as informações que precisamos, ao menos o nome da ilha, onde fica e como chegar na cidade mais próxima, e explicar sobre o brilho enigmático, eu finalmente quebraria meu silêncio. Caso a coisa brilhante seja algo que eu possa vender, me aproximaria mais a passadas pesadas da figura, visando acentuar nossa diferença de tamanho, e olharia para ele fixamente nos olhos, fazendo uma expressão fria e vazia com o objetivo de intimidá-lo, e então falaria:

- Enquanto você falava, eu acabei
me interessando por essa coisa brilhante que você carrega. - Continuaria em um tom ameaçador, sem tirar meus olhos dos dele. - Acho que posso cuidar melhor dela que você, que tal me entregá-la? Porque se você não quiser soltar sua mão dela, terei que decepá-la junto e levar comigo.


Se ele cair na intimidação, pegaria a coisa e faria meu caminho em direção ao local indicado por ele onde existiria civilização. Caso ele não caia, ergueria minha lança e tentaria atacá-lo com uma estocada direta usando uma só mão, caso consiga acertá-lo e matá-lo, pegaria a coisa e continuaria meu caminho, caso ele esquive, bloqueie, resista ou decida lutar comigo, tentaria bloquear com o braço esquerdo qualquer ataque e entraria em postura de luta.

Caso ele responda as perguntas porém a coisa brilhante não seja algo palpável, ou que eu possa lucrar com de alguma forma, me manteria calado e faria meu caminho em direção ao local civilizado indicado pela figura, porém ficaria e escutaria caso ele tivesse algo mais a dizer, pois pode ser que algo venha a ter utilidade para mim no futuro.

Se por algum motivo ele não cair na conversa de Hakuei e/ou não quiser responder as perguntas, eu também quebraria o silêncio e me aproximaria dele encarando-o com uma expressão furiosa, colocando a ponta de minha lança em seu pescoço, e então falaria:

- Sugiro que responda logo essas perguntas se estiver interessado em viver para ver o dia de amanhã. - Aproximaria um pouco mais minha lança - Nunca se sabe quando você pode se encontrar com um pirata em um local desolado, e morrer como uma formiga, sem que ninguém faça ideia do acontecido.

Se mesmo assim ele me desafiar, lutaria com ele e me defenderia com o braço esquerdo de qualquer ataque, para depois entrar em postura de combate.

Por fim, caso ele não saiba de nada e a coisa brilhante não tenha valor algum, eu bufaria incomodado e faria meu caminho para dentro da floresta sem nem me despedir, mas caso a coisa brilhante possa ser vendida por mim, tentaria roubá-la da mesma forma que já descrevi.


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MensagemAssunto: Re: O Flagelo de Lvneel   O Flagelo de Lvneel EmptyDom 13 Maio - 7:49

Enquanto a silhueta continuava a arrastar-se pela neve, evidente com a irradiação que ele emanava, uma luz que agora parecia tornar-se vermelha, brilhante como um farol, Jurgen dava ordens para sua companheira; aquele ser misterioso poderia ter as respostas que eles tanto precisavam agora, além de possuir algo que poderia ter um valor indescritível. Hakuei, ao ouvi-lo, assentiu com um sorriso discreto, e sua feição mudou drasticamente, passando da expressão fria e determinada de sempre a um rosto caloroso, amigável e simpático.

Deixa comigo. Aquela coisa que ele carrega pode nos impedir de ter qualquer problema financeiro por anos.

Jurgen então ergueu-se, fazendo o navio balançar de um lado para o outro de maneira violenta; os tripulantes do barco olharam-no brevemente, antes de voltarem aos seus afazeres, para deixar a embarcação bem atracada e protegida da neve que se acumulava no convés. O gigante logo pôs o pé em terra firme, sentindo-o afundar mais que esperava, todo seu calcanhar estando afundado na camada de neve. Ele se aproximou da figura desconhecida, que, apesar da sua imponência e de todo o barulho que o gigante produzia, parecia apenas ignora-lo completamente, continuando seu caminho de maneira obstinada e concentrada. Agora que estava mais perto, Jurgen podia notar que seu caminho não era tão penoso, e o ser encapuzado atravessava as pesadas camadas de neve com uma facilidade quase assustadora, empurrando os montes gélidos com apenas uma mão, sua bengala apenas ajudando-o a andar, em um passo lento e monótono.

Hakuei desceu do ombro do pirata, aterrissando na trilha que aquela figura havia criado, pondo a mão sobre seu ombro para chamar sua atenção. Foi necessario repetir o processo umas três vezes para que ele finalmente se virasse, mostrando seu capuz verde desbotado, como se tivesse centenas de anos de idade, em fiapos, que cobria todo seu rosto e corpo, menos as mãos: estas eras aterrorizantes. Seus dedos eram cadavéricos, apenas pele e osso, com sinais claros de necrose em vários pontos; suas unhas mais pareciam garras, longas como adagas, e elas estavam tão sujas quanto as sarjetas das cidades mais decadentes. Hakuei, ao ver aquilo, deu um passo para trás, hesitando brevemente frente ao que via; mas ela reuniu coragem, escondendo seu susto com sua máscara de artista, e dizendo com uma voz doce:

Ah, senhor! Desculpe-me por tê-lo interrompido, mas nós não pudemos deixar de notar todo o esforço e sofrimento que está passando ao andar por esta região, e, bem, pensamos que podemos ajuda-lo a ir onde quiser. Porém, como somos forasteiros por aqui... precisaríamos que o senhor nos diga por onde é a cidade, sabe. Não sabemos nem onde estamos, entende? Hahahah, esta tempestade nos pegou de surpresa!

A voz da figura pôde finalmente ser ouvida; ela era rouca, quebrada, anciã. Jurgem poderia jurar que esta pessoa tinha mais de 500 anos, apenas ouvindo-a. Ligeiramente estridente, ela lembrava o sibilar de uma serpente.

Kehkehkehkeh... Primeiramente, eu sou uma senhora. Kehkeh, e me ajudar, é? Muito fofo de sua parte, garotinha, mas sei que está mentindo. Posso ouvi-lo em seus batimentos cardíacos. Mas eu vou te contar o que quer saber, não tenho razão de escondê-lo. Estamos no reino de Lvneel, e a vila é para o norte daqui. Kehkehkeh, agora chega de conversa. Tenho um carregamento importante a entregar.

Enquanto a anciã continuava a falar, Jurgen tinha apenas olhos para a fonte daquela magnifica luz de antes: era uma joia, alojada sobre a bengala daquela figura cadavérica, e ela era... a coisa mais bela que o gigante havia presenciado em toda sua vida. O item parecia ter vida própria, as cores e tonalidades mudando incessantemente lá dentro, como se uma galáxia inteira residisse no interior daquela pedra preciosa. A luz que ela emitia era acalante, tranquilizante, quase hipnotizante. Os padrões de formas e colorações eram simplesmente espetaculares. Obviamente, Jurgen tinha que pega-la. Uma peça dessas deveria valer uma fortuna imensa, sem sombra de duvidas. Tentando intimidar a pequena figura tanto com sua estatura imensa, quanto com seu tom autoritário, o gigante tentava forçar aquela alma misteriosa a ceder a joia. A senhora, porém, nem olhou para o pirata de relance.

Kehkehkehkeh... Decepar minha mão? Ah, garotinho, você tem muito a aprender sobre esse mundo ainda. E eu não posso dar o carregamento do mestre Brahma para estranho, não, não posso não! Kehkehkehkeh...

O gigante então pôs-se em posição de luta, preparando-se para um ataque, erguendo sua lança em forma de ataque, e deixando o braço pronto para defender qualquer golpe. Mas ele não teve uma chance sequer de agir; sem que Jurgen possa reparar qualquer coisa, em um movimento rápido demais para seus olhos compreenderem, ou até perceberem algo, a anciã havia atacado. E, sob o olhar estupefato de Hakuei, a lança do gigante se partiu em dois, a ponta escorregando lentamente, até que ela caísse no chão, enterrando-se na neve. E, sem reação, o lanceiro pôde apenas ver a velha continuando seu caminho pela neve, logo entrando na floresta de abetos, saindo do campo de visão do gigante.

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MensagemAssunto: Re: O Flagelo de Lvneel   O Flagelo de Lvneel EmptyDom 13 Maio - 10:55

A Busca

Enquanto via aquela figura desaparecer do meu campo de visão no meio da neve, refletiria por alguns instantes sobre como o desenrolar daquela situação havia sido diferente do imaginado por mim. A figura, na verdade uma velha, fora capaz de, sem dúvidas por meio de algum truque barato, partir minha lança como se ela não fosse nada. E além disso, o fez sem que eu fosse capaz de ver seus movimentos. Só podia ser um truque, era a única opção viável que passava pela minha cabeça sobre como aquilo havia acontecido, não existia ninguém no mundo inteiro que conseguisse realizar movimentos tão rápidos que eu não conseguisse ver, afinal, eu sou Jurgen E. Rutherford, aquele que irá conquistar esse mundo inteiro, a existência de alguém tão rápido assim está fora de cogitação. Ainda mais sendo uma velha como aquela.

Com a minha mente um pouco mais em paz após o acontecido, me colocaria a pensar sobre o que fazer dali em diante. Conseguimos duas informações possuidoras de alguma utilidade para mim: o nome da ilha, e o fato que existe uma vila para o norte daqui. Pensei em avisar a Hakuei para subir logo no meu ombro e continuarmos viagem, mas logo lembrei que não sabia onde se localizava o norte, e também não tinha nenhuma bússola ou ferramenta que me permitisse ter certeza de onde se localizaria o norte daquele lugar.

Eu precisaria saber disso o mais rápido possível, era minha maior prioridade. Porém, ao pensar mais no que fazer, a lembrança da arma quebrada passou pela minha cabeça. Embora eu tivesse preferência pelas lanças, eu treinei por anos para dominar pelo menos o básico no uso de todos os tipos de armas, então com um pouco de criatividade, aquela lança quebrada ainda poderia me ser útil de alguma forma. Então, eu pegaria o cabo quebrado da arma, e tentaria partí-lo até que fique em um tamanho com o qual eu consiga utilizá-lo como porrete, caso eu não consiga partir o cabo, o usaria como bastão.

Com ou sem ter o problema da arma resolvido, eu voltaria a tentar solucionar o atual problema de não saber onde se localiza o norte, foi aí que lembrei do barco que me trouxe até essa tal ilha de Lvneel, com meu novo objetivo imediato em mente, eu verificaria se o barco ainda encontra-se atracado na ilha, caso esse seja o caso, pediria para Hakuei subir no meu ombro e faria meu caminho novamente em direção a embarcação. Enquanto atualizo a minha aprendiz sobre o que foi decidido.

- Descobrimos que a vila está ao norte deste lugar, mas não sabemos onde fica o norte. - falaria para a jovem, propositalmente evitando falar na quebra de sua arma e do incidente com a velha. - O melhor a fazer é voltar ao barco e perguntar isso a algum tripulante.

Um vez lá, procuraria por qualquer tripulante do local, caso consiga achar um qualquer, perguntaria, em meu tom neutro e impassível, onde se localizava o norte e como poderíamos chegar lá de onde estávamos. Perguntaria também se seria possível seguir alguma coisa para chegar nesse destino. Caso marinheiro conseguisse dar a informação, eu nem agradeceria e viraria minhas costas para ele, para depois rumar sem olhar para trás, para o norte que ele havia indicado.

Se por acaso os marinheiros se recusassem a dar a informação, eu bufaria frustrado porém resistiria a vontade de intimidá-lo ou de atacá-lo, para não causar confusão no barco, pois mesmo eu com certeza conseguindo vencer todos os tripulantes ali sem dificuldades, ainda precisaria deles caso precisasse sair da ilha naquele navio. Caso eu não consiga a informação do marinheiro ou ele simplesmente não saiba, seguiria perguntando para outros até que isso se tornasse inviável por algum motivo.

Se por acaso o barco já tivesse partido antes de eu realizar essas ações ou não consiga essa informação de nenhum dos marinheiros, bufaria levemente frustrado e me voltaria para Hakuei.

- Não sabemos onde é o norte, mas também não podemos ficar parados aqui. - falaria em meu tom convencional enquanto virava as costas para a praia - Vamos entrar na floresta por onde aquele verme daquela velha foi, ao menos lá teremos chance de encontrar alguma coisa útil.

Então, seguiria para aquela floresta, eu andaria sempre em frente, apenas tentando evitar obstáculos intransponíveis no meio do caminho, caso achasse alguma trilha pela floresta, eu entraria nela e a seguiria, caso não ache, continuaria andando às cegas pelo meio dos matos. Procuraria também um galho de árvore grande e duro o suficiente para que eu possa utilizar como porrete e arma reserva, caso encontre, cataria ele e carregaria na mão livre, caso eu não encontre, apenas continuaria seguindo meu caminho. Caso eu ache algo interessante ou fora do comum, faria meu caminho para lá.

Se por acaso eu perceber a aproximação de algum ataque no meio da floresta, faria o possível para bloqueá-lo, usando minha arma ou braço livre como um ‘’escudo’’ para que o movimento ofensivo não me atinja. Tendo sucesso ou não, tentaria identificar o atacante, caso eu identifique, partiria para cima dele tentando acertar-lhe uma porretada vertical na sua parte superior do corpo, caso não identifique, apenas ficaria em posição de guarda com qualquer arma que eu estiver usando no momento, e comandaria para Hakuei:

- Hakuei! vigie minhas costas! - ordenaria, com uma entonação grave, mas ainda mantendo meu temperamento calmo.

Também faria essa mesma coisa caso eu não consiga ver o ataque se aproximando, e não seja capaz de identificar o atacante.


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MensagemAssunto: Re: O Flagelo de Lvneel   O Flagelo de Lvneel EmptyTer 15 Maio - 17:37

Depois daquela surpreendente, e completamente inesperada cena, Hakuei apenas ficou com sua boca, estupefata, olhando para Jurgen, que também tentava entender o que havia acabado de ocorrer. Por alguns segundos, apenas o vento uivando podia ser ouvido, ambos os piratas sem reação frente às habilidades incríveis daquela velha. Claro, porém, o gigante não acreditava nelas; ninguém seria mais forte que ele a esse ponto. Mas a neve começava a se acumular sobre os ombros do lanceiro, e o frio começava a tomar do seu corpo, congelando-o lentamente. Se ele não se movesse, logo viraria um belo bloco de gelo. Logo, ele se ergueu, levando sua companheira para o topo de seu ombro novamente, andando até o navio que já estava atracado de maneira segura, balançando apenas levemente.

Ele seguiu até o capitão do navio, que estava sob a neve, de camiseta regata, como se estivesse em uma praia tropical; ele apoiava-se sobre o leme, bebendo uísque direto da garrafa, ouvindo Jurgen com o olhar virado no horizonte, sem realmente prestar atenção no gigante. Ele estava bêbado demais para se concentrar em qualquer coisa. Mas, mesmo assim, ele respondeu, apontando para uma montanha ao longe:

É só seguir aquela montanha... aquela montanha que você chega lá. Hic.

Então o gigante se afastou, andando pela floresta com Hakuei sobre seus ombros: ele balançava e quase derrubava a vegetação à sua volta, criando uma trilha de destruição e desmatamento sobre a neve. Aproveitamento toda a baderna que ele causava, ele pegou um pequeno tronco que poderia lhe servir de porrete improvisado, se a necessidade viesse. Por vários minutos ele seguia a montanha, a cabeça acima da copa das árvores lhe permitindo uma boa visão do seu objetivo. Porém, ele não podia ver o que estava abaixo de si: a folhagem branca bloqueava seu olhar do solo, assim como a de Hakuei, sobre seus ombros. Andando, de uma certa forma, cegamente, Jurgen pôde ouvir uma voz branda e firme, mas fraquíssima, vinda logo abaixo dele:

Parado, forasteiro! Identifique-se, e declare suas intenções!

Ao separar as copas das árvores, o gigante podia discernir um destacamento da marinha, trajando sapatos especiais para não afundarem na neve, todos de uniforme e devidamente armados: uns dois carregavam rifles, dois espadas, e um último, aquele que havia falado, e parecia ser o líder, carregava um machado de ferro pesado atrás de suas costas; seu rosto era coberto de todo tipo de cicatriz, seu nariz já tendo sido quebrado múltiplas vezes, e uma listra azul cortava sua face em diagonal. Ele era, visivelmente, um lutador experiente. Eles esperavam a resposta, e, enquanto isso, Jurgen pôde reparar que, em volta dele, várias armadilhas, seja para ursos, seja feitas com fios ou troncos, estavam espalhadas pelo terreno. Quanto mais o silêncio se prolongava, mais os marinheiros ficavam tensos, franzindo suas sobrancelhas e preparando-se para um ataque, ou um contra-ataque.

E, ao forçar bem sua vista, mais ao longe, dentro da floresta, o gigante podia ver a mesma luz de antes, iluminando a poderosa nevasca, suas cores mudando com um show esplendoroso. E ela parecia ficar cada vez mais próxima... assim como, muito provavelmente, a velha.

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MensagemAssunto: Re: O Flagelo de Lvneel   O Flagelo de Lvneel EmptyTer 15 Maio - 20:16

Confronto

Enquanto caminhava, passando desajeitadamente por entre as árvores cobertas daquela maldita neve. Consegui avistar o mesmo brilho que antes emanou do objeto carregado por aquela maldita velha, era uma luz diferente, capaz de iluminar até mesmo aquela tão forte nevasca. Liguei os pontos e deduzi que era ali mesmo o lugar onde aquela velha se encontrava, após isso, a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi alcançá-la e tomar de vez aquele item tão precioso que ela carregava, mas além disso eu também precisava ir até a vila para conseguir as coisas de que preciso, como meu escudo e uma melhor arma, porém eu não tive tempo para pensar nisso, pois logo fui capaz de escutar uma fraca voz vinda de algum lugar abaixo de mim.

Era uma patrulha de marinheiros, contei cinco no total, ou melhor, um grupo de insetos vestindo uniformes da marinha, insetos prontos para ser esmagados por mim caso continuassem a me desafiar daquele jeito. Eles exigiam saber quem eu sou, e quais as minhas intenções, eu permaneceria em silêncio por alguns instantes encarando-os impassível, então falaria em um tom estóico e firme:

- Meu nome é Jurgen E. Rutherford. - Declararia friamente, sem mover um músculo que não os da boca, e então continuaria, ainda imóvel. - E minha intenção no momento é que vocês, insetos da marinha, saiam da minha frente para que eu possa seguir meu caminho, embora não teria problema em esmagar todos vocês caso não o façam. Se livrar de cinco formigas não é problema algum para um dragão.

Eu também havia notado que haviam dois atiradores e um que portava um grande machado, aparentemente o líder. E que haviam várias armadilhas de urso espalhadas pelo chão, o que poderia dificultar a minha movimentação por causa do meu tamanho, isso, aliado a presença de dois atiradores, talvez pudesse me custar alguns segundos a mais de batalha, mas eu não tinha tempo a perder. Logo, minha mente estratégica foi capaz de criar a melhor maneira possível de encarar aquela situação. Depois do que falaria, com certeza eles iriam tentar me matar ou no mínimo me prender, por isso também precisaria deixar Hakuei a par desse plano.

No caso deles saírem, continuaria meu caminho sem nunca olhar para outra direção além da frente, enquanto pensaria a respeito de o que fazer dali em diante. Caso os marinheiros não saíssem do caminho ou demonstrassem mais hostilidade, eu viraria para Hakuei e tentaria instruí-la o mais rápido possível.

- Vá atrás dos atiradores, distraia-os e faça com que não se foquem em mim. - Ordenaria, sem nunca perder minha frieza. - Eu me certificarei de que os outros insetos não a atrapalhem.

Eu já havia enfrentado esses cães do governo várias vezes, como em Micqueot. E nunca vi absolutamente nada de especial neles, não passam de formigas. Eu estaria confiante: ‘’Aquela batalha não durará muito tempo, e nem mesmo aquele que parece ser o líder tem qualquer chance contra mim. Tenho certeza.’’, pensei, mas sem alterar minha expressão.

Então, eu me inclinaria para facilitar a descida da jovem, e então eu esperaria alerta até que ela inicie sua investida contra os atiradores, caso algum marinheiro me ataque de qualquer forma, tentaria bloquear com o porrete improvisado, caso não fosse possível, tentaria aguentar os danos usando minha resistência acentuada. Em seguida, caso o atacante estivesse ao meu alcance, desferiria uma série de porretadas furiosas em sua direção, com o objetivo de acertá-lo e causar ferimentos de qualquer forma possível, atacaria com porretadas horizontais, verticais, de qualquer forma que fosse mais provável acertar meus alvos, mas sempre tentando se mover o mínimo possível por causa das armadilhas.

Caso ninguém me ataque dentro do meu alcance, além de tentar bloquear e resistir aos golpes, eu avançaria na direção dos marinheiros com armas corpo a corpo, incluindo o líder do grupo, se algum deles tentar interceptar Hakuei em sua investida contra os atiradores, eu também avançaria sobre eles, e tentando evitar armadilhas, tentaria acertá-los com uma grande porretada em arco na horizontal, com o objetivo de acertar mais de um inimigo de uma vez. Caso isso não seja o suficiente para derrubá-los, continuaria com uma série de porretadas violentas, buscando apenas causar ferimentos.

Se por acaso eu percebesse o líder avançando sobre mim, tomaria mais cuidado, deixaria com que fizesse o primeiro ataque, e então tentaria aparar seu golpe com meu tronco improvisado, tentando resistir aos danos caso receba o golpe. Conseguindo ou não bloquear o movimento, eu imediatamente inciaria uma ofensiva e desferiria uma barragem de porretadas furiosas, buscando acertar o líder em qualquer parte do corpo que eu puder, caso ele tente esquivar ou bloquear, continuaria batendo e batendo até acertar, ou que não fosse mais possível. Também tentaria resistir a toda a dor e continuar batendo até onde fosse possível aguentar.

Caso eu fosse desarmado ou meu porrete fosse inutilizado em algum ponto durante a luta, eu agarraria o corpo de algum marinheiro pelas pernas, vivo ou morto, e usaria-o como mais um porrete improvisado, desferindo séries de porretas sem um pingo de empatia, como se ele tivesse o mesmo valor de qualquer porrete de madeira.

Tentaria deixar algum dos marinheiros vivo, não o líder, esse eu atacaria com toda a violência para matar e para tentar fazer com que ele não conseguisse fugir. Caso de fato algum dos marinheiros sobreviva, eu verificaria se ele estaria consciente, caso não esteja eu daria um pequeno chute apenas no intuito de fazê-lo acordar. E então declararia:

- Meu nome é Jurgen E. Rutherford, eu sou aquele que irá destruir por completo a marinha, e que aniquilará por completo o governo mundial, seus integrantes, e qualquer um neste mundo que os apoie! - Declararia com uma voz alta e possante, mas ainda sem perder minha compostura, tentando também intimidar o marinheiro o máximo possível. - Agora vá, fuja e espalhe isso para todos os seus superiores, quero que a marinha saiba exatamente o que está para vir.

Caso o marinheiro não queira fugir ou tente lutar, desferiria mais uma série de porretadas até tirar de vez sua vida. Se ele não estiver em condições de fugir, apenas deixaria-o aí e perguntaria se algum deles possuía um den den mushi, caso sim, pediria para Hakuei procurá-lo nos corpos e ligá-lo para que eu fale com qualquer um que esteja do outro lado da linha, e que provavelmente seriam os superiores da marinha. Caso ela consiga, eu falaria:

- Sua pequena patrulha jaz destruída, e alerto que qualquer outro marinheiro que entrar no meu caminho terá o mesmo destino. Meu nome é Jurgen E. Rutherford, e eu sou aquele que irá destruir por completo a marinha, que aniquilará por completo o governo mundial, seus integrantes, e qualquer um neste mundo que os apoie! - Declararia com uma voz alta e possante, mas ainda sem perder minha compostura, tentando também intimidar o marinheiro o máximo possível.

Caso não tenha nenhum marinheiro vivo, ou isso não seja possível por algum motivo, eu refletiria por alguns instantes sobre para onde ir, e chegaria a decisão de que eu deveria ir até a velha para pegar o que é meu por direito incontestável. Então, procuraria a luz e seguiria ela sem olhar para trás caso ainda esteja a vista. Caso não, seguiria a montanha que o capitão do barco havia indicado anteriormente.


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MensagemAssunto: Re: O Flagelo de Lvneel   O Flagelo de Lvneel EmptySeg 21 Maio - 14:32

O vento ficava cada vez mais forte, balançando os galhos de um lado para o outro violentamente, arrancando alguns bruscamente, e lançando-os para longe a uma velocidade perigosa e assustadora. E a situação em que Jurgen havia se posto também não era nada reconfortante; frente a frente com um destacamento de marinheiros, era óbvio que o gigante não escolheria o caminho pacifico. Logo após a requisição, ou melhor, o comando do capitão daquele grupo, o lanceiro retrucou, sua voz carregada de ira e de insultos. Aquilo, claramente, além daquele desafio deliberado, iria causar uma luta a estourar. Hakuei desceu dos ombros do gigante, escorregando pelo seu braço até a neve, o que foi... bem, um erro. Assim que ela aterrissou, ela afundou até o torso, sem conseguir se mexer direito, imobilizada pela espessa camada de neve. Ela não conseguia sair daquele buraco em que se enfiou, apenas erguendo seus braços em sinal de rendição; ela não poderia fazer nada soterrada daquele jeito.

O capitão logo começou a avançar na direção de Jurgen, brandindo seu machado com orgulho. Ele ergueu seu braço esquerdo, o livre, dizendo aos seus homens, com um sorriso convencido no rosto:

Homens, deixem esse para mim! Ainda tenho que adicionar um gigante na minha lista, heh.

O homem começou a correr na direção de Jurgen, enquanto os seus subordinados algemavam e prendiam Hakuei devidamente. O gigante estaria sozinho nesta luta, pelo visto. O capitão saltou para um galho da árvore, escalando quase como um macaco, e começou a pular de um lado para o outro, até chegar na copa de um eucalipto próximo de Jurgen. Ali, ele se preparou por uma fração de segundo, antes de saltar na direção do gigante, seu machado de ferro pesado logo atrás dele, pronto para desferir o primeiro golpe. O lanceiro ergueu seu porrete improvisado, visando bloquear o golpe... mas, obviamente, não deu certo. Jurgen não era proficiente com a arma o suficiente para usa-la bem, além de ela ser feita de madeira.

O machado cortou pelo tronco com uma certa dificuldade, o capitão tendo que forçar seus braços por alguns segundos que pareciam passar em câmera lenta. Em alguns momentos, Jurgen podia ter certeza que ele ia ficar preso na madeira; mas a lâmina acabou por atravessar o material, por sorte desviando a arma para o lado no processo; se isto não houvesse ocorrido, este gigante teria um crânio dividido em dois. O capitão, sem controle de sua trajetória enquanto estava no ar, conseguiu plantar seu machado no ombro do brutamontes, cortando músculo e cartilagem, até atingir o osso. Mas logo o capitão teve que retirar sua arma e saltar de volta ao solo, desviando de um golpe do resto de porrete de Jurgen. Ele caiu na neve fofa, sem tomar muito dano, e sem afundar, graças aos seus calçados apropriados. Todo seu braço direito estava coberto de sangue do gigante, e seu sorriso apenas aumentava, enquanto ele abria os braços, em sinal de desafio, enquanto dizia:

Que pena, grandalhão! Antes de ir para a marinha, eu era lenhador! Hahahah, vamos! Eu esperava mais de sua raça!

Aquele homem tinha, bem visivelmente, um espírito de guerreiro inegável, sempre buscando gloria e caçando feitos cada vez maiores. O gigante recuou de alguns passos barulhentos, sentindo seu ombro latejar fortemente. A ferida havia sido bem profunda e dolorosa. Mas ele logo se recompôs, e continuou a bater repetidamente contra o capitão, de maneira bem desorganizada e desajeitada; ele não podia lutar bem com um porrete, muito menos com um meio-porrete, ao ponto de derrotar aquele marinheiro que parecia não ser nenhum recruta qualquer. O seu adversário, sem muitas dificuldades, desviou dos golpes sem erro, recomeçando sua escalada até a copa de uma das arvores, para desferir mais um ataque. Os espadachins afastavam Hakuei do campo de batalha, para evitar que ela se liberasse ou atrapalhasse o capitão, enquanto os atiradores já preparavam seus rifles para atacar o gigante. Jurgen estava em uma situação ruim, com o homem desviando de seus ataques e indo de galho em galho de um lado, e com os marinheiros lutando a distância de outro.

Além do mais, a luz da velha se aproximava cada vez, já podendo ser visível por todos, até de dentro da floresta. Restavam apenas alguns segundos para que ela chegasse na zona da luta, provavelmente.

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MensagemAssunto: Re: O Flagelo de Lvneel   O Flagelo de Lvneel EmptyQui 24 Maio - 10:58

Confronto 2

O marinheiro do machado era mais rápido do que eu esperava, não só foi capaz de esquivar-se dos meus golpes, como conseguiu desferir um golpe razoavelmente forte em meu ombro, golpe esse que não passou de pura sorte da parte dele, não era possível que eu tivesse cometido um erro ou ele simplesmente fosse mais rápido, ele teve uma sorte grande e isso não se repetiria, eu não permitiria que isso se repetisse. Afinal, eu sou o homem que irá transformar o governo em uma montanha de escombros e cadáveres.

- Humpf! parece que você conseguiu dar um golpe de sorte - Provocaria em um tom debochado, enquanto voltaria para posição de combate. - Mas não se preocupe, me certificarei de que isso não se repita.

Verifiquei também que os atiradores estavam prestes a atirar em mim, porém eu não via nenhum caminho para neutralizá-los antes de cuidar do homem do machado, então decidi que iria ter que aguentar os tiros que viessem em minha direção, minha prioridade era cuidar do líder deles.

Então, eu me ajoelharia e afundaria minha mão do porrete na neve, deixando a arma cair, e olharia fixamente para o marinheiro do machado.

- Você conseguiu acertar um golpe devido a sua sorte. - Olharia fixamente para ele, enquanto falava em um tom provocativo. - Por que não tenta acertar mais um?

Dito isso, ficaria atento aos movimentos dos marinheiros, caso o do machado fosse o primeiro a atacar, por terra ou pulando pelos galhos das árvores, eu cataria um grande punhado de neve com minhas mãos de gigante, e quanto ele viesse em minha direção para atacar e estivesse em uma distância curta para minha altura,, atiraria a neve em sua direção com o objetivo de desorienta-lo, e então buscaria meu meio-porrete e tentaria desferir mais quantas porretadas me fossem possível, tentando aguentar a dor de ataques dos atiradores ou do resto dos marinheiros. Tentaria mesmo que me fosse acertada outra machadada, faria o possível para bloqueá-la com o braço ou o resto do porrete, mas também tentaria ao máximo aguentar o dano caso possível e continuar batendo.

Caso eu consiga vencer a luta ali, Tentaria deixar algum dos marinheiros vivo, não o líder, esse eu atacaria com toda a violência para matar e para tentar fazer com que ele não conseguisse fugir. Caso de fato algum dos marinheiros sobreviva, eu verificaria se ele estaria consciente, caso não esteja eu daria um pequeno chute apenas no intuito de fazê-lo acordar. E então declararia:

- Meu nome é Jurgen E. Rutherford, eu sou aquele que irá destruir por completo a marinha, e que aniquilará por completo o governo mundial, seus integrantes, e qualquer um neste mundo que os apoie! - Declararia com uma voz alta e possante, mas ainda sem perder minha compostura, tentando também intimidar o marinheiro o máximo possível. - Agora vá, fuja e espalhe isso para todos os seus superiores, quero que a marinha saiba exatamente o que está para vir.

Caso o marinheiro não queira fugir ou tente lutar, desferiria mais uma série de porretadas até tirar de vez sua vida. Se ele não estiver em condições de fugir, apenas deixaria-o aí e perguntaria se algum deles possuía um den den mushi, caso sim, pediria para Hakuei procurá-lo nos corpos e ligá-lo para que eu fale com qualquer um que esteja do outro lado da linha, e que provavelmente seriam os superiores da marinha. Caso ela consiga, eu falaria:

- Sua pequena patrulha jaz destruída, e alerto que qualquer outro marinheiro que entrar no meu caminho terá o mesmo destino. Meu nome é Jurgen E. Rutherford, e eu sou aquele que irá destruir por completo a marinha, que aniquilará por completo o governo mundial, seus integrantes, e qualquer um neste mundo que os apoie! - Declararia com uma voz alta e possante, mas ainda sem perder minha compostura, tentando também intimidar o marinheiro o máximo possível.

Caso não tenha nenhum marinheiro vivo, ou isso não seja possível por algum motivo, eu refletiria por alguns instantes sobre para onde ir, e chegaria a decisão de que eu deveria ir até a velha para pegar o que é meu por direito incontestável. Então, procuraria a luz e seguiria ela sem olhar para trás caso ainda esteja a vista. Caso não, seguiria a montanha que o capitão do barco havia indicado anteriormente.


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