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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição EmptyDom 29 Abr 2018, 13:44

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Sven Bjarke Koza. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição EmptySeg 30 Abr 2018, 03:14

Semper flamma fumus proxima est


Os portões da muralha de Lvneel se abriam, dando espaço para uma corrente de vento invadir o local e bagunçar os cabelos da dupla. Com a abertura dos portões, o silêncio que antes imperava no local era substituído por dezenas de gritos, que deixavam os soldados organizados em suas posições, e uma sinfonia de passos, ministrada pelos sentinelas de tabardo azul.

Há poucos dias, Bjarke estava completamente sozinho, desembarcando em uma ilha gélida e sem muitos atrativos, mas agora tinha Yennefer ao seu lado e a paisagem que encarava era totalmente diferente. Pensando no caminho que trilhou até ali, o jovem médico não conseguia ter outros sentimentos além de gratidão e felicidade, que acabavam deixando um sorriso estampado em seu rosto.  

A reflexão sobre a sua jornada era interrompida pela doce voz de sua companheira. - Que bom que não foi preso, ia ser complicado te salvar da cadeia. - Era impossível para o espadachim não deixar uma risada escapar. - Meus únicos crimes são amar demais e ter um senso de humor muito bom, se fosse preso por isso, seria um mártir para os meus semelhantes. - Diria, em claro tom de ironia. - Fico feliz em saber que você tentaria me salvar da prisão, faria o mesmo por você. Só espero que você lide melhor com guardas do que com gorilas. - Ao mencionar o encontro com Macarcos, o gorila da selva de Lvneel, Sven sentia um pouco de nostagia, foi uma aventura e tanto no final das contas.

De qualquer forma, agora não era tempo de relembrar o passado, aqueles portões abertos garantiam a liberdade de forjar o seu próprio destino, com sangue e determinação. - Como você sugeriu, o porto realmente é a melhor opção. Com certeza um dos dois, Albina ou o Incendiário, estarão defendendo o navio. - Diria enquanto começava a avançar, deixando a segurança de Lvneel para trás. - Viciados são fáceis de se identificar, nós só vamos precisar de paciência, talvez demore até um deles deixar o navio. - Sua voz revalaria um tom confiante, afinal, depois de tudo que passou, Bjarke acreditava ser capaz de derrotar um pirata com apenas dois milhões de recompensa.

O plano era simples, Sven e Yennefer se dirigiriam até o porto, era óbvio que a tripulação de Albina não exibiria orgulhosamente uma bandeira negra, afinal, se assim fosse, já teriam sido derrotados pelos soldados da cidade. A nau do bando deveria estar disfarçada, para parecer com a embarcação de um civil.

A embarcação podia ter sua aparência alterada, mas o Incendiário era exótico demais para passar despercebido e o vício de sua tripulação não podia ser escondido. Ao chegar no porto, Bjarke buscaria algum lugar confortável para se fixar e observaria o cenário ao redor, esperando encontrar algum homem que demonstrasse traços de abstinência, fáceis de se identificar devido as suas habilidades médicas, ou o Incendiário em pessoa, achando qualquer um destes, seguiria os passos do alvo para encontrar a embarcação, ou localização, do bando. Caso o processo demorasse demais, dividira a patrulha em turnos com Yennefer, para que nenhum dos dois ficasse exausto, tanto no quesito físico quanto no mental.

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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição EmptyTer 01 Maio 2018, 02:05


NARRAÇÃO
Burn baby Burn
Novos caminhos e aventuras aguardavam o jovem Sven, que naquela estranha tarde ensolarada, tocada por pequenos flocos de neve, estava feliz por ter uma amiga fiel ao seu lado. O rapaz refletia tudo o que havia passado até agora, suas lutas, suas conquistas e até mesmo seus machucados que deixaram marcas, mas principalmente, pensou em como Yennefer era uma boa amiga para si, e como gostava de sua companhia. De fato, a mulher além de atraente, tinha uma consideração por Sven e estaria disposta a ajudá-lo sempre que fosse preciso.

Com os portões abertos da cidade, uma corrente de ar soprara para cima dos aventureiros, que puderam ver os cabelos um do outro dançar por um instante. Yennefer logo ajeitou os fios de seu rosto, arrumando-os enquanto sorria e brincava com Sven a respeito de salvar sua vida. O jovem rapaz, que não era bobo nem nada, não perdeu a oportunidade de brincar com sua companheira a respeito disso. Os dois caminhavam lado a lado enquanto iam em direção ao porto.

As árvores no caminho eram volumosas e estavam cheias de flocos de neve em suas folhas, mas aos poucos, a neve ia se dissipando pelo sol e era possível ver a água que antes fora gelo, derretendo aos poucos das árvores. Com passos confiantes, Sven e Yennefer deixavam para trás a segurança da cidade pela incerteza de encontrar um criminoso, da qual Sven acreditava que poderia derrotá-lo. De longe, Sven conseguia ver uma cortina de fumaça e ouvir gritos de socorro vindos do porto.

Ao chegarem no porto, ambos perceberam que o local estava um caos. Uma forja que se encontrava ali da qual preparava peças metálicas para os navios havia pegado fogo. As pessoas, desesperadas, tentavam apagar o incêndio antes que o mesmo se alastrasse para mais comércios ali ou até mesmo para os navios. Homens e mulheres buscavam a água do mar em baldes para apagar o incêndio e por alguma razão, não parecia ser o suficiente. Em um movimento rápido, um dos homens do porto gritara na direção dos aventureiros: - HEY VOCÊS AJUDEM AQUI! - A voz do homem era rouca e sua face e suas vestes estavam cobertas de fuligem.

Yennefer olhara para os lados, observando o fogo que espalhava rapidamente para outras lojas. - Sven, não vai ter como apagar o fogo, precisamos tirar essas pessoas daqui primeiro! - Ela olhou no fundo dos olhos do rapaz, tocando-lhe os ombros. Do outro lado do porto, alguns marinheiros começavam a soltar as amarras dos barcos ali para soltá-los ao mar e evitar que fossem pegos pelas chamas. Era possível se ouvir uma mulher gritando e chorando em desespero - MINHA FILHA, ELA AINDA ESTÁ LÁ DENTRO - O caos estava tomando conta e aparentemente, ninguém na cidade sabia disso ainda.



Off:
 

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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição EmptyTer 01 Maio 2018, 18:05

Agere non loqui


Em meio a densa vegetação da ilha, resquícios alvos de neve contrastavam com os tons verdes e marrons que dominavam o local. A imagem era bonita e digna de se admirar, em alguns pontos, a neve derretia, fazendo gotas d'água caírem da copa das árvores. A natureza vivia em constantes ciclos de transformação e o cenário que Sven podia encarar era um exemplo claro de tal fato, talvez, a mesma transformação que ocorria ao seu redor podia ter se manifestado em sua vida, o fato de estar acompanhado por uma pessoa tão especial como Yennefer e ter conseguido avançar em sua jornada, mesmo sem um futuro certo, poderiam ser provas disso.

O caminho, apesar de todos os riscos possíveis, foi tranquilo, de forma que Bjarke pode aproveitar a beleza natural enquanto caminhava ao lado de sua companheira. A jornada, um tanto quanto bucólica, era interrompida por uma cortina de fumaça ao longe, a imagem era acompanhada por gritos de desespero que captavam a atenção do jovem médico.

A vontade de ajudar crescia no corpo de Sven, como um instinto, agir em prol daqueles mais necessitados era algo natural, devido a educação que havia recebido em sua infância. O homem cortava caminho pela floresta, na maior velocidade possível, apenas para se deparar com um incêndio que espalhava caos e desordem pelo porto. O primeiro pensamento que cruzava a mente de Bjarke era o fato de que tal acontecimento não podia ser apenas coincidência, se você procura um homem conhecido pela alcunha de Incendiário e se depara com um incêndio, bem, deve estar no caminho certo.

As ponderações do espadachim eram interrompidas pela voz rouca de um homem desesperado. - HEY VOCÊS AJUDEM AQUI! - Sua aparência não tinha nenhuma característica marcante, já que estava encoberto de fuligem. Sven caminharia lentamente, para se aproximar das chamas, no processo, tentaria tirar sua camisa do corpo, deixando a parte superior desnuda.

Enquanto pensava no melhor curso de ação, podia ver com clareza o desespero no semblante daqueles que tentavam conter as chamas a qualquer custo, a princípio, julgava que não podia fazer nada para ajudar nesse caso, já existiam homens e baldes d'água o suficiente, mesmo que, aparentemente, aquilo não adiantasse. A voz de Yenn chamava a sua atenção. - Sven, não vai ter como apagar o fogo, precisamos tirar essas pessoas daqui primeiro! - Talvez fosse a coloração dos seus olhos, ou a doçura de seu toque, mas ao escutar aquelas palavras, Bjarke tinha certeza de que a arqueira estava certa. - Eu vou ajudar no que puder, mas essa situação é muito suspeita. Fique de olho em qualquer coisa anormal por mim e, se eu morrer, tenha certeza de deixar meu corpo apresentável no enterro. - Diria, em claro tom de sarcasmo, enquanto tentava amarrar sua camisa no rosto, cobrindo o nariz e a boca, para não inalar a fumaça que tomava conta do local.

Na maioria das vezes, Bjarke era um homem extremamente calmo, que calculava com antecedência a maioria das suas ações, mas o grito de uma mulher desesperada era uma das poucas coisas que faziam o médico abandonar essa característica. Sven agiria de forma instintiva, gritando, visando organizar aquelas que agiam de forma desesperada. - Prestem atenção! Aqueles que não tem um balde para carregar, procurem por feridos e arrastem eles para algum local arejado, sem fumaça! Aqueles que não tiverem físico para fazer isso, busquem toalhas e água para levar ao local onde ficarão os feridos! - Em tempos de caos, é mais importante uma figura para organizar tudo do que uma coragem insensata.

Com a camisa protegendo sua respiração e mitigando os efeitos da fumaça, Bjarke avançaria até a construção em chamas, para tentar salvar a filha da mulher desesperada. No meio da trajetória, tentaria pegar um balde d'água já cheio, com algum dos homens que tentavam fazer o fogo cessar. Conseguindo ou não, o jovem adentraria na construção, se existissem escombros, na entrada ou em algum ponto do seu caminho, sacaria sua espada e tentaria derrubar o obstáculo, para não usar suas mãos nuas e evitar o risco de se ferir. Se, em meio ao seu caminho, encontrasse um grande concentração de chamas, que tivesse que transpassar para salvar a garota, jogaria a água que se encontrava no balde, se tivesse, e pularia rapidamente para tentar atravessar a barreira do fogo sem se ferir, se não tivesse um balde d'água para ajudar no processo, pularia através do fogo do mesmo jeito, usando as mãos para proteger o rosto.

Bjarke torcia para encontrar a garota sem muitas dificuldades, mesmo que seu lado racional dissesse que a fumaça e as chamas seriam grandes inimigas que diminuiriam drasticamente sua visibilidade, além do dano que podiam causar. Se não encontrasse a criança rapidamente, gritaria, esperando que sua voz alcançasse o alvo. - Não fique desesperada, eu cheguei pra ajudar, é só gritar que eu vou salvar você! - As palavras que saiam de sua boca deixavam transparecer um sentimento que talvez fosse inocente demais, ao acreditar que tudo ocorreria bem. Se tivesse uma resposta, Sven avançaria com cautela na direção da criança, para resgatá-la.

Se ela estivesse presa por escombros, o médico usaria sua espada para libertá-la, usando a arma como se fosse uma alavanca. Alcançando a filha da mulher desesperada, Bjarke tentaria carregá-la em seus braços, na altura do seu peito, visando protegê-la de qualquer calor que viesse por baixo. Com a criança sob sua proteção, tentaria utilizar toda a sua velocidade para sair rapidamente do local, aceitando sofrer queimaduras no caminho se isso significasse uma saída mais veloz e segura para a criança resgatada.        

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Última edição por Bjarke em Seg 14 Maio 2018, 01:16, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição EmptyTer 01 Maio 2018, 23:49


NARRAÇÃO
Fire and Blood
Sven aproveitava a paisagem, o clima ameno e a companhia de sua linda companheira até avistar as chamas e ouvir os gritos vindo do porto. Seu coração naquele momento, parou por um instante enquanto suas mãos suavam. Precisava ajudar aquelas pessoas e rápido! Correndo ao lado de Yennefer, os dois chegaram ao local em caos. Sven logo associou o fogo ao Incendiário, era estranho para o rapaz e, como no mundo não existem coincidências, aquilo só podia ser algo clandestino.

Ao ouvir os gritos de um homem pedindo ajuda, Sven logo se prontificou a tirar sua camisa preta para ajudar os homens, mas, em um instante, sentirá as mãos suaves de Yennefer em seus ombros e sua voz junto aos seus olhos convenceram Sven de que já era tarde demais para apagar o fogo, que a principal tarefa agora era evacuar os civis ali presentes. Concordando, Sven pediu a sua companheira para ficar atenta e com uma piadinha sarcástica, deixará o lado de Yenner que riu baixinho antes de caçoar do amigo. - Não quero espetinho seu não, tome cuidado seu bobo. - Após suas palavras, a mulher fora em direção às pessoas que se afastaram da fumaça, ajudar no que fosse possível e, com os olhos bem abertos e vigilantes, procurar por um certo delinquente.

A camisa preta nas mãos de Sven logo se tornaram uma máscara para filtrar a fumaça que havia ali. A fumaça era bem escura e espessa, a visibilidade aos poucos ficava pior devido às chamas. Seus ouvidos, fiéis companheiros logo detectaram a voz de uma mulher pedindo socorro. O coração disparado era um dos sinais de que Sven estava perdendo aos poucos a sua calma característica. Uma mulher em apuros era algo assustador da qual o rapaz jamais se negava a ajudar.

A mulher aos prantos era alta, loira e suas roupas estavam cobertas de fuligem enquanto era segurada por um homem, pois a mulher, desesperada queria se atirar dentro das chamas para resgatar sua filha. - ALICE, MINHA FILHA AINDA ESTÁ LÁ DENTRO, ME SOLTE, ME SOLTE SEU DESGRAÇADO. - Os gritos altos e as lágrimas em seu rosto era uma cena perturbadora. Nenhum louco se atrevia a entrar naquelas chamas altas e encarar a cortina de fumaça que vinha do local. A chance da criança já ter morrido era grande para os civis ao redor, mas Sven, como médico, sabia que se não tentasse jamais saberia a verdade

As palavras da mulher fora um gatilho para seus instintos de sobrevivência virem a tona. Com uma voz trovejante mas não intimidadora, Sven tentava organizar os civis que pareciam baratas tontas em sua maioria. Aos poucos, as pessoas iam se afastando do fogo e as que podiam, arrastavam outros para longe das chamas, local onde Yennefer se encontrava, cuidando dos feridos.

Com um lapso de coragem, o rapaz correu até a mulher que chorava. Não era preciso perguntar o local de entrada pois ela apontava incessantemente para o que antes fora uma loja de pescaria. Ao olhar em sua volta, um balde de água do mar estava disposto a poucos metros de si. Sem pensar muito, o rapaz o pegara o balde e correu para a entrada da loja.  Com a espada em mãos, tentou derrubar a porta e os escombros a sua frente. Não conseguiu de primeira pois uma pesada viga havia caído atrás dela. Após um esforço maior, a porta caíra para dentro da loja. O esforço custara um pouco mais do fôlego do jovem do que ele havia imaginado. A corrida da floresta para o porto e a derrubada da porta fazia seus músculos robustos dos braços e pernas a terem pequenas câimbras, como médico, sabia contornar a situação.

A ponta de sua espada estava avermelhada, o metal havia esquentado e agora era perigoso demais colocá-la de volta em sua bainha. Com a espada em uma mãos e o balde em outra, avançou para dentro da construção enquanto ouvia do lado de fora os gritos das pessoas: - VOLTE, ESTÁ MALUCO RAPAZ? - Mas a mulher que antes desesperada por ajuda, implorava a Sven. - POR FAVOR, SALVE MINHA FILHINHA. - As palavras dela deram um ‘’gás’’ na energia do rapaz, que fizera que as suas dores por um minuto sumissem, estava focado, precisava salvar a menina.

A fumaça era espessa e escura, como se o que tivesse sido queimado não fosse apenas a madeira das construções do porto, havia algum composto químico ali no meio. Para as pessoas normais, era possível sentir o cheiro de algo como borracha, pneus queimados. Sven porém, não sentia nada de diferente, afinal não podia sentir cheiros. Os olhos do rapaz começaram a lacrimejar um pouco e mesmo com a blusa em volta de suas narinas e boca, começava a tossir. Precisava procurar a menina e rápido. Suas palavras soaram gentis mas roucas devido a fumaça. Enquanto esperava por um som, algo da menina, as chamas começavam avançar rapidamente em sua direção até ouvir um choro bem baixinho vindo do segundo andar da loja.

Os olhos do rapaz se arregalaram. Ela estava viva. Sem pensar duas vezes, avançou cautelosamente, escapando das vigas tocadas pelas chamas. A loja era grande e o segundo andar parecia ser a residência de quem trabalhava ali, no caso a mãe da menina e o pai dela. Subindo as escadas, Sven afundou o pé em um dos degraus, Cortando o calcanhar do seu esquerdo e deixando metade da água do balde cair. Em um movimento rápido, tirou os pés dali e se voltará para o quarto da onde os choros vinham. Entrou no recinto, empurrando a porta com a espada para evitar tocar na maçaneta de metal quente, pode ver a garotinha embaixo de sua cama. Ela não parecia ter mais do que cinco anos de idade. Estava assustada e aos prantos enquanto agarrava um bichinho de pelúcia. O teto do local começava a dar sinais de desabamento. O tempo era curto, e a cada batida do coração do jovem um segundo a mais era comprometido.




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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição EmptyQui 03 Maio 2018, 05:30

Crudelius est quam mori semper mortem timere


Os encantos da mulher que clamava por ajuda chamavam a atenção de Sven, mesmo em meio a todo aquele desespero, os cabelos dourados lhe fascinavam, de forma que nem o choro e nem a fuligem podiam macular tamanha beleza. A agonia e aflição presentes nos gritos da mulher em questão faziam o corpo do espadachim se mover de maneira involuntária, correndo em direção as chamas de maneira quase instintiva.  

Em outros cenários, Bjarke se contentaria em observar aquela bela mulher por alguns instantes, para em seguida testar sua fortuna, esperando que a dama da sorte sorrisse para os seus esforços, mas os únicos pensamentos que existiam em sua mente eram sobre os terrores que Alice tinha que enfrentar naquela situação. Com uma espada, um balde d'água e uma determinação inabalável, Sven dava início ao resgate, mas não demorou muito até se deparar com seu primeiro obstáculo. A porta do estabelecimento apresentava uma resistência muito maior do que a esperada, devido as alterações causadas pelo incêndio, mas a urgência da situação fez com que o homem tirasse forças do âmago de seu ser, derrubando a obstrução e criando seu caminho para a construção em chamas.    

Sua espada, utilizada no processo, incandescia, provocada pela temperatura do local e pelos escombros, de forma que o simples ato de segurar o objeto era perigoso e fazer a arma repousar na bainha era impensável. Com as duas mãos ocupadas, Sven escutava os gritos dos civis, instruindo-o a se afastar. Não querer se colocar em perigo para ajudar o próximo era uma atitude compreensível, mas convencer um homem disposto a se sacrificar de fazer o contrário era uma atitude deplorável, ao avançar para o interior da construção, a raiva tomava conta do corpo do médico como as chamas tomavam conta daquele local.  

Uma fumaça espessa imperava no ambiente, mas a escuridão sufocante não era o suficiente para suprimir o desejo de Bjarke e parar seus esforços, entretanto, mesmo tendo a camisa atuando como uma espécie de máscara, os efeitos ainda podiam ser sentidos de forma eficaz. O homem gritava, torcendo para receber uma resposta da pessoa que procurava, mas não escutava nada, apenas sentia sua garganta mais seca, enquanto lágrimas desciam pela maçã de seu rosto, provocadas por um grande desconforto. O fogo se alastrava, consumindo tudo ao redor, um claro lembrete de que o tempo não era seu aliado. Naquela situação desconfortável, Sven sucumbia, deixando a angústia tomar conta do seu ser. Instantes atrás, o jovem caminhava com sua companheira pelo Éden, agora, se jogava nas chamas do Inferno, malditos sejam Adão e Eva.    

Em meio ao tormento, os ouvidos do médico conseguiam captar um choro, não tinha certeza se aquilo era real ou apenas uma doce ilusão que acompanhava o fogo e fumaça, mas era o suficiente para fazer com que ele renovasse suas energias e persistisse em busca do seu objetivo. Bjarke nunca pensou que se sentiria feliz ao escutar um choro, mas era isso que acontecia no momento, talvez fosse a mesma alegria que pais sentiam ao verem seu recém-nascido gritar pela primeira vez, deixando sua marca no mundo.  

Enquanto avançava em direção ao som, esquivando de escombros e labaredas no caminho, Sven acabava se descuidando e fazia seu pé esquerdo afundar em meio aos degraus. A recuperação era rápida, mas a madeira deixava uma marca em sua carne, fazendo o líquido rubro correr pela pele alva, o jovem interpretava aquilo como um aviso de que não existiam espaços para erro naquele local. O calor e o ferimento eram um flagelo para seu corpo, mas, no momento, Bjarke não se importava com nenhum desses fatores, qualquer ferimento que sofresse era um preço muito pequeno a se pagar pela segurança de Alice, que ainda tinha toda uma vida pela frente.  

Alcançando a fonte do som que lhe deu forças para seguir em frente, Sven se deparava com uma porta, que conseguiu abrir com o auxílio de sua lâmina ardente. Para sua alegria e alívio, o espadachim notava a presença da criança no cômodo, escondida sob sua cama, nitidamente amedrontada. Mesmo com essa boa notícia, o homem sabia que cada instante era crucial para o seu sucesso, de forma que não tinha tempo a perder.

Bjarke observaria rapidamente o ambiente ao seu redor, buscando alguma saída para aquela situação, preferencialmente uma janela, se encontrasse, largaria o balde e correria em direção a abertura, chegando ao destino, usaria sua espada incandescente para quebrar o vidro da janela, visando se certificar de que nenhum caco pudesse rasgar sua pele ou a da criança na hora da manobra. Tendo aberto um espaço para sua fuga, Sven arremessaria sua espada pela janela, nesse momento se sentiria despido, já que o simples pedaço de metal se provou como um fiel companheiro durante a sua jornada, mas, mesmo assim, pular com a lâmina e a criança era muito arriscado.

Com as mãos livres, o médico esperava transparecer uma imagem mais amistosa, tentando evitar o desespero, o homem caminharia até a cama, pegando uma coberta se existisse, em seguida, se abaixaria, revelando sua face para a menina. - Alice, sua mãe pediu pra eu buscar você. - Diria, enquanto tentava colocar um sorriso em seu rosto ao estender a mão para a criança, esperando que ela o acompanhasse. Se alguma resistência fosse apresentada, tentaria outra abordagem. - Qual é o nome do seu amigo? - Perguntaria, obviamente se referindo ao bicho de pelúcia. - Eu tenho certeza que ele quer muito sair daqui. - A mão continuaria estendida, o médico torcia para que a criança conseguisse se acalmar e resolvesse acompanhá-lo, pois acreditava que, dessa forma, conseguiria deixar o local com mais velocidade.  

Caso seus esforços diplomáticos fossem frustrados, Sven agarraria Alice, arrastando seu corpo para fora da proteção da cama, tentando não machucá-la no processo. Por força ou carisma, quando tivesse a criança em mãos, envolveria a menina com alguma coberta, se tivesse achado uma intacta. Coberta ou não, o médico carregaria Alice em seus braços, tomaria distância da janela e avançaria com grande velocidade, sem medo, buscando se livrar do fogo. Quando estivesse próximo o suficiente da janela, Bjarke tomaria impulso para pular, na maior altura que conseguisse, buscando cair o mais longe possível da construção, já que as chamas poderiam ter se espalhado.  

Quando seus pés abandonassem o chão, o médico tentaria mover seu corpo, para proteger Alice dos efeitos da queda. A face da criança estaria encostada em seu peito, de forma que, em qualquer impacto, sua própria cabeça sofreria primeiro as consequências, atenuando os danos posteriores. Sua cabeça e pescoço estariam curvados, protegendo a criança por cima e evitando uma resistência direta contra o solo, de forma que a energia gerada pela queda seria melhor distribuída, causando menos dano. Seus braços envolveriam a menina, se cruzando por trás das costas de Alice, a posição dava firmeza para que a criança não escapasse de sua proteção durante o salto e, no caso de um impacto frontal, forneceriam uma proteção para a criança, já que estariam rijos quando encontrassem o solo.

Sven tentaria cair de forma que suas costas fossem o primeiro membro a encontrar o chão, já que assim Alice não sofreria com os efeitos da queda, se fizesse tal ato com sucesso, simplesmente libertaria a criança de seus cuidados, mas não de sua visão, e se afastaria do estabelecimento em chamas, buscando avidamente por um espaço livre da fumaça e do fogo, para que pudesse se recompor. Se o impacto da queda ocorresse de forma frontal, tentaria absorver o máximo de dano com seus braços cruzados, para não afetar a criança, tendo um cuidado especial com a cabeça, assim que tivesse oportunidade, rolaria para o lado, deixando a criança por cima. Se sua cabeça fosse o primeiro membro a ir de encontro ao solo, tentaria curvar sua extremidade, para oferecer menos resistência e consequentemente sofrer menos com o encontro. Se, por algum milagre, o jovem conseguisse cair de pé, tentaria se jogar para o lado quando a sola de seus pés alcançassem o chão, ao invés de deixar a queda seguir seu fluxo natural, já que assim amenizaria o impacto.

Independentemente da forma que caísse, a primeira coisa que faria ao se recompor seria verificar a condição de Alice, rezando para que ela estivesse bem. Se a criança necessitasse de algum cuidado médico, Sven ministraria o mesmo sem delongas, com o auxílio de seus conhecimentos e sua experiência. Com a menina em segurança, o homem procuraria pela mãe da mesma, fornecendo o tão esperado reencontro. Se tudo estivesse em ordem, o espadachim procuraria por Yennefer, se atentando a situação do local no processo.    

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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição EmptyQui 03 Maio 2018, 13:54


NARRAÇÃO
A Hero for Us
Os batimentos cardíacos do jovem rapaz eram cronometrados como um relógio. Tic tac, tic tac o tempo passava e com ele, as chamas consumiam cada vez mais as construções daquele porto. O coração de ouro e a vontade de ferro fizeram Sven seguir adiante, não importando os obstáculos, não importando se estava com medo de perder a vida, estava disposto a dar a sua própria para salvar uma criança. Um coração nobre, o coração de um herói.

O suspiro de alívio viera ao abrir a porta do quarto e encontrar a pequena menina embaixo da cama. Ela estava assustada, mas era esperta o suficiente para esconder-se em um dos locais mais seguros ali. O teto do quarto rangia assim como o chão, a madeira que como lenha em brasa, estralava fazendo a menina chorar mais ainda. Era agonizante, o fogo, os barulhos, a fumaça em volta, se existisse um inferno ele provavelmente seria assim, com choros e lamentos outrora inocentes.

Sven sabia o que tinha que fazer, tinha que sair dali o mais rápido possível. Em um impulso, largou o balde de água e correu até a janela do quarto, era de madeira e o pouco de vidro que havia ali era bem fino, um vidro barato e que poderia ser quebrado facilmente por conta do calor do ambiente. Sven logo usou sua espada para quebrar o vidro, precisava garantir que  o mesmo não estourasse enquanto passava por ali. A ponta quente de sua espada fizera com que o vidro fino estourasse para fora e dentro da estrutura. Os cacos finos não cortaram as mãos de Sven, mas os pedacinhos que caíram em seu corpo estavam quentes e causaram pequenas queimaduras em seu peitoral desnudo e em seu braço direito que empunhava a espada.

Quebrado o vidro só havia um pequeno ou grande problema, a janela era muito estreita para seu corpo grande e forte. Não conseguiria passar ali sem derrubar a estrutura, o que era muito perigoso já que a madeira estava quente. Sem pensar duas vezes, usou toda a força de braço para cortar a madeira ali. Sua espada, fiel amiga não lhe deixou na mão, cortando os espaçamentos e dando-lhe uma abertura grande o suficiente para passar por ali.

Os estralos anteriores se transformaram em grunhidos altos, a escada a qual Sven subira para o segundo andar havia desabado e com ela, parte do chão do corredor e da porta do quarto começava a ceder também. Precisava sair dali agora. Com a janela preparada, Sven atirou sua espada o mais longe que podia, afinal não teria como carregar uma criança com ela, era muito arriscado. A lâmina voou mais longe do que ele havia calculado, o que ele não esperava, é que ela fosse cair dentro da água do mar. O aperto em seu coração derá a ele a vontade de gritar alto por ter feito aquilo.

Depois da desastrosa perda, tinha de convencer a menina a ir com ele. Os olhos verdes da menina encararam o rapaz, seu choro parou por um instante, ela o escutava e sem demorar muito, saiu de baixo da cama para se atirar nos braços de Sven. Ela era pequena, bem leve, agarrada ao seu bichinho a menina encontrava no rapaz a segurança de um irmão mais velho.

Olhando ao seu redor, Sven percebeu que acima da cama havia uma velha colcha de retalhos. As flores daquela peça que um dia foram coloridas e cheias de vida estavam gastas e cobertas de fuligem era uma boa opção para proteger a criança. Segurando a garota em seu colo com o braço direito, pegou a colcha com a esquerda e a enrolou em volta da criança, protegendo seu corpo pequeno e delicado do que viria a seguir. Sven se certificou de que a criança estaria segura e acalmando-a por um instante e se preparando para saltar da janela.

Derá uns passos para trás, sua respiração ofegante e olhos lacrimejando focaram a janela. A criança em seu colo estava quieta, chorava baixinho pelo medo de toda a situação. Com movimentos rápidos, Sven correu até a janela e antes de jogar-se sobre ela, virou de costas para que os resquícios de madeira que cortara anteriormente não atingissem seu rosto. Antes as costas que a menina. O impulso dado pelas pernas cansadas foram o suficiente para fazer com que seu corpo não caísse em cima das chamas que havia ali em baixo.

Por alguns segundos a sensação de voar estava em seu coração. Enquanto seu corpo caia em direção ao solo, sentia que naquele instante nada importava, o medo, a coragem… Nada realmente importava, era assim que os pássaros se sentiam? Livres mas com medo da queda? Pelo menos, os pássaros tinham asas e voavam… Já os humanos, bem, os humanos caem.

O impacto em suas costas fora forte o suficiente para Sven escutar alguns de seus ossos gritarem. Trincou o ombro direito com o impacto que o peso da garota fizera sobre si e duas de suas costelas haviam saído de seu lugar, quebradas. Havia caído de mal jeito e ao libertar a garota de seu abraço, sentiu vontade de xingar todos os deuses por tamanha dor. Ao ver a cena, a mãe de Alice que estava ali em frente, correu até o rapaz e sua filha, pegando a garotinha no colo enquanto ajudava Sven a sentar-se no chão. Ela tirou a camisa do rosto dele para que pudesse respirar melhor.

O movimento da mulher fora indelicado, trazendo-lhe mais dor. - Ajudem aqui! - a voz dela logo clamou pelas outras pessoas ao redor que conseguiram ajudar Sven a se levantar. Juntos, seguiram para longe das chamas. O vento vindo do norte levava a fumaça para longe das pessoas ali e enquanto caminhava para longe, pode ouvir a estrutura que antes era um loja e um lar, desabar entre as chamas.

Em uma colina com vários civis, Yennefer avistou o rapaz e foi correndo na direção dele. - Ficou maluco só pode, me diga o que fazer para te ajudar. - as palavras dela eram preocupadas, Sven mesmo não querendo estava cansado e muito dolorido, mas ainda havia trabalho a ser feito.

O fogo consumia aquele porto e de todos os barcos que antes haviam ali, apenas um continuava ancorado. Ao longe, era possível de se ver vários guardas saindo de Lvneel para ajudarem no porto, a cavalo eles corriam, ainda dava tempo de salvar algumas estruturas ali. Era uma cena triste, as pessoas que moravam ali haviam perdido suas casas, seus empregos. Era possível ouvir o choro de várias mulheres, crianças e se ver a feição abatida dos homens, se sentindo impotentes por não terem conseguido apagar o fogo.





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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição EmptySex 04 Maio 2018, 16:51

Dubitando ad veritatem parvenimus


Ao pensar em dor, algumas imagens eram evocadas na mente de Sven, como lâminas rasgando pele e dilacerando carne, chamas consumindo os membros do corpo, mãos sufocando uma garganta, ossos sendo partidos com um impacto, balas abrindo o caminho através de um corpo. Ironicamente, o jovem médico não associava dor com um fenômeno simples como a perda, que era, sem dúvidas, a maior causa dos seus sofrimentos, primeiro, perdeu o olfato, depois foi devastado pela ausência de sua mãe e, por fim, tinha que se despedir de sua espada que, apesar de ser apenas um simples pedaço de metal, foi um companheiro fiel e crucial nos últimos dias. Seria uma mentira dizer que o jovem não se sentiu um pouco abalado ao ver a lâmina afundar lentamente, sendo atraída pelo movimento do mar, mas o fato de saber que a despedida ocorria por um motivo nobre atenuava um pouco a situação. Ignorando o lado emocional, Bjarke não tinha muito tempo para lamentar, já que, se o fizesse, em breve lamentariam a sua ausência também. Com todas as suas forças, o homem se jogava pela janela, envolvendo a criança com seu corpo.

A sensação de estar se deslocando em meio ao ar era estranha, ao mesmo tempo em que se sentia liberto, Sven se sentia impotente, a adrenalina e o medo tomavam conta do seu corpo e tudo em que ele conseguia pensar, naqueles instantes que pareciam durar uma eternidade, era na segurança de Alice. A excepcionalidade do momento fazia com que algumas de suas memórias retornassem, vividamente. O jovem Sven estava no navio de sua família, cercado pelos seus irmãos e seus pais, todos estavam juntos, na proa da embarcação, observando as estrelas e escutando as histórias que o mercador contava. Na noite em questão, seu pai mencionou algo sobre pássaros, não se lembrava muito bem, mas, se não estivesse engano, era algo sobre os filhotes só terem uma chance de voar, as aves mais velhas jogavam as mais novas do ninho e elas tinham duas opções, voar ou morrer. A nostalgia que acompanhava a lembrança marcava o rosto de Bjarke com um sorriso durante a queda.

O impacto da queda arrancava o sorriso de sua feição, de forma brutal, involuntariamente, o espadachim não podia fazer nada além de gritar depois de encontrar o chão, externando a sua dor, era como se uma dezena de lâminas surgissem dentro do seu corpo, ao mesmo tempo. Bjarke nunca se importou muito com seu corpo, sempre foi de um tipo mais sentimental, além disso, sua crença e seus estudos levavam o jovem a acreditar que seus músculos, ossos e sangue eram apenas uma ferramenta, que seria corroída pelo tempo de qualquer forma, assim sendo, o que realmente importava estava por trás de tudo isso, bem, sendo totalmente sincero, na verdade ele passou a se importar quando as mulheres começaram a se importar com isso também. De toda forma, ver o reencontro de Alice com sua mãe era algo inestimável, se Sven estivesse cego, surdo, mudo, sem os braços e sem as pernas, ainda não se arrependeria. Se observasse que o bicho de pelúcia de Alice tinha sobrevivido a queda, pegaria o mesmo com a mão esquerda e chamaria a atenção da menina, se ela tivesse esquecido o objeto. - Ei garota, quando tava ruim ele ficou do seu lado, ele merece comemorar também. - Diria com um sorriso no rosto, em tom jocoso, enquanto estendia a pelúcia.

A preocupação da mulher era válida, mas o médico não gostava de deixar sua fraqueza transparecer. - Pode ficar tranquila, foi só um arranhão. - Sua garganta seca e sua aparência sofrida provavelmente fariam todos terem certeza do contrário, a solidariedade dos civis que ajudavam na sua locomoção comoviam o jovem, que não esperava tal atitude. Já em segurança, Bjarke se sentia feliz ao ver Yennefer, principalmente após notar a preocupação dela com seu estado. Apesar de estar mais quebrado que brinquedo em mão de criança, o espadachim tentaria passar certa confiança em suas palavras. - Não precisa se preocupar, são só alguns arranhões. - Obviamente, Sven não perderia uma oportunidade ótima como essa, era quase uma obrigação agir com a irreverência habitual nesse momento. - Afinal, o que é esse incêndio perto das chamas de nossa paixão? - Diria, de forma a parecer uma piada, mas toda piada tinha um fundo de verdade.

A dor percorria pelo seu corpo novamente, como um amargo lembrete de seus sacrifícios. - Na verdade, você poderia me ajudar emprestando uma flecha e arrumando um balde d'água, uma toalha ajudava também se não fosse pedir demais. - O homem estenderia sua mão esquerda para a arqueira, esperando por uma flecha. Se conseguisse o objeto, usaria a ponta de aço da seta para raspar gentilmente seu braço direito e seu peito, onde existiam as queimaduras causadas pelo vidro, visando remover qualquer caco que por ventura estivesse preso em sua pele. Se sua companheira conseguisse arrumar um balde d'água e uma toalha ou pano, ou apenas o balde, usaria a água para limpar o ferimento de seu calcanhar, depois de fazer o líquido escorrer pelo local de forma suave, observaria se existia alguma farpa ou objeto dentro da ferida e, se tivesse, removeria delicadamente com a mão esquerda, esta etapa concluída, lavaria novamente o ferimento, com mais afinco, não se importando em fazer o ferimento sangrar. Com o calcanhar limpo, usaria o pano ou a mão esquerda para fazer a água correr pelo seu peitoral e pelo braço direito, atenuando a dor causada pelas queimaduras, que julgava serem simples o suficiente para sararem com o tempo.

Aplicando ou não o tratamento em si mesmo, Sven olharia ao seu redor, procurando Yennefer, caso encontrasse, diria. - Eu preciso de mais um favor, me ajude a arrumar meu braço, é só segurar ele com força. - Ergueria o braço direito com a ajuda do esquerdo, esperando que a arqueira segurasse o membro, se sua companheira não estivesse por perto, pediria o mesmo para qualquer outra pessoa que parecesse prestativa. Com o braço imobilizado, Bjarke usaria seus conhecimentos sobre anatomia humana para realocar seu ombro, fazendo-o retornar para a posição original, a tentativa consistiria em um movimento rápido, movendo o corpo contra o ombro, imobilizado pela ajuda, enquanto usava a mão esquerda para pressionar, tentando realizar o movimento correto. Era óbvio que existiam riscos, os músculos, ligamentos e tendões poderiam ser seriamente danificados, além dos nervos, dos vasos sanguíneos e da dor, que viria de qualquer forma, mas valia o risco.

Tendo sucesso ou não na sua tentativa, o jovem caminharia, novamente com a flecha em mãos, indo em direção ao incêndio. Ao se deparar com as chamas, colocaria o metal do projétil em contato com o fogo por um breve instante, em seguida, levaria a parte aquecida pelas labaredas contra o ferimento de seu calcanhar, o calor deveria ser o suficiente para selar o ferimento e, como o contato com o calor seria extremamente breve, sairia com uma leve queimadura, na pior das hipóteses. Com os ferimentos menores tratados, Sven voltaria sua atenção para as costelas, tatearia delicadamente a área danificada, para ter noção do tamanho e da gravidade do ferimento, além de tentar aferir se algum outro órgão foi lesionado pela alteração. O ideal seria ficar em repouso durante o tempo necessário para a recuperação, mas o jovem médico não tinha tal luxo, de forma que se contentaria em envolver suas costelas com uma de suas bandagens, de forma justa, mas em um nível que não causasse incomodo.

Após fazer o possível na situação para se tratar, Bjarke se dirigiria até as vítimas do incêndio e perguntaria. - Onde está o ferreiro? - Contaria com o auxílio das pessoas para encontrar o homem com facilidade, ao se deparar com o mesmo, observaria bem a sua aparência, captando o máximo de informações possíveis. - Desde quando você tem essa forja? - Se fosse um período de anos, provavelmente o homem não teria nenhuma culpa em relação ao acontecimento, não falhou por, no mínimo, trezentos e sessenta e cinco dias, por qual razão falharia agora? Se estivesse convencido da inocência do artesão, aproveitaria o momento, que na verdade era um tanto quanto inoportuno. - Eu sei que é um momento bem merda pra falar sobre isso, mas por acaso você teria alguma espada sobrando? Eu perdi a minha salvando a garota e infelizmente minhas mãos nuas não são o suficiente para matar quem fez isso. - Apesar de externar suas intenções, Sven ainda não tinha a mínima ideia de como encontraria o seu alvo, ao menos até olhar para o mar e perceber que apenas um barco permanecia ancorado, era coincidência demais.

Com ou sem uma espada em mãos, o médico caminharia até Yenn. - Advinha quem eu achei? Ele mesmo, a única pessoa mais tostada do que eu. Espero que você encha o corpo dessa desgraça de flecha até ele parecer um porco-espinho. - A sorte do espadachim parecia ter mudado rapidamente, já que podia perceber a presença dos homens de Lvneel no local, sem hesitar, caminharia até eles, procurando pelo homem, ou mulher, em comando, encontrando quem buscava, diria. - Desculpa incomodar, mas eu queria saber se, por algum acaso, vocês estariam interessados em pegar o homem que causou esse incêndio, amarrar um lado de uma corda em seu pescoço e o outro em um cavalo, pra depois sair cavalgando por ai. - Tentaria passar seriedade em suas palavras. - Eu só tenho uma condição pra revelar o paradeiro dele, tudo que eu quero é um combate, sem a interferência de ninguém. - Se o interlocutor concordasse com suas exigências, apontaria para o único navio ancorado. - Prepare seus homens. - Diria, com sorriso no rosto.            

Na hipótese dos homens de Lvneel não estarem dispostos a ajudar, Bjarke avançaria sorrateiramente até a embarcação, junto a Yennefer, e observaria a situação atentamente, para planejar seu próximo movimento.

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Última edição por Bjarke em Seg 14 Maio 2018, 01:18, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição EmptySab 05 Maio 2018, 18:15


NARRAÇÃO
Broked Bones and Wild Spirit
É comum os humanos alegarem que antes de sua morte, suas vidas passam diante de seus olhos. Bem, com Sven não fora diferente. O lapso de todas as dores que sofreu desde sua infância vieram em sua mente enquanto suas asas invisíveis e inexistentes não batiam para alcançar voo. Os ossos duros e a carne macia do rapaz foram corrompidos brutalmente ao tocar o solo, a sensação de mil espadas furando sua pele trouxeram-lhe a garganta um urro pesado de dor ao sentir os ossos de pouco a pouco se partindo dentro se seu peito, a dor física era grande, era intensa mas a felicidade no olhar de uma mãe e uma garotinha inocente se reencontrando superava qualquer problema que tivesse. Ao ver as duas e com um movimento delicado e dolorido, pegou o coelhinho de pelúcia da menininha que estava no chão, sorriu para ela e ao entregar-lhe o bichinho, ganhou um caloroso abraço da menininha. - Obigada moço, você salvou o Sr.Cueiu, é meu helói! - As palavras vindas daquela boquinha pequena e delicada eram sinceras. Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro.

Após receber o abraço da criança, Sven agora recebia ajuda dos civis. Sua modéstia e porte impediam o rapaz de ser considerado frágil ou mesmo fraco perante os outros. Ele aceitou a ajuda das pessoas ao redor e ficou espantado por tal atitude. Em momentos de crises e grandes catástrofes é possível de se ver o que há de melhor nos homens, a solidariedade atingia os corações daquelas pessoas e Sven pode perceber mais disso enquanto se aproximava da colina longe do porto.

A preocupação de Yennefer ao ver seu amigo todo surrupiado era evidente e como um bom piadista, Sven não perdeu a oportunidade de brincar com sua preocupação. A garota ouviu as palavras do amigo e com um sorriso torto respondeu: - Ah você não tem jeito mesmo… Idiota. - Ao ver o amigo sentir a dor no corpo todo e ouvir seus desejos pelos itens que ele citara, ela o encarou com um olhar firme. - Ok. - Em um movimento delicado e suave ela pegou uma de suas flechas e entregou a ele. Com passos apressados, foi atrás do Balde e da toalha.

Enquanto aguardava a companheira, Sven aproveitou a ponta da flecha para remover os pequenos cacos de vidro que estavam em sua pele. Alguns arranhados, pouca coisa profunda, estava aliviado por pelo menos os deuses terem sido gentis e poupado sua face daquele vidro despedaçado. Com cuidado, foi retirando os pedacinhos e observando as pequenas manchas em sua pele.

Enquanto o fazia, Yennefer voltou a sua presença com um balde de água. - Olha a toalha eu não achei nenhuma em um estado utilizável sabe. - Ela dizia com um sorriso torto e com uma cara de nojo ao pensar nas toalhas que havia visto, entregou o balde para o rapaz que gentilmente pedira uma ajuda para colocar seu braço de volta no lugar. Yennefer ficou receosa por um instante, mas logo segurou o braço direito do rapaz com as duas mãos.

Respirando fundo e se concentrando nos movimentos que deveria fazer, Sven ergueu seu braço machucado e com a ajuda de sua companheira, o moveu com força para colocar o osso no lugar. Uma dor horrível mas diferente de outros tipos de ferimentos, deslocação de ossos só doía na hora, logo passaria a dor. Mexendo o membro para se certificar que o mesmo estava corretamente no lugar, Sven sorriu, orgulhoso de si mesmo por tal feito. Os ensinamentos de anatomia servia para muita coisa mesmo. Os músculos de seu braço formigam, a circulação sanguínea voltava ao seu estado correto e isso dava a leve sensação de cócegas após a dor que sentira inicialmente.

Os dois braços estavam funcionando agora e Sven podia começar a se concentrar em lavar seu corpo daquela fuligem negra e do sangue. O balde de água  foi inicialmente usado para lavar o ferimento de seu calcanhar, limpou o local sentindo certa ardência ali e pelos deuses, não havia cortado nenhum tendão. Suspirou aliviado, precisaria apenas cauterizar o ferimento ali para sarar mais rapidamente.

A água restante serviria para tirar a fuligem de seu corpo e ajudar as pequenas queimaduras em seu braço e peitoral. Levando o balde até a cima de sua cabeça, despejou a água em seu corpo, começando pelos fios negros de seus cabelos até chegar em sua face. As gotas que caíam eram geladas e refrescantes, davam a sensação da vida de volta. Sven abriu um pouco a boca e bebeu daquela água pura e límpida apenas para tirar a secura terrível da garganta enquanto as gotas de água dançavam junto ao seu corpo, numa mistura química de fuligem e suor que deixaria a água bailarina em seu corpo escura aos poucos.

Que os deuses sentissem inveja quando um de seus gladiadores saciasse sua sede após a gloriosa batalha que havia vencido. Desde os fios negros de seu cabelos as pontas dos dedos de suas mãos, agora estavam refrescados e o herói acabou seu show ali, deixando um grupo de adolescentes mais ao fundo eufóricas e todas as pessoas que olhavam, atônitas com tamanha beleza e perfeição.

Com a flecha em mãos, precisava cuidar de seu calcanhar. Fogo havia de monte e ao se aproximar de um pouco de brasa, tocou a ponta da flecha metálica sobre o fogo. O metal esquentou rapidamente e Sven respirou fundo antes de encostar aquela flecha quente no corte de seu calcanhar. O cheiro de carne queimada não lhe seria um problema, mordiscou o lábio ao sentir a pele queimando e logo retirou a flecha de cima da mesma.

Procurou sua mochila que havia deixado em algum canto da colina, e após acha-la Sven pegou uma bandagem, que seria o suficiente para cobrir seu peitoral. Amarrou as faixas brancas pelo corpo. As costelas quebradas precisam de tempo para se curar, mas não podia parar agora, havia coisas mais importantes que as pontadas de dor que sentia ao fazer certos movimentos.

As carruagens ao longe que vinham de Lvneel agora chegavam ao porto. Os homens, apressados tiravam um estranho equipamento de dentro das carroças, famosas bombas de água. Da qual um cano era jogado ao mar para captar a água e, do outro lado, uma mangueira para jorrar o líquido sobre as casas. Aos poucos o trabalho daqueles homens se intensificava, parte do porto ainda podia ser salvo das chamas e numa corrida contra o tempo, os homens tentavam acabar com as chamas. Os civis que viviam no porto e tinham seus comércios ajudavam uns aos outros, Sven não precisou se preocupar pois a ajuda da cidade estava a organizar os sobreviventes para irem a Lveneel.

Enquanto os civis faziam filas e se preparavam para irem embora dali, Sven procurou o ferreiro do porto. Observou dois jovens cheios de fuligem conversando. - Nossa, o Robert ainda não voltou? - Um perguntou. - É cara… Espero que ele não tenha sido pego pelo fogo… Maldito ferreiro, isso é culp… - Sven se intrometeu na conversa de ambos e com seu jeito simples de falar, perguntou a onde o ferreiro estava. Os dois jovens se entreolharam e responderam apontando para um senhor de cabelos grisalhos que estava sentado embaixo de uma árvore.

Sven se aproximou do homem e viu que o mesmo era um velhinho com olhos tristes e melancólicos, suas mãos tremiam enquanto ele se agarrava em uma coberta fornecida pelos soldados da cidade. O homem olhou para o rapaz quando ele se aproximou. A pergunta de Sven fora direta, queria saber a quanto tempo o senhor tinha a forja. Os olhos amarelos do homem fitaram os de Sven. - Olha meu rapaz… Minha mãe me pariu perto do braseiro daquela velha forja… Segui os passos de meu pai assim como meu filho seguiria os meus… Mas agora está tudo acabado. Aquele maldito estragou tudo o que eu tinha. - Lágrimas puras de tristeza e agonia escorreram pelo rosto do velho, havia perdido sua casa para um criminoso infame e tudo o que tinha agora era uma bela espada em mãos.

- Ele chegou na minha ferraria pedindo por uma peça para o leme de seu navio, eu disse que iria demorar um dia para fazer a peça… Um mísero dia e quando eu percebi estava tudo em chamas. As pessoas dizem que foi culpa minha, mas elas não estavam lá, minha forja sempre foi segura e nunca deu nenhum problema para o porto. Aquele maldito ateou fogo não sei como em meu estoque de pólvora e fez tudo ir aos ares, e o final filho… Bem, você pode ver por si mesmo. - O velho tossiu fortemente após falar com Sven que logo começou a botar a cabeça para funcionar.

O leme de um navio é de extrema importância pois é o que faz a embarcação virar, o volante do barco. Com um leme quebrado, o navio não seria capaz de manobrar pelo mar, forçando o mesmo a ficar parado no porto. Sven olhou para o único navio atracado, seus pensamentos lhe davam confiança.Só podia ser aquele maldito navio que estava sozinho ali.

Sven olhou ao seu redor, estava sem uma arma, sua fiel companheira agora estava fazendo companhia aos peixes e convenientemente o velho tinha uma em suas mãos. Gentilmente, ele pediu a espada do velho, dizendo que havia perdido a anterior salvando a menininha. O velho olhou nos olhos de Sven, suas palavras fizeram o senhor soltar um leve suspiro antes de entregar a espada nas mão do jovem. - Use-a, vingue a todos nós…Cof cof. - O senhor tossiu ao entregar a espada. Sven olhou para sua nova arma e com movimentos simples para não afetar muito as suas costelas, testou agora sua nova companheira.

Embora parecesse antiga, sua lâmina estava muito bem afiada, o que deixou o jovem rapaz satisfeito. Procurou por Yenn e ao encontrá-la, chegou ao seu lado e após uma piada irônica, pediu ajuda para sua companheira. Ela sorriu para ele antes de dizer: - Ha, nem precisava me pedir algo assim. - Juntos foram até os guardas que apagavam o fogo. Sven identificou a pessoa que seria a responsável pelo comando ali, uma mulher beirando os dois metros de altura com um porte forte comandava os homens. Ela percebeu Sven e Yennefer se aproximando e com sua voz trovejante, pediu para que se afastasse.

- O fogo ainda está perigoso, por favor se afastem. - Ela tinha uma cara carrancuda, os cabelos em sua cabeça eram raspados como a de um soldado. Não era marinheira, e estava vestindo uma cota malha por baixo de uma camiseta de linho branco. Sven não recuou ao ouvir a voz da mulher, em vez disso se aproximou dela contando de sua proposta indecente. Uma troca, pegar o criminoso responsável por aquilo tudo não era prioridade daqueles guardas no momento. Com um sorriso malicioso a mulher colocou as mãos na cintura e se abaixou um pouco para olhar cara a cara com Sven. -  Se tiver coragem de fazer isso, vá em frente, a vida é sua, pode escolher morrer como quiser. Meus homens estão muito ocupados com esse incêndio, mas se conseguir trazer o criminoso com vida, a recompensa pela cabeça enforcada dele será sua. Afinal eu tenho uma certa ideia de quem fizera isso… Maldito piromante. - A mulher se voltou a seus homens e com sua voz alta e firme, voltou a dar ordens a eles.

O barco ancorado no cais estava na ponta oposta que havia pegado fogo. A maré era alta e as amarras que seguravam o barco remexiam de um lado para o outro. Sven e Yennefer se aproximaram da embarcação. Não havia sinal de vida vindo do navio, estava tudo muito quieto na embarcação, calmo até de mais.





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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição EmptyTer 08 Maio 2018, 15:20

Improba vita, mors optabilior


Até conseguir fazer Alice retornar em segurança aos braços da mãe, Sven achava o heroísmo algo idiota, nunca conseguiu entender o que levava certos homens a abandonarem suas famílias, seus sonhos e sacrificar seu tempo e segurança por pessoas que nem conheciam. Sua religião dizia que o homem era naturalmente mau, assim sendo, lutar contra essa natureza perversa era uma nobre virtude, mas devotar a vida para ajudar os outros era algo altruísta demais para cativar sua atenção, vontade ou desejo. Cercado pela presença fúnebre das chamas e sentido os resultados de suas escolhas imprudentes em seu próprio corpo, o espadachim se sentia surpreendentemente feliz, se fosse totalmente sincero consigo mesmo, saberia que a última vez que conseguiu sorrir tão verdadeiramente foi antes da morte de sua mãe. Apesar das consequenciais sofridas, a imagem de Alice nos braços da mãe junto com o carinho e admiração das pessoas que o rodeavam fazia tudo valer a pena, talvez bancar o herói de vez em quando não fosse algo tão idiota assim.      

O encontro com o ferreiro era um tanto quanto melancólico, homens que perderam tudo o que tinham, ou ao menos acreditavam ter perdido, sabem se reconhecer sem muita dificuldade, ao observar aquele senhor, Bjarke sabia que sua dor era verdadeira. Suas mãos inseguras e suas lágrimas inevitáveis não eram, nem de perto, o suficiente para representar a dor que deveria estar sentindo. Se cada homem fosse uma árvore é a tristeza fosse um machado afiado, o artesão desesperado seria um toco, que teve toda a seiva extraída de forma cruel e foi privado de qualquer contato com o sol. Sven via naquele homem um reflexo de si mesmo, em tempos passados, de forma que era impossível não sentir empatia e se comover, mesmo que um pouco. Já com a posse da espada, o médico levaria a mão esquerda até o ombro direito do velho desolado. - Senhor, eu não vou em busca de vingança. - Seus olhos fitariam o rosto do ferreiro, sua feição passaria seriedade e sua voz estaria em um tom mais ameno que o normal. - Meu pai me ensinou que quando um homem parte em busca de vingança, deve cavar duas covas. Eu vou atrás de justiça. - O jovem sabia que um bom médico não tratava apenas dos males do corpo, já que eram os sentimentos que costumavam causar as mais profundas feridas. - Não se sinta mal por nada, não importa o que digam, você é uma vítima como todos os outros. - O espadachim daria as costas para o artesão e caminharia em passos lentos, mas, após avançar poucos metros, pararia e diria, sem virar o rosto. - É uma boa espada, você ainda vai forjar muitas como essa. - Partiria, sem esperar uma resposta.

Enquanto caminhava até os homens de Lvneel, Sven pensava sobre sua nova lâmina, que era muito mais pesada que a anterior, já que, além de seus desejos, carregava os sentimentos de todos aqueles que tiveram sua vida arrasada pelo Incendiário. As recordações tomavam conta de seus pensamentos, de forma que se lembrava dos dias passados com seus irmãos, brincando no convés do navio. Em certos dias, eles eram marinheiros, noutros, caçadores de recompensa, em raras ocasiões, um deles era até mesmo o próprio rei dos piratas. Bjarke sempre achou idiota a prática de dar nome para as armas, mas seus irmãos sempre adotaram tal prática, de forma lúdica, agora, considerava seriamente a possibilidade de nomear aquela lâmina, talvez fazer coisas que antes julgava como estúpidas estivesse se tornando uma prática.  

Depois de considerar alguns nomes, o médico concluía que a melhor forma de se referir àquela arma era como Flamígera. O nome vinha de uma espada bíblica que podia irradiar fogo, a lâmina pertencia a um querubim que foi designado para proteger os portões do paraíso depois da expulsão de Adão e Eva, parecia um nome propício para a situação. Sven já se deparou com uma certa quantia de coisas bizarras, patrulheiros que usavam roupas coladas de cores ridículas no meio da neve, um gorila alcoólatra chamado Macarcos e Roxanne d'Lamour, mas nada se comparava com a espécime que acabara de encontrar, uma mulher que não despertava nem uma mínima fração dos seus instintos mais luxuriosos. O encontro não fora nem um pouco produtivo, o espadachim até cogitou a hipótese de tentar convencer o grupo, mas seu corpo e sua mente não estavam nas melhores condições, assim sendo, dobrar a vontade de homens determinados seria trabalhoso demais, tudo que Bjarke queria era fazer sua lâmina atravessar o coração do ser que causou tanto sofrimento na vida de pessoas completamente inocentes e acreditava que podia fazer isso sozinho, ou melhor, com Yennefer, de forma que deixaria os soldados lidando com os efeitos, enquanto derrotava a causa.

Na medida em que avançava em direção ao barco, Sven podia sentir a fúria crescendo e se enraizando em seu corpo, embora ainda fosse capaz de manter a calma. Chegando perto o suficiente, o espadachim observaria bem a nau, procurando por homens no mastro e no convés. A vontade de atear fogo na embarcação era grande, aos pensamentos do médico, soava como justiça divina, mas não sabia se existiam inocentes ou reféns no navio, a dúvida era o suficiente para trazer cautela em suas ações. O homem tomaria certo tempo para planejar suas ações e, em seguida, compartilharia seus pensamentos com Yennefer. - É impossível saber quantos estão no navio, é impossível saber se tem algum deles lá na verdade, a única certeza é que eles precisam da embarcação pra fugir, qualquer dano já é lucro pra gente. - Um sorriso malicioso acompanharia as últimas palavras. - Embarcamos, deixamos o navio impossível de se manobrar e depois matamos todos eles, na minha cabeça parece um plano perfeito, o que acha? - Bjarke não esperaria por uma resposta, simplesmente caminharia até o pedaço de madeira sem leme.

Se fosse capaz de notar alguma presença no convés ou nos mastros do navio, o espadachim revelaria a presença do inimigo para a arqueira. - Espero que a mira esteja em dia, duvido acertar aquele ali. - Diria, enquanto apontava para o alvo com o dedo indicador da mão direita. Na hipótese perfeita, a flecha disparada por Yenn levaria a morte até o pirata, impedindo que ele alertasse seus aliados, se tudo desse errado, o alvo alertaria seus companheiros e Sven teria o duelo que desejava. Se o convés e os mastros estivessem livres, ou preenchidos com inimigos que não tivessem notado a presença da dupla, o médico tentaria subir na embarcação, procurando por escadas de corda na lateral do navio. Subindo com sucesso e fora da vista de qualquer adversário em potencial, Bjarke usaria sua espada para cortar as cordas que ligavam o mastro ao convés, não tinha ideia do que cada uma delas faria separadamente, mas sabia que, na pior das hipóteses, daria algumas horas de trabalho aos homens do Incendiário, se um dia fizessem reparos.

Caso a situação no convés estivesse sob controle, Sven procuraria a escada que desceria até os níveis inferiores da nau, mas não passaria por ela, apenas se posicionaria ali, não permitindo que nenhum homem dentro da embarcação passasse para fora, garantindo também a vantagem de ter o terreno alto no primeiro embate, além do fato do espaço criar um efeito de funil, não permitindo que fosse atacado por muitos inimigos ao mesmo tempo. - Atire primeiro, faça perguntas depois, se algo der errado, corra. - Sussurraria para Yennefer, com um sorriso no rosto.  

Bjarke adotaria uma postura de combate que levava em conta seus ferimentos, geralmente utilizava sua espada com apenas uma das mãos, para melhorar seu alcance, mas, devido ao ombro deslocado, seguraria o cabo da lâmina com ambas as mãos, visando maior força e precisão. Seu pé direito ficaria à frente do esquerdo, de forma que seria usado no caso de avanço ou recuo, em um primeiro movimento, enquanto o pé do calcanhar ferido apenas apoiaria. Sua arma criaria uma distância entre o espadachim e o inimigo, já que estaria inclinada de forma que a lâmina ficaria rente ao centro do seu corpo, mas deslocada diagonalmente, mais perto de uma linha horizontal que de uma vertical. - Vai, faz a fila e vem um de cada vez!. - Gritaria, para qualquer um que quisesse ouvir, esperando que algum inimigo aparecesse para avançar.

Na hipótese de um combate eclodir, Bjarke esperaria o movimento de seu adversário, lutando de forma reativa. No caso de um corte ou golpe de concussão horizontal ou diagonal, pela esquerda ou pela direita, o médico tentaria posicionar sua espada entre a trajetória do golpe e seu corpo, segurando o cabo da lâmina firmemente com ambas as mãos, se realizasse o bloqueio com sucesso, forçaria a arma inimiga contra a direção em que o golpe foi feito, tentando dificultar a recuperação e abrir a guarda do inimigo. Na condição de ter seu corpo alvejado por uma estocada, em qualquer altura, Sven daria um passo para trás, aumentando a distância do golpe, para em seguida golpear a arma do inimigo com sua lâmina, brutalmente, tentando deixar o atacante desprotegido enquanto neutralizava a ofensiva. Se um golpe viesse de forma vertical, tanto de baixo para cima quanto de cima para baixo, o espadachim tentaria esquivar, fazendo seu corpo pender para o lado mais oportuno, deixando assim arma inimiga passar, sem causar qualquer dano, quando o movimento da arma fosse finalizado, golpearia o instrumento, tentando abrir a guarda do atacante. Realizando qualquer um dos movimentos com sucesso, aproveitaria a vantagem do terreno alto e saltaria contra seu adversário, usando o peso de seu corpo como uma vantagem enquanto tentava fincar a ponta de sua nova espada em qualquer ponto do tronco do inimigo, no movimento da queda. Se existissem mais inimigos atrás do homem que sofreu a investida, provavelmente seriam derrubados pelo movimento. Na hipótese de se deparar com um atirador, confiaria nas habilidades da arqueira para neutralizar o problema. De toda forma, se não encontrasse o incendiário, gritaria. - Apareça verme, você teve bastante coragem para destruir a vida de velhos, mulheres e crianças, espero que não fuja agora, as coisas vão começar a ficar divertidas. - O médico sentia o mais puro desprezo e repúdio em relação ao procurado, mas não deixaria que seus sentimentos prejudicassem suas ações, de forma que tentaria se manter atento e em guarda durante todo o tempo.    

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Última edição por Bjarke em Seg 14 Maio 2018, 01:19, editado 2 vez(es)
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