One Piece RPG
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
InícioBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se
Últimos assuntos
» Escaping Mean! Run Ria, Run!
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor Milabbh Hoje à(s) 02:29

» [LB] O Florescer de Utopia III
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor Vincent Hoje à(s) 01:08

» As mil espadas - As mil aranhas
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor jonyorlando Hoje à(s) 00:42

» Noskire M. Hughes
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:28

» Yami Sukehiro
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:22

» Yami Sukehiro
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:21

» [Ficha] Kuze Kyoji
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor ADM.Senshi Ontem à(s) 23:43

» Vivian Strongwill
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor ADM.Senshi Ontem à(s) 23:37

» The One Above All
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor CrowKuro Ontem à(s) 23:18

» II - Growing Bonds
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor Vincent Ontem à(s) 22:41

» Busca Implacável
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor GM.Noskire Ontem à(s) 22:07

» Do ferro ao aço
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor Anjodk Ontem à(s) 21:42

» 1º Ato - O Despertar
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor Chaitanya Mahaprabhu Ontem à(s) 21:39

» MINI - Abraço de Urso
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor TheJoker Ontem à(s) 20:34

» ブルーベリーパイ ~ Blueberry Pie
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor Skÿller Ontem à(s) 20:24

» Fanalis B. Ria
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor GM.Noskire Ontem à(s) 20:19

» Enuma Elish
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor GM.Furry Ontem à(s) 20:12

» 1º Cap: O começo de uma grande aventura
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor JaponeisLK Ontem à(s) 19:54

» Vamos nos aventurar! Anjinhas me aguardem...
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor Pippos Ontem à(s) 19:53

» Unidos por um propósito maior
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Emptypor AoYume Ontem à(s) 18:02



------------
- NOSSO BANNER-

------------

Naruto AkatsukiPokémon Mythology RPG
Naruto RPG: Mundo Shinobi
Conheça o Fórum NSSantuário RPG
Erilea RegionRPG V Portugal
The Blood OlympusPercy Jackson RPG BR
A Song of Ice and FireSolo Leveling RPG
Veritaserum RPGPeace Sign RPG

------------

:: Topsites Zonkos - [Zks] ::


 

 O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3  Seguinte
AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

Créditos : 53
Warn : O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 10010
Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
Idade : 26
Localização : 1ª Rota - Karakui

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptyDom 29 Abr 2018, 13:44

Relembrando a primeira mensagem :

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Sven Bjarke Koza. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Ficha | Aventura

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Olá Convidado, seja bem-vindo ao One Piece RPG.
Links para ajuda: Regras | Mudanças Importantes | Crie seu Personagem | Mini-Aventuras
Voltar ao Topo Ir em baixo

AutorMensagem
Meursault
Agente em Treinamento
Agente em Treinamento


Data de inscrição : 28/01/2018

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptyTer 08 Maio 2018, 15:20

Improba vita, mors optabilior


Até conseguir fazer Alice retornar em segurança aos braços da mãe, Sven achava o heroísmo algo idiota, nunca conseguiu entender o que levava certos homens a abandonarem suas famílias, seus sonhos e sacrificar seu tempo e segurança por pessoas que nem conheciam. Sua religião dizia que o homem era naturalmente mau, assim sendo, lutar contra essa natureza perversa era uma nobre virtude, mas devotar a vida para ajudar os outros era algo altruísta demais para cativar sua atenção, vontade ou desejo. Cercado pela presença fúnebre das chamas e sentido os resultados de suas escolhas imprudentes em seu próprio corpo, o espadachim se sentia surpreendentemente feliz, se fosse totalmente sincero consigo mesmo, saberia que a última vez que conseguiu sorrir tão verdadeiramente foi antes da morte de sua mãe. Apesar das consequenciais sofridas, a imagem de Alice nos braços da mãe junto com o carinho e admiração das pessoas que o rodeavam fazia tudo valer a pena, talvez bancar o herói de vez em quando não fosse algo tão idiota assim.      

O encontro com o ferreiro era um tanto quanto melancólico, homens que perderam tudo o que tinham, ou ao menos acreditavam ter perdido, sabem se reconhecer sem muita dificuldade, ao observar aquele senhor, Bjarke sabia que sua dor era verdadeira. Suas mãos inseguras e suas lágrimas inevitáveis não eram, nem de perto, o suficiente para representar a dor que deveria estar sentindo. Se cada homem fosse uma árvore é a tristeza fosse um machado afiado, o artesão desesperado seria um toco, que teve toda a seiva extraída de forma cruel e foi privado de qualquer contato com o sol. Sven via naquele homem um reflexo de si mesmo, em tempos passados, de forma que era impossível não sentir empatia e se comover, mesmo que um pouco. Já com a posse da espada, o médico levaria a mão esquerda até o ombro direito do velho desolado. - Senhor, eu não vou em busca de vingança. - Seus olhos fitariam o rosto do ferreiro, sua feição passaria seriedade e sua voz estaria em um tom mais ameno que o normal. - Meu pai me ensinou que quando um homem parte em busca de vingança, deve cavar duas covas. Eu vou atrás de justiça. - O jovem sabia que um bom médico não tratava apenas dos males do corpo, já que eram os sentimentos que costumavam causar as mais profundas feridas. - Não se sinta mal por nada, não importa o que digam, você é uma vítima como todos os outros. - O espadachim daria as costas para o artesão e caminharia em passos lentos, mas, após avançar poucos metros, pararia e diria, sem virar o rosto. - É uma boa espada, você ainda vai forjar muitas como essa. - Partiria, sem esperar uma resposta.

Enquanto caminhava até os homens de Lvneel, Sven pensava sobre sua nova lâmina, que era muito mais pesada que a anterior, já que, além de seus desejos, carregava os sentimentos de todos aqueles que tiveram sua vida arrasada pelo Incendiário. As recordações tomavam conta de seus pensamentos, de forma que se lembrava dos dias passados com seus irmãos, brincando no convés do navio. Em certos dias, eles eram marinheiros, noutros, caçadores de recompensa, em raras ocasiões, um deles era até mesmo o próprio rei dos piratas. Bjarke sempre achou idiota a prática de dar nome para as armas, mas seus irmãos sempre adotaram tal prática, de forma lúdica, agora, considerava seriamente a possibilidade de nomear aquela lâmina, talvez fazer coisas que antes julgava como estúpidas estivesse se tornando uma prática.  

Depois de considerar alguns nomes, o médico concluía que a melhor forma de se referir àquela arma era como Flamígera. O nome vinha de uma espada bíblica que podia irradiar fogo, a lâmina pertencia a um querubim que foi designado para proteger os portões do paraíso depois da expulsão de Adão e Eva, parecia um nome propício para a situação. Sven já se deparou com uma certa quantia de coisas bizarras, patrulheiros que usavam roupas coladas de cores ridículas no meio da neve, um gorila alcoólatra chamado Macarcos e Roxanne d'Lamour, mas nada se comparava com a espécime que acabara de encontrar, uma mulher que não despertava nem uma mínima fração dos seus instintos mais luxuriosos. O encontro não fora nem um pouco produtivo, o espadachim até cogitou a hipótese de tentar convencer o grupo, mas seu corpo e sua mente não estavam nas melhores condições, assim sendo, dobrar a vontade de homens determinados seria trabalhoso demais, tudo que Bjarke queria era fazer sua lâmina atravessar o coração do ser que causou tanto sofrimento na vida de pessoas completamente inocentes e acreditava que podia fazer isso sozinho, ou melhor, com Yennefer, de forma que deixaria os soldados lidando com os efeitos, enquanto derrotava a causa.

Na medida em que avançava em direção ao barco, Sven podia sentir a fúria crescendo e se enraizando em seu corpo, embora ainda fosse capaz de manter a calma. Chegando perto o suficiente, o espadachim observaria bem a nau, procurando por homens no mastro e no convés. A vontade de atear fogo na embarcação era grande, aos pensamentos do médico, soava como justiça divina, mas não sabia se existiam inocentes ou reféns no navio, a dúvida era o suficiente para trazer cautela em suas ações. O homem tomaria certo tempo para planejar suas ações e, em seguida, compartilharia seus pensamentos com Yennefer. - É impossível saber quantos estão no navio, é impossível saber se tem algum deles lá na verdade, a única certeza é que eles precisam da embarcação pra fugir, qualquer dano já é lucro pra gente. - Um sorriso malicioso acompanharia as últimas palavras. - Embarcamos, deixamos o navio impossível de se manobrar e depois matamos todos eles, na minha cabeça parece um plano perfeito, o que acha? - Bjarke não esperaria por uma resposta, simplesmente caminharia até o pedaço de madeira sem leme.

Se fosse capaz de notar alguma presença no convés ou nos mastros do navio, o espadachim revelaria a presença do inimigo para a arqueira. - Espero que a mira esteja em dia, duvido acertar aquele ali. - Diria, enquanto apontava para o alvo com o dedo indicador da mão direita. Na hipótese perfeita, a flecha disparada por Yenn levaria a morte até o pirata, impedindo que ele alertasse seus aliados, se tudo desse errado, o alvo alertaria seus companheiros e Sven teria o duelo que desejava. Se o convés e os mastros estivessem livres, ou preenchidos com inimigos que não tivessem notado a presença da dupla, o médico tentaria subir na embarcação, procurando por escadas de corda na lateral do navio. Subindo com sucesso e fora da vista de qualquer adversário em potencial, Bjarke usaria sua espada para cortar as cordas que ligavam o mastro ao convés, não tinha ideia do que cada uma delas faria separadamente, mas sabia que, na pior das hipóteses, daria algumas horas de trabalho aos homens do Incendiário, se um dia fizessem reparos.

Caso a situação no convés estivesse sob controle, Sven procuraria a escada que desceria até os níveis inferiores da nau, mas não passaria por ela, apenas se posicionaria ali, não permitindo que nenhum homem dentro da embarcação passasse para fora, garantindo também a vantagem de ter o terreno alto no primeiro embate, além do fato do espaço criar um efeito de funil, não permitindo que fosse atacado por muitos inimigos ao mesmo tempo. - Atire primeiro, faça perguntas depois, se algo der errado, corra. - Sussurraria para Yennefer, com um sorriso no rosto.  

Bjarke adotaria uma postura de combate que levava em conta seus ferimentos, geralmente utilizava sua espada com apenas uma das mãos, para melhorar seu alcance, mas, devido ao ombro deslocado, seguraria o cabo da lâmina com ambas as mãos, visando maior força e precisão. Seu pé direito ficaria à frente do esquerdo, de forma que seria usado no caso de avanço ou recuo, em um primeiro movimento, enquanto o pé do calcanhar ferido apenas apoiaria. Sua arma criaria uma distância entre o espadachim e o inimigo, já que estaria inclinada de forma que a lâmina ficaria rente ao centro do seu corpo, mas deslocada diagonalmente, mais perto de uma linha horizontal que de uma vertical. - Vai, faz a fila e vem um de cada vez!. - Gritaria, para qualquer um que quisesse ouvir, esperando que algum inimigo aparecesse para avançar.

Na hipótese de um combate eclodir, Bjarke esperaria o movimento de seu adversário, lutando de forma reativa. No caso de um corte ou golpe de concussão horizontal ou diagonal, pela esquerda ou pela direita, o médico tentaria posicionar sua espada entre a trajetória do golpe e seu corpo, segurando o cabo da lâmina firmemente com ambas as mãos, se realizasse o bloqueio com sucesso, forçaria a arma inimiga contra a direção em que o golpe foi feito, tentando dificultar a recuperação e abrir a guarda do inimigo. Na condição de ter seu corpo alvejado por uma estocada, em qualquer altura, Sven daria um passo para trás, aumentando a distância do golpe, para em seguida golpear a arma do inimigo com sua lâmina, brutalmente, tentando deixar o atacante desprotegido enquanto neutralizava a ofensiva. Se um golpe viesse de forma vertical, tanto de baixo para cima quanto de cima para baixo, o espadachim tentaria esquivar, fazendo seu corpo pender para o lado mais oportuno, deixando assim arma inimiga passar, sem causar qualquer dano, quando o movimento da arma fosse finalizado, golpearia o instrumento, tentando abrir a guarda do atacante. Realizando qualquer um dos movimentos com sucesso, aproveitaria a vantagem do terreno alto e saltaria contra seu adversário, usando o peso de seu corpo como uma vantagem enquanto tentava fincar a ponta de sua nova espada em qualquer ponto do tronco do inimigo, no movimento da queda. Se existissem mais inimigos atrás do homem que sofreu a investida, provavelmente seriam derrubados pelo movimento. Na hipótese de se deparar com um atirador, confiaria nas habilidades da arqueira para neutralizar o problema. De toda forma, se não encontrasse o incendiário, gritaria. - Apareça verme, você teve bastante coragem para destruir a vida de velhos, mulheres e crianças, espero que não fuja agora, as coisas vão começar a ficar divertidas. - O médico sentia o mais puro desprezo e repúdio em relação ao procurado, mas não deixaria que seus sentimentos prejudicassem suas ações, de forma que tentaria se manter atento e em guarda durante todo o tempo.    

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Histórico Bjarke:
 



Última edição por Bjarke em Seg 14 Maio 2018, 01:19, editado 2 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário
Luizatomita

Créditos : 30
Warn : O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 10010
Feminino Data de inscrição : 26/02/2018
Idade : 26

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptyQua 09 Maio 2018, 16:18


NARRAÇÃO
Broked Bones and Wild Spirit
A vingança é um prato que se come frio, Sven sabia disso e ao passar por toda a situação de resgate, sentia-se de certa forma um herói e ao contrário do velho ferreiro, marcado pela tristeza, o jovem espadachim sabia o que procurava, justiça. Agradeceu ao homem pela lâmina, o incentivou. Heróis podem ser raros, mas no coração daquele velho, Sven era um, não só por ter salvo a vida de uma garotinha, mas por ter-lhe mostrado que mesmo em situações como aquela, havia esperança de um futuro melhor.

O jovem assim como de costume, nomeou sua nova espada. Flamígera era agora sua nova companheira. O hábito de nomear tais armas vinha desde sua infância e Sven continuou com a tradição até a vida adulta, gostava disso, era algo que carregaria consigo para sempre em seu coração. Yennefer andava ao lado do rapaz, quieta até conversarem com a Capitã da guarda que fazia a operação de combate ao incêndio. Ela olhou para a mulher e após ouvir suas palavras olhou para Sven e dissera num tom de deboche: - Haha imagine uma mulher dessas na cama, provavelmente o marido é que é a ‘’esposa’’ dela. - A risada sarcástica de Yenn ia se dissipando enquanto os dois andavam em direção ao único navio ancorado no porto.

O vento gelado, o som do mar, nada disso importava para o jovem Sven. Estava furioso e determinado a acabar com todo aquele show, precisava fazer justiça para aquelas pessoas, não podia permitir que vidas fossem destruídas por algo fútil como uma peça de um mastro… Faria o que fosse necessário para isso. Aproximou-se do barco junto a sua companheira. Não havia ninguém que pudesse ser avistado ali. O barco parecia um navio fantasma, estava silencioso até demais… As velas presas assim como as amarras. Sven logo bolava um plano em sua mente e o compartilhou com Yennefer. - Está muito quieto Sven, os piratas podem estar escondidos nas cabines… Eles usavam drogas não é? Talvez até estejam se drogando. - Ela dissera seriamente para o rapaz.

Ambos logo encontraram uma corda que descia do mastro principal da embarcação. Não havia escada ali e ambos tiveram que subir por uma corda para adentrarem o navio. O Incendiário era um homem explosivo mas não era burro assim como seus homens. E após Sven e Yen colocarem os pés no navio, ambos ouviram uma risada cínica e sinistra vindo dos andares inferiores do navio. Sven, logo tomou a iniciativa e se posicionou junto a escada que ligava o convés ao andar inferior, se os homens quisessem sair, precisam passar por ali. A risada não cessava e Sven sentiu um arrepio enorme passar por todo o seu corpo.

Yenn procurou se posicionar atrás de Sven, apontando o arco para baixo, na esperança de acertar os inimigos antes mesmo que conseguissem se aproximar dali. Ela sabia que seu companheiro estava muito ferido desde  o salvamento de Alice, tentaria ao máximo acertar flechas nos piratas antes mesmo deles chegarem perto de Sven. O rapaz pôde vê-la ao seu lado, agachada apontando sua flecha para a escada.

Estava escuro e somente um lampião no local iluminava a escada o corredor e a porta de maneira que separava os ambientes. Sven adotou uma postura de luta diferente pois os ferimentos que havia tratado não podiam ser forçados a piorarem. Segurando a espada com as duas mãos, conseguiria mais precisão em seus golpes e buscava o centro de equilíbrio de seu corpo, apoiando o peso dele na perna mais forte, a direita. A espada era longa, pesada e nas condições atuais de seu corpo, seu peso parecia ainda maior de se carregar. Perdeu um pouco de mobilidade com sua postura, mas era necessário.

Posicionados e de coração na garganta, os dois jovens esperavam os passos que vinham dos andares de baixo do navio. Yenn suava frio e sentia as mãos molhadas enquanto segurava o arco ea flecha. A tensão antes da batalha, nunca sabiam o que poderia vir. O medo e a aflição logo foram deixados de lado quando o primeiro pirata apareceu para ambos, abrindo a porta que ligava a escada ao armazém. Sem pensar duas vezes, Yenn disparou sua flecha que acertou o ombro de um pirata. Seis piratas haviam ali. Sven gritou para eles e logo a batalha havia começado. Em meio as flechas de Yenn, os homens subiam pela rampa ao encontro de Sven.

O primeiro inimigo a se aproximar estava com a flecha no ombro. Sven tentou mirar o local, para desarmá-lo. A espada do homem passou por perto de si e com um passo para trás, Sven segurou seu ataque. Os dois se encararam enquanto Yenn voltava a atirar flechas para o restante dos inimigos. O sangue nos olhos de seu inimigo não era normal. Os olhos avermelhados só podiam indicar que haviam consumido drogas anteriormente. As atitudes dos homens eram estranhas, embora estivessem com sede de sangue e fossem para cima com tudo, estavam desordenados e aparentemente as flechas de Yenn e os cortes de Sven mesmo que fossem doloridos a pessoas normais, para os piratas não significava nada. Eram como zumbis drogados.

Sven percebendo tal atitude, logo começou a tomar uma postura mais ofensiva, precisava machucar para matar. Seus golpes passaram a ser mais direcionados em pontos vitais quando conseguia. Acertou o primeiro homem na barriga, rasgando-lhe a carne e fazendo o mesmo cair pela escada, derrubando um outro pirata enquanto seu corpo mole e sem vida caia. O cheio de sangue rodeava o ambiente e logo o segundo homem na escada avançou para cima de Sven.

O segundo era um pouco mais ágil e conseguiu acertar o rapaz com sua espada, fazendo-lhe um corte no braço esquerdo na altura dos ombros. Ao sentir o corte em si, Sven recuou um pouco, dando espaço para que um dos homens lá embaixo que estava armado com uma escopeta atirasse em Yenn. A mulher recuou, o tiro havia pego em seu braço direito. O gemido de dor dela fez Sven ficar mais puto ainda. Em um golpe rápido, acertou a jugular de seu inimigo, cortando-lhe do pescoço ao peitoral. Com um chute, derrubou-o para baixo. Ainda restavam dois homens, pois um Yenn havia matado a base de flechas.

A Atiradora segurava o braço machucado para estancar o sangue. Ela olhou para Sven e dissera: - Eu estou bem, me dê um segundo. - Ela logo pegou o arco e com sua mira precisa, acertou o homem que avançava para cima de Sven. A flecha atravessou o olho do pirata, fazendo-o cair no chão, morto. O último homem que estava com a escopeta, ao ver a chacina que havia acontecido, correu para da onde havia saído. Uma sala que parecia ser o armazém do navio. Sven, com sua fúria gritou: - Apareça verme, você teve bastante coragem para destruir a vida de velhos, mulheres e crianças, espero que não fuja agora, as coisas vão começar a ficar divertidas. - O ódio em sua voz, por ver sua amiga ferida e o repúdio que sentia eram trovejantes.

O caminho estava aberto, uma trilha de corpos e sangue, ao fundo a risada maléfica voltava a atuar até se transformar em palavras: - Venha seu inútil… Eu estou esperando você vir pra mim hahaha. - A risada assustadora continuava. O lampião do corredor continuava acesso e o cheiro de sangue inundava o ar, mas nada que Sven pudesse sentir.



Histórico Bjarkinho nosso amiguinho:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]


Última edição por Luizatomita em Qui 10 Maio 2018, 08:51, editado 2 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Meursault
Agente em Treinamento
Agente em Treinamento
Meursault

Créditos : 3
Warn : O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 8010
Masculino Data de inscrição : 28/01/2018
Idade : 23
Localização : Loguetown - East Blue

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptyQui 10 Maio 2018, 00:40

Cor aut mors ♪


Seria uma grande mentira dizer que Yennefer não havia conquistado a afeição de Sven no primeiro instante em que seus olhos se cruzaram, os cabelos negros da moça, que contrastavam com sua pele alva, eram o bastante para despertar o interesse do espadachim, os olhos de cor esmeralda davam o golpe final, fazendo o coração do jovem de refém. Um corpo bem torneado e um belo resto eram o suficiente para despertar um amor incondicional no peito do jovem médico, o evento costumava ocorrer com frequência, provocado por mulheres que davam a sorte de cruzar o seu caminho, com a arqueira não era diferente, ao menos até o momento.

A grande questão do amor, sabia bem o médico, era que as pessoas não costumavam amar umas as outras verdadeiramente, mas sim as imagens que idealizavam de seus próprios companheiros. De início, tudo era lindo, o mundo parecia ficar subitamente mais colorido e todos os problemas que existiam antes da presença dessa pessoa pareciam desaparecer, o sentimento era algo verdadeiramente belo, como uma rosa, mas ao desbravar a história e os segredos de um parceiro, o resultado costumava ser a decepção. Conhecer demais alguém que se amava era um pecado comumente cometido por aqueles que eram ganancioso, como voar muito próximo ao sol com asas de cera.

Com a artista, os efeitos pareciam ocorrer de forma contrária, na medida em que desvendava a personalidade da mulher, Sven se sentia cada vez mais envolvido pelos seus diversos encantos. O que começou como uma relação instigada por esperanças de luxúria acabava por se transformar em uma relação complexa, que envolvia respeito, lealdade e amor. O comentário de Yennefer, que trazia seu lado mais cômico e maldoso à tona, surpreendia o espadachim, mas a reposta estava na ponta da língua, como sempre. - Eu prefiro nem imaginar uma cena dessas. - O jovem fazia uma breve pausa, ponderando se deveria ou não dizer as próximas palavras. - Não conseguiria nem se quisesse na verdade, a única mulher que eu tenho imaginado na cama nos últimos tempos é você. - Provavelmente aquilo soaria como uma piada, embora não fosse, ao menos completamente, então o médico simplesmente sorriria e não tocaria mais no assunto.  

Qualquer pretensão de romance existente contrastava com o momento por que passavam, a embarcação do incendiário, não surpreendentemente, era um lugar extremamente bizarro e os corpos que jaziam no chão tornavam aquele corredor ainda mais mórbido, sombrio e nefasto. Inicialmente, tudo o que o médico era capaz de sentir consistia na adrenalina que corria pelo seu corpo, acompanhada de uma leve sensação de medo, agora, iluminado por um lampião, o homem repensava sobre suas atitudes. Sven foi educado para salvar aqueles que necessitassem de ajuda, mas havia acabado de ceifar a vida de todos aqueles homens, suas ações lhe causavam desgosto. Ao se ver naquele momento, sem camisa, cheio de ferimentos pelo corpo e com as mãos manchadas pelo sangue de seus inimigos, o espadachim se julgava mais uma besta que um homem, mas não gostava dessa sensação, não conseguia sentir nenhum deleite causado pelo frenesi do combate, apenas a amargura de seu final.

Bjarke olharia para os cadáveres daqueles que caíram em combate, sentindo-se responsável por suas mortes, mas sem martirizar-se, já que aprendeu por experiência própria que, as vezes, a melhor forma de salvar um vida era tirando outra. De uma forma um tanto quanto melancólica, o médico levaria os dedos indicador e médio da mão direita até a testa, para depois descerem até o centro do peito, subindo para o ombro esquerdo e finalizando o movimento ao passar pelo ombro direito, fazendo assim o sinal da cruz. - Deus, me perdoe por não perdoar. - Sussurraria para si mesmo. O abatimento não era a única sequela daquele embate, o ombro direito do espadachim ardia devido ao golpe sofrido, o líquido rubro escorria, abrindo caminho pela pele clara que há pouco se livrara da fuligem, mas o ferimento que mais doía não era o seu e sim o de sua companheira.

Sven se sentia tão culpado quanto o homem que puxou o gatilho daquela escopeta, já que, se não fosse por sua causa, a mulher jamais estaria nessa embarcação. Aproveitaria o momento relativamente seguro, já que não estavam cercados por nenhum inimigo, para tratar dos ferimentos de Yennefer. O médico levaria a sua mão direita até o ferimento da arqueira, removendo a mão que tentava estancar o sangue. - Deixe-me dar uma olhada. - Bjarke analisaria o ferimento e, independentemente da gravidade, diria. - Você não está bem, me desculpe, a culpa disso tudo é minha. - O jovem pegaria seu kit médico, encharcaria um algodão com álcool e usaria o mesmo para limpar a ferida de Yennefer. - Vai doer só um pouquinho. - Com o ferimento limpo, analisaria novamente a gravidade da lesão, dando pontos com a agulha e a linha de sutura caso julgasse necessário. O homem finalizaria o processo de primeiros socorros, envolvendo delicadamente o braço da atiradora com uma bandagem, na altura do ferimento. - Acho que isso basta. - Após tratar o ferimento da mulher, Sven dedicaria sua atenção ao corte que sofreu, ministrando os mesmos processos realizados anteriormente.  

Finalizando os cuidados, o médico guardaria seus instrumentos e caminharia até a sua companheira, a imagem da bela mulher ferida abalava os seus sentimentos, de forma que, quando se desse conta, já estaria abraçando Yennefer, envolvendo-a com suavidade e delicadeza enquanto pressionava seu peito contra ela. - Eu te amo. - As palavras saíam de sua boca de forma involuntária. - Descanse, eu vou resolver isso. Não precisa se preocupar, eu vou voltar, prometo. - Diria, com o sorriso costumeiro no rosto antes de se despedir. Bjarke avançaria em passos lentos, com a espada em mãos, buscando levar sua ira até o homem que feriu alguém que ele amava, esse era um pecado que não podia ser perdoado.  

Ao se aproximar do cômodo que abrigava o atirador em fuga, o espadachim se concentraria, não permitindo que seu desempenho fosse negativamente afetado por qualquer emoção, um bom raciocínio era fundamental para lidar bem com aquela situação. A probabilidade de ser alvejado por um disparo assim que a porta oscilasse era grande, as chances de caminhar para uma armadilha eram maiores ainda, mas o desejo de vingança superava qualquer um desses riscos. Bjarke chutaria a porta com violência, esperando abrir um caminho para o cômodo, pelo estado de nervosismo, a probabilidade de seu adversário efetuar um disparo ao primeiro sinal de movimento era grande, então aguardaria um tiro após abrir seu caminho para o local, de forma que buscaria cobertura nas paredes do navio antes de entrar. Existindo ou não tal ofensiva, avançaria, tentando não ficar exposto no caminho, o jovem observaria o ambiente e rumaria até um objeto que fornecesse proteção, se existisse. Sven aproveitaria a janela de tempo de um eventual disparo para se deslocar no armazém e avançar em velocidade contra o alvo, se aproveitando dos obstáculos que pudesse usar no caminho. Durante o avanço, se o inimigo esboçasse qualquer tentativa de reação, o espadachim tentaria esquivar-se do projétil, caindo para um dos lados e tentando retornar para a posição original logo em seguida, se, durante o movimento de esquiva, percebesse que ainda estava na trajetória da ofensiva, tentaria aparar a bala com a lateral de sua lâmina, era improvável, mas a tentativa era melhor do que nada. Se conseguisse alcançar o inimigo, Bjarke golpearia de forma brutal a arma de fogo, fazendo uso de um arco vertical de cima para baixo, enquanto segurava Flamígera com firmeza, tentando deixá-lo desarmado. Obtendo ou não sucesso, cravaria sua espada no abdômen do atirador, fazendo a arma atravessar pele, carne e intestino enquanto segurava o cabo com ambas as mãos. - Dá próxima vez, atire em mim. - Falaria com tranquilidade, observando a condição de seu inimigo. - Pensando bem, acho que não vai ter uma próxima vez. - O médico puxaria a lâmina do ventre de seu inimigo com força e velocidade, forçando-a para baixo no movimento, a lembrança do ferimento de Yennefer dava ainda mais ímpeto para a ação.

Lidando com a ameaça em questão, Bjarke avançaria com cautela pelo resto do andar da embarcação, passando por todos os cômodos existentes, visando confirmar que não existia nenhum outro tripulante naquele nível. Após a busca, desceria ao nível inferior, sendo guiado pela voz do Incendiário. - Você não está cansado de se esconder? Apareça e lute como um homem, ao menos uma vez! - Gritaria, caso não se deparasse com o desprezível ser, obtendo uma resposta, usaria o som para guiar seus passos, caminhando na direção em que as palavras se originaram.   

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Histórico Bjarke:
 


____________________________________________________


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]


Última edição por Bjarke em Seg 14 Maio 2018, 01:20, editado 1 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário
Luizatomita

Créditos : 30
Warn : O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 10010
Feminino Data de inscrição : 26/02/2018
Idade : 26

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptyQui 10 Maio 2018, 09:05


NARRAÇÃO
She’s the One who I love
A paixão é o fogo que queima, que destrói tudo ao seu redor, que toca as pessoas e trás a elas a sensação de combustão na pele. Paixão é perigoso, egoísta e com certeza, passageiro. Sven sabia, sentia os tremores e as angústias de seu coração, mas assim como muitas pessoas, tais sentimentos reviravam sua cabeça, seu ser e as borboletas que haviam em sua barriga eram grandes, batiam suas asas com força, mas sua língua aaah sua língua, continuava afiada como uma navalha.

A resposta do rapaz a Yennefer fizera a garota olhar para o lado, procurando não encara-lo diretamente. Estava acostumada com as investidas do rapaz, mas aquilo havia sido diferente, aquilo deixou-a realmente sem graça. Mesmo que fosse uma piada, a mulher aos poucos começava a se afeiçoar mais e mais pelo companheiro, só faltava um pequeno passo a mais para que as coisas começassem a ficar realmente mais intrigantes entre os dois, mas por hora, a coragem de cruzar a linha era mantida em seus corações em segredo.

A missão  era mais importante no momento e juntos conseguiram superar os obstáculos que haviam em seu caminho, literalmente. O cheiro do sangue e o sabor da vitória eram amargos, o que faz uma pessoa um herói? Salvar vidas inocentes ou ceifar vidas dispensáveis? Ambos provavelmente e Sven sabia disso. O sangue de cinco homens mortos pagaram o de outras naquele porto. Não era vingança, era justiça e com um ato singelo, pediu perdão a Deus, pois havia pecado, um mal necessário na terra para que existisse equilíbrio.

A fuga do último homem abrira uma brecha de tempo para que Sven pudesse tratar a si mesmo e a sua companheira, sem delongar e pensar muito, começou o processo de tratamento na mulher primeiro, afinal, era um bom cavalheiro. Ela o observava, Sven era cuidadoso, uma pessoa atenciosa quando se tratava de feridas e mesmo estando tão machucado, ainda se preocupava mais com os outros que a si mesmo e isso era algo que deixava Yen pensativa. Ele era gentil assim com todas ou só com ela? Não sabia ao certo e seu coração palpitava ao pensar nisso. Ela não era o tipo de garota que precisava de ajuda, sempre se virava, dava um jeito, mas ter Sven ao seu lado, despertava o sentimento de se sentir querida, necessária para alguém.

A ferida da mulher fora tratada assim como a de Sven. Estavam bem agora e num súbito ato não calculado, o rapaz deixara a paixão cobrir a razão em seu coração. O abraço suave, gentil mas ao mesmo tempo caloroso fizeram as faíscas do coração de Yen aumentarem e quando menos percebeu, estava pegando fogo. A sensação do peito queimando, das mãos suadas e o embrulho no estômago, já havia sentido isso antes… Mas agora era diferente, pois ambos sentiam as chamas… Queimavam juntos e sentiam-se completos como um só naquele momento. As palavras do rapaz fizeram os dedos das mãos da garota apertarem mais fortemente o corpo de Sven. Entreolharam-se e pela primeira vez o rapaz viu os olhos verdes de Yen brilharem como uma joia… O olhar de uma mulher apaixonada podia trazer a vida de volta ao mundo e era assim que o rapaz se sentia, vivo.

De todas as coisas que poderia imaginar, todo o futuro, todo o passado, nada se comparava ao que veio a seguir. Os lábios rosados de Yen tocaram os e Sven em um beijo súbito e caloroso. As mãos calejadas pelos anos de arquearia tocaram-lhe a face, deslizando os dedos finos até o topo de sua orelha, tocando os cabelos úmidos e negros em uma carícia delicada e amorosa. Seus corpos, colados um no outro enquanto apoiavam seus joelhos na madeira escura e fria do navio, logo cediam suas forças e desejos a gravidade.

Um arrepio subira por todo o corpo da garota ao sentir aquela madeira gelada em suas costas, ela sentiu o peso do rapaz acima de seu corpo, prendendo-a abaixo de seu corpo. O toque embora não muito macio, era suave, gentil. Os dedos finos e longos de Yen assim como seus braços eram como cobras, que deslizavam sobre o corpo do rapaz, deixando em sua pele branca, rastros avermelhados de paixão. Não conseguiam resistir... Não mais.

Em um ato mais ousado, os lábios quentes de Sven desceram pelo pescoço de sua amada, marcando-lhe a pele branca com um beijo de sucção. Ele não sabia como ela reagiria, mas após ouvir o gemido alto e prazeroso escapando pelos lábios da mulher fez Sven voltar a realidade. Era perigoso, pois ainda não haviam terminado a sua missão. Não podiam fazer aquilo ali... Não nessas circunstâncias.

Entreolharam-se, as faces rubras e sem graça dos dois era o que se pode chamar de impagável, a chama de seus corações abaixava aos pouco, tornando-se brasas quentes e seguras e com certa vergonha pela maneira sem pensar que agira, Sven liberou o corpo de Yen e ambos sentaram-se sobre o chão do convés. O silêncio pairava entre eles, envergonhados pelo que haviam feito mas nem um pouco arrependidos.

A missão ainda estava de pé e o rapaz precisava acabar com aquilo logo... Poderia curtir e ter sua companheira para si mais tarde, assim que conseguisse vingar seus machucados e toda a dor que rodeava aquele local. O carinho e o afeto fizeram as palavras finais de Sven soarem como uma melancólica despedida. A mulher sorria para ele: - Volte para mim, mas… Não em pedaços por favor. - A risadinha final de Yen despertara um lindo sorriso no rosto do rapaz, que se levantou e foi em direção a escadaria novamente.

Os passos calmos e tranquilos do rapaz aos poucos que se distancia tornavam-se ferozes. Quanto mais longe de Yen, mais para trás deixava um pouco de si, sentindo a ira crescer em seu coração. Podia jurar que a lamparina do corredor zombava de si. Sentia-se revigorado e mesmo que sua amada estivesse bem, não podia deixar aquilo acontecer de novo. Não havia perdão para isso, e aos poucos o jovem Sven, outrora esperançoso e heróico transformava se em uma fera vingativa. A ira tomava seu coração e como um velho amigo, abraçou o sentimento, abraçou o seu mais antigo pecado.

O final da escada a sua frente abrigava uma porta de madeira. Sem pensar duas vezes arrombou aquela desgraça com um chute. A respiração pesada e os olhos afiados como o de uma águia avistaram o atirador no final da sala. Haviam muitas caixas ali, provavelmente de suprimentos e água, o armazém era grande e havia muita cobertura contra um atirador. Tinha a vantagem contra seu inimigo e sem pensar duas vezes, avançou na direção do homem.

Do outro lado, o atirador que estava voltando a realidade depois de utilizar todo tipo de droga, tremia enquanto carregava sua escopeta. um covarde que abandona seus companheiros era pior que qualquer coisa. Olhou para o lado e ao se voltar a sua frente, apenas viu o metal gélido adentrar suas entranhas e atirar-lhe no chão. Podia jurar que havia sido atacado por um lobo… Uma fera. E assim como uma fera, gritou antes de retirar a espada de seu inimigo e decapitá-lo com um golpe. O sangue no chão tomava conta daquele armazém.

Sven arfava, havia derrotado seu inimigo mas a guerra ainda não havia acabado. Precisava encontrar o Incendiário antes que as coisas começassem a ficar piores. Andou pelo armazém, procurando por onde a risada havia vindo. Não encontrou o caminho até gritar de maneira raivosa para seu inimigo. Covarde, nunca daria as caras, e após ouvir a risada novamente, percebeu que o chão ainda tinha mais um nível. Uma escada pequena levava para a parte mais profunda do navio. Estava escuro lá e apenas um lampião iluminava seu caminho. A risada ecoava por aquele espaço, mais alta, mais inumana. Algo estava errado.

Yenner, sentada no convés do navio estava cansada de esperar. Sentia-se inútil naquele estado. Respirou fundo enquanto olhava para o céu. estava preocupada com Sven e o sentimento apenas aumentou após ouvir o grito do rapaz no andar de baixo. Assustada, ela se levantou rapidamente e sem pensar duas vezes, desceu com cautela pelas escadas. O cheiro do sangue invadia as narinas dela, ainda bem que Sven não podia sentir aquilo. Ela olhava para os corpos, e aproveitou para pegar algumas de suas flechas de volta, melhor sobrar do que faltar. Encontrou a porta arrombada, quebrada e caída antes de adentrar o armazém.

Encontrou o corpo morto, decapitado e ao ver a cena se assustou com tamanha brutalidade. Seus pensamentos foram interrompidos após uma coronhada em sua nuca e antes que seu corpo caísse no chão, as mãos e o sorriso de um homem desfigurado vinham a tona. - Agora você é M I N H A... He he he - .




Histórico Bjarkinho nosso amiguinho:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Meursault
Agente em Treinamento
Agente em Treinamento
Meursault

Créditos : 3
Warn : O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 8010
Masculino Data de inscrição : 28/01/2018
Idade : 23
Localização : Loguetown - East Blue

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptySex 11 Maio 2018, 04:32

Amor vincit omnia ♪


Em um leito fúnebre, cercado pela morte, Bjarke se sentia mais vivo do que nunca. As mãos de Yennefer correndo por suas costas, o calor de seu corpo, a suavidade de sua pele, a delicadeza de seu beijo, o brilho de seus olhos, tudo naquela mulher encantava cada centímetro do corpo do Espadachim. Em meio àquele carnaval carnal, Sven se sentia mais vulnerável que nunca, seu corpo parecia ser mais leve, seus movimentos eram menos precisos, sua respiração era irregular e seu coração não batia, mas dançava. Ao lutar contra os homens do incendiário, apesar da culpa, o médico se sentia invencível, como um Deus, mas agora descobria que não existia nada melhor que desfrutar dos simples prazeres da mortalidade, toda dor, medo e aflição sumiam, ao se dar conta de como os Deuses deviam invejar os homens por momentos breves como esse.

Ao fazer seus lábios percorrerem pela pele alva de sua paixão, o jovem descobria que não existia nada melhor que morrer de amor, mas continuar vivendo. A experiência ia muito além de conceitos como bem e mal ou certo e errado, não existia nenhum conjunto de palavras que pudesse descrever as juras de amor feitas no silêncio de um olhar. Inebriado pela força daquele sentimento, Sven acreditava ter encontrado tudo o que faltava em sua vida, daquele ponto em diante, ele poderia viver sem qualquer coisa, menos sem amor.

Os momentos seguintes contrastavam com a pureza do amor sentido. Em questão de instantes, a lâmina de Bjarke ceifava a vida daquele atirador, enquanto os olhos amarelados encaravam aquele cadáver degolado, a única coisa que o homem conseguia sentir era pena. Aquele inimigo tinha morrido várias vezes antes de realmente conhecer a morte, seu estado era deplorável, de forma que o médico começava a acreditar que havia feito um favor para aquela pobre alma. Naquele breve instante de reflexão, o espadachim se via cortejando a morte, esperava que isso não se tornasse um hábito, para seu próprio bem.  

Depois de derrotar tantos peões, chegava a hora de dar xeque-mate na peça mais importante daquele jogo. A embarcação era um labirinto e a voz do Incendiário era o fio que indicava o seu caminho, na medida em que trilhava seu percurso, a única coisa em que o jovem médico conseguia pensar era em sua amada, a perspectiva de uma vida simples com aquela mulher lhe encantava mais que qualquer destino glorioso. Tudo que Bjarke precisava fazer era eliminar um criminoso desprezível, depois disso, eles poderiam recomeçar, se ela quisesse é claro. Subitamente, o homem se dava conta de que temia mais a recusa de Yennefer do que a própria morte.

Na camada mais profunda do navio, o homem pegaria o lampião que iluminava seus passos, segurando o mesmo com a mão esquerda. As sombras cobririam seus passos, mas a luz revelaria seus inimigos, mesmo que entregasse sua posição. A atitude de levar o lampião consigo era mais cautelosa, seria a primeira vez que o espadachim agiria com cautela no lugar da fúria, mas era por um bom motivo, agora alguém esperava o seu retorno.

Sven avançaria por aquele corredor com passos lentos, enquanto empunharia firmemente sua espada na mão direita, pronto para brandir a arma no primeiro sinal de qualquer ameaça. A probabilidade de encontrar outro lacaio era baixa, o médico esperava finalmente se deparar com homem que buscava, assim sendo, se manteria alerta para qualquer tipo de trapaça ou movimento sujo, dando uma cautela adicional para cada ação feita.

Caso Bjarke se visse obrigado a participar de um combate corpo a corpo, contra armas de curto ou médio alcance, sendo elas cortantes ou de concussão, simplesmente deixaria seu adversário tomar a iniciativa, esperando receber o primeiro golpe. Se a investida fosse lateral, em qualquer altura, por qualquer lado, simplesmente tentaria deixar sua espada entre seu corpo e a trajetória da arma inimiga, aparando assim o golpe. Na hipótese de sofrer um golpe vertical descendente, colocaria sua lâmina sobre sua cabeça, horizontalmente, fazendo o pedaço de aço conter o golpe desferido, no caso de um golpe ascendente, tentaria escapar do alcance do movimento com um salto para trás. Sendo alvo de uma estocada, Sven saltaria para trás, aumentando seu tempo de reação, enquanto tentava, no mesmo movimento, golpear a arma do inimigo com Flamígera, para desviar seu trajeto. Realizando algumas defesas com sucesso e conseguindo descobrir o tempo que o inimigo levava para realizar um golpe, o espadachim aproveitaria a janela de tempo existente e contra-atacaria, buscando o ponto vital mais oportuno com a ponta de sua espada.  

Na hipótese de se deparar com um conflito de longa distância, Sven se jogaria ao chão quando tentasse desviar dos projéteis, tendo sucesso ou não na tentativa, procuraria algum tipo de cobertura no corredor, se abrigando em qualquer proteção disponível. Caso não existisse nenhuma cobertura, o homem avançaria contra seu oponente, em um padrão de corrida aleatório para minimizar as chances de acerto, se conseguisse se aproximar para desferir o golpe, faria o fio de sua espada para buscar o braço que carregava a arma, na altura do bíceps, em um movimento diagonal descendente.  

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Histórico Bjarke:
 


____________________________________________________


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]


Última edição por Bjarke em Seg 14 Maio 2018, 01:21, editado 1 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário
Luizatomita

Créditos : 30
Warn : O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 10010
Feminino Data de inscrição : 26/02/2018
Idade : 26

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptySab 12 Maio 2018, 01:01


NARRAÇÃO
Angry Bird
Apenas mais um dia de cada vez em sua vida, um passo, um salto um sussurro e um beijo que infestavam sua mente, seu corpo e sua alma. Sven sentia-se aquecido, seu peito transbordava amor, carinho e desejos que nunca pensou em sentir na vida. Seu corpo suava, sentia a espada em sua mão escorregar um pouco, ainda estava nervoso, não só pela adrenalina da batalha mas sim pela sua recompensa pela vitória dela. Suas pupilas ainda estavam dilatadas e tudo o que mais queria era sair dali. O lampião em suas mãos era velho, e quando balançava  fazia um barulho horrível de corrente enferrujada da qual incomodaria qualquer pessoa em sã consciência.

O terceiro andar era escuro e tudo ao redor parecia estar apodrecendo, uma névoa estranha cobria o local, mas Sven não sentia cheiro para poder identificar o que era aquilo. Sven conseguia ver apenas dois palmos ao seu redor. Andava cauteloso, precisava voltar vivo e bem para Yennefer. Seus beijos o fortificaram, seu abraço o fazia desejar a vitória, seus olhos o convidaram e podia jurar por um segundo que havia ouvido a voz dela o chamando para um café da manhã em família, estava a mesa com seus dois filhos, um menino e uma menina, ambos sorriam e lá estava ela, sua esposa, amante da meia noite e mãe de sua prole. Comiam juntos, riam e brincavam, era um paraíso, mas era apenas um sonho.

As risadas começavam a ficar mais audíveis a cada passo que Sven dava. - HA HA HA HA - O som estranho, agudo e arrepiante vinha aos seus ouvidos. Seus arredores mofados não combinavam com o lindo jardim que teria sua casa, a madeira velha não era digna das dos móveis que teria de escolher para quando se casasse e fosse morar junto a sua amada. Dois passos a frente e logo o som ficou tão alto de repente  que fizera Sven quase derrubar o lampião de sua mão de susto.

Em uma gaiola havia um animal, um pássaro branco com algumas penas tocadas por um amarelo. O pássaro era uma gaivota que ria. - HA HA HA HA HA PAARK - Sven olhou para o pássaro com uma feição incrédula, nunca havia visto tal animal fazer tal som esdrúxulo. Observou o pássaro engaiolado e tudo ao seu redor, havia uma mesa ali, o pássaro na gaiola estava acima da mesma e um pequeno baú de joias junto a uma espécie de pote para incenso que liberava a névoa turva por todo o ambiente, pegou algumas coisas do baú até ouvir o som de uma voz feminina vindo do andar de cima, só podia ser Yennefer.

Seu coração acelerou e rapidamente correu para a escada, deixando acidentalmente o lampião de suas mãos cair brutalmente no chão, Sven não conseguiu evitar o objeto de ir contra o chão, havia perdido para a gravidade, mas não podia se preocupar com isso, o amor de sua vida estava esperando e estava em apuros. O lampião gerou uma pequena chama, que não era certo se com o tempo, se espalharia por todo o navio.

Ao subir, encontrou Yennefer amarrada pelos punhos e pendurada em uma viga do navio, deixando seu corpo totalmente ereto e na ponta dos pés. A figura monstruosa de seu inimigo estava a doze metros de distância de si. Ele apontava uma arma para o corpo de Yennefer e uma outra na direção de Sven, com um sorriso malicioso e uma voz horrenda dissera: - Ora, vejo que encontrou meu bichinho... Pena que agora achei esse novo aqui, é um animal muito mais formoso haha. - A mão do homem deslizou pela barriga de Yennefer, arranhando a pele da pobre mulher. Com um pano sobre seus lábios, Yen dizia algo mas era impossível de se ouvir o que era. O Incendiário logo deu dois tiros de aviso na direção de Sven enquanto ria de maneira cínica.




O Pássaro:
 

Histórico Bjarkinho nosso amiguinho:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Meursault
Agente em Treinamento
Agente em Treinamento
Meursault

Créditos : 3
Warn : O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 8010
Masculino Data de inscrição : 28/01/2018
Idade : 23
Localização : Loguetown - East Blue

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptySeg 14 Maio 2018, 07:18

Bonis nocet qui malis parcet ♪


Ao perceber que tinha sido iludido por uma simples ave, Sven se sentia extremamente tolo, o Incendiário havia abandonado o seu tesouro, um forte indicador de que havia abandonado o local com pressa. O brilho das joias cativavam o médico, mas o sorriso de sua amada reluzia de uma forma muito mais intensa, ao menos aos seus olhos apaixonados. A frustração de não encontrar o homem que buscava era parcialmente suprimida pelo saque, mas, ao escutar sinais de uma voz feminina, qualquer sentimento positivo amargava, o jovem sentia uma sensação terrível percorrer por todo o seu corpo, talvez o maior medo que já sentira, algo estava errado e ele tinha certeza disso.

Com a pilhagem em mãos, Bjarke se dava conta de como havia sido estúpido, ao encontrar o tesouro de seu inimigo, deixou a coisa que mais valorizava exposta e indefesa, Yennefer. Seu orgulho e cuidado fizeram com a mulher se separasse, mas, em um instante de desespero, se dava conta de que a decisão tinha sido totalmente equivocada, se permanecesse ao seu lado, a mulher continuaria segura e incólume, juntos eles poderiam vencer qualquer inimigo mas, quando separados, estavam fadados a sucumbir.

Retornando ao nível superior da embarcação, o espadachim se deparava com o pior caso possível, se sua aflição e seus maiores medos se materializassem em uma cena, certamente seria aquela. A imagem de Yennefer, presa e vulnerável, fazia o jovem recordar das diversas histórias que escutou sobre princesas indefesas e grandes cavaleiros, que apareciam no momento mais crítico, montados em um cavalo branco, para livrar as donzelas das garras dos mais diversos males, conquistando a segurança e o coração da pessoa salva.  

A esperança de um final feliz era um luxo que Sven não consegui alcançar, o jovem encenava vários desfechos diferentes para aquela situação em sua mente e nenhum deles acabava bem para a dupla, excluindo aqueles em que o atirador era extremamente débil. Não era uma questão de pessimismo, mas de racionalidade.  

Notando a mão do pirata deslizar pelo corpo de sua amada, Bjarke só conseguia sentir desprezo, repulsa, ódio e, acima de tudo, angústia. O fato de não encontrar a alternativa perfeita não significava que o jovem ficaria parado esperando pelo pior, o médico responderia as provocações do Incendiário, esperando que os insultos fizessem a raiva se propagar pela mente de seu adversário, em uma tentativa de atrair a atenção e a mira do atirador apenas para si. - O único animal que eu vejo é um rato, não é nada formoso, mas é engraçado. Nunca tinha visto um rato segurar armas com as suas patas imundas antes. - O espadachim sorriria, tentando demonstrar o mais puro desdém e escárnio. - O último animal formoso que vi foi sua mãe, aquela cadela. Espero que tenham castrado ela depois do seu nascimento, apesar do cio ter sido bom, a prole foi péssima. - Enquanto proferia tais palavras, o homem rezava silenciosamente, torcendo para que as provocações fossem efetivas e o atirador apontasse ambas as armas para a sua direção.  

Independentemente do resultado da afronta, o espadachim avançaria em direção ao seu inimigo, não havia tempo para hesitar, a cada segundo passado a situação parecia piorar. O ambiente em que o combate ocorria favorecia o seu inimigo, o corredor do andar fazia com que tivesse que avançar diretamente contra o homem, sem contar com o apoio de coberturas, ao menos não em abundância. Sven correria em direção ao homem na maior velocidade possível, tentando usar qualquer espécie de cobertura que encontrasse no caminho ao seu favor, a investida ocorreria em um padrão aleatório, hora o espadachim avançaria diagonalmente, inclinando seu trajeto para a esquerda, hora faria o movimento em sentido divergente, alterando a forma de avanço em um período de tempo não ritmado, esperando assim evitar os projéteis do atirador na hipótese do acerto se basear em seu ponto futuro.   

Durante o avanço, o homem seguraria sua lâmina apenas com a mão direita, deixando a esquerda livre para segurar qualquer objeto que pudesse auxiliar seu avanço, servindo como um instrumento que pudesse aumentar suas chances de bloqueio ou atenuar os impactos do tiro, como a tampa de um barril por exemplo, caso encontrasse, usaria o objeto em questão para sua proteção, colocando o mesmo à frente de seu corpo, na altura do peito. Se percebesse uma frequência de tempo entre os disparos do Incendiário, usaria isso ao seu favor, arremessando qualquer objeto disponível contra o homem, durante o intervalo dos tiros, com a mão livre, se estivesse usando algum objeto como bloqueio, jogaria mesmo assim, abdicando de sua defesa para ganhar uma janela de tempo que permitiria se aproximar de seu rival.

Na hipótese de sua tentativa de avanço ser suprimida por uma saraivada de tiros, Bjarke se jogaria ao chão, tentando evitar os projéteis, e buscaria cobertura em algum objeto presente no trajeto, ou em alguma das salas do corredor, saindo assim da linha de tiro. Caso a estratégia se provasse eficaz, avançaria gradualmente, de sala em sala, ou cobertura e cobertura, fazendo com que os movimentos se tornassem uma série que se repetiria até conseguir alcançar seu inimigo.  

No momento em que o ser desprezível, miserável, ignóbil e vil entrasse no alcance de sua espada, Bjarke tentaria desferir uma sequência avassaladora de golpes, fazendo com que seu inimigo não fosse capaz de ganhar distância ou atirar, pela pressão sofrida. Inicialmente, tentaria atingir o peito e os braços do atirador em um único movimento, com um corte horizontal profundo, da esquerda para direita, com sucesso ou não na investida, emplacaria outro golpe, abaixaria a altura de sua lâmina, para se igualar ao joelho de seu inimigo, e desferiria um golpe selvagem, horizontal, da direita para esquerda, por fim, daria sequência com um corte diagonal, fazendo o fio da espada ultrapassar o joelho direito do oponente e começar a subir, curvando sua trajetória para a direita, se a investida tivesse sucesso, o pedaço de metal rasgaria o tronco do Incendiário, da altura costela direita até transcender o ombro esquerdo.

Sven tentaria acompanhar uma eventual esquiva de seu inimigo, buscando corrigir as tentativas de distanciamento com um avanço. A hipótese do pirata conseguir lutar em curto alcance também não podia ser descartada, de forma que o espadachim tentaria se atentar a qualquer sinal de movimento ofensivo, fazendo uso do próprio corpo ou de uma lâmina escondida, por parte de seu adversário, pretendendo esquivar com um salto para trás se vier a sofrer qualquer investida que contemple tal cenário.      

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Histórico Bjarke:
 

Considerações:
 


____________________________________________________


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário
Luizatomita

Créditos : 30
Warn : O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 10010
Feminino Data de inscrição : 26/02/2018
Idade : 26

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptyTer 15 Maio 2018, 23:55


NARRAÇÃO
The Birth of a Demon
O sentimento que percorria seu peito e fazia seu coração bater mais rápido, como um tambor em fúria, uma uma marcha compassada de desprezo, ódio. Seu coração hora alegre e gentil sentia a primeira vez um veneno passar por suas veias, gostou da doçura do veneno, que junto a seus pensamentos lhe traziam a adrenalina. Seu erro havia sido deixá-la sozinha, deixá-la de lado e em seu coração rezava para jamais cometer tamanho erro novamente.

O coração e a mente lutavam entre si em um jogo de raciocínio e sentimentos até que por fim, seus instintos intervieram e passaram a guiar suas ações junto a mente. A respiração profunda lhe trazia mais oxigênio a sua cabeça, fazendo seus pensamentos se organizarem. A situação era crítica, precisava se concentrar e acabou encontrando uma boa maneira de fazer tal coisa. Precisava desestabilizar seu oponente, fazer odiá-lo para que pudesse se distrair de Yen e focar somente no espadachim.

O incendiário mordeu o canto da boca ao ouvir as palavras de Sven, estava zangado por seus homens terem sido abatidos por um cara como Sven e queria mais que tudo, matá-lo, mas antes… O faria ver o inferno que um dia havia visto igualmente. - Hahaha suas palavras são tolas, você está ferrado seu filho da puta! Hahahahahha - O incendiário apontou as duas armas na direção de Bjarke e disparou enquanto ria de maneira louca. As balas eram velozes e Sven já prevendo a ação de seu adversário, logo correu para cima do mesmo mas mesmo assim procurando cobertura. Não perderia uma luta para um homem como ele.

Com a espada na mão direita, correu para uma pilha de madeira que havia à sua esquerda. Lá encontrou uma tampa do que antigamente seria um barril, pegou a mesma e percebeu que era bem pesada, talvez fosse um barril de água antigo, pois a madeira estava úmida. Não tinha escolha, aquela poderia ser a diferença entre a vida e a morte. Segurou firme a corda que servia de alça para o escudo improvisado antes de começar a dar a volta nas peças de madeira que ali se encontravam. Aparentemente o navio seria reformado para tantos materiais estarem ali, havia pregos, um martelo e um serrote caso Sven precisasse de algum deles, poderia pegá-los sem problemas.

Usava da cobertura das grandes caixas que havia no depósito, não sabia ao certo o que elas eram e pra que estavam ali, se sentisse algum tipo de cheiro, perceberia que havia algo um tanto quanto podre ali dentro, mas esse infelizmente não era seu caso, pois não sentia nada. Um barulho infundiu sua mente e ao chegar na beira do caixote a qual buscava cobertura levou um susto ao ouvir dois tiros e o grito de Yennefer.

- HA HA HA HA HA - A risada alta do homem se espalhava pela sala com um eco demoniaco e Sven pode ver do local aonde estava apenas sangue escorrendo pelo chão a onde a névoa estranha pairava acima. - SUA CADELA SERÁ O JANTAR DE TODOS OS RATOS HOJE HAHAHAH!! - Gritou o Incendiário apontando a arma para o estreito da onde Sven observava.

Sua fúria subia a sua mente, não havia mais nada ali… Amor… Paixão… Compreensão… Tudo estava sumindo e a única coisa que sentia dentro de seu peito era o veneno, queimando como um inferno, rasgando seu peito, era a dor mais horripilante que sentira e o prazer mais ardente que já tocara a sua alma.


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

A alma de Sven, um dia puro, inocente e cheio de amor e esperança havia morrido envenenada em sua própria raiva. Podia jurar que seus olhos sangravam enquanto avançava de maneira rápida para cima do seu inimigo. Ao ver Yenn pendurada com dois furos próximos a sua garganta, sua fúria tornou-se força, seu ódio tornou-se velocidade e sem ligar para o tiro que levara no ombro, avançou contra seu inimigo, que em um choque ao ver a reação furiosa de Sven, usou as próprias armas para segurar o corte vertical da espada de seu inimigo. O Incendiário não era tão forte quando seu adversário, podia ser um excelente atirador, mas combate corpo a corpo não era seu feitio. Os dois olharam um no fundo dos olhos do outro, um momento quase esplendoroso a onde os demônios lutam entre si.

Yennefer se debatia, tentando soltar os pulsos da corda que a prendia. Sua boca soltava sangue e ela sabia que estava sem tempo, precisava de cuidados médicos urgentes caso quisesse sobreviver. As lágrimas escorriam de seu rosto ao ver Sven naquele estado, engolido pela Ira e pela dor. O seu anjo estava perdendo suas asas brancas e macias para se tornarem negras e falhas...E tudo isso era culpa de si mesma. - ... Me perdoe.- Seu suspiro abafado e melancólico já previa sua sina. Sua voz começava a se extinguir e seu corpo, fraco pela perda de sangue estava ficando cada vez mais leve, mais solto sobre aquela corda.

Seus pensamentos voltavam em momentos felizes, viu a porta de casa, sua amiga de infância, sua pequena praia favorita em sua terra natal. Viu as ondas do mar batendo nas rochas em um lindo pôr do sol ao lado de seu amado amigo, companheiro e amante... Embora seus olhos jamais fossem ver o sol novamente, eles se fecharam lentamente, como um piscar de olhos duradouro, seu sorriso amável e gentil fora pintado em sua face enquanto sua cabeça tombava em seus ombros. Sentia um frio percorrer toda a sua pele, mas junto a ela a leveza de um sono, a serenidade em seu olhar era nítido. Havia apenas um arrependimento antes de sua alma partir para os braços da deusa da morte... Esse arrependimento tinha nome. - ...Sven.-



Mapa:
 

Histórico Bjarkinho nosso amiguinho:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Meursault
Agente em Treinamento
Agente em Treinamento
Meursault

Créditos : 3
Warn : O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 8010
Masculino Data de inscrição : 28/01/2018
Idade : 23
Localização : Loguetown - East Blue

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptyQua 16 Maio 2018, 06:35

Cave canem ♪


O amor, o mais nobre dentre todos os sentimentos, era como uma rosa, à primeira vista era algo atraente, belo e encantador, mas os que agarravam esse sentimento com avidez e sem cautela podiam acabar se machucando com os espinhos. Se o amor era como uma rosa, o coração de Sven era um jardim com as mais belas flores, para a tristeza do jovem, quem deseja possuir uma flor está fadado a vê-la murchar, embora possa ter a bênção, ou maldição, de gravar a sensação desse momento esplêndido em sua mente e alma. O âmago do médico, antes florido e reluzente, agora se encontrava murcho, morto e vazio.

Ver a vida de Yennefer se esvair diante dos seus olhos era a pior espécie de tortura existente, presenciar aquela cena era uma flagelo que massacrava a sua alma sem nenhum resquício de compaixão ou piedade. Para Bjarke, era impossível não se sentir responsável por esse desfecho trágico, de forma que, ao perder a pessoa que mais amou pela segunda vez, sentia que sua melhor parte também havia morrido. Uma parcela significante de sua misericórdia e compaixão se transformava em ira e egoísmo, frações de sua humildade em orgulho e vaidade, empatia e piedade eram substituídas por razão e apatia, por fim, a paixão que ardia intensamente em seu peito cessava, se transformando em luxúria e esbórnia, já que acreditava piamente que não amaria ninguém como amou aquela mulher.

Em um piscar de olhos, Sven se tornava a besta que tanto abominava, por muito tempo tentou evitar os seus impulsos mais cruéis e desumanos, mas a morte de Yennefer era a chave que abria a caixa de Pandora, libertando os instintos que o espadachim lutava para reprimir. Por uma piada cruel do destino, o seu nome era a última coisa que escutaria da boca de sua amante, um trágico réquiem. O homem já havia sentido a ira correr pelo seu corpo, várias vezes, mas nada era parecido com aquilo, nas outras ocasiões, Bjarke sempre conseguia dominar a ira e usá-la ao seu favor, dessa vez, era subjugado pelas forças desse sentimento, agindo de modo bárbaro, cruel e animalesco.

Garras de cólera rasgavam a sua sanidade e serenidade habitual, ele odiava a si mesmo, por ser fraco e tolo a ponto deixar essa tragédia se concretizar, odiava Yennefer, por abandoná-lo, odiava o Incendiário, por ceifar covardemente a vida de sua amada e, sobretudo, odiava seu Deus. Se Deus é justo e bom, por qual razão o mundo é tão cheio de dor e injustiça? Sven não precisava que ninguém respondesse essa pergunta, o motivo era claro, por causa de homem fracos como ele e seres desprezíveis como o Incendiário, Deus parecia simplesmente não ligar.

A vontade era de gritar e amaldiçoar todos que conhecia, mas sua garganta simplesmente não respondia, a ira conduzia todos os seus movimentos, em uma dança cruel, desumana e sangrenta. Ao usar as armas para bloquear, o atirador ficava impossibilitado de alvejar o espadachim, devido ao fato da boca de suas armas de fogo não estarem apontadas para o corpo de Bjarke. O frenesi e a fúria fariam Sven se aproveitar do momento, continuaria forçando sua espada contra as armas do inimigo, para manter a vantagem, e saltaria contra o seu alvo, como um predador faz com sua presa, durante o avanço, aproveitaria a altura adquirida e alteraria o ângulo da ponta de sua lâmina, fazendo a parte de arma apontar para o peito do atirador enquanto pressionava as armas, quando conseguisse a posição desejada, estocaria o tórax de seu oponente, enquanto despejava seu peso e sua selvageria contra o homem.

Na hipótese de ambos irem de encontro ao chão, tentaria ficar por cima de seu adversário, adquirindo assim uma grande vantagem, mas, em qualquer hipótese, buscaria desferir mais dois golpes, depois da estocada, tentaria encaixar um corte vertical descendente, revestido de furor e bestialidade, no ombro direito do atirador, visando separar o braço do tronco, em seguida, recuperaria a posição de sua espada e lançaria uma estocada cruel contra o peito esquerdo de seu inimigo, cravando a fria lâmina no coração do alvo, assim sendo, o Incendiário provaria do seu próprio veneno.

Sven não se importaria com a sua segurança durante a ofensiva, o pior ferimento possível já estava aberto e exposto, o golpe do procurado transformou o médico em um homem que não tinha nada a perder, nem mesmo a própria vida. Durante o desenrolar do embate desumano, o espadachim sentiria lágrimas vazarem de seus olhos, sinceramente, não sabia dizer se era pela falta de sua companheira ou pela condição lamentável que alcançou.

Casso derrotasse seu rival, Bjarke profanaria seu corpo, fazendo o fio de sua espada correr através da pele imunda do procurado, como as presas de um lobo fazem com uma presa abatida, a atitude consistiria em uma tentativa de extravasar tudo que sentia naquele momento, mas tal propósito era impossível. Depois de perceber a falta de frutos de tal empreitada, o espadachim utilizaria seus conhecimentos sobre anatomia humana para decapitar o Incendiário, com a cabeça do homem em mãos, caminharia até o corpo de Yennefer, para o último beijo, sentindo o peso e a dor do futuro que lhe foi negado.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Histórico Bjarke:
 


____________________________________________________


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário
Luizatomita

Créditos : 30
Warn : O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 10010
Feminino Data de inscrição : 26/02/2018
Idade : 26

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptyQua 16 Maio 2018, 23:50


NARRAÇÃO
Fenrir and the Fairy
O incendiário via-se em uma situação nada boa para si. A sua frente havia um lobo, que estava prestes a mordê-lo, arrancar-lhe a carne e devorar a sua alma. Fenrir, o matador dos deuses, pai da escuridão que sucederia o mundo, o demônio que liberava suas garras e seus dentes para matar, para sentir o gosto de sangue, sangue dos deuses, sangue dos homens e de todos os demônios do inferno, estava sedento, seus instintos mais profundos que antes trancados em uma gaiola a sete chaves agora se romperá brutalmente, deixando seu ser, sua alma, negra como a mais densa noite sem estrelas.

O Incendiário suou frio ao ver a expressão e sentir a pressão do ar ao seu redor ficar quase mais densa, engoliu a seco antes de sentir toda a força que Sven ganhara. Não era mais um homem, era um demônio e sua força natural estava absurdamente mais alta que fazia com que suas mãos tremessem enquanto segurava a espada de Sven sobre suas pistolas. Viu o cano metálico de uma delas trincar, arregalou os olhos por tal feito, não esperava que a espada fosse tão forte… Ou melhor, que o espadachim estava tão forte assim. Havia subestimado seu inimigo, sua força, sua fúria, seu desejo de matar.

Os especialistas dizem que é natural em situações de perigo extremo, darmos tudo de nós mesmos para nos mantermos vivos, com Sven era o contrário, seu cérebro havia bloqueado a parte racional, seu coração havia sido deixado para trás, havia só seus instintos mais animalescos consigo, seu único desejo era ter a cabeça de seu inimigo, de profanar seu corpo e fazê-lo jamais alcançar a paz de espírito.

Sua voz havia sumido, assim não conseguia gritar ou xingar seu adversário. Sangue escorria de seus lábios, havia mordido o mesmo em fúria mas não notava, não sentia nada. Em uma tentativa de se livrar de seu inimigo, o pirata horrendo tentou chutar Sven entre as pernas, mas o mesmo não se moveu e apenas forçou mais ainda a espada contra o homem, trincando a pistola abaixo da espada. A mesma rachava como se fosse apenas um graveto, e o Incendiário sabia que não poderia atirar contra seu adversário sem que saísse machucado também, mas mesmo assim ele o fez.

A bala saiu pelo cano como qualquer outra, mas a parte trincada se despedaçou, a arma havia explodido entre os dois. O Incendiário caiu no chão, com parte da face machucada pelos estilhaços da arma. Seu rosto já era horrendo, mais uma marca não seria lá grande coisa para si, o pirata colocou a mão sobre o rosto, e ao olhar para cima, viu Sven, segurando sua espada com ambas as mãos. Havia largado o escudo improvisado de madeira. Sua face ensanguentada exibia uma marca em sua pele. Seu rosto, ora perfeito, puro e intocado agora estava marcado para sempre. A cicatriz marcada em sua pela descia de sua testa até sua bochecha, sangrava por cima e abaixo de seus olhos. Se aproximava do pirata, seu sorriso assustador, seu sangue escorrendo, sua postura de um predador fizeram o pirata tentar recuar.

Tarde demais.


Sven pisou em sua perna esquerda, sentindo a fíbula de seu inimigo ranger sobre seus pés. Sentiu prazer ao fazer aquilo, sentir os ossos de alguém se quebrando sobre seus pés lhe dera uma sensação prazerosa que nunca havia sentido antes. Torturar alguém nunca havia sido de seu feitio, mas o homem a seus pés não era uma pessoa, nem mesmo animal, era um verme e vermes deveriam ser exterminados da terra. Deu-lhe um chute na costela que fizera o pirata cuspir sangue enquanto procurava sua arma, a encontrou um pouco próxima de si e Sven a chutou-a para longe. Seu sorriso sádico permanecia enquanto em um rápido movimento, agarrou o braço direito de seu inimigo, puxando-o para o ar, pendurando-o na viga de madeira, a mesa que Yenn estava, amarrando seu pulso na corda que havia ali.

O homem ria e se debatia um pouco para se salvar, mas dois cortes em sua perna bastaram para fazê-lo parar de espernear enquanto estava sendo pendurado pelos pulsos assim como ele fizera com Yennerfer. O pirata estava cansado e sorria de forma melancólica, mas não amedrontada. - Ha ha ha… Agora eu entendi… Você deve se achar melhor do que eu… Mas você não é… Pelo menos não enquant aaargghh… - Sua voz fora silenciada após Sven em um corte de cima para baixo no peito do homem, abrindo-lhe a cavidade torácica. O pirata cuspia sangue e Sven olhava para ele de maneira indiferente.

-Você… Vai arder também… Junto com todos nós… - Rangendo os dentes, o Lobo usou de sua garra longa e metálica para dilacerar os membros do pirata, deixando-lhe apenas o tronco totalmente coberto de sangue. Descontou toda sua ira naquele pedaço de carne, vendo seu corpo branco.  As lágrimas escorriam de seus olhos e se misturavam em uma dança de sangue e sujeira em seu peitoral desnudo. Estava miserável, assim como todos os outros homens que havia matado… Pegou nos cabelos do pirata e com um movimento rápido, cortou-lhe o pescoço, tirando a cabeça de seu corpo e com a ajuda de uma corda, o amarrou em sua cintura. Era seu troféu… Um troféu de sangue.


Deu dois passos para trás, olhava para cima e respirou fundo, buscando o ar que logo se extinguiria, o fogo no andar de baixo começava a criar uma fumaça estranha, uma mistura da madeira em combustão junto ao incenso. O pássaro preso no andar de baixo passou voando sobre o local, mas Sven não notara o bater de suas asas, e se notasse… Não o importava. Com passos lentos, arrastados, foi em direção a Yennefer. Seu corpo pendurado como um animal abatido… A espada ceifadora fora usada para libertar o corpo de sua dama. Tomando-a em seus braços quando seu corpo cedia a gravidade.

Olhou para ela, seu sorriso… Depois de tudo o que haviam realizado, sonhado e prometido… Seus olhos se encheram mais ainda de seu pesar salgado e com força, abraçou o corpo de sua amada, trazendo sua face de encontro com seu peito. Suas mãos possessivas não queriam deixa-lá ir, era tudo um grande pesadelo da qual queria acordar. Fenrir olhava para sua bela fada e aos poucos suas garras desapareciam, suas presas se transformavam em dentes e sua humanidade retornava assim como seu coração. A espada foi ao chão, assim como seu corpo. Estava sem forças, ela ia embora em cada lágrima que escorria pelo seu rosto e se atrevia a tocar o chão. Ajoelhou-se com sua amada em seus braços.

Seu corpo ainda estava quente, os lábios continuavam rosados e seu sorriso ainda persistia. Os olhos vermelhos por conta de seu choro constante, levou os dedos da mão direita até os lábios de sua amada. Seus cabelos negros como um pincel jamais brilhariam novamente e a única pintura que sua alma faria seria uma mancha negra no coração partido de Sven. Inconsolado, permaneceu com sua amada em seus braços, deixando toda a tristeza esvair-se de seu coração e com um grito de fúria e angústia trazido do mais profundo local de seu ser. O lobo uivava alto, seu lamento poderia ser ouvido das estrelas, pois agora uma nova se juntava aos céus.

Tomou-lhe os lábios junto aos seus, um beijo de despedida que selava o rompimento da vida e da morte entre os dois amantes. Não conseguia falar direito, mas seu coração gritava um pedido de desculpas, implorava para que ao menos agora, ela estivesse em paz e que se um dia fosse sortudo o suficiente, estaria ao seu lado na outra vida.

O fogo na parte inferior do navio começava a se espalhar e aos poucos Sven começava a sentir dificuldade para respirar. Sabia que precisava sair dali o mais rápido possível, mas abandonar sua amada naquele local seria muito ruim a sua consciência. Os olhos sem vida de seu inimigo amarrados a sua cintura respingavam o restante do sangue de sua pele. Era hora de seguir em frente, Yen seguiria e ele sabia disso…





Histórico Bjarkinho nosso amiguinho:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Meursault
Agente em Treinamento
Agente em Treinamento
Meursault

Créditos : 3
Warn : O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 8010
Masculino Data de inscrição : 28/01/2018
Idade : 23
Localização : Loguetown - East Blue

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 EmptyQui 17 Maio 2018, 07:21

Laedere facile, mederi difficile ♪


As chamas que se propagavam pela nau faziam com que o espadachim refletisse sobre o inferno. Na religião católica, o inferno era um lugar de eterna punição, as almas pecadoras e corrompidas sofriam com fogo, tridentes, torturas e os mais diversos tipos de crueldades em um ciclo infinito, como Sven desejava que o inferno fosse só isso. O verdadeiro inferno podia ser definido em uma palavra: Solidão. O médico estava fadado a prosseguir sozinho, ciente do peso de suas decisões e atormentado pela memória dos resultados de suas escolhas, havia perdido tudo o que tinha em busca de uma cabeça decepada que valeria uma quantia insignificante, já que qualquer quantia seria insuficiente para compensar a perda de Yennefer.  

Pela primeira vez em sua vida, Bjarke não sabia o que fazer, sempre foi um homem calmo, determinado e responsável, que não hesitava em fazer o que julgava correto, mas, agora, não existia nenhum norte ou bússola moral que guiasse seus passos, a linha tênue que separava o certo do errado parecia ter desaparecido, a cor de seu mundo havia sido roubada pela dor que sentia. A vontade era de simplesmente permanecer naquela embarcação, ficar ao lado de sua amada até que as chamas consumissem seu corpo e sua consciência, assim, cessaria o seu sofrimento e evitaria o trágico destino de se tornar um tipo de homem que repudiava, mas de que adiantaria?

O espadachim havia cortejado a morte e, agora, a cortesia era retribuída. O doce beijo da morte não era capaz de findar o pesar e sofrimento, conseguia apenas transformar todos os sentimentos em nada, de forma vazia e impessoal, se aceitasse abrir mão de todo ódio e toda dor que sentia, abdicaria de todo amor que sentiu e todos os momentos bons que passou com a arqueira, a chama da vida de Yennefer havia se apagado, mas, na memória e no coração de Sven, a mulher continuaria viva. Se corromper sua melhor parte, carregar a dor da perda e viver com o peso da culpa fosse um preço para manter a memória de sua amada, pagaria sem hesitar.

Bjarke olharia para Yenn uma última vez, jurando gravar a imagem em sua alma, apanharia a sua lâmina e caminharia com pesar até a mulher, cortaria uma porção do cabelo e levaria os fios negros de seu amor até o bolso, em seguida, daria as costas, sabendo que aquele adeus silencioso era mais amedrontador que qualquer grito de fúria. O médico não sucumbiria para os seus próprios demônios, sabia que era algo que sua amante não desejaria, já que estava atravessando o inferno, simplesmente não iria parar, para derrotar seus demônios internos precisava apenas ser pior que todos eles e era isso que faria.

Sven abandonaria a embarcação pela escada de corda que usou para subir e, quando suas botas tocassem a areia, saberia que só existia um destino possível: o Quartel General da marinha. A única coisa que havia sobrado era a cabeça de seu inimigo, um amargo fruto de sua ganância. Na medida em que seus passos marcassem a areia, o jovem se sentiria mais calmo, mais racional, aos poucos retornando ao seu estado original, mas sabia que existia algo diferente, o infeliz acontecimento havia forjado seu corpo e sua mente na fornalha mais profunda do inferno, nunca mais seria o mesmo, antes era apenas um garoto, agora, um homem.    

Seus passos trilhariam um caminho até a vila, que anteriormente estava em chamas, ao chegar no local perguntaria para qualquer um que parecesse minimamente prestativo. - O quartel da marinha, aonde fica? - Sua aparência não era nada amistosa, seu humor ainda estava longe da descontração habitual e a cabeça em sua cintura certamente dava um toque macabro para todas as suas ações, mas esperava que a gratidão daqueles homens fosse o suficiente para fornecer uma direção. Se recebesse alguma instrução, seguiria, caso contrário, não se importaria, caminharia aleatoriamente até achar o destino almejado ou até suas pernas pararem de responder.

Quando alcançasse o local que procurava, Bjarke simplesmente adentraria na construção, era provável que algum marinheiro se aproximasse pela condição deplorável de sua aparência, se assim fosse, simplesmente ignoraria e prosseguiria, se resistência fosse grande, encararia o homem que o importunava e diria. - Eu acho melhor você correr pra puta que pariu, se não a sua cabeça vai acabar que nem a do meu amiguinho aqui. - Obviamente se referiria ao Incendiário. Conseguindo chegar a alguma espécie de recepção, colocaria a cabeça do Incendiário sobre a mesa, balcão ou objeto similar da pessoa responsável pelo atendimento. - Acho que vocês estão me devendo alguma coisa, o que tenho que fazer pra receber esse dinheiro? - Entretanto, se a pessoa que fornecesse o atendimento fosse uma mulher, diria. - Desculpe pela brutalidade, meu amor. - O sarcasmo em sua voz seria palpável. - Eu quero a recompensa por essa cabeça, como a gente faz? - O homem seguiria as instruções que recebesse para conseguir o que lhe era devido, mesmo que fosse uma compensação muito pequena pelo que sofreu.  

Ao caminhar pelos corredores da instituição, Sven se dava conta de que aquela organização e disciplina era algo de que necessitava, para não ceder completamente ao lado mais negro de seu coração, aquele estilo de vida podia ajudar o médico a seguir em frente e aprender a lidar com o que tivesse se tornado, a perspectiva de um futuro dissipava um pouco de sua raiva e rancor. - Vocês estão contratando? Eu gostaria de me candidatar para uma vaga. - Perguntaria, para qualquer um que tivesse a autoridade de sanar tal dúvida, se a resposta fosse positiva, buscaria os meios de ingressar na organização, no governo mundial, não na marinha, já que os ternos lhe caiam muito melhor que aquele branco e azul sem graça, faria um grande favor para todas as mulheres que cruzassem o seu caminho com essa escolha. Se existisse algum formulário, preencheria da seguinte forma:

Formulário escreveu:
Nome: Sven Bjarke Koza.
Idade: 21
Sexo: Gosto.
Motivo de querer se alistar: Plano de Saúde e demais benefícios.
Estilo de combate utilizado: Espadachim.
Conhecimentos fora de combate: Anatomia Humana, Primeiros Socorros, Cirurgia, Farmácia e Diagnose.
Estilo de abordagem em uma missão: Sexy sem ser vulgar.

Seu humor retornava, mais ousado e debochado, provavelmente um efeito da renovação que sentiu ao conseguir imaginar algum futuro que não fosse extremamente decadente ou lamurioso. Se existisse algum problema com seu formulário, reescreveria com mais seriedade:

Formulário escreveu:
Nome: Sven Bjarke Koza.
Idade: 21
Sexo: Masculino.
Motivo de querer se alistar: Servir e proteger.
Estilo de combate utilizado: Espadachim.
Conhecimentos fora de combate: Anatomia Humana, Primeiros Socorros, Cirurgia, Farmácia e Diagnose.
Estilo de abordagem em uma missão: Polivalente.

O motivo do alistamento não era uma verdade, mas também não era necessariamente uma mentira, Bjarke queria servir, para evitar que os pensamentos que acompanhariam o tempo ocioso massacrassem sua mente e sua alma, e queria proteger, a si mesmo do que poderia se tornar.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Histórico Bjarke:
 


____________________________________________________


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 2 Empty

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição
Voltar ao Topo 
Página 2 de 3Ir à página : Anterior  1, 2, 3  Seguinte

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
One Piece RPG :: Oceanos :: North Blue :: Lvneel Kingdom-
Ir para: